segunda-feira, 1 de junho de 2020

Coerência e bom senso

Meu manifesto não se baseia em sentimento bairrista, mas sim em absoluta coerência e bom senso. Refiro-me ao Programa de Retomada Consciente da Economia, lançado na quarta (27) pelo Governo do Estado. Classifica as regiões em cinco fases: 1 (vermelha), de alerta máximo, com funcionamento apenas de serviços essenciais; 2 (laranja), controle que possibilita aberturas com restrições; 3 (amarela), abertura de número maior de setores; 4 (verde), flexibilização maior em relação à etapa 3; e 5 (azul), de “normal controlado”, com todos os setores em funcionamento, mas mantendo medidas de distanciamento e higiene.

Sou integralmente a favor do isolamento social, seguindo rigidamente os preceitos das autoridades de saúde, assim como do Programa de Retomada Consciente da Economia. Acredito que se baseiam em pesquisas, dados e fatos, sob as óticas da ciência, saúde e economia, dentro de uma gestão pública responsável e transparente.

São justamente tais fatos que me levam a discordar da classificação de Mogi das Cruzes na fase vermelha, enquanto a Capital, epicentro da pandemia no Estado, avança para a etapa laranja. Tal situação só seria inteligível, se nossa Cidade tivesse indicadores piores do que os do Município de São Paulo. Não é o caso. 

O índice de isolamento social em Mogi sempre esteve acima do registrado na capital paulista. Quanto à capacidade hospitalar, na quinta-feira última, a rede mogiana registrava 57% de ocupação dos leitos de UTI e 50% das vagas nas enfermarias. Já a Capital chegava a 92% de ocupação dos leitos de UTI (hospitais públicos e privados) e lotação de 100% nos hospitais municipais.

Vale considerar que, pelo menos, 30% dos leitos mogianos estão ocupados com pacientes de municípios vizinhos, inclusive da capital paulista. Portanto, não são mogianos dependendo dessa assistência. Além disso, como medida preventiva no início da crise, Mogi das Cruzes construiu o Hospital de Campanha, com 200 leitos.   

Mogi não se encaixa na fase vermelha em nenhum dos critérios definidos pelo Estado para estabelecer as fases de cada região. E apresenta números bem mais favoráveis que os do Município de São Paulo. Logo, se o cabedal científico liberou a Capital para a etapa laranja, como justificar a permanência da nossa Cidade no estágio de restrição máxima? Das duas, uma: ou a liberação da capital paulista foi equivocada, ou foram usados desconhecidos peso e medida para classificar Mogi das Cruzes.   

Ombreio-me em total apoio às indignações do prefeito Marcus Melo, do vice Juliano Abe, dos vereadores, do Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê, de entidades classistas e demais lideranças. Estou ao lado deles na cobrança por revisão urgente da classificação de Mogi das Cruzes no programa.

Afinal, os critérios definidos pelo próprio Estado colocam a Cidade na fase 2 (laranja), que permite a abertura de escritórios, concessionárias de veículos, comércio e shopping centers, sempre com os protocolos de higiene e distanciamento.  

Apelamos para o bom senso e coerência das autoridades estaduais! Nada contra o Município de São Paulo, que dista apenas 60 quilômetros da nossa Cidade e sempre esteve próximo sob os aspectos físico, econômico e emocional. A própria característica da conurbação é um fator extra para não haver classificações diferentes entre cidades vizinhas de alta interação. Caso contrário, é imenso o risco de criar corredores adicionais para a propagação do vírus.

Embora seja uma cidade de quase 500 mil habitantes, Mogi depende de São Paulo – onde trabalham milhares de mogianos – e vice-versa. Uma enorme parcela da população paulistana e de vários municípios da Região Metropolitana prescindem da água advinda das três represas localizadas no território mogiano (dos Rios Jundiaí, Taiaçupeba e Biritiba Mirim). 

