terça-feira, 22 de setembro de 2020

Despoluição é a melhor homenagem

Hoje é Dia do Rio Tietê: Rio Verdadeiro ou Águas Verdadeiras, na língua tupi-guarani, que serviu tribos indígenas, propiciou a colonização e ancorou a evolução de sociedades. A homenagem consta da Lei Estadual (nº 7.815/1992) que ajudei a aprovar, enquanto deputado estadual.


Minha terra natal de Mogi das Cruzes é banhada pelo maior rio paulista, fonte de água para matar a sede e indutor do desenvolvimento do município. O Tietê impulsiona centenas de atividades econômicas. Desde uma siderúrgica até a inigualável produção de alimentos no nosso Cinturão Verde, o mais importante do Brasil.


O Tietê nasce em Salesópolis, no local transformado no Parque Nascentes do Tietê, com 134 hectares, tombado pelo governo paulista. A área fica no seio da Mata Atlântica e o rio tinha tudo para desaguar no Oceano Atlântico, a apenas 22 quilômetros de distância. Por generosidade divina, o Tietê corre em direção contrária e percorre 1,1 mil quilômetros, cortando o Estado de São Paulo de leste a oeste para servir 62 municípios até desaguar no grande Rio Paraná.


Com investimentos maciços e consciência, poder público e sociedade precisam trabalhar, juntos e com rapidez, para a despoluição completa de suas águas. Não adianta ficar na defesa verbal. O Tietê tem de deixar de ser alvo de despejos diários de bilhões de metros cúbicos de esgotos in natura vindos das cidades.


Mogi é a terceira cidade após a nascente do Tietê e tem se esforçado para melhorar o esgotamento sanitário. Quando assumimos a Prefeitura, em 2001, 63% dos esgotos eram coletados, mas apenas 0,5% recebia tratamento, antes de ser lançado no rio. Ao longo de oito anos, investimos pesado em saneamento, elevando os percentuais de coleta de detritos para 89% e de tratamento de esgotos para 43%. De fato, marcas históricas.


No 1º mandato, implantamos seis Estações Elevatórias com a função de bombear esgotos dos distritos de Braz Cubas e Jundiapeba para a Estação de Tratamento de Esgoto da Sabesp, em Suzano. Na 2a gestão, construímos a inédita Estação de Tratamento de Esgoto no Distrito de César de Souza, seguida de implantação de redes para recolhimento e tratamento de esgotos em toda a Cidade. São exemplos de ações pró-saneamento.


Atualmente, vale o destaque para o Programa +Mogi Ecotietê, desenvolvido pelo prefeito Marcus Melo e pelo vice-prefeito Juliano Abe. Os avanços a serem consolidados nos próximos anos tendem a elevar o saneamento básico em Mogi aos índices recomendados por organismos nacionais e internacionais de validação. A série de iniciativas da atual gestão permitirá fechar 2020 com 95% dos dejetos recolhidos e 61% dos esgotos tratados.


Vamos manter a mobilização em favor do Rio Tietê, trabalhando pela integral despoluição de suas águas. Devolver-lhe a vida é homenagear com justiça, dignidade e espírito cívico o nosso Tietê, um guerreiro que merece todo respeito, gratidão e zelo. #SalveRioTietê



Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo


sexta-feira, 18 de setembro de 2020

Valor da prevenção


Sou descendente de imigrantes japoneses, que vieram de um país de reduzida dimensão territorial, super-habitado, sem recursos naturais e atingido por constantes terremotos, maremotos, tufões e tsunamis, entre outras adversidades. Este fato reforça minha convicção sobre a importância da prevenção.

 

Providência, cautela, cuidado, diligência, precaução, presciência, previdência, prudência e medida são alguns dos sinônimos da palavra prevenção. Como no ditado popular, “é melhor prevenir do que remediar”. Numa citação mais elaborada, como a do pensador Jader Amadi, “a prevenção é importante não só na saúde física, mas também nos pensamentos que são causadores de nossos males e no próximo”.

 

No Brasil fantástico e abençoado por Deus, a consciência sobre a prevenção acaba diminuída. Não somos perfeitos e acabamos cometendo erros. Assim é com pessoas e serviços públicos. É comum a gente transferir responsabilidades aos outros sem assumir que causou acontecimentos negativos nem manifestar arrependimento. “Caramba, essa comida me deu dor de estômago; estava estragada!” (sem se dar conta de que comeu demais). “Poxa vida, estava atrasado e o cara ainda bateu no meu carro!” (sem avaliar que poderia ter saído de casa dez minutos antes). “Fulano está p. da vida comigo!” (sem perceber o quanto magoou com suas palavras).  

 

O mais grave é a ausência de prevenção em políticas públicas. Vejam a alta repentina dos preços dos alimentos, principalmente do arroz. É a consequência final de atitudes irresponsáveis dos governos Dilma, Temer e Bolsonaro, que ocasionaram o desmonte dos armazéns gerais para formação de estoques públicos estratégicos de alimentos. Se estivessem operando adequadamente, sob supervisão da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), subordinada ao Ministério da Agricultura, os produtos seguiriam para o mercado, ampliando a oferta freando a escalada de preços.  

 

Como podemos melhorar e aumentar o sentimento de prevenção em relação a nós mesmos e ao próximo? São muitas respostas. Sem ser pretensioso, digo uma. Entendo que, além dos ensinamentos de ordem espiritual, a educação familiar e escolar, desde a infância, é fundamental. Não temos o direito de abusar e temos o sagrado dever de conhecer e proteger os privilégios que o Brasil nos proporciona.

 

Apesar da dádiva da natureza, com potencialidades gigantescas em relação, ao solo, ao clima, às fontes hídricas e sem adversidades naturais, nada é infinito. Tudo se desgasta, diminui e acaba um dia. É preciso se conscientizar de que os males são reflexos de abusos praticados pelo ser humano.

 


Nada avança positivamente sem união. Cabe às autoridades, com apoio da sociedade civil, lideranças e população, implementarem políticas públicas adequadas e agirem permanentemente para melhorar a consciência e o dever geral de prevenção. #PrevençãoSempre

 

Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo

terça-feira, 15 de setembro de 2020

Abelha é vida



As pessoas costumam manter distância dos insetos, apesar de saberem que são imprescindíveis para o equilíbrio ambiental, alicerce da sobrevivência de todos os seres. É o caso das abelhas. Ao falar delas, surgem, quase instintivamente, três coisas: mel, colmeia e picadas doloridas. Fato é que esses pequenos voadores são fundamentais para o processo de polinização de vegetais. Não é uma função exclusiva das abelhas, mas elas se destacam na forma virtuosa e unida de trabalho.   

 

Apesar de superimportantes para o mundo, as abelhas estão desaparecendo no planeta e os seres humanos são os responsáveis diretos. Nos EUA o número de colônias do inseto caiu 52% de 1957 a 2017. Não é diferente no Brasil, onde os apicultores constatam cada vez mais abelhas mortas por aí. Os pesquisadores descobriram que, além das doenças e da redução do habitat das espécies, os agrotóxicos são os responsáveis principais pela morte dos bichinhos.

 

Se o triste cenário não mudar, em breve, mel e cera serão os primeiros a sumir.  O mel surge depois que as abelhas coletam o néctar  de vegetais e flores e regurgitam essa substância dentro de favos feitos de cera, no interior das colmeias. Já a cera é produzida a partir de glândulas no abdômen desses bichinhos. Ambos os produtos são utilizados em diversas indústrias. Além do setor alimentício, o mel é usado em cosméticos e medicamentos, enquanto a cera serve de matéria-prima para cosméticos e remédios.

 

Não é só. Faltará comida. O desaparecimento das abelhas impactaria diretamente a agricultura, tornando insustentável a produção de alimentos. Estudo da Organização Mundial das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) constata que das 100 principais espécies de vegetais, usados como base para produzir 90% da comida ao redor do mundo, 71% são polinizadas por abelhas.

 

Ao mesmo tempo, a agricultura é a mais dependente das abelhas e a principal responsável pelos fatores que envolvem o desaparecimento delas e de outros polinizadores. No Rio Grande do Sul, ficou comprovado que o uso do agrotóxico FIPRONIL causa a morte de centenas de milhões de abelhas. Somem-se a isso os céleres – e criminosos – desmatamentos e queimadas de matas.

 

Os animais que se alimentam de frutas silvestres estão também condenados à morte, pelo crescente desequilíbrio ambiental. Muitos não se deram conta, mas até as carnes serão afetadas. Como conservar as pastagens e produzir rações advindas de vegetais para a sustentabilidade da pecuária, sem polinização?

 

Vivemos um cenário catastrófico com a situação sendo retroalimentada. 1) Ter menos insetos significa ter menos plantas e consequentemente menos produção; 2) ter menos plantas contribui para o aquecimento global; 3) menos produção aumenta a fome e a miséria. Paralelamente, ter menos planta afeta a biodiversidade do planeta e o ciclo de destruição recomeça.

 

Só nos resta clamar para que a população se conscientize, assim como pressione autoridades públicas e lideranças da sociedade civil por providências para reverter o quadro que tem potencial para destruir a humanidade. #PelasAbelhas #PelaVida #SobrevivênciaHumana

Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo

quinta-feira, 10 de setembro de 2020

Devastação criminosa

Criminosos desmatam e queimam matas sem a mínima consciência das atrocidades que cometem contra a humanidade, o meio ambiente e a saúde. Pior, dificilmente recebem punição exemplar.


Cabe ao setor público ampliar as brigadas de combate às ações criminosas, com vigilância 24 horas, além de investir na repreensão com aumento significativo das penalidades aos infratores, assim como na educação ambiental. 


Os desmatamentos e queimadas ocorrem em todo o planeta. Pela simbologia, mencionamos o bioma mais importante do mundo que é a Região Amazônica. São 7 milhões de quilômetros quadrados, distribuídos em nove países. É a maior biodiversidade mundial, que concentra a maior reserva de água doce. 


Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), no primeiro semestre de 2019, o desmatamento cresceu 62,7% em comparação com o mesmo período de 2018. Já os focos de incêndios aumentaram 70%. Todos decorrentes de atos criminosos e, lamentavelmente, sem punições. 


Nosso inconformismo é total! Esperamos uma ação mais enérgica, digna e convincente dos governantes. 


Mogi das Cruzes, incrustada entre as Serras do Mar e Mantiqueira (representada pela Serra do Itapeti), dá exemplo de extraordinária contribuição nas ações de caráter preventivo, proporcionando às crianças, jovens e adultos a consciência cívica na defesa do meio ambiente e da saúde em geral. 


Quando prefeito, em 2001, com a contribuição de uma equipe fantástica, implementamos programas na rede municipal de  ensino para propagar a urgência da defesa intransigente do meio ambiente. A prevenção é o melhor instrumento na preservação ambiental. E as pessoas precisavam conhecer a riqueza da nossa biodiversidade porque ninguém preserva o que não conhece. 


Como primeiro passo, era necessário capacitar os educadores para multiplicar os conhecimentos sobre a educação ambiental e trabalhá-los entre as diversas disciplinas escolares, levando aprendizado amplo aos alunos. 


Assim, surgiu em 5 de junho de 2006, em nossa 2ª gestão como prefeito, a Escola Ambiental (foto), prioritariamente voltada para o magistério. A medida foi tão acertada que crianças, jovens e adultos assimilaram grande consciência na luta contra a destruição da natureza. O empreendimento municipal ganhou notoriedade mundial, com diversas premiações. 




Representando a fabulosa equipe de colaboradores municipais e da sociedade civil, registro os nomes das dedicadas e competentes professoras Maria Geny Borges Avila Horle e Maria Inês Soares Costa Neves, respectivamente, secretária municipal de Educação e diretora da Escola Ambiental, para manifestar os sentimentos de profunda gratidão do povo mogiano! #ContraCrimesAmbientais #RespeitoàNatureza #ConsciênciaeTrabalho

 

Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo

segunda-feira, 7 de setembro de 2020

Vibração cívica

 É obrigação cívica conhecer o porquê da independência do Brasil de Portugal, efetivada em 7 de setembro de 1822. Esta data é um dos mais relevantes feriados nacionais.

 

Por ser uma história importante, complexa e longa, não tenho a pretensão de descrevê-la. Dentre tantas matérias históricas na internet, pinço uma: https://brasilescola.uol.com.br/historiab/independencia-brasil.htm

 

Alguns fatos merecem destaque. É o caso da declaração, em 22 de janeiro de 1822,  do então príncipe regente D. Pedro, contrariando seu pai, o rei de Portugal D. João VI: “Como é para bem de todos e felicidade geral da nação, estou pronto – diga ao povo que fico!”. Historicamente, nasceu o Dia do Fico.

 

É fundamental citar a esposa de D. Pedro, Maria Leopoldina, e seu amigo brasileiro, José Bonifácio de Andrada e Silva, como as personalidades que influenciaram enormemente o príncipe regente e cultivaram nele o desejo de concretizar a independência do Brasil.

 

Os meses que antecederam a libertação do Brasil colonial de Portugal foram extremamente conturbados. Em 28 de agosto, chegaram de Lisboa mensagens invocando o imediato retorno do regente D. Pedro para Portugal. A corte real portuguesa já acusava de traidores ministros de D. Pedro.

 

Recebida por Maria Leopoldina, a mensagem reforçou nela a necessidade do rompimento com Portugal. Em 2 de setembro, ela organizou uma sessão extraordinária, assinou uma declaração de independência e a enviou para D. Pedro que estava em viagem a São Paulo.

 

O mensageiro alcançou a comitiva de D. Pedro, às margens do Ribeirão Ipiranga. Ao tomar conhecimento dos fatos, o príncipe regente ratificou a ordem de independência, erguendo sua espada e entoando o grito histórico: “Independência ou Morte!”.

 


Como cidadãos brasileiros, vamos comemorar este 7 de setembro com muita vibração. Que os sentimentos de independência, aflorados pelos heroicos brasileiros que contagiaram o príncipe regente, sirvam para impulsionar, cada vez mais, em nossa Pátria o trabalho árduo pela liberdade, igualdade e fraternidade. São os três pilares imprescindíveis para a consolidação da democracia. #VivaIndependênciadoBrasil

 

Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo

 

sexta-feira, 4 de setembro de 2020

Cidade Inteligente

Orgulho, respeito e reconhecimento pelo avanço exitoso e sistemático na utilização da tecnologia em Mogi das Cruzes, impulsionada, notadamente, pela administração municipal. Nossos aplausos e gratidão ao prefeito Marcus Melo e ao vice Juliano Abe que se dedicam ao processo, com o apoio dos vereadores e da sociedade civil! 


O levantamento elaborado pela Consultoria Teleco analisa as cidades que ofertam serviços considerados inteligentes ao cidadão, usando meios digitais como internet e celular. Englobam mobilidade urbana, educação, saúde e meio ambiente, entre outros, com peso 2, e os meios de gestão municipal, com peso 1. 


O estudo analisa o desempenho tecnológico de ferramentas disponibilizadas à população, como as do estacionamento rotativo, do transporte público, da consulta de processos administrativos, emissão de documentos, agendamento de consultas, matrículas on-line, incluindo até coleta de lixo e de resíduos recicláveis, entre outros serviços. Essas aferições constituem o Ranking de Serviços de Cidades Inteligentes. 



Mogi das Cruzes ocupa a honrosa 49a posição dentre os 100 maiores municípios do Brasil. Está à frente de capitais, como Brasília e Goiânia (de Goiás), entre outras dezenas de cidades, beneficiando a população com a agilidade, eficiência e praticidade dos meios digitais. 


Ao longo dos anos, a administração municipal vem conduzindo a evolução contínua no uso das ferramentas tecnológicas em prol da população. Conto uma memória de 2001, quando assumimos a primeira gestão como prefeito mogiano. A Prefeitura tinha míseros seis computadores. Investimos em modernização e, entre outras iniciativas, implantamos a Incubadora Tecnológica. Tamanha era a desinformação que a maioria perguntava se o novo espaço era uma granja incubadora de ovos para geração e venda de pintinhos aos avicultores. 


Não, a Incubadora Tecnológica foi o embrião do hoje premiado Polo Digital de Mogi das Cruzes. Selou o efetivo ingresso da Cidade na revolução tecnológica que se processaria com uma gama de produtos e serviços para impulsionar novos negócios, estimular o desenvolvimento e gerar empregos. 


Aproveitando o tema das cidades inteligentes, lançamos um forte apelo ao governo federal para universalizar o acesso à internet, acabando com os chamados buracos negros onde não há sinal para conexão. Anos atrás, com muita pompa, houve o lançamento do programa Internet para Todos, que tinha esse propósito. Porém, o projeto não saiu do papel, por motivos desconhecidos, e lamentamos profundamente. A inclusão digital é poderoso instrumento de maior participação popular e exercício da cidadania.

Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo



sexta-feira, 28 de agosto de 2020

Consciência e solidariedade

Não há como ser indiferente à dor de pessoas em situação de rua. Em condições climáticas favoráveis, já vivem um tormento, que se torna inimaginável no inverno. E impensável, quando o frio vem associado à chuva. A situação dramática da miséria ganhou um elemento extemporâneo: a pandemia de Covid-19. 




Diante da tristeza pela dura realidade, destaco a compaixão e solidariedade que brotam nos corações e alavancam o desejo de contribuir de alguma forma para reduzir esse flagelo mundial. Estima-se que haja 140 mil pessoas em situação de rua no Brasil, sem incluir a expansão causada pela pandemia. 

Existe um esforço imensurável do poder público, aliado a instituições da sociedade civil, voluntários e anônimos, não só para reduzir a quantidade de flagelados, mas também para proporcionar-lhes um pouco de conforto, ainda que temporário. Falo dos abrigos públicos dotados de estrutura para acolher, alimentar e tratar dos desamparados. 

A legislação proíbe o encaminhamento compulsório de alguém para um abrigo. Ou seja, mesmo sob risco de morte por exposição ao frio extremo nas ruas, por exemplo, a pessoa só pode ser removida ao albergue, se concordar. 

Reputo de fundamental importância estabelecer investimentos anuais maciços, obrigatórios e permanentes em ações de combate ao flagelo. Seria preciso um modelo de previsão constitucional, semelhante aos índices mínimos sobre as receitas correntes líquidas dos entes federativos, existentes para educação e saúde. 

Evidente que não basta. Políticas públicas autênticas em prol das pessoas vulneráveis precisam privilegiar o ser humano, com assistência social focada na promoção, valorização e reinserção socioeconômica de cada um, a partir da oferta de oportunidades – de trabalho, de qualificação profissional, de estudos, de vida. Como no ditado popular: não dê o peixe; ensine a pescar. Isso implica viabilizar o desenvolvimento econômico para dar sustentabilidade à promoção humana, com janelas claras para a inclusão social e no mercado de trabalho. 

Estamos às vésperas das eleições municipais. Analisem profundamente a vida pregressa dos candidatos a prefeito, vice-prefeito e vereadores, inclusive de seus familiares e colaboradores próximos. No caso dos majoritários, pesquisem seus planos de governo e procurem detectar suas verdadeiras ambições como gestor público. 

Peço que escolham com antecedência, os candidatos que reúnam, de fato, vocação, talentos e realizações, por menores que sejam, voltados genuinamente à assistência social sob a ótica da valorização humana, com ações para reinserção das pessoas mais vulneráveis no mercado de trabalho e na sociedade. Isso também é ser solidário e ajudar a cuidar do próximo! #Consciência #PorUmMundoMelhor

Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo