quinta-feira, 25 de julho de 2019

Uma gigante amiga

       Referência mundial em sistema de ignição no setor automotivo e em pastilhas de porcelana, a NGK comemora 60 anos de atuação no Brasil. Em 1º de agosto de 1959, escolheu a nossa Mogi das Cruzes para abrir a primeira fábrica do grupo fora do Japão. Sob o comando do Kobayashi, com quem tivemos forte relação de amizade, a empresa começou tímida, no prédio da R. Prof. Flaviano de Melo, até despontar entre as maiores do mundo, no segmento.

      Enquanto prefeito de Mogi, visitamos a sede da NGK, em Nagoya, no Japão. Nossa ligação com os executivos de lá e daqui sempre extrapolou o campo institucional para evoluir em fortes laços de amizade. Não por menos, celebramos potentes parcerias que viabilizaram uma série de benefícios para a Cidade, além da geração de empregos e maior arrecadação. 

      A prática das boas relações é uma poderosíssima ferramenta em benefício do desenvolvimento sustentável, da qualidade de vida, da paz entre os seres humanos e nações, enfim, da almejada felicidade. Cultivando esse conceito, Mogi ganhou vários outros presentes da NGK. Como exemplo, estão as dezenas de motocicletas que ampliaram a frota da nossa Guarda Municipal, elevando a qualidade da atuação, e a construção da fonte luminosa, em frente ao prédio da Prefeitura. O mais expressivo deles estaria por vir. 
      Ainda exercia o cargo de prefeito quando a NGK transferiu o parque fabril para Cocuera. Renovamos o incentivo fiscal de isenção de IPTU por mais 25 anos. A excelente relação da Municipalidade com o grupo levou a diretoria da multinacional japonesa a conceder, por doação à Cidade, a área da antiga fábrica, no Centro. 
      Se Mogi desfruta do excelente Terminal Central, que se interligará ao ferroviário, devemos à nobre iniciativa da NGK, doadora daquela imensa área. Essa valiosa conquista também nos permitiu executar a maior obra antienchentes na área central, combatendo os transbordamentos do Ribeirão Ipiranga e Rio Negro.


      Por tudo que representa para Mogi, onde emprega mais de 1,3 mil colaboradores, para o Estado e para o Brasil, manifestamos toda nossa gratidão à NGK, uma gigante empresarial, uma gigante amiga da Cidade. Parabéns e sucesso sempre!

(imagem: site NGK)


                                          Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo

sexta-feira, 12 de julho de 2019

Estandarte de batalhas


Orgulho de participar da cerimônia de posse da nova Diretoria (triênio 2019-2022) do Sindicato Rural de Mogi das Cruzes! É a entidade que tive a honra de presidir por 20 anos seguidos, de 1980 a 2000. Materializa o estandarte de batalhas do setor agrícola regional, como organização de vital importância para os produtores rurais que sustentam o Cinturão Verde do Alto Tietê e fazem da Cidade a maior produtora do Brasil de caqui, nêspera, cogumelo e orquídea, além de ser o referencial brasileiro em tecnologia na horticultura. 
A luta permanente contra as ameaças de tributação sobre produtos in natura (inclusive, flores e plantas ornamentais), isenção para hortícolas minimamente processados, telefonia rural, regularização fundiária envolvendo 760 hectares no Itapeti, metodologia justa – que se tornou jurisprudência - para indenizar desapropriações de imóveis e culturas decorrentes da construção de represas, o varejão mogiano, dezenas de mercadões em Sampa, implantação do Sebrae e das ações do Senar em Mogi – fundamentais para a capacitação profissional no campo – são algumas das inúmeras conquistas lastreadas pelo Sindicato Rural que, em 1989, também respondeu pelo conteúdo da área de desenvolvimento rural e defesa do meio ambiente da Lei Orgânica do Município, por meio de sugestões 100% acolhidas pela Câmara Municipal.  


         Em mais uma mostra inequívoca de importância, os dados coletados e monitorados pelo nosso Sindicato Rural também embasam as políticas agrícolas desenvolvidas pelos governos federal e estadual.
        Sucesso total ao presidente Gildo Takeo Saito e ilustres membros da diretoria! Toda gratidão ao amigo Minoru Mori que deixou o comando da entidade, aos diretores e colaboradores de todos os tempos!          Aproveitei a presença do prefeito Marcus Melo e do vice Juliano Abe na solenidade para destacar a inauguração da Avenida das Orquídeas, ao meio-dia deste sábado, com a presença do governador João Doria. Trata-se de uma prova de competência da gestão municipal que, apesar da profunda crise, concluiu a maior obra viária deste século, consolidando a nova ligação rodoviária entre as porções Leste e Oeste do Município. Parabéns a todos! #ForçaAgro

                                                  Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo

quarta-feira, 17 de abril de 2019

Verdade é bom e faz bem à saúde!



Não bastassem as polêmicas e notícias negativas, que sacrificam nossa população, fomos surpreendidos com a proliferação avassaladora de uma mentira nas redes sociais. A virulência da informação falsa colocou as pessoas em pânico! Dizia o artigo terrorista que a água tratada fornecida em uma de cada quatro cidades brasileiras estava contaminada com 27 tipos de agrotóxicos. Incluía Mogi das Cruzes e Região do Alto Tietê entre os municípios abastecidos com veneno pelo Semae e Sabesp. Louvamos o imediato desmentido oficial da autarquia municipal e da companhia estadual, tanto nos canais digitais quanto na Imprensa. Ambas, atestaram a qualidade da água fornecida e comprovaram a improcedência do falso alarde: http://www.mogidascruzes.sp.gov.br/noticia/agua-distribuida-a-populacao-de-mogi-das-cruzes-e-livre-de-contaminacao-e-segue-legislacao-federal

      Contudo, é impossível dimensionar os estragos feitos pela disseminação da informação mentirosa. Em especial, porque focou num tema caro à sociedade: a saúde e a consequente preservação da vida, por meio da água e da alimentação consumidas.

     Com um robusto histórico de líder rural e agente político, conheço bem os inúmeros episódios que abalaram a opinião pública e acarretaram graves consequências, principalmente ao setor produtivo de alimentos. Pinço o episódio da suposta água contaminada de cólera em 1990. De lá para cá, com incrível frequência, a população e o produtor rural são vítimas de notícias sobre verduras, legumes e frutas contaminados com agrotóxicos. Quase a totalidade delas impulsionada por interesses politiqueiros e sem compromisso com a verdade. 
     Sofro suspeição por ser produtor rural, mas com total segurança, informo a classe consumidora que os produtos hortifrutigranjeiros passam por rigoroso controle de toxicidade com a finalidade de garantir a segurança alimentar. São mecanismos oficiais contínuos dos governos federal e paulista, por meio de programas de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos. No Estado de São Paulo, o monitoramento ocorre via Defesa Agropecuária da Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento e do Ceagesp. 

      Ainda sob a garantia da fiscalização empreendida, destaco a excelência da qualidade das verduras, legumes, tubérculos, bulbos e frutas produzidos em Mogi das Cruzes e municípios vizinhos. O Alto Tietê é o maior cinturão verde do Brasil, graças à alta competência, tecnologia e responsabilidade dos produtores rurais que, indubitavelmente, cultivam alimentos para a vida saudável. Não por menos, Mogi é referencial brasileiro em tecnologia na horticultura. #MaisRespeito #VerdadeFazBemÀSaúde

                                       Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo 

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Fé, trabalho e vigília


Às vésperas de deixar a Câmara dos Deputados, orgulho-me de defender convicções pétreas, dignificando compromissos assumidos com a população que me elegeu. Estreei na Casa em 2011. Terminei o mandato em janeiro de 2015 e retornei, em fevereiro último. Fizemos vingar avanços exponenciais, como a obrigatoriedade do tempo integral nas escolas. Esportes, cultura e outras ações importantes para a formação pessoal do aluno, que também fica longe da ociosidade das ruas, onde campeiam violência e as drogas. 
Apresentei mais de 60 projetos com objetivos de melhorar saúde e saneamento básico, combater a violência, preservar meio ambiente, e baratear tarifas de telefonia e energia elétrica, entre outros. Quase todos resultam de contribuições da sociedade. Por esse trabalho, despontei como o 3º mais atuante congressista do Estado e o 13º do Brasil no “Ranking do Progresso”, da Revista Veja, em 2013.
Galguei os degraus da vida pública, tendo como premissa a sinergia com a população, minha principal consultora desde sempre. Tudo o que fiz e faço tem como origem e finalidade o bem-estar do ser humano. Da barriga da mãe à velhice. Ingressei na política como vereador, em 1973, com a maior votação da história de Mogi das Cruzes – 13% do colégio eleitoral. Exerci três mandatos na Assembleia Legislativa de São Paulo.
Por oito anos seguidos, de 2001 a 2008, governei Mogi. Além de programas de altíssimo teor social,  criamos na saúde a rede de prós – clínicas especializadas para mulher (Pró-Mulher), criança (Pró-Criança) e idoso (Pró-Hiper), além do Programa de Medicamentos Gratuitos (Promeg). Na educação, saímos dos aterradores acampamentos de mães, por vagas nas escolas, para uma rede escolar moderna, dotada de bibliotecas multimídia, espaços esportivos, merenda de qualidade e atendimento universalizado, que alicerçou o período integral oferecido a mais da metade dos alunos do sistema municipal. 
Os avanços foram lastreados pela nossa Política de Desenvolvimento, que abriu 115 mil empregos diretos e indiretos. Deixei a Prefeitura com pesquisas apontando 86% de aprovação popular e fazendo Mogi despontar entre as cidades mais dinâmicas do País e uma das melhores do Estado para morar.
Enquanto deputado, intermediamos repasses federais e estaduais a centenas de municípios paulistas, contemplando saúde, segurança, educação, saneamento, agronegócio, etc. Igualmente, viabilizamos recursos para os principais eventos socioculturais e esportivos.     
Idealizamos e implantamos a Pró-Horti, compondo importante braço político na busca de soluções para as cadeias produtivas de hortaliças, frutas, champignon, mel, aves e ovos, pecuária de leite, flores, plantas e outros itens de mercado interno. Uma das nossas cruzadas rendeu o convênio (21/2015) que convencemos o Conselho Nacional de Política Fazendária a elaborar para que estados possam livrar do ICMS os hortifrútis frescos minimamente processados. É o caso da alface, selecionada, lavada e colocada em saquinho plástico, que o comprador paga bem mais caro por causa do imposto. São Paulo passou a conceder isenção tributária em dezembro.
Felicitando os parlamentares eleitos e reeleitos, rogo a Deus que a diversidade de ideias permaneça como mola propulsora dos avanços tão necessários ao País!  E que a tolerância e o diálogo fermentem de harmonia a construção de cada passo. Façamos do novo tempo que se descortina o palco de fé, trabalho e vigília!
Feliz 2019! 

Junji Abe, produtor e líder rural, é deputado federal pelo MDB-SP e ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo 

sábado, 27 de outubro de 2018

Poder do voto

Domingo é dia do 2º turno das eleições. É quando os cidadãos do País inteiro vão às urnas escolher o próximo presidente da República e muitos, como os paulistas, definirão seu governador. É possível que os seus favoritos não estejam mais na disputa. Isto não anula a importância do voto.   

Gostaria muito que cada um dos eleitores refletisse bem sobre o significado do ato de votar. Está longe de ser uma aporrinhação. Também não se trata apenas de obrigação ou dever cívico. É bem mais. Significa oportunidade. É a chance de dizer, com voz alta e soberana, o que deseja para o Brasil, nos próximos quatro anos. Se a vida é feita de escolhas, por quê abrir mão de escolher?

Escolher é tarefa difícil em quase todas as situações. Mas, nas eleições, escolher é uma dádiva. Significa se empoderar para aproveitar a oportunidade de usar o instrumento maior do regime democrático: o voto. Quem falta ao pleito, anula ou vota em branco, simplesmente, deixa que os outros escolham. É um falso conforto que sai bem caro mais adiante. Depois, vira hipocrisia ir para as ruas protestar. As manifestações, absolutamente legítimas, servem para cobrar e exigir posturas. Mas, o melhor caminho ainda é escolher bem em cada eleição. Abrir mão de escolher é como reclamar da cor da cortina, após dizer que aceitava qualquer uma. 


Que saibamos sustentar garras afiadas na defesa daquilo em que acreditamos. E tenhamos, ao mesmo tempo, tolerância para respeitar a diversidade de ideias e a pluralidade de opiniões, assim como possamos conciliar as divergências em benefício das pessoas. A contínua participação popular pavimentará um caminho mais próspero, confortável e seguro para as gerações futuras. 


Peço ao eleitorado que vote com consciência, depois de analisar criteriosamente os concorrentes, suas propostas, a viabilidade dos compromissos que assumem e seu histórico de trabalho e de vida. Aqui, incluo o caráter dos candidatos. Sua postura no poder e fora dele. Alguém que desonra pactos e sucateia amizades, dificilmente, honrará aquilo que apregoa em campanha.

A palavra-chave é participação. Faço um veemente apelo à população para que não se distancie da política. Ao contrário: que seja cada vez mais participante do processo político, como agente da transformação cultural, de postura e atitude pela moralização dos seus representantes. Os avanços esperados virão. Basta que cada um vista seu sentimento cívico e assuma, verdadeiramente, suas responsabilidades na evolução social. 

Conclamo os cidadãos de bem para que exerçam com vigor seus direitos de escolher e, depois, de fiscalizar e exigir. Juntos, defendamos nossos ideais, batalhemos pela concretização dos nossos sonhos e tenhamos fé de que somos capazes de fazer sempre o melhor. Acima de tudo, não podemos nos aposentar das nossas almas. Então, façamos valer nossas escolhas, nossos anseios. E cobranças também. Bom voto!



Junji Abe é deputado federal pelo MDB-SP 

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

De volta à Câmara dos Deputados

De volta ao Congresso Nacional após atuar por quatro anos como deputado federal (entre 2011 e janeiro de 2015) e figurar entre os três melhores parlamentares de São Paulo, conforme a Revista Veja (2013). Com quase 80 mil votos nas eleições de 2014, ficamos na suplência da coligação MDB-Pros-PP-PSD. No ranking da Veja, ocupamos a 13ª posição entre os 513 parlamentares brasileiros. O desempenho foi reflexo da qualidade dos projetos apresentados para contribuir com um Brasil mais moderno e competitivo.


sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Dois machados

Dois machados. É assim que todo locutor de bingo costuma anunciar o número 77. Veio à minha cabeça porque o final de ano traz parte dos resultados de bingos e outros eventos beneficentes realizados ao longo dos meses por entidades filantrópicas. São brinquedos, alimentos e todo tipo de ajuda para os necessitados – humanos e animais. É a prova inequívoca de que há pessoas boas. Por trás do trabalho assertivo de organizações sociais, estão voluntários que não medem esforços. Empenham seu tempo e talento para tornar menos ácido o cotidiano de outros. Essa solidariedade imensa inunda hoje minha alma. E me faz ter um orgulho tremendo de ser parte de uma sociedade onde os cidadãos de bem ainda erguem a voz.

77 para mim, hoje, é idade. Nasci em 15 de dezembro de 1940, na fazenda dos meus pais, na zona rural de Mogi das Cruzes. Precisamente, no atual Distrito de Biritiba Ussu. Sou um homem da Terceira Idade, casado com minha amada Elza, pai de Juliano, Daniela e Mariana, avô de Enzo, Bebel, Matheus, Junjinho, Anna Mai, Sophia e Raphael , sogro de Takeshi e da Renata.

Mesmo assim, sinto-me um menino. Não é porque tinjo os cabelos nem porque sou regrado com comida. Talvez, seja porque me entrego à alegria pueril quando vejo crianças brincando no Parque Centenário que tive a felicidade de implantar enquanto prefeito. Ou me embalo nas canções dos Canarinhos do Itapeti, que completaram 15 anos, oferecendo ao País uma seleta safra de novos músicos. Ou ainda ao circular pelo tão aclamado Pró-Hiper que construímos para ser um templo de ação, socialização e saber destinado aos veteranos. Ou reencontro mamães atendidas no Pró-Mulher, com filhos igualmente acolhidos na moderna rede de novas escolas, dotadas de bibliotecas multimídia e espaços poliesportivos, além de ensinados por educadores aprimorados no Cemforpe.

Tantas coisas me emocionam... Até a dádiva de ter aprendido (e continuar aprendendo) a lidar com as novidades da era cibernética. Da escrita, sob a luz de lampião, ao texto que faço surgir no laptop, muito tempo se passou. E me orgulho de haver acompanhado este serelepe chamado tempo. Do telefone sem fio que a gente fazia em casa com potes velhos ao WhatsApp, Facebook, Instagram e tudo mais, na onda da internet, são avanços deliciosos para um idoso como eu.

Hoje, mais que nunca, faço um manifesto de gratidão. A Deus, a minha família e aos amigos de verdade que tenho a honra de cultivar. Afinal, o que seria a vida sem as pessoas maravilhosas que a gente cativa e por quem se deixa cativar? Ao atingir certa idade, o futuro vai deixando de ser uma estrela desesperadamente caçada. Ele passa a morar no minuto seguinte. E isso é formidável! A gente não faz um número maior de planos. Passa a executá-los com maior rapidez e qualidade.

Às vezes, me perguntam se tenho medo de envelhecer. Resposta? De jeito nenhum. Tenho medo de esfriar, de endurecer como humano e de não mais me sensibilizar com pequenas coisas. Sim, tenho medo de não me importar, de não sentir. Enquanto me permito ao turbilhão de emoções, tudo está bem. E sempre há de ficar melhor, com as bênçãos de Deus! Hoje, ainda mais. Ao ouvir o locutor anunciar “Dois Machados”, quero gritar bem alto: Bingo!!!
Junji Abe é líder rural, foi deputado federal pelo PSD-SP (fev/2011-jan/2015) e prefeito de Mogi das Cruzes (2001-2008).