Reforçando que devem prevalecer os cuidados máximos de higiene e distanciamento social, só clamamos por justiça: a ciência que vale para a Capital também tem de valer para Mogi das Cruzes! #RevisãoJá



Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo

segunda-feira, 25 de maio de 2020

Em boa hora

O recapeamento de ruas na interligação dos bairros Jardim Layr e Jardim Aeroporto, assim como a nova cobertura asfáltica da Avenida Anchieta, em Braz Cubas, no trecho entre a passagem de nível e a Avenida Gaspar Vaz, estão garantidos em Mogi das Cruzes com a liberação de quase R$ 2,4 milhões. O dinheiro corresponde a emendas impositivas (de repasse obrigatório) que apresentei ao Orçamento da União, enquanto deputado federal.  A Prefeitura já tem aval da Câmara Municipal para receber os recursos do Ministério do Desenvolvimento Regional, por meio da Caixa Econômica Federal.

Outra boa notícia é que a Prefeitura concluiu a licitação para construção do Centro de Convenções no Parque Leon Feffer e pretende iniciar as obras em cerca de 30 dias. Enquanto deputado, conseguimos recursos extraorçamentários, da ordem de R$ 2,5 milhões, do Ministério do Turismo para viabilizar esse investimento. Com a concorrência pública, o valor da obra caiu para cerca de R$ 2,025 milhões. O novo espaço permitirá fortalecer atividades socioculturais, esportivas e de negócios no primeiro parque urbano da Cidade que implantamos em 2002, enquanto prefeito mogiano.

Nossa movimentação no Congresso para beneficiar Mogi das Cruzes responde aos pedidos do vice-prefeito Juliano Abe que, representando a Municipalidade, cobrava recursos federais para a Prefeitura concretizar os necessários avanços em infraestrutura urbana e potencial turístico.



É um momento importantíssimo assegurar os investimentos em meio à pandemia que barbariza toda a sociedade, castigando os setores produtivos. Afinal, a execução de obras movimenta a economia e gera empregos, além de trazer a necessária elevação da qualidade de vida.  Em boa hora!

Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo

quinta-feira, 21 de maio de 2020

Dignidade da moradia


“Sem moradia, não há dignidade” é uma frase que, desde a juventude, ecoa em meu coração.  A falta de habitação para milhares de famílias brasileiras é uma triste e cruel realidade.
Dados recentes do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e da ONU demonstram que aproximadamente 40 milhões de brasileiros não têm onde morar, número correspondente a mais de 8 milhões de famílias. Além disso, 47,5% da população brasileira vivem em moradias inadequadas.

Para agravar a situação, a Fundação Getúlio Vargas e o Instituto Trata Brasil mostram que 35 milhões de brasileiros (16% da população) não têm abastecimento de água e 100 milhões (47% da população) carecem de coleta de esgoto.



É o retrato do cotidiano de milhares de brasileiros que habitam  favelas nas periferias das cidades do Brasil afora. E evidente, isso estimula as invasões de áreas públicas ou privadas desocupadas, assim como de prédios abandonados, como ocorreu com o Edifício Wilton Paes de Almeida, no centro Capital, que desabou após um incêndio, ceifando numerosas vidas.

Em que pese serem práticas ilegais, longe de mim julgar os autores. Ao contrário, temos de trabalhar intensamente para reduzir a desigualdade social. Significa incentivar os governantes na consolidação de políticas públicas em prol das oportunidades que os desfavorecidos necessitam, como formação humana, profissional e intelectual. Os brasileiros são criativos, dedicados, solidários e batalhadores. Não precisam de esmolas. Não se trata de oferecer peixes, mas sim varas de pesca e aprendizado de como fisgar.

Falo de lições e iniciativas provenientes dos conhecimentos adquiridos num ensino público de qualidade que, estamos cansados de repetir, permanecem ausentes dos programas governamentais. Com a oferta contínua desses instrumentos, as conquistas sociais como saúde, transporte e moradias dignos serão decorrentes das próprias iniciativas da brava gente brasileira.

Além do mais, estaríamos consolidando o importante regime democrático, extirpando de vez as participações e vitórias eleitorais dos nefastos espertalhões, oportunistas e populistas, que se locupletam com a miséria derivada da elevada desigualdade social.

Enquanto não alcançamos o nível de uma sociedade mais equilibrada, homogênea e justa, indubitavelmente, compete ao governo, em parceria com o setor privado, oferecer às famílias de baixa renda acessos plausíveis e muito mais céleres aos programas de moradias dignas. E sem paternalismo. É o mínimo para o resgate da justiça social!

Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo


segunda-feira, 18 de maio de 2020

Consciência e Denúncia



É abominável o crescimento da violência de toda ordem. Mais revoltantes são os estupros e agressões, entre outros crimes, contra mulheres, crianças e pessoas vulneráveis. Lamentavelmente, essas ocorrências aumentaram ainda mais ao longo destes primeiros meses de 2020, quando vigora o isolamento social para conter a disseminação de Covid-19.

Hoje é o Dia Nacional de Combate ao Abuso e a Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. É uma alusão ao Caso Araceli. Em 18 de maio de 1973, uma menina de 8 anos, residente em Vitória-ES, foi sequestrada, violentada e cruelmente assassinada. O corpo foi encontrado carbonizado, seis dias depois.

O episódio dantesco me fez lembrar as acaloradas discussões na tribuna da Câmara Municipal de Mogi das Cruzes, onde eu debutava como vereador naquele ano de 1973. A indignação de outrora perdura até hoje, porque os criminosos, de classe média, jamais foram identificados. O máximo a que se chegou foi à promulgação da Lei Federal (nº 9.970/2000), criando a data.

Segundo o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, em 2018, foram 76.216 crianças e adolescentes vítimas desses crimes odiosos. Isto, sem considerar os milhares de casos que, sem denúncias, acabaram fora das estatísticas.

Mesmo com o rigor das punições penais – oito a 30 anos de reclusão (Lei Federal nº 12.015/2009) –, os agressores agem sem receio de nada. Nem da Justiça dos homens e nem da divina. Mais doloroso é saber que a maioria dos crimes ocorre no seio familiar.

Evidente que a prevenção é a melhor medida para combater a violência sexual contra crianças e adolescentes. É necessário um trabalho informativo junto aos pais e responsáveis, sensibilização da população e dedicação de profissionais de diversas áreas na identificação de potenciais vítimas para eliminar situações de risco.

Enquanto as medidas preventivas são insuficientes, faço um vigoroso apelo à população para denunciar com rigor e agilidade toda e qualquer violência. Vamos acionar o Conselho Tutelar, as Polícias, Guarda Municipal e demais órgãos de segurança pública. Temos o serviço gratuito Disque Denúncia Nacional, pelo telefone 100. Não vamos deixar barato! Nada de condescendência com essa escória! #ConsciênciaEDenúncia

Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo

quarta-feira, 13 de maio de 2020

Carregando o Brasil


Dentre tantas medidas necessárias para construir saídas desta catástrofe secular, decorrente da pandemia de Covid-19, está a retomada gradual da economia. O Brasil está de joelhos, como efeito do esfacelamento industrial e de sucessivos prejuízos desabando sobre comércio e serviços. Lamentamos profundamente! A timidez de boas políticas públicas que espelhou governos despreparados produziu, há décadas, o atraso injustificável, responsável por fragilizar ainda mais os setores produtivos frente ao vírus mortal.

Projeção anunciada pelo Banco Central (Boletim Focus) aponta que o PIB brasileiro deve fechar 2020 com 3,34% negativos. E a tendência é de queda maior, podendo atingir a marca histórica de 10%. O mínimo necessário para sustentabilidade social equivale ao PIB positivo de 3% a 4%.

Existe farta riqueza mineral, no subsolo, que ajuda, mas é finita. Para piorar, o Brasil exporta quase tudo como commodities (matéria bruta), sem agregar valores.

O único alento é a agropecuária. Ainda bem que o Brasil, de clima tropical, abençoado pela fabulosa dimensão territorial e recursos hídricos exuberantes, proporciona a atividade agropecuária de forma excepcional, cultivando tão somente 7,6% da área agricultável e com uma reserva gigantesca de 66% sob proteção ambiental. É o inverso do que ocorre em países como a Dinamarca, que utiliza 76,85% da sua área; a Irlanda, 74,7%; e o Reino Unido, 63,9%.

Estimativas de 2020, lastreadas em informações do Ministério da Agricultura, IBGE e Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária, dão conta de a agropecuária brasileira aumentará 9,8% em relação a 2019, com faturamento estimado em R$ 667,7 bilhões. Isso, só no Valor Bruto de Produção (VBP), dentro da porteira. Portanto, sem contar os dividendos gerados nas aquisições de insumos, na comercialização e na industrialização. Igualmente, sem computar as cifras envolvidas com recursos humanos e agregação de valores.

Com essa espetacular performance, o PIB da agropecuária brasileira deve atingir este ano, no mínimo, um crescimento de 3%, o que significa a contribuição de 21,4% na formação do PIB nacional.

É uma façanha que devemos aos míni, pequenos, médios e grandes produtores de alimentos! São os salvadores parciais da nossa economia, que seguram as engrenagens contra a trajetória de ladeira abaixo, puxada pela pandemia. 



Merecem destaque a força de heroicos produtores de soja, café, arroz, trigo, feijão, algodão, de pecuária de corte e leite, da avicultura (corte e ovos), de frutíferas, como manga e melão, cultivados em grandes áreas, assim como a batalha dos olericultores em pequenas glebas, cultivando hortifrutiflorigranjeiros (verduras, legumes, tubérculos, bulbos, frutas, flores e plantas ornamentais), entre outras culturas, além da crescente aquicultura nacional.

Renomados economistas pontuam que, além da extraordinária contribuição para o reerguimento da nossa fragilizada economia, a agropecuária nacional garante o abastecimento interno e de dezenas de outros países, estimulando o crescimento sustentável com segurança alimentar.

Como líder rural, produtor e profundo conhecedor da agropecuária nacional, tenho orgulho de enaltecer e agradecer o desempenho dos dedicados produtores rurais. Como costumo dizer, eles carregam o Brasil nas costas, saciando a fome do País e do mundo. Fazem tudo isso, sem o devido acesso à tecnologia e à formação profissional, assim como longe dos necessários apoios logístico e tributário. #ObrigadoProdutorRural #ForçaAgro

Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo

sexta-feira, 8 de maio de 2020

Eterna gratidão


Hoje é Dia da Vitória e Dia Internacional da Cruz Vermelha. O primeiro faz referência  ao fim da 2ª grande Guerra Mundial (08/05/1945), o mais sangrento conflito de ordem planetária. Já o segundo homenageia a maior organização humanitária do mundo, criada em 1863 pelo suíço Henry Dunant, que nasceu em Genebra, em 8 de maio de 1828.

Fascinante a missão desempenhada pela Cruz Vermelha, que cuida de comunidades afetadas por catástrofes naturais, doenças, pobreza, fome, guerras e violência de toda ordem. O olhar da organização recai sobre todas as vítimas – crianças, mulheres, idosos, vulneráveis, pessoas portadoras de deficiências, todos – no sentido de atenuar o sofrimento humano, sem distinção de raça, religião, gênero, ideologia política e condição social.

Gigantesco, o trabalho benemérito da Cruz Vermelha Internacional abrange mais de 190 países, com a dedicação dos  aproximadamente 100 milhões de voluntários, guiados pelos princípios sagrados da organização: Humanidade, Imparcialidade, Voluntariedade, Unidade e Universalidade.



No Brasil, a organização foi fundada em 5 de dezembro de 1908, pelo saudoso médico Oswaldo Cruz, mundialmente conhecido em razão do Instituto de Ciência e Tecnologia em Biomodelos (ICTB/Fiocruz). Na Cidade de São Paulo, o Hospital da Cruz Vermelha também está na linha de frente do combate à Covid-19.

A Cruz Vermelha Internacional é conhecida como a primeira a chegar e última a sair, com acesso livre em todos os países para o enfrentamento de quaisquer males. Sejam quais forem. Decorrentes de doenças, pobreza e calamidades públicas até o  auxílio das vítimas de conflitos tribais, revoluções e  guerras.
Com justiça e integral merecimento pelos relevantes serviços prestados, o fundador Henry Dunant recebeu em 1901 o Prêmio Nobel da Paz e a Organização Cruz Vermelha Internacional, da mesma forma, foi condecorada duas vezes com o Prêmio Nobel da Paz, em 1917 e 1944.  #CruzVermelhaInternacional #GratidãoEterna



Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo


segunda-feira, 4 de maio de 2020

O dia seguinte

É prematuro desejar saber como será nossa vida após a pandemia de Covid-19, sem conhecer os meios de superar o vírus? Pelo atual estado de espírito, a maior aspiração é a descoberta da vacina para o novo coronavírus. A pandemia gera, continuamente, notícias trágicas. São crianças que ficaram órfãs, avós sofrendo a partida dos netos e vice-versa, o médico que não conseguiu salvar a mãe, a enfermeira que sucumbiu cuidando de pacientes, a esposa grávida que enviuvou e terá de cuidar dos filhos sozinha... Há ainda os médicos de UTI tendo de escolher quem viverá por falta de estrutura para todos os doentes.  Além dessas agruras, a dor do adeus que não se pode dar.

Nos últimos anos, cresceram muito as agressões de toda ordem, assim como a intolerância racial, social, religiosa e de gênero, o uso e tráfico de drogas, as fake news, a corrupção, a violência. Ainda assim, a maioria da população mundial, e notadamente a brasileira, prega e pratica a solidariedade, a caridade, o respeito e o amor a Deus. São sentimentos fundamentais na construção da paz e da felicidade.

Sem demérito de outros povos, creio que o Brasil, por ser um país inigualável, plurirracial e multicultural, abriga habitantes com sentimentos de solidariedade e gratidão mais latentes.

Temos o dever de respeitar as pessoas, os outros seres vivos, todo o meio ambiente! Nunca praticando abusos por mais que nosso regime democrático proporcione liberdade quase total.

Abomino a atuação de uma minúscula parcela, extremamente radical, do povo paulistano que, dias atrás, promoveu um protesto contra o isolamento social – medida imperiosa para reduzir a disseminação da Covid-19. Desprovidas de civilidade e alheias à legislação, essas pessoas deram um odioso show de abusos e ignorância. Com buzinaço em frente a hospitais, afrontaram o sofrimento de doentes e seus familiares, além de desrespeitar dedicados profissionais de saúde e voluntários. A selvageria incluiu o bloqueio à circulação de ambulâncias nas vias centrais da Capital, impedindo o transporte de vítimas. 

Respeito o direito às manifestações, desde que ordeiras e pacíficas. Igualmente, condeno a postura dessa meia dúzia de extremistas, que impõem seus pontos de vista, sem considerar a existência dos demais habitantes do planeta. Agridem e agem maldosa e criminalmente. A indiferença é a banalização da desgraça alheia.

Apesar dessa triste demonstração, tenho convicção de que, superados a pandemia e o rastro de sofrimento, dor e saudade, ressurgirão fortalecidos em nosso povo os sentimentos dignos e cristãos. Isso impulsionará ainda mais a bondade, a solidariedade, o respeito e a caridade que são, sem sombra de dúvida, nossa marca registrada! #EuAcreditoNoBem 



Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo