<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-555963871102255072</id><updated>2011-12-30T17:59:53.453-02:00</updated><title type='text'>Na cabeça de Junji Abe</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://junjiabe.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Junji Abe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02003886204288353738</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S1TMS2vKYpI/AAAAAAAAAFY/MQQSK6tffTE/S220/junji-abe-blog.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>50</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-555963871102255072.post-1471498532593964569</id><published>2011-12-30T17:49:00.003-02:00</published><updated>2011-12-30T17:59:53.457-02:00</updated><title type='text'>Ano de pessoas melhores</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Perdão e gratidão. Duas palavras simples de significado amplo e profundo. Porém, nem sempre praticadas com as merecidas frequência e intensidade. Estamos prestes a encerrar mais um ciclo de 365 dias. A Terra se prepara para completar mais uma volta em torno do Sol. E nós, pequeninos na imensidão do cosmos, ficamos envoltos por preocupações cotidianas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Às vésperas da virada do ano, é normal a lembrança das urgências. Daquelas pendências, gigantescas ou minúsculas, que precisam ser eliminadas. Na expectativa dos dias vindouros, nada custa rememorar questões fundamentais, inexplicavelmente deixadas em aberto. Sim, é a correria que conduz à falta de tempo. Mas, o que justifica um perdão não pedido nem concedido? Ou um ‘muito obrigado’ não dito?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Aqui, entram as duas palavrinhas de valor inestimável. Penso que nossos esforços precisam ser dirigidos à meta de sermos pessoas melhores. Não mais ricas e nem mais poderosas.  Apenas – e isto é de nobreza ímpar – pessoas melhores. &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-dxzBGAqV6mk/Tv4X-sHMu5I/AAAAAAAAAYc/4O_A2DccpL0/s1600/IMG_0859h.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px 0px 10px 10px; width: 320px; height: 219px; float: right; cursor: pointer;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5692013344803568530" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-dxzBGAqV6mk/Tv4X-sHMu5I/AAAAAAAAAYc/4O_A2DccpL0/s320/IMG_0859h.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Tanto os bens materiais quanto o poder são efêmeros. Passarão e se transformarão num piscar de olhos da eternidade. O que fica é a bagagem de conhecimentos. E o que cada um traz na alma.  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;Sob a ótica do que é fundamental, a matemática de perdas e ganhos se desprende do sentido convencional. O balanço passa a ter outro contorno. Estar no verde ou no vermelho depende diretamente do bem que se faz ou se deixa de fazer a alguém. São ações que enriquecem ou empobrecem a alma humana. E isto independe do saldo na conta bancária e das posses.  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;A cada dia, reafirmo minha convicção de que o ser humano foi criado para ser bom. Nenhuma obra de Deus poderia ser ruim. Mas, com o privilégio do livre arbítrio, nem sempre a escolha é o caminho do bem. As opções erradas vão corroendo a alma até não restar sequer o pó.   &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Da mesma forma, é possível fazer escolhas certas. E ficar do lado do bem. Não requer prática nem habilidade. Apenas o desejo sincero e o trabalho firme de cultivar as dádivas recebidas do Criador. Acredite: o mundo precisa de pessoas melhores, cada vez melhores. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Para levar adiante essa revolução interior, vale começar pelos pequenos acertos. Agradecer sempre, todo o tempo, por tudo. Até as situações aparentemente adversas merecem gratidão. Elas trazem grandes lições e até o sofrimento necessário para despertar a força interior, passaporte para a superação. Sim, a capacidade de se erguer e seguir em frente, sem lamentar ou sucumbir à autopiedade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Ainda focando os pequenos acertos, pinço a necessidade do perdão. Em mão dupla! Ser indulgente e também pedir perdão. Nenhum mortal está imune aos erros. Portanto, a regra é a mútua compaixão.  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Falo de perdão e gratidão em todos os sentidos. São palavras que precisam ser traduzidas em atos no dia a dia. Nada de deixar para amanhã. Peça e aceite desculpas sempre.  Faz bem ao coração perdoar e agradecer. É muito importante dizer obrigado à atendente de uma loja.  É fundamental agradecer a Deus pela família maravilhosa, pelos amigos leais, pela vida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;Na jornada pela evolução da alma, saímos com a vantagem da essência divina, concedida a cada um. O restante é boa vontade e prática cotidiana. Que em 2012 tenhamos fé, saúde, determinação, paz, coragem, sabedoria e bondade para fazer de nós mesmos pessoas sempre melhores.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Muito obrigado! Feliz Novo Ano!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;     &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:78%;"&gt;Junji Abe é deputado federal – PSD-SP&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/555963871102255072-1471498532593964569?l=junjiabe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://junjiabe.blogspot.com/feeds/1471498532593964569/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2011/12/ano-de-pessoas-melhores.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/1471498532593964569'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/1471498532593964569'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2011/12/ano-de-pessoas-melhores.html' title='Ano de pessoas melhores'/><author><name>Junji Abe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02003886204288353738</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S1TMS2vKYpI/AAAAAAAAAFY/MQQSK6tffTE/S220/junji-abe-blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-dxzBGAqV6mk/Tv4X-sHMu5I/AAAAAAAAAYc/4O_A2DccpL0/s72-c/IMG_0859h.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-555963871102255072.post-4839690763032318202</id><published>2011-12-06T23:50:00.002-02:00</published><updated>2011-12-07T01:06:08.194-02:00</updated><title type='text'>Hoje é dia de viver, bebê</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-O-Z0S1FrQGc/Tt7Q4piJ5JI/AAAAAAAAAYI/vox7bZzWRFc/s1600/m1112061100441.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px 0px 10px 10px; width: 300px; height: 220px; float: right; cursor: pointer;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5683209451428504722" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-O-Z0S1FrQGc/Tt7Q4piJ5JI/AAAAAAAAAYI/vox7bZzWRFc/s320/m1112061100441.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;strong&gt;Ao sempre amigo Ale Rocha, &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;strong&gt;com toda força e luz!&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A vida é muito mais que “para ser vivida”. A vida é para quem sabe viver. E ele soube, como poucos. Dia após dia; e de novo, até o último. Apesar da dor, da falta de ar, das restrições que a doença impunha, apesar dos pesares. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Lembro-me da primeira vez que nos falamos. Foi pelo Twitter. Assim, de tanto contato virtual, ficamos próximos. E tive o privilégio de conhecê-lo pessoalmente. Jovem inteligente, culto, audaz, solidário, politizado, crítico, dono de um altruísmo ímpar e em pleno exercício da cidadania – sempre enfronhado com ações para melhorar o País, o Estado, a nossa cidade de Mogi das Cruzes.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Conhecer uma pessoa como ele é uma experiência valiosa. Tê-lo como amigo é uma dádiva divina. Faz a gente perceber o quanto é pequenino perto de alguém com tamanha força interior. Mas, também faz a gente se sentir um gigante pela energia positiva que recebe.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Ao longo do nosso convívio, tive cada vez mais motivos para admirá-lo. Acompanhei momentos difíceis que ele atravessou. Sempre com otimismo, fé, bom humor,  um largo sorriso no rosto e, por incrível que pareça, o desejo de ajudar. Bem  maior que o de ser ajudado. Aos mortais que não tiveram a mesma sorte que eu, só posso dizer que perderam uma grande oportunidade de aprendizado. Mais que isto: não tiveram a chance de conviver com um amigo leal, destes com quem a gente troca confidências, diz sempre o que pensa e sabe que estará ao seu lado. Mesmo que seja para cobrar ações e posturas. Ele cobrava bem. E, como político, digo que era uma honra ser cobrado por ele.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Jornalista brilhante, comentarista de TV coerente e antenado em tudo, blogueiro de primeira linha, um grande empreendedor, tudo isso e bem mais é o que mundo já sabia sobre ele. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Este menino de 34 anos, homem como poucos, era um pai de família dedicado e amoroso. Penso no pequeno João Vitor, seu filho. Sinto um nó enorme na garganta...  Escrevo aqui de Brasília. Não pude me despedir do amigo mais guerreiro que já tive, um samurai armado com as palavras.  Ele foi atender ao chamado de Deus. Decerto, a esta altura, já deve estar dando pitacos para melhorar as coisas por lá.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Aqui embaixo, ficamos com a saudade. E, ao mesmo tempo, com a certeza de que seu legado será preservado por todos aqueles abençoados por conhecê-lo. Das suas lições, extraio a melhor: viver. Intensamente, com todas as forças, com a alma inteira. Sim, viver cada dia como se fosse o último. Mas, com a alegria de ser o primeiro.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Adaptando da sua última frase no Twitter, digo: “Hoje é dia de viver, bebê”&lt;/p&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="2" face="georgia"&gt; Junji Abe (PSD-SP) é deputado federal&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/555963871102255072-4839690763032318202?l=junjiabe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://junjiabe.blogspot.com/feeds/4839690763032318202/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2011/12/hoje-e-dia-de-viver-bebe.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/4839690763032318202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/4839690763032318202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2011/12/hoje-e-dia-de-viver-bebe.html' title='&lt;strong&gt;Hoje é dia de viver, bebê&lt;/strong&gt;'/><author><name>Junji Abe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02003886204288353738</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S1TMS2vKYpI/AAAAAAAAAFY/MQQSK6tffTE/S220/junji-abe-blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-O-Z0S1FrQGc/Tt7Q4piJ5JI/AAAAAAAAAYI/vox7bZzWRFc/s72-c/m1112061100441.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-555963871102255072.post-1781784773507247202</id><published>2011-04-21T02:52:00.006-03:00</published><updated>2011-04-21T03:00:28.286-03:00</updated><title type='text'>Domingo de Páscoa</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-efJjKiOqukA/Ta_HYIuGF3I/AAAAAAAAAX4/s9dHcsg061M/s1600/domingo-de-pascoa.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 225px; FLOAT: right; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5597912079316424562" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-efJjKiOqukA/Ta_HYIuGF3I/AAAAAAAAAX4/s9dHcsg061M/s320/domingo-de-pascoa.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Meus filhos já são crescidos, mas tenho três netos pequenos que, com certeza, aguardam ansiosos o Domingo de Páscoa. Quem tem crianças na família sabe da expectativa em torno dos ovos de chocolate, trazidos pelos coelhinhos felpudos – leiam-se pais e avós. O apelo comercial é pesado. Começa semanas antes em tudo que é mídia. A meninada fica ouriçada, cobiçando as doces delícias, cada vez mais atraentes aos olhos dos pequeninos. E de muitos marmanjos também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a economia de mercado, é formidável. Aquece a indústria e movimenta o comércio. Para o bolso dos coelhinhos felpudos, nem tanto. Haja pai de família fazendo das tripas coração para adoçar os pequenos na Páscoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com todo respeito ao chamariz comercial da data e aos olhinhos brilhantes da criançada, peço uma pausa para falar do real significado da Páscoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Longe das maravilhas do cacau, o Domingo de Páscoa marca a ressurreição de Jesus Cristo. É a festa do renascimento Daquele que deu a vida para derramar o perdão divino sobre o nosso mundo de mortais pecadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, antes de saborear a tradicional bacalhoada ou uma deliciosa sardinha nesta Sexta-Feira Santa, vamos refletir um pouco sobre o sofrimento de Jesus. Visto como ameaça pelos poderosos, Ele foi crucificado por ser diferente. Por ser um líder imbatível, porque pregava o amor incondicional. Amor a Deus, aos pais, aos filhos, aos amigos, aos companheiros, aos desconhecidos, aos inimigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Sexta-Feira da Paixão deve nos inspirar a refletir. E mais que isso. Deve nos conduzir à reconciliação. Com aqueles a quem magoamos, com aqueles que nos magoaram. É um dia para o perdão. Na cruz, à beira da morte física, Jesus elevou o pensamento ao Pai e pediu que Deus perdoasse seus algozes. Quem somos nós para negar perdão? Ou para não pedir perdão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me de Judas, o traidor que vendeu o Mestre. A criançada faz a farra no Sábado de Aleluia, faturando balas com um boneco de pano – surrado aos montes e, às vezes, com a identidade de alguém visto como vilão. Brincadeira à parte, porque a vingança jamais seria um ensinamento de Jesus, vamos, nós também, malhar os ‘Judas’ das nossas almas. Vamos expulsar a pauladas todo e qualquer sentimento ruim que habite em nossos corações. Vamos fazer uma faxina interior e tirar de nós tudo o que seja contrário à bondade, paz, solidariedade e ao amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí, sim, no Domingo de Páscoa, estaremos preparados para celebrar a ressurreição de Jesus. Com ou sem ovos de chocolate, tanto faz. O fundamental é acalentar nossas almas com o mais puro sentimento de felicidade. Jesus está vivo em nós. E que Ele renasça, a cada dia, em nossos corações, fazendo-nos praticar as lições que ensinou. É com este profundo e sincero desejo que envio a vocês meus votos de Feliz Páscoa!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:78%;"&gt;Junji Abe é deputado federal - DEM&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/555963871102255072-1781784773507247202?l=junjiabe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://junjiabe.blogspot.com/feeds/1781784773507247202/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2011/04/domingo-de-pascoa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/1781784773507247202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/1781784773507247202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2011/04/domingo-de-pascoa.html' title='Domingo de Páscoa'/><author><name>Junji Abe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02003886204288353738</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S1TMS2vKYpI/AAAAAAAAAFY/MQQSK6tffTE/S220/junji-abe-blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-efJjKiOqukA/Ta_HYIuGF3I/AAAAAAAAAX4/s9dHcsg061M/s72-c/domingo-de-pascoa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-555963871102255072.post-5923772874866764360</id><published>2010-12-29T23:45:00.009-02:00</published><updated>2010-12-30T00:14:50.756-02:00</updated><title type='text'>Espaço para a vida</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/TRvlj7d5c-I/AAAAAAAAAXQ/ISVT1SXfZiY/s1600/centenario%2B1%2Bmonica%2Bantunes.bmp"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 224px; FLOAT: left; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5556286970712912866" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/TRvlj7d5c-I/AAAAAAAAAXQ/ISVT1SXfZiY/s400/centenario%2B1%2Bmonica%2Bantunes.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Uma amiga costuma dizer que é preciso abrir espaço na vida para as boas coisas entrarem. Se elas chegam e se deparam com lotação geral, desistem e vão embora. Isto vale para tudo. Aqueles trajes e calçados enchendo o armário sem que você se sinta confortável para usar são bons exemplos de guardados desnecessários. Às vésperas do ano que chega, seria muito proveitoso – e solidário – juntar os pertences inúteis para você e doá-los à finalidade que lhes deu origem. Traje foi feito para vestir e sapato para calçar. Nenhum deles, para guardar. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;Importante: nada de se ressentir das doações. Doe de coração e perceberá o quanto é bom se desfazer de itens que serão festejados por quem tanto precisa. Não é só. Sentirá a alegria de livrar-se de apegos tolos que povoavam seu cotidiano sem acrescentar nada a sua vida. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Já que o tema é faxina, vale uma profunda reflexão sobre os habitantes da sua alma. Mágoas, rancor, desprezo e tantos outros sentimentos ruins ocupam o dobro do espaço das emoções positivas. Pior. São uma carga muito pesada que espanta a alegria, o carinho, o amor, a vontade de viver mais e melhor. Então, aproveite os momentos finais do ano que se despede para aparar as arestas com o que quer que tenha gerado ocupantes indesejáveis no seu interior. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/TRvl77YcgvI/AAAAAAAAAXY/AvbhwYqOPMw/s1600/centenario%2B12%2Bmonica%2Bantunes.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 224px; FLOAT: right; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5556287383006905074" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/TRvl77YcgvI/AAAAAAAAAXY/AvbhwYqOPMw/s400/centenario%2B12%2Bmonica%2Bantunes.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Se vai vestir branco na virada do ano, pular sete ondas, dar três tapinhas no poste mais próximo ou fazer qualquer outra simpatia, ótimo. Mas, tome uma atitude de bem para 2011: limpe sua alma, derramando sobre todas as dores e sentimentos ruins o sagrado bálsamo do perdão. Isto mesmo. Perdoe quem lhe causou frustrações, faça as pazes com os amigos que se distanciaram, reate os laços com familiares de quem você se afastou e restabeleça a harmonia no seu cotidiano. Você vai se sentir livre e leve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Terra se prepara para completar mais uma volta de 365 dias em torno do Sol. Festeje o momento com a alma lavada, livre de qualquer carga inútil, sensível à beleza das coisas simples e aberta à felicidade. Sonhar é sempre bom. Como diz a canção, “alimenta o tempo acordado de viver”. Mas, não adianta guardar planos velhos que, você sabe, não sairão do papel nem do seu cenário mental. Revigore as energias da mente, formulando planos que tenha vontade de realizar. E batalhe por eles. Verá que os antigos e empoeirados projetos não lhe interessavam mais. De novo, sentirá o alívio de deixar de carregar peso morto e passará a respirar a vontade imensa de lutar pelos novos rumos que traçou. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não sou nenhum destes célebres escritores de livros de auto-ajuda nem profissional especializado em tratar de conflitos psicológicos. Sou apenas alguém compartilhando com você boas lições que tive ao longo da minha vivência.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/TRvmPd_PMrI/AAAAAAAAAXg/svyzfLm0J0w/s1600/centenario%2B8%2Bmonica%2Bantunes.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 400px; FLOAT: left; HEIGHT: 224px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5556287718713930418" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/TRvmPd_PMrI/AAAAAAAAAXg/svyzfLm0J0w/s400/centenario%2B8%2Bmonica%2Bantunes.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Esta mensagem foi o modo que encontrei de manifestar meu profundo desejo de que você tenha um ano maravilhoso. Livre para amar e receber amor, forte para lutar pelos seus ideais, sensível para compartilhar os bons acontecimentos, hábil para lidar com situações não tão positivas, paciente para esperar dias melhores, solidário para confortar quem sofre, aberto para receber as boas coisas da vida e grato a cada amanhecer. Tudo, com muita fé, paz, saúde e as bênçãos de Deus. Feliz 2011!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Imagens produzidas pela minha amiga, a fotógrafa Mônica Antunes, no Parque Centenário, em Mogi das Cruzes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;Junji Abe é deputado federal - DEM&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/555963871102255072-5923772874866764360?l=junjiabe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://junjiabe.blogspot.com/feeds/5923772874866764360/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2010/12/espaco-para-vida.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/5923772874866764360'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/5923772874866764360'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2010/12/espaco-para-vida.html' title='Espaço para a vida'/><author><name>Junji Abe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02003886204288353738</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S1TMS2vKYpI/AAAAAAAAAFY/MQQSK6tffTE/S220/junji-abe-blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/TRvlj7d5c-I/AAAAAAAAAXQ/ISVT1SXfZiY/s72-c/centenario%2B1%2Bmonica%2Bantunes.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-555963871102255072.post-273640528644497552</id><published>2010-12-23T23:02:00.004-02:00</published><updated>2010-12-23T23:10:38.236-02:00</updated><title type='text'>Tempo de despertar</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/TRPytBYdAcI/AAAAAAAAAXE/ZRaenwid3Js/s1600/maria%2Bjose%2B1.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 397px; FLOAT: right; HEIGHT: 292px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5554049620756988354" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/TRPytBYdAcI/AAAAAAAAAXE/ZRaenwid3Js/s400/maria%2Bjose%2B1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Penso em José e Maria nos dias atuais. Em meio à insegurança que atormenta os cidadãos de bem, haveria uma boa alma para acolher o casal pobre para o nascimento da criança que seria o nosso Salvador? Se a grávida Nossa Senhora batesse à porta junto com o marido e pedisse abrigo, você daria e lhes ofereceria comida? Ou os expulsaria feito doença ruim com medo de que fossem bandidos? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;Todos estão muito atolados nos próprios problemas que têm dificuldades ou quase incapacidade de enxergar o sofrimento alheio. E para agravar a situação, existe o medo. De ser assaltado, usurpado, de ser feito de bobo, assassinado.&lt;br /&gt;Esses pensamentos me vêm à cabeça às vésperas de mais um 25 de dezembro, o dia de comemorar o nascimento de Jesus Cristo. Mas, na atualidade, qual de nós daria abrigo a José e Maria para que os herdeiros deste planeta pudessem, no futuro, festejar o Natal? A resposta é um imenso ponto de interrogação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A alma humana ainda guarda mistérios insondáveis. Em meio às árvores com bolas coloridas, recheadas de pacotes de presentes e reluzentes pisca-piscas, deixo-me absorver pelo clima natalino. Mas, a beleza que emerge do período não apaga da memória lembranças sombrias da agonia de tantos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que o convívio com a violência e suas mazelas anestesiam o coração, fazendo com que a dor dos outros seja encarada como banal, mera notícia de jornal amanhecido que serve para embrulhar banana na feira. Não é verdade. Tanto, que me vêm à cabeça os rostos de vítimas das enchentes na virada do ano passado, de inocentes brutalmente chacinados nos conflitos entre traficantes e policiais, de amantes do futebol mortos nas guerras de torcidas, de universitários mutilados nos abomináveis trotes e tantas outras atrocidades que adoecem o cotidiano de gente de bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto muitos preparam o peru e os quitutes para a maravilhosa ceia natalina, não posso me furtar de pensar naqueles que amargam a falta de tudo. E, sequer, terão um pedaço de pão para comer neste Natal. A miséria é uma forma de violência tão cruel como as outras. Igualmente, tira do ser vivo a chance de sobreviver. Reflito sobre quanto sofre Jesus ao ver tanta desigualdade social. Uns com tanto; outros sem nada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia destes recebi um e-mail para coletar assinaturas no abaixo-assinado em repúdio à crueldade contra animais na China. O link para a filmagem feita com câmera escondida trazia imagens que, até agora, parecem arrancar lascas da minha alma. Não bastasse a matança, os cães têm sua pele retirada enquanto ainda estão vivos. Por cerca de 10 minutos, o coração ainda bate, os olhos piscam e as patas tremem naqueles corpos decepados. A brutalidade é tamanha que tive de conferir se os carrascos eram mesmo seres humanos. Melhor seria que não fossem. Gostaria de acreditar que um ser humano é incapaz de cometer um ato tão abominável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não pensei meia vez em aderir ao abaixo-assinado, apelar aos meus contatos que também o fizessem e distribuíssem para seus amigos pedindo adesões. Em meio a meus pensamentos sobre o comportamento individual e a conduta social na atualidade, fui surpreendido. A maciça maioria das pessoas a quem pedi que engrossasse o rol de indignados com a prática selvagem na China aderiu ao abaixo-assinado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A solidariedade dessas pessoas fez surgir no horizonte um feixe de esperança. Percebi que a sensibilidade ainda não foi engolida pela correria e problemas de cada um no cotidiano. Estávamos, todos nós, formando uma corrente do bem na expectativa de ajudar a combater uma tremenda injustiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, me recordei da legião de cidadãos que se dedicam a levar um pouco de alegria às crianças pobres das favelas, distribuindo brinquedos no Natal. Também me lembrei daqueles que, o ano inteiro, servem comida aos necessitados. E de tantos que se esforçam para arrecadar mantimentos e roupas a serem doados às famílias necessitadas. E ainda de outros anônimos que doam seu tempo e dedicação para confortar quem sofre nos hospitais, asilos e abrigos. Sim, os humanos de verdade são bons. Procuram ajudar, buscam construir um mundo mais justo e mais humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente, a árvore de Natal a minha frente transmitiu uma nova leitura. A alma humana não está soterrada pelos atos criminosos que assolam o dia a dia. Ainda somos capazes de sentir, amar, protestar contra as injustiças, fazer valer a força do amor.&lt;br /&gt;Com a esperança de que haveremos de ter sucesso na gigantesca luta contra as iniquidades sociais, deixo a cada um o apelo para que neste Natal façamos, em oração, uma corrente do bem. Vamos pedir ao Criador alívio para as dores dos que sofrem, alimentos para quem tem fome, abrigo para os sem-teto, conforto espiritual para os desconsolados, fé para os incrédulos e bondade na alma de gente ruim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É tempo de despertar. E de orar. Pela paz mundial, pelo futuro do planeta, pelo fim das desigualdades sociais, pelo resgate do ser humano. Façamos neste mundo o que viemos fazer, sem desvios nem quedas. Assim, com nossos esforços e as bênçãos de Deus, José e Maria sempre terão acolhida. E Jesus poderá renascer sempre em cada um de nós, todos os dias. Feliz Natal!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;Junji Abe é deputado federal - DEM&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/555963871102255072-273640528644497552?l=junjiabe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://junjiabe.blogspot.com/feeds/273640528644497552/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2010/12/tempo-de-despertar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/273640528644497552'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/273640528644497552'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2010/12/tempo-de-despertar.html' title='Tempo de despertar'/><author><name>Junji Abe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02003886204288353738</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S1TMS2vKYpI/AAAAAAAAAFY/MQQSK6tffTE/S220/junji-abe-blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/TRPytBYdAcI/AAAAAAAAAXE/ZRaenwid3Js/s72-c/maria%2Bjose%2B1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-555963871102255072.post-1326743112125377706</id><published>2010-10-01T22:21:00.005-03:00</published><updated>2010-10-01T22:30:31.091-03:00</updated><title type='text'>Voto de confiança</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/TKaLDo9AjJI/AAAAAAAAAWY/3fEC040Own4/s1600/075+junji+bandeira2.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; FLOAT: right; HEIGHT: 407px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5523254887665667218" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/TKaLDo9AjJI/AAAAAAAAAWY/3fEC040Own4/s400/075+junji+bandeira2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Passaram-se pouco mais de dois meses do início da campanha eleitoral. Para candidato, uma verdadeira maratona contra o tempo. Às vésperas da prova das urnas e a poucas horas do início da proibição para que eu me comunique por via eletrônica, faço uma reflexão. Ou melhor, uma série de perguntas a mim mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teria conseguido transmitir minhas propostas? Nas centenas de reuniões de que participei, será que falei com clareza para que todos entendessem? Assumi compromissos e tenho convicção de que, se eleito, irei cumpri-los. Mas, será que passei às pessoas a mesma segurança? Em meio ao emaranhado de questões, penso em como seria bom se o eleitor tivesse em mãos um espelho da alma de cada candidato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, porque as palavras correm o risco de serem perdidas ao vento. Mas, aquilo que cada um traz na alma é autêntico, cristalino e completo. Fala por si. Agora, recordo-me com emoção das enormes demonstrações de carinho que recebi ao longo deste período de campanha. É uma sensação indescritível sentir que o seu trabalho ajudou alguém. E que este alguém passou a querê-lo bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Igualmente, não existe definição para os sentimentos que afloram ao receber, por e-mail, a declaração de voto de alguém que nunca teve contato com você. Mas, aprovou suas propostas e, principalmente, depositou confiança em você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confiança – a palavra mais importante no vocabulário eleitoral. Pena que nem sempre seu significado receba a devida acolhida por parte de todos os concorrentes. Entendo que a confiança é muito mais que um tesouro. Não dá para enxergar, ouvir, tocar, cheirar, pegar e muito menos colocar preço. Ela simplesmente brota. Pode prosperar ou morrer. Muitas vezes, nem desabrocha. Fato é que confiança é sublime. Não se arranca nem se empresta. Confiança só existe quando é doada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevo o que sinto neste exato momento. Desculpe, se for desconexo.&lt;br /&gt;Não sou marinheiro de primeira viagem. Mas, confesso que estou ansioso por domingo. Só quem já enfrentou o teste das urnas sabe direito do que estou falando. Delas, sairão a voz do povo, os termos da sua vontade. Eis a beleza suprema da democracia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou um candidato ficha limpa, devidamente cadastrado no site Ficha Limpa. Sinceramente, gostaria que isto não fosse um diferencial. Esta deveria ser a obrigação de todo aquele que se propõe a atuar na vida pública. Da mesma forma que um agricultor precisa de vocação para lidar com a terra, o político tem de ser vocacionado a trabalhar pela sociedade e a lutar para atender seus anseios. Aí, deve residir sua fonte de inspiração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a graça de Deus e pelos dons que Ele me deu, tenho cerca de 30 anos de experiência na vida pública. Já fui vereador, três vezes deputado estadual e prefeito por dois mandatos. Aprendi muito. E quero aprender sempre, porque quem para de aprender, morre por dentro. Extraí inúmeras lições da vivência como político. Mas, meu entendimento do significado de ser político não muda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuo acreditando que é preciso ter vocação para atuar na vida pública. Continuo acreditando que a confiança é o bem maior que um político pode conquistar e tem de preservar. Continuo acreditando na força do povo, na sua capacidade de escolher e de fazer valer sua vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com esses sentimentos, caminho para o domingo de eleições. Com as certezas que trago na alma, peço muito mais que o seu voto. Peço que me doe a sua confiança. E deposite em mim a fé de que eu faça o meu melhor no exercício das funções públicas. Sou candidato a Deputado Federal e meu número é 2545. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Junji Abe é candidato a Deputado Federal pelo DEM - 2545&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/555963871102255072-1326743112125377706?l=junjiabe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://junjiabe.blogspot.com/feeds/1326743112125377706/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2010/10/voto-de-confianca.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/1326743112125377706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/1326743112125377706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2010/10/voto-de-confianca.html' title='&lt;strong&gt;Voto de confiança&lt;/strong&gt;'/><author><name>Junji Abe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02003886204288353738</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S1TMS2vKYpI/AAAAAAAAAFY/MQQSK6tffTE/S220/junji-abe-blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/TKaLDo9AjJI/AAAAAAAAAWY/3fEC040Own4/s72-c/075+junji+bandeira2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-555963871102255072.post-8445350991569851201</id><published>2010-07-24T09:13:00.003-03:00</published><updated>2010-07-24T09:20:27.363-03:00</updated><title type='text'>Cultura, uma necessidade social</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Décadas atrás, os governantes costumavam tratar a cultura como artigo de luxo. Portanto, supérflua para o povo. Não havia a menor preocupação em proporcionar opções gratuitas de eventos culturais, esportivos e de lazer. Muito menos de oferecer atividades que desenvolvessem o gosto pelas manifestações artísticas. O foco das ações públicas concentrava-se em obras. De preferência, as grandes, com alta visibilidade. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Essa visão míope de que as pessoas não precisam de cultura, nem de esportes e muito menos de lazer é responsável por um bocado dos males que tanto afligem a sociedade de hoje. É claro que a culpa maior é da má distribuição de renda que coloca o Brasil entre os países recordistas em desigualdade social do planeta. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O descaso com áreas essenciais ao bem-estar físico e mental do ser humano tem muito a ver com o alto nível de agressividade que as pessoas carregam. Basta olhar o comportamento dos motoristas no trânsito. São xingamentos por todo lado, reações exageradas – até tiros já saíram – e a incapacidade de, simplesmente, se desculpar por um erro cometido ou perdoar a falha do outro. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Na sociedade moderna, onde a pressão por causa do emprego ou pela falta dele está na veia de todo cidadão comum, as atividades culturais, artísticas, esportes e lazer tornaram-se fundamentais. Como a maioria da população não pode pagar por eles, cabe ao Poder Público oferecer opções gratuitas. E para todas as idades. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Repare como são bem mais tranquilas e disciplinadas as crianças que tocam um instrumento musical, participam de um grupo de teatro, enfim, têm acesso aos bens culturais ou praticam algum esporte. Certamente, serão adultos mais sensíveis, equilibrados, produtivos, menos propensos a ataques de raiva e problemas de saúde. Serão bem mais saudáveis. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Igualmente, os adultos também precisam ter a chance de participar de manifestações culturais e artísticas ou de, pelo menos, apreciá-las. Ou de praticar esportes. Ou de, no mínimo, contar com um parque público onde possa ir com a família no fim de semana, fazer um piquenique, ter momentos de descontração e lazer. Para a Terceira Idade, então, é vital ter acesso a atividades que permitam a socialização e tirem da cabeça do idoso a terrível sensação de ser um peso para alguém. São iniciativas que fazem bem ao corpo e à mente. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Outra bobagem é achar que o povo não gosta de arte. Gosta sim. Só precisa conhecer. Ninguém pode gostar do que não conhece. Senão, fica que nem a música do Zeca Pagodinho sobre o caviar: “Nunca vi nem comi; eu só ouço falar”. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Fique claro que quando se fala em cultura e artes não pode haver preconceitos. Nem da sociedade; muito menos do Poder Público. Ao longo da minha gestão como prefeito de Mogi das Cruzes, notamos o interesse dos adolescentes por rap, hip hop e dança de rua (a street dance dos americanos). Resolvemos criar oficinas culturais dessas modalidades. Muita gente criticou dizendo que eram ritmos da marginalidade. Ora, que sandice. É tão arte quanto música erudita e balé clássico. No caso, era mais. Era o que os jovens queriam. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que a iniciativa foi um sucesso. Em vez de gastar o tempo ocioso nas ruas, a meninada ia, entusiasmada, para as oficinas. Em eventos, os grupos se apresentavam e arrancavam aplausos de quem antes criticava. A arte é plural. Aliás, na minha campanha à reeleição, fui presenteado com um jingle no estilo rap e coreografia de dança de rua. Fizemos um videoclipe, exibimos nos programas de tevê e todo mundo adorou. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Igualmente, eu e minha equipe das áreas de Cultura e Cidadania enfrentamos muita ironia e descrédito para criar a Orquestra Sinfônica Jovem “Minha Terra Mogi” com crianças pobres da Cidade. Bem, os queixos caíram no primeiro concerto. Meninos e meninas humildes, com violinos, violoncelos, piano e tudo mais, paralisaram a platéia durante a execução de uma série de músicas clássicas. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nossa meta era proporcionar ocupação saudável para crianças e adolescentes. Dentro deste propósito, idealizamos uma Sala de Música sem igual na Região, com estrutura e acústica integralmente planejadas para a finalidade. O projeto foi realizado na Escola Municipal Professor Mário Portes, localizada em Jundiapeba. É o Distrito onde vive a maior parcela da população carente de Mogi. Ouvi uma porção de comentários maldosos. Para se ter &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/TEraGUrmwhI/AAAAAAAAAWA/PQvalSDFo90/s1600/010+Banda+de+Concertos+Mario+Portes.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 400px; FLOAT: right; HEIGHT: 267px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5497446097324786194" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/TEraGUrmwhI/AAAAAAAAAWA/PQvalSDFo90/s400/010+Banda+de+Concertos+Mario+Portes.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;ideia, diziam que o local seria destruído em menos de uma semana e outros absurdos típicos de gente preconceituosa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Aos humanos de pouca fé, mais um show de cidadania. Ali, naquele espaço, os alunos aprenderam, ensaiaram e constituíram a Banda Sinfônica que coleciona prêmios em competições no Estado. Sim, tanto a Sala de Música como a própria escola são muito bem cuidadas. Há canteiros floridos, paredes intactas, nenhuma sujeira no chão e tudo mais que caracteriza o território de cidadãos de verdade. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É uma minúscula amostra de tantas outras ações públicas que difundem a cultura, promovem a cidadania e evitam que os menores fiquem nas ruas, à mercê das teias da criminalidade e das drogas. Houve muitos outros bem-sucedidos programas públicos para todas as idades, seguindo o raciocínio de que é indispensável a oferta gratuita de atividades culturais, artísticas, esportivas e de lazer à população. Mas, para não me alongar, falarei deles em outra ocasião. Só queria mostrar que, quando há vontade política em sintonia com os anseios da população, o Poder Público desenvolve iniciativas de valor inestimável para a sociedade do presente e do futuro.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Junji Abe&lt;br /&gt;Candidato a Deputado Federal pelo DEM - 2545 &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/555963871102255072-8445350991569851201?l=junjiabe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://junjiabe.blogspot.com/feeds/8445350991569851201/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2010/07/cultura-uma-necessidade-social.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/8445350991569851201'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/8445350991569851201'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2010/07/cultura-uma-necessidade-social.html' title='Cultura, uma necessidade social'/><author><name>Junji Abe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02003886204288353738</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S1TMS2vKYpI/AAAAAAAAAFY/MQQSK6tffTE/S220/junji-abe-blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/TEraGUrmwhI/AAAAAAAAAWA/PQvalSDFo90/s72-c/010+Banda+de+Concertos+Mario+Portes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-555963871102255072.post-7759940908412811108</id><published>2010-07-17T10:07:00.008-03:00</published><updated>2010-07-17T10:26:06.379-03:00</updated><title type='text'>Combate ao desperdício inconsciente</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/TEGso5P30uI/AAAAAAAAAVY/PBjnnVYe-Pk/s1600/vandalismo+picha2+782829_89745002.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 400px; FLOAT: left; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5494862838930854626" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/TEGso5P30uI/AAAAAAAAAVY/PBjnnVYe-Pk/s400/vandalismo+picha2+782829_89745002.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Viadutos recém-entregues cobertos de pichações, praças restauradas numa semana aparecem depredadas na seguinte, monumentos amanhecem rabiscados, escolas têm salas inteiras destruídas e até posto de saúde vira alvo de vandalismo. Isto tudo são mais que crimes contra o patrimônio. É crueldade com o povo mesmo. Afinal, é a população quem paga pelos reparos, por meio dos impostos. Sem contar que os estragos em escolas e unidades de saúde significam crianças sem aula e gente sem atendimento médico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os gigantescos avanços da ciência, toda a revolução proporcionada pela informática, a evolução nas mais diferentes áreas do conhecimento humano não foram suficientes para cessar o comportamento medieval dos vândalos. Se ninguém, em sã consciência, destroi sua geladeira a marretadas, o que explica tanta violência contra bens que são de todos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não adianta dizer que basta colocar câmeras de vídeo para vigilância e reforçar o policiamento. São medidas necessárias sim. Mas, não resolverão o problema. Vou mais longe. Nem só pichações e destruição de patrimônio são agressões aos bens comuns. Jogar lixo na rua também é uma forma de violência contra os cofres públicos, o meio ambiente e a qualidade de vida da população.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/TEGtEP4ZtjI/AAAAAAAAAVg/xKH7Kfwm95g/s1600/lixo+cigarro+144026_8351.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; FLOAT: right; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5494863308862895666" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/TEGtEP4ZtjI/AAAAAAAAAVg/xKH7Kfwm95g/s320/lixo+cigarro+144026_8351.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Gasta-se uma fábula com limpeza pública. E o serviço não rende; mal aparece. Quando começa o trabalho em outra rua, aquela que acabou de passar por limpeza já está cheia de sujeira. Faça um teste e observe. As pessoas caminham comendo algo e dispensam a embalagem na guia. Se estão fumando, fazem o mesmo com a bituca do cigarro. Quem costuma lavar a calçada de casa sabe bem do que estou falando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No trânsito, então, o comportamento de determinados motoristas e passageiros transforma a criança mais sapeca num anjo de candura. São latas que voam janela afora, caixas vazias de guloseimas, embalagens plásticas das mais diversas, garrafas e tudo o que se pode imaginar. É um show de horrores que ainda ameaça a segurança de quem trafega atrás. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/TEGujoTfhrI/AAAAAAAAAVo/YOq8MIJSz-8/s1600/lixo+corrego+115148_5512.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 214px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5494864947506546354" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/TEGujoTfhrI/AAAAAAAAAVo/YOq8MIJSz-8/s320/lixo+corrego+115148_5512.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso ocorre no cotidiano sem que as pessoas se dêem conta dos efeitos de seus atos. Não existe a maldade de sujar – diferente dos vândalos quem têm prazer em destruir. Também não há o cuidado de manter a limpeza. Por mais que os garis trabalhem, não dão conta de tirar tanto lixo das ruas. Toda esta sujeira vai para bueiros e bocas de lobo. Entope galerias de águas pluviais e faz qualquer chuva virar causa de enchentes – as mesmas que tanto castigam a população, fazendo famílias inteiras perderem tudo o que têm. Ou então, os rejeitos caem nos rios e córregos, prejudicando o meio ambiente e forçando mais despesas com limpeza e desassoreamento dos cursos d’água. Os prejuízos se multiplicam numa proporção gigantesca. Também é o povo que paga por tudo isto. Logo, pergunto: é ou não uma violência?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Poder Público, de modo geral, acaba só apagando incêndios. Põe dinheiro do povo para consertar os estragos do vandalismo, colocar câmeras de vídeo para monitoramento, aumentar efetivo de guardas municipais, bancar a limpeza pública, desentupir bueiros e galerias, fazer o desassoreamento de rios – que também recebem descargas de sofás e pneus velhos, entre outras quinquilharias –, transportar o lixo retirado e por aí afora. Em outras palavras, lida com as consequências. Eis o ‘x’ da questão. Não são combatidas as causas desse prejuízo serial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para resolver problemas tão sérios como o vandalismo, o despejo irregular de lixo (em ato proposital ou inconsciente) e tantos outros, é preciso atacar as causas. Falo do aculturamento da população. É um processo lento, sim. Não se faz do dia para a noite. Exige paciência, preparo e dedicação dos educadores, além de ampla mobilização popular. Mas, nunca terminará se não começar.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/TEGu90aL2_I/AAAAAAAAAVw/TGo2G8MHfsw/s1600/lixo+placa+662917_79117749.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; FLOAT: right; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5494865397432441842" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/TEGu90aL2_I/AAAAAAAAAVw/TGo2G8MHfsw/s320/lixo+placa+662917_79117749.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;É preciso estimular a prática da cidadania e despertar a consciência para que cada um cuide melhor daquilo que é de todos. O aculturamento tem de começar pela educação formal, já na infância, e avançar para quem está fora das escolas, por meio da mobilização da comunidade. Em parceria com lideranças da sociedade civil organizada, é possível trabalhar para mudar o comportamento individual e estabelecer uma nova conduta social. Seja para coibir atos de vandalismo e despejos ilegais de lixo. Seja para frear atitudes automáticas como a de jogar sujeira nas ruas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paralelamente, é vital resgatar a educação familiar. Os pais da atualidade precisam saber pregar aos filhos o senso de responsabilidade, do que é correto, ético e moral. Antigamente, era assim. Havia rigor na chamada criação. A conduta começou a mudar e, aos poucos, a carga acabou transferida para os educadores, o que sobrecarregou os profissionais do ensino. Diante do quadro, a escola em período integral torna-se essencial. Permite às crianças, gradativamente, apreender os conceitos que faltam em seu lar a fim de que, quando adultos, possam transferir este aprendizado a seus filhos dentro de casa, sem deixar tudo somente a cargo dos professores, como é hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mudança de pequenas atitudes produz enormes resultados. Não será preciso gastar fortunas do dinheiro do povo com limpeza pública e reparos dos estragos das enchentes, por exemplo. Já o vandalismo, os lixões clandestinos e outras práticas ilegais tendem a ser vencidos pela soma da conscientização com a vigilância exercida pela sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto maior a demora no início de vigorosas ações para mudança de comportamento, mais tempo levará para que a sociedade viva melhor. E muito maior será o desperdício de recursos públicos para combater efeitos das causas que poderiam ser abatidas no ninho. Todo este dinheiro poderia ser aplicado em medidas de extrema importância social. É o caso da instalação de muito mais postos de saúde nos bairros carentes e da implantação do período integral nas escolas. São ações que defendo como candidato a Deputado Federal. Com o período integral, crianças e adolescentes teriam ensino de melhor qualidade, práticas esportivas e atividades culturais o dia todo, sem o tempo ocioso que, atualmente, vira convite ao caminho das drogas e da violência. Então, vamos fazer porque o momento é agora.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Junji Abe&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Candidato a Deputado Federal pelo DEM - 2545&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/555963871102255072-7759940908412811108?l=junjiabe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://junjiabe.blogspot.com/feeds/7759940908412811108/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2010/07/combate-ao-desperdicio-inconsciente.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/7759940908412811108'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/7759940908412811108'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2010/07/combate-ao-desperdicio-inconsciente.html' title='Combate ao desperdício inconsciente'/><author><name>Junji Abe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02003886204288353738</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S1TMS2vKYpI/AAAAAAAAAFY/MQQSK6tffTE/S220/junji-abe-blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/TEGso5P30uI/AAAAAAAAAVY/PBjnnVYe-Pk/s72-c/vandalismo+picha2+782829_89745002.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-555963871102255072.post-4827687042157141868</id><published>2010-07-09T15:45:00.010-03:00</published><updated>2010-07-09T18:59:53.317-03:00</updated><title type='text'>De corpo e alma</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Todo cidadão de bem deseja viver num País melhor, num Estado bem estruturado, numa cidade agradável. Quer atendimento decente nas unidades de saúde, oportunidades no mercado de trabalho, segurança – em sensação e de fato –, boa educação para seus filhos, água tratada nas torneiras, esgoto coletado e conduzido a estações de tratamento para não poluir os cursos d’água, idas e vindas em transporte adequado, trânsito organizado, moradia digna, opções gratuitas de lazer e tantos outros justos anseios que sustentam a qualidade de vida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/TDdyyT2pFcI/AAAAAAAAAVA/Kx-c5uKnxKY/s1600/urna2+voto%2520consciente.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 400px; FLOAT: left; HEIGHT: 224px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5491984479250093506" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/TDdyyT2pFcI/AAAAAAAAAVA/Kx-c5uKnxKY/s400/urna2+voto%2520consciente.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; Sim, vou falar sobre eleições. Sei que muitos acham o assunto maçante, cansativo mesmo. Mas, é o único caminho para mudar o que a gente tanta critica e tornar real aquilo de que a gente precisa para viver melhor. É o meio de cada um exercer seu sagrado direito de escolher seus representantes no poder. E de fazer valer sua vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É verdade que os desatinos de alguns políticos são de enraivecer até um monge tibetano. Porém, a classe política inteira não pode pagar pelos erros dos maus políticos. Daqueles que praticam corrupção, agem sem ética nem moralidade, ignoram as necessidades da população, são omissos, fogem do trabalho, não prestam contas de suas ações, não honram os votos recebidos, enfim,não cumprem a obrigação elementar de bem representar o povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, não adianta desfiar o rosário de queixas sobre a má conduta dos políticos. O instrumento ideal de protesto com efeito prático chama-se voto. É nas eleições que os cidadãos de bem têm e devem exercer seu poder de escolha. É fundamental dedicar um tempinho para analisar os candidatos, conhecer seu passado, suas propostas, seu jeito de fazer política. Se tiver dúvidas, questione, cobre explicações, peça detalhes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, se o candidato não tiver canais eficientes de contato agora, em plena campanha eleitoral, dificilmente os terá se for eleito. Vale lembrar que a transparência é um ponto crucial para quem quer que se proponha a atuar na vida pública. Como o próprio nome já diz, o homem “público” não pode se dar ao luxo de manter suas ideias e atos em segredo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/TDdx1mrGFmI/AAAAAAAAAU4/qheB-0Z-DIk/s1600/054+Homenagem+secretaria+administracao.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 400px; FLOAT: right; HEIGHT: 248px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5491983436329916002" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/TDdx1mrGFmI/AAAAAAAAAU4/qheB-0Z-DIk/s400/054+Homenagem+secretaria+administracao.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Com essas considerações, coloco meu nome à disposição como candidato a deputado federal pelo Partido dos Democratas, o DEM. Meu número é 2545. Não, não pare de ler. Faça um esforço e prossiga. Não escrevi este artigo só para pedir seu voto. Na verdade, peço bem mais. Apelo para que dedique seu tempo à análise criteriosa dos concorrentes e ponha toda sua consciência na seleção dos escolhidos para receber sua aprovação nas urnas. Em resumo, prego o voto consciente. É essencial saber quem é o candidato e por que está votando nele. Também é importante lembrar-se daqueles em quem votou. Mais ainda: cobrar a atuação dele, se for eleito. É o exercício da cidadania para banir os maus políticos e garantir que os bons sejam ainda melhores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao me apresentar como candidato a deputado federal, convido para uma avaliação do meu histórico e trajetória na vida pública. Trago a experiência de ter exercido cargos no Legislativo e no Executivo, além de um legado de 35 anos de atuação como líder rural – sindicalista, cooperativista e associativista. Ainda hoje, sou, orgulhosamente, um produtor de orquídeas e também trabalho como consultor em gestão pública e empresarial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecei como vereador (1973-1976), após receber a maior votação da história de Mogi das Cruzes. Por três legislaturas seguidas, de 1991 a 2000, atuei como deputado estadual, honrando votos recebidos em cerca de 500 dos 625 municípios paulistas. Deixei a Assembléia Legislativa de São Paulo para assumir a Prefeitura de Mogi das Cruzes. Durante oito anos, tive a honra de governar a Cidade onde nasci, cresci, moro e desenvolvo minhas atividades profissionais. É também onde me casei (com a Elza), criei meus filhos e convivo com meus netos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/TDdzITJ_cDI/AAAAAAAAAVI/Jyrt3WKRBOI/s1600/371+Junji+e+Alckmin+inaug+duplicacao+M+Dutra+(2).jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 381px; FLOAT: right; HEIGHT: 229px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5491984857019936818" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/TDdzITJ_cDI/AAAAAAAAAVI/Jyrt3WKRBOI/s400/371+Junji+e+Alckmin+inaug+duplicacao+M+Dutra+(2).jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt; Ao longo da jornada política, acertei muito e também errei bastante, mas, acima de tudo, aprendi dia após dia. Recebi preciosas lições em cada passo desta caminhada. De todas, as mais importantes sempre vieram do povo. Fazer da população minha principal consultora foi meu ato mais acertado na vida pública. Por formação pessoal ou pelas décadas a fio de atuação sindical, o fato é que sempre valorizei o relacionamento humano com todas as glórias e dificuldades que ele traz. Nunca me privei da dádiva de interagir com as pessoas para compartilhar ideias, buscar soluções, discutir planos, avaliar ações, tratar dos mais variados assuntos. Acredito que a conciliação verdadeira só pode sair da diversidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a nova etapa que me proponho a seguir na vida pública, não é diferente. Estou profundamente envolvido com as lideranças comunitárias das cidades paulistas. Da soma entre minha vivência e as reuniões com este pessoal, surgiu o PGP – Plano de Gestão Parlamentar. Tem a mesma sigla do programa que pautou meus dois mandatos como prefeito de Mogi, porque segue o mesmo conceito de participação popular na definição das metas de trabalho. Na ocasião, o Plano de Governo Participativo foi elaborado em conjunto com o povo mogiano, ao longo de meses de debates nos bairros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como um deputado federal tem a incumbência de representar o Estado, o PGP traz minhas principais bandeiras de atuação e tem edições específicas para regiões que apresentam situações diferenciadas. Durante a campanha eleitoral, terei oportunidade de detalhar o PGP e as propostas nele contidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/TDdzW0SoBrI/AAAAAAAAAVQ/VZ6-HH9UOMc/s1600/264+Gov+Serra+anuncia+plano+recuperacao+de+estradas+altera.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 335px; FLOAT: left; HEIGHT: 226px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5491985106432689842" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/TDdzW0SoBrI/AAAAAAAAAVQ/VZ6-HH9UOMc/s400/264+Gov+Serra+anuncia+plano+recuperacao+de+estradas+altera.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Para ampliar as chances de aprofundar e melhorar as propostas de atuação, lembro que mantenho ativos todos os canais de comunicação – convencionais e na internet. Que ninguém espere de mim um festival de promessas. Isto não vai acontecer. Concorro a um cargo no Legislativo e, se eleito, dependerei dos demais deputados, dos senadores, do governador e do presidente eleitos para que os planos virem realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acima de tudo, sou um homem que honra compromissos. Ao pedir uma oportunidade para representar você em Brasília, sou o único responsável pela avaliação que fará de mim. Na bagagem da cabeça, trago a experiência, as lições aprendidas nos mais de 20 anos de dedicação à vida pública, a certeza de aprender mais e mais, uma gigantesca força de trabalho, o inesgotável desejo de servir sempre melhor o meu povo e a fé inquebrantável de que sou capaz de corresponder às expectativas de cada um que confia em mim. Na bagagem da alma, trago tudo isto também.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Junji Abe&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Candidato a Deputado Federal pelo DEM - 2545&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/555963871102255072-4827687042157141868?l=junjiabe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://junjiabe.blogspot.com/feeds/4827687042157141868/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2010/07/de-corpo-e-alma.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/4827687042157141868'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/4827687042157141868'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2010/07/de-corpo-e-alma.html' title='De corpo e alma'/><author><name>Junji Abe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02003886204288353738</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S1TMS2vKYpI/AAAAAAAAAFY/MQQSK6tffTE/S220/junji-abe-blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/TDdyyT2pFcI/AAAAAAAAAVA/Kx-c5uKnxKY/s72-c/urna2+voto%2520consciente.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-555963871102255072.post-1642567462247868322</id><published>2010-07-02T17:47:00.016-03:00</published><updated>2010-07-02T18:13:38.824-03:00</updated><title type='text'>Apito com tecnologia</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Bola cruza a linha do gol, mas o trio de arbitragem não vê. Ingleses pagam o pato. Jogador em posição de impedimento faz a rede balançar e gol irregular é validado. México sofre as consequências. São apenas os dois episódios mais recentes de erros crassos de árbitros em partidas de futebol. Tudo para o mundo inteiro ver e rever. Em plena Copa do Mundo, nos jogos pelas oitavas de final. Aos times derrotados, restou a eliminação com a frustrante volta antecipada para casa. A nós, pobres mortais, resta a pergunta: por quê a Fifa ainda resiste em usar a tecnologia no futebol para evitar tantas trapalhadas no apito?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; &lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 267px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5489419743138865634" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/TC5WLBTO4eI/AAAAAAAAAUQ/eiw3QIGTJ0s/s400/fut3+1004375_33514376.jpg" /&gt;Daí, após os fiascos em campo, o presidente da Fifa Joseph Blatter vem a público pedir desculpas pelos erros de arbitragem. Ora, depois que inventaram o pedido de desculpas nunca mais mataram ninguém, não é mesmo? O sujeito mata e, em seguida, pede perdão. No meu humilde entendimento, não é assim que as coisas funcionam. Pior é o mandatário da federação mundial dizer que irá “reabrir o processo” sobre a tecnologia de vídeo em uma reunião de seu painel de elaboração de regras no País de Gales, que ocorre em julho próximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a Copa do Mundo ocorre, religiosamente, a cada quatro anos, e a Fifa existe para garantir a gestão eficiente do futebol no planeta, por quê não discutiu o assunto antes? Ou não sabiam que a arbitragem erra – argumento ridículo – ou não queriam mesmo usar a tecnologia no futebol. Afinal, baniram até o replay, uma ferramenta elementar para esclarecer lances duvidosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os recursos eletrônicos são muitos. E já provaram sua eficácia em outras modalidades esportivas, como o vôlei e o tênis, por exemplo. Chip na bola que acusaria quando ela cruzasse a linha, direito a pedido de replay em lances decisivos e sensores nas linhas de meta são algumas das possibilidades tecnológicas de ajuda à arbitragem que, lamentavelmente, passam à distância do mais popular dos esportes, por obra e graça da Fifa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As dimensões e a velocidade da revolução tecnológica que se processou no mundo foram insuficientes para convencer os dirigentes da organização de que os dispositivos eletrônicos servem para auxiliar a arbitragem e não para substituir alguém. Fique claro que ninguém quer um robô apitando jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Basta olhar ao redor para perceber o quanto a tecnologia melhorou o nível dos serviços de maneira geral e, de quebra, a qualidade de vida da população. A segurança ganhou tremendo reforço com o sistema de monitoramento por câmeras de vídeo. No trânsito, os radares eletrônicos viraram necessidade para conter imprudências. A informação trafega com velocidade sem igual pela rede mundial de computadores, onde as pessoas também passaram a interagir muito mais entre si. São exemplos simples do quanto os recursos tecnológicos produzem resultados positivos em diferentes áreas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A evolução passou a ter um elo umbilical com a tecnologia. Afinal, o conhecimento existe para ser usado. Não há sentido para o desprezo de ferramentas que serviriam para eliminar ou, pelo menos, reduzir os tais erros humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém poderá dizer que o México perderia para a Argentina de qualquer jeito e que a validação de um gol irregular não mudaria o placar final. Ou ainda, que a vitória da Alemanha sobre a Inglaterra seria inevitável, independente de a arbitragem ter ignorado um gol claro dos ingleses. Será mesmo? Que aposte a mão direita quem puder sustentar isto. É óbvio que as injustiças ocorridas em campo afetaram moral e emocionalmente os jogadores prejudicados. Sem mente sã, não há corpo são. Portanto, não havia como evitar a queda do rendimento em campo dos times prejudicados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou mais longe. Os efeitos dos erros da arbitragem extrapolam o gramado para afetar a torcida. Sim, os milhões de jogadores e técnicos que estão fora do campo. Isto ocorre na Copa do Mundo e fora dela também. Aqui no Brasil, muitos dos conflitos entre torcedores – que se transformam em guerras de gangues – são causados ou fomentados por tropeços dos árbitros. Tenho absoluta certeza de que o uso da tecnologia no futebol seria, também, um meio de evitar a violência entre as torcidas.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/TC5Vm6G2EeI/AAAAAAAAAUI/SNpCVCb1ZdM/s1600/fut8+539129_42359379.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 377px; FLOAT: right; HEIGHT: 271px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5489419122732569058" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/TC5Vm6G2EeI/AAAAAAAAAUI/SNpCVCb1ZdM/s320/fut8+539129_42359379.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Por mais que haja exceções – e elas existem –, a maioria absoluta dos árbitros e auxiliares (bandeirinhas) não inventa e nem comete erros intencionais. Há lances, toques e dribles, entre outras jogadas no futebol, inusitados e com rapidez meteórica, que tornam o acompanhamento humanamente impossível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí, a dificuldade de constatação de determinados lances – impedimentos, faltas dentro da área, pênaltis, gols e inúmeras outras passagens duvidosas – que colocam em xeque autoridade, competência e moralidade dos árbitros e auxiliares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por conta de falhas humanas previsíveis, surgem manifestações contraditórias. De um lado, torcidas e cartolas de times beneficiados enaltecem a arbitragem. De outro, jogadores e torcedores das equipes prejudicadas destilam sua ira contra quem apitou o jogo e suas respectivas mães. Estas têm os nomes lançados ao fogo eterno do inferno. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/TC5VHK84IAI/AAAAAAAAAUA/7fNz0DZzwSM/s1600/fut2+671884_16883735.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 214px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5489418577498349570" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/TC5VHK84IAI/AAAAAAAAAUA/7fNz0DZzwSM/s320/fut2+671884_16883735.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Enquanto árbitros e auxiliares que falharam em campo têm suas vidas profissionais ameaçadas, nada acontece aos cartolas e membros das comissões de arbitragem, das Ligas, Federações, Confederações e principalmente aos insensíveis integrantes da Fifa, verdadeiros culpados da situação. Ao invés de tomarem providências para evitar outros erros, preferem lavar as mãos, culpando juízes e assistentes, imolando-os com punições, como suspensões ou até expulsões do quadro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa triste realidade precisa mudar – mudança já é o que prego e, em coro mundial. Assim devemos proceder. Não há mais espaço para argumentos ou justificativas primitivas, improcedentes, inconsequentes e infantis, como a de que a polêmica e a dúvida sobre os lances nutrem a paixão pelo futebol.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/TC5UOU07LAI/AAAAAAAAAT4/27KSVUkSL90/s1600/fut7+553467_45333380.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 350px; FLOAT: right; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5489417600896805890" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/TC5UOU07LAI/AAAAAAAAAT4/27KSVUkSL90/s320/fut7+553467_45333380.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Isto não é verdade. Nem no futebol, nem na vida. Como cidadãos de bem, cultuamos nossas atividades e participações no que quer que seja com alegria, com paixão, com emoção, com sofrimento e com amor, mas, acima de tudo, com senso inabalável de Justiça. É ela a base da igualdade, da fraternidade e da liberdade que todos desejamos e de que necessitamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por esses motivos, na condição de torcedor e apaixonado por futebol como milhões de brasileiros, apelo ao bom senso da Fifa. Já passou da hora de seus dirigentes tirarem a redoma de intocáveis para ouvirem também o clamor de quem está fora de campo. Mas, tão dentro quanto qualquer jogador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queremos que um time ganhe por mérito e não pelo erro do árbitro. Não adianta a Fifa vir com a ladainha de que vai desenvolver um programa de aperfeiçoamento da arbitragem, sem usar os dispositivos tecnológicos. São seres humanos que apitam os jogos. Logo, continuarão errando. Como reza o ditado popular, “errar é humano”. Mas, cá entre nós, persistir no erro é burrice mesmo. Então, que venha a tecnologia no futebol! Vale o lembrete: “quem não deve, não teme”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;Junji Abe (DEM) é ex-prefeito de Mogi das Cruzes&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/555963871102255072-1642567462247868322?l=junjiabe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://junjiabe.blogspot.com/feeds/1642567462247868322/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2010/07/apito-com-tecnologia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/1642567462247868322'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/1642567462247868322'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2010/07/apito-com-tecnologia.html' title='Apito com tecnologia'/><author><name>Junji Abe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02003886204288353738</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S1TMS2vKYpI/AAAAAAAAAFY/MQQSK6tffTE/S220/junji-abe-blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/TC5WLBTO4eI/AAAAAAAAAUQ/eiw3QIGTJ0s/s72-c/fut3+1004375_33514376.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-555963871102255072.post-5504115577712013428</id><published>2010-06-25T19:19:00.010-03:00</published><updated>2010-06-25T19:43:45.041-03:00</updated><title type='text'>Luta contra os vícios</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/TCUuJsNY_7I/AAAAAAAAATA/oz2jhSjGKws/s1600/alcool+154383_9565.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 335px; FLOAT: left; HEIGHT: 259px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5486842465041842098" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/TCUuJsNY_7I/AAAAAAAAATA/oz2jhSjGKws/s320/alcool+154383_9565.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Homem chega em casa bêbado, espanca a esposa e bate nos filhos. Motorista embriagado perde o controle do carro e atropela pedestres. Overdose de ecstasy mata jovem em festa rave. Criança morre em tiroteio entre polícia e traficantes. Viciado em crack, filho esfaqueia e assalta a própria mãe. Estas e outras tantas notícias ruins, muito ruins, fazem parte da rotina de quem vive em médios e grandes centros urbanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tragédias do gênero têm em comum o mesmo indutor: as drogas. São elas que, depositadas no organismo humano, transformam gente em animal selvagem. Embotam o raciocínio, exterminam toda civilidade e sugam a alma humana, neutralizando qualquer resquício de compaixão, bondade e amor. Desaparecem os bons sentimentos. Em relação aos outros e a si próprio. Com saldo de estragos de maior ou menor proporção, dependendo do tipo e do nível de dependência, todas são prejudiciais à saúde física e mental, ao convívio familiar e ao bem-estar social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fique claro que as preocupações vão além dos entorpecentes. Falo do fumo e do abuso de outra droga lícita que facilita a dependência química e a delinqüência na idade adulta, como confirma estudo com 11 mil adolescentes, realizado na Inglaterra. Trata-se da bebida alcoólica. Os riscos aos nossos jovens não se limitam ao território das baladas e muito menos ao período de Carnaval. Estão em todo canto. Até em casa, considerando a influência exercida pelos pais sobre os filhos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/TCUvEZUWfHI/AAAAAAAAATQ/0JGXicaCvc0/s1600/fumo+1049528_16119014.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 232px; FLOAT: right; HEIGHT: 346px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5486843473583045746" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/TCUvEZUWfHI/AAAAAAAAATQ/0JGXicaCvc0/s320/fumo+1049528_16119014.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Não falo como moralista de gaveta e nem como alguém que nunca teve um vício sequer. Fui fumante décadas atrás. Eram dois maços por dia e, de tão viciado, não conseguia dormir sem um cigarro nos dedos. Cheguei até a queimar o colchão e, por pouco, isto não virou uma tragédia com incêndio de grandes proporções. Quanto ao álcool, não bebi e não bebo. Meu organismo rejeita qualquer bebida alcoólica, por menor que seja a dose. Aliás, sorte minha. Caso contrário, poderia ser um bebum. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/TCUujrGHvhI/AAAAAAAAATI/ZDe-Nw64sOc/s1600/alcool+786628_beer_bottle.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 411px; FLOAT: right; HEIGHT: 269px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5486842911419514386" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/TCUujrGHvhI/AAAAAAAAATI/ZDe-Nw64sOc/s320/alcool+786628_beer_bottle.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para quem acha inofensivo deixar o filho adolescente beber uma cervejinha, vale o alerta do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas. Segundo o levantamento, 48,3% dos adolescentes do País, com idades entre 12 e 17 anos, já beberam alguma vez na vida. Destes, 14,8% bebem regularmente e 7 em cada 100 menores já são dependentes do álcool.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outra pesquisa, o fato apurado é ainda mais assombroso: jovens entre 14 e 17 anos são responsáveis por 6% de todo o consumo anual de álcool no País. Intitulado “Distribuição do consumo de álcool e problemas em subgrupos da população brasileira”, o estudo constatou ainda que jovens de 18 a 29 anos consomem 40% do total de bebedores e que os homens representam 78% dos consumidores de bebida alcoólica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O consumo abusivo de álcool cresceu de 16,2% da população, em 2006, para 18,9%, em 2009. São dados do Ministério da Saúde que considera excessiva a ingestão de cinco ou mais doses de bebida alcoólica na mesma ocasião em um mês, no caso dos homens; ou quatro ou mais doses, no caso das mulheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não por menos, a OMS – Organização Mundial de Saúde estima que, por ano, 2,5 milhões de pessoas morram no mundo por causa do abuso do álcool. No mínimo 320 mil destas vítimas são jovens de 15 a 29 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As consequências funestas do consumo abusivo de bebidas alcoólicas são reconhecidas pelo governo federal que lançou campanha visando conter a ingestão excessiva do álcool para reduzir a violência. Explica-se: levantamento do Ministério da Saúde revelou que um em cada quatro homens abusa do álcool e uma em cada dez mulheres bebe demais. Neste caso, o foco são os adultos. Imagine quão danosos são os efeitos desse comportamento nos adolescentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num lar de família desagregada, é muito maior a probabilidade de um adolescente cair no vício de cigarro e bebidas. Do abuso das drogas lícitas para a malfada estrada dos entorpecentes, basta um passo à frente. É rápido e, na maioria das vezes, sem volta. Daí, para a vida de crimes e de todo tipo de violência, é só uma questão de tempo. Pouquíssimo tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lei proíbe a venda de bebidas alcoólicas para menores. Na prática, não funciona. Primeiro, porque nem todo comerciante a obedece. Ao mesmo tempo, a fiscalização é falha. Não bastasse, o adolescente sempre tem um colega maior de idade para fazer a compra. De quebra, ainda existem as carteiras de identidade falsificadas. Portanto, a vigilância concreta cabe mesmo à família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro, o Poder Público pode e deve agir para evitar que crianças e adolescentes virem presas fáceis das drogas. Um dos pontos cruciais no processo é implementação de políticas públicas para combater a ociosidade fora do período de aulas.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/TCUs3W5y90I/AAAAAAAAASw/cX7oTD41Ihs/s1600/151+Festa+das+Nacoes+2005.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; FLOAT: right; HEIGHT: 214px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5486841050573240130" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/TCUs3W5y90I/AAAAAAAAASw/cX7oTD41Ihs/s320/151+Festa+das+Nacoes+2005.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ao longo de duas gestões na Prefeitura Mogi das Cruzes, desenvolvemos exitosos programas para proporcionar ocupação saudável aos menores. Entre os projetos de maior expressão em diversas áreas, destacam-se o “Coral Canarinhos do Itapety”, a “Orquestra Sinfônica Jovem Minha Terra Mogi” e a Banda Boigy, envolvendo centenas de crianças que, por meio da música, criaram a perspectiva de um futuro melhor, longe da violência e da criminalidade.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/TCUtwLFe7uI/AAAAAAAAAS4/DmGZfjhzI7o/s1600/083+Cemforpe+recebe+nome+do+prof+Boris+Grinberg.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 391px; FLOAT: left; HEIGHT: 278px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5486842026653576930" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/TCUtwLFe7uI/AAAAAAAAAS4/DmGZfjhzI7o/s320/083+Cemforpe+recebe+nome+do+prof+Boris+Grinberg.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;No campo dos esportes e recreação, vale citar A Rua Feliz – um parque de diversões itinerante que levava aos bairros dezenas de brinquedos e atrações culturais –, o Esporte Mogi, desenvolvido em parceria com a iniciativa privada, para levar atividades esportivas, noções de ética e promoção da cidadania às crianças de regiões carentes da cidade e o programa “Sanção Premial”, que garantia isenção do IPTU para clubes que oferecessem atividades esportivas e recreativas gratuitas a alunos das escolas municipais, além das aulas de esportes – de iniciação à formação de atletas – ministradas nos centros esportivos, em clubes privados e escolas, em dezenas de modalidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda dentro do conceito de proporcionar ocupação saudável às crianças e adolescentes e de promover o convívio familiar, lançamos as bibliotecas comunitárias e abrimos as escolas nos finais de semana para uso dos moradores. Todas, dotadas de laboratório de informática e bibliotecas multimídia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com um amplo trabalho de profissionalização das entidades comunitárias, viabilizamos parcerias com a sociedade civil organizada, multiplicando os polos de diferentes projetos. Inclusive, o gerenciamento de creches. A valorização do ser humano, sua integração à sociedade e o exercício da cidadania deram a tônica das ações desenvolvidas para promover a inclusão social das famílias carentes e atuar efetivamente na prevenção da violência, afastando os menores do caminho das drogas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São apenas alguns exemplos de como o Poder Público pode colaborar no combate ao uso de drogas – incluindo fumo e bebidas. Não basta controlar propaganda. É preciso oferecer opções atraentes às crianças e adolescentes para que, bem orientadas e envolvidas com atividades multiculturais e esportivas, escolham dizer não aos vícios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma missão hercúlea. Se cumprida, traz benefícios que extrapolam a qualidade de vida individual e a boa convivência familiar. Significa contribuição direta para o bem-estar social, haja vista que a violência tem relação umbilical com as drogas. Nada está perdido. Depende do nosso esforço garantir um futuro melhor aos nossos filhos e netos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;Junji Abe (DEM), ex-prefeito municipal de Mogi das Cruzes&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/555963871102255072-5504115577712013428?l=junjiabe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://junjiabe.blogspot.com/feeds/5504115577712013428/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2010/06/luta-contra-os-vicios.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/5504115577712013428'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/5504115577712013428'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2010/06/luta-contra-os-vicios.html' title='Luta contra os vícios'/><author><name>Junji Abe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02003886204288353738</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S1TMS2vKYpI/AAAAAAAAAFY/MQQSK6tffTE/S220/junji-abe-blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/TCUuJsNY_7I/AAAAAAAAATA/oz2jhSjGKws/s72-c/alcool+154383_9565.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-555963871102255072.post-9086428795624057702</id><published>2010-06-18T16:22:00.008-03:00</published><updated>2010-06-18T18:38:55.800-03:00</updated><title type='text'>Como fugir das tentações do consumo</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/TBvjxJk1JMI/AAAAAAAAASY/XWAjr1L1rbQ/s1600/consumo1+shopping.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 353px; FLOAT: right; HEIGHT: 381px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5484227404777202882" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/TBvjxJk1JMI/AAAAAAAAASY/XWAjr1L1rbQ/s320/consumo1+shopping.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Não é de hoje que se fala que ir ao shopping é uma distração. Na verdade, transformou-se em opção de lazer para muitas famílias que, sem outras alternativas, vê no centro de consumo o destino certeiro para o tempo livre. O problema é que este entretenimento nem sempre é saudável para o orçamento familiar. Diante da sedução dos produtos expostos nas vitrines, não raro, o visitante extrapola o limite de apreciar e sucumbe à tentação de comprar. Mesmo sem dinheiro no bolso. Afinal, existe a moeda de plástico, maravilha da vida moderna – que vira pesadelo quando chega a fatura do mês. Aí, o tal cartão de crédito exibe suas garras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Engana-se quem acha que o impulso de consumir acomete só as mulheres. Já vi muitos homens endividados por conta de compras repentinas de itens desnecessários. Sim, comprar sem pensar traz o inconveniente extra de adquirir produtos absolutamente dispensáveis.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/TBvki8qmNbI/AAAAAAAAASg/8_H8fdYdt7U/s1600/consumo+sacola2.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 220px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5484228260305188274" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/TBvki8qmNbI/AAAAAAAAASg/8_H8fdYdt7U/s320/consumo+sacola2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Aliás, o conselho número um dos especialistas em finanças ao consumidor é perguntar a si mesmo, antes de comprar: “Será que eu preciso mesmo disso?” Uma colega de trabalho costuma dizer que, quando sente aquele irresistível desejo de fazer compras, tranca-se no quarto e espera a vontade passar. Bom, nem é preciso ser tão radical, mas um pouco de cuidado com o bolso não faz mal a ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falo isto porque vejo gente que conheço fazendo coisas absurdas. Está no vermelho, usando limite do cheque especial, com contas em atraso e continua comprando no cartão de crédito. Mais: com as facilidades da internet, nem precisa sair de casa. Basta acessar a rede e pronto. Está feita a aquisição. É a falta de autocontrole.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há ainda os casos de quem busca nas idas ao shopping para gastos de toda ordem o alívio do estresse. Utiliza as compras como meio de compensar o desgaste cotidiano. Uns comem um montão de chocolate; outros compram. Nem um, nem outro faz bom negócio. Ambos têm satisfação temporária. Mais tarde, no entanto, vem a insatisfação gigantesca. O primeiro passa a brigar com a balança. Já o segundo entra em pane com a fatura do cartão de crédito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando está sob forte tensão emocional e resolve comprar para espantar a depressão, a primeira coisa que vem à mente da pessoa é a velha frase: “Eu mereço”. Seja uma bolsa, um calçado, um celular, tudo em nome de um suposto mérito por suportar tanto desgaste. O fato é que esta frase pode ser a grande inimiga mais tarde. Se a pessoa quer relaxar depois de um dia tumultuado, o melhor a fazer é não ir ao shopping. Afinal, quem garante que o autocontrole estará presente para frear o impulso de gastar mais e mais? É bem mais seguro optar por uma caminhada ao ar livre, longe das vitrines.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/TBvk1Ik24-I/AAAAAAAAASo/bMxzGfedeS0/s1600/consumo+cartao+credito.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 299px; FLOAT: right; HEIGHT: 233px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5484228572739986402" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/TBvk1Ik24-I/AAAAAAAAASo/bMxzGfedeS0/s320/consumo+cartao+credito.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Outro conselho dos especialistas aos consumidores mais impulsivos: só comprar quando se tem dinheiro no bolso para pagar à vista. A maioria das pessoas usa o cartão de crédito de forma errônea. Eles alertam que o cartão é um instrumento para facilitar as compras e conseguir vantagens em bônus com as operadoras; não para financiar as aquisições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando ao passeio ao shopping em família, o alerta deve ser redobrado. Em especial porque a associação entre crianças e centros de consumo não faz bem ao bolso dos pais. Acho que todos já viram cenas de crianças, aos berros, esperneando para fazer os pais comprarem algo que elas desejam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para evitar esses episódios, a orientação é conversar antes com os pequenos sobre a importância dos gastos, as necessidades e utilidades dos produtos e até estabelecer limite do valor que será gasto no passeio. Atitudes assim também tornam o lazer menos pesado para o orçamento doméstico e ajudam a formar consumidores mais conscientes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evidente que o exemplo deve partir dos pais. Não adiantam longos discursos às crianças se, na primeira loja, o pai compra mais um relógio para a coleção de outros encostados e a mãe leva outro sapato para ficar no armário. Eis porque nossa responsabilidade é grande. Não basta apenas o autocontrole para cuidar das finanças de casa. É preciso educar os filhos para o consumo consciente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, mais uma dica. Sei que funciona. Nunca vá fazer compras de supermercado com fome. Escolha o horário logo após o almoço ou o jantar. Motivo: estar faminto faz a gente comprar mais alimentos – de todo tipo. Quando se está saciado, é mais fácil seguir a lista e comprar só o necessário. Experimente e boas compras!&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:78%;"&gt;Junji Abe (DEM), ex-prefeito municipal de Mogi das Cruzes&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/555963871102255072-9086428795624057702?l=junjiabe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://junjiabe.blogspot.com/feeds/9086428795624057702/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2010/06/como-fugir-as-tentacoes-do-consumo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/9086428795624057702'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/9086428795624057702'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2010/06/como-fugir-as-tentacoes-do-consumo.html' title='Como fugir das tentações do consumo'/><author><name>Junji Abe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02003886204288353738</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S1TMS2vKYpI/AAAAAAAAAFY/MQQSK6tffTE/S220/junji-abe-blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/TBvjxJk1JMI/AAAAAAAAASY/XWAjr1L1rbQ/s72-c/consumo1+shopping.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-555963871102255072.post-4353754693501318824</id><published>2010-06-04T18:13:00.006-03:00</published><updated>2010-06-04T18:33:18.433-03:00</updated><title type='text'>Crescimento sem fronteiras</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/TAlvZl7rIpI/AAAAAAAAASA/hdOPKEBeRpU/s1600/globaliza+1049879_the_earth_1.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 229px; FLOAT: right; HEIGHT: 314px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5479032907142734482" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/TAlvZl7rIpI/AAAAAAAAASA/hdOPKEBeRpU/s320/globaliza+1049879_the_earth_1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;A elevação da qualidade de vida exige, cada vez mais, a implementação de políticas públicas de caráter regional. A cultura histórica do bairrismo, por si só, vai dando lugar às novas e céleres transformações que a humanidade vem sofrendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a era da informatização, marcada pelo fabuloso crescimento da internet e de suas redes sociais, entrou em cena a sociedade da informação, que consolida a irreversível realidade do mundo globalizado. Tornou-se premissa para sobrevivência o conceito de “pensar globalmente para agir localmente”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, estamos muito atrasados nesse aspecto. Em que pesem as razões do momento, foi uma pena o saudoso governador Mário Covas ter extinto, em 1995, a Secretaria de Estado de Assuntos Metropolitanos para transformá-la em Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recentemente, fui convidado para proferir uma palestra sobre o projeto, de autoria do ex-governador José Serra, que prevê a criação da Região Metropolitana do Vale do Paraíba. Vejo como fundamental a aprovação da proposta pela Assembléia Legislativa de São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, sei bem o quanto o trâmite de projetos dessa natureza pode ser demorado. Daí, a importância de esforços conjuntos para destravar o andamento dos trabalhos. Enquanto deputado estadual, participei ativamente das ações em prol da criação da Região Metropolitana da Baixada Santista, também proposta pelo governo do Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/TAlvzEmQmeI/AAAAAAAAASI/lcMXjqNY_3U/s1600/globaliza+1212515_global_help.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 287px; FLOAT: left; HEIGHT: 358px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5479033344871143906" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/TAlvzEmQmeI/AAAAAAAAASI/lcMXjqNY_3U/s320/globaliza+1212515_global_help.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Qual o conceito da Região Metropolitana? É bastante amplo. Citarei os principais aspectos. Veja o tamanho das desigualdades entre localidades vizinhas. Ao redor de grandes municípios, existem médios e pequenos, com limites geográficos apenas teóricos. De fato, formam uma única gigantesca cidade. Porém, com diferenças gritantes, notadamente no que diz respeito ao Orçamento. Como exemplos, estão Barueri em relação à Carapicuíba, São Caetano comparativamente a Rio Grande da Serra, Mogi das Cruzes ante Biritiba Mirim, Taubaté a Tremembé e assim por diante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por conta dessa disparidade de Orçamento entre municípios colados uns aos outros, as diferenças são tão calamitosas. De uma cidade para outra, as condições de água, esgoto, saúde, educação, transportes, habitação, segurança, asfalto, empregabilidade e outros itens vitais à população mudam como da água para o vinho. É como se os povos dessas localidades vizinhas não fossem habitantes do mesmo Estado, do mesmo País. Tudo ocorre de forma incorreta e revoltante. São distorções do processo político-administrativo no Brasil, que passa alheio aos problemas das regiões metropolitanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não existe rio que nasça e acabe num mesmo município. Afinal, num País continental como no nosso, os rios são intermunicipais, interestaduais e até internacionais, como o Tiête e o Amazonas. E aí, como fica? Salesópolis trata 100% dos esgotos gerados, Mogi cuida de 40% e Guarulhos despeja nos cursos d’água 98% dos esgotos coletados sem tratamento. São cidades vizinhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro exemplo: Barueri tem as melhores escolas municipais e sistema de saúde muito bom; porém, a vizinha Carapicuíba oferece má qualidade de educação e péssimos serviços em saúde. Ocorre que tanto os moradores de uma cidade quanto os da outra são paulistas e brasileiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O setor de transportes é mais um alvo do emaranhado de distorções no desenvolvimento de localidades vizinhas. No passado, era muito pior, mas ainda hoje persiste o problema das tarifas diferentes cobradas em cidades pegadas uma à outra. Aliás, a Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos foi criada com a principal missão de, gradativamente, integrar as linhas de ônibus intermunicipais e, depois, estender o processo aos trens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos perguntarão: “Mas só isso? Os municípios da Região Metropolitana não terão orçamentos acrescidos? Citar as diferenças, tudo bem, mas, e daí?” Evidente que serão necessários investimentos pesados para reduzir as desigualdades sócio-econômicas entre as cidades, bem como recursos financeiros vultosos para obras e implantação de infraestrutura para atender necessidades comuns da região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, de onde sairão esses recursos? De Fundos que, a médio e longo prazos, terão condições de contribuir para os objetivos aqui apregoados. Aliás, a Lei Estadual que constituiu a Região Metropolitana de São Paulo previu a criação do Fumefi – Fundo Metropolitano de Financiamento e Investimento, que visa direcionar financiamentos e investimentos a municípios considerados “pobres”, ou seja, sem potenciais orçamentários para fazer frente às diversas demandas sociais. Como poucos ouviram falar em Fumefi, para um entendimento amplo sobre como tratar os desiguais, cito aqui o instrumento que a União há anos implementa na área educacional. Trata-se do antigo Fundef – Fundo Nacional de Desenvolvimento de Educação Fundamental, transformado no atual Fundeb – Fundo Nacional de Desenvolvimento de Educação Básica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos políticos brasileiros só criam despesas de custeio. Para ilustrar, conto o que aconteceu no meu primeiro mandato de deputado. Foi aprovado na Alesp um projeto de Lei que flexibilizou e facilitou muito a emancipação de Bairros e Distritos para se tornarem novos municípios. Guatapará é um exemplo – emancipou-se da cidade de Ribeirão Preto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A justificativa para essas emancipações era a de que a transformação em município elevaria a qualidade de vida dos moradores. Ledo engano. Salvo raríssimas exceções, o festival de localidades emancipadas visava tão somente satisfazer o ego de políticos que, como líderes locais ou vereadores, queriam ter o cargo de vice ou de prefeito da recém-criada cidade. Haja dinheiro para bancar tudo isso. A constituição de representantes dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, assim como de unidades de órgãos públicos, exige recursos financeiros astronômicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Japão, ao contrário, nos últimos 10 anos, pequenos municípios foram incorporados ou agregados aos maiores. É o caso de 11 municípios localizados ao redor da cidade de Seki, que se transformaram em distritos de Seki. Ao todo, naquele país, houve a diminuição de aproximadamente 120 municípios. E com esta medida uma fantástica redução de despesas político-administrativas. &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/TAlw4gr_YgI/AAAAAAAAASQ/223qLbQ8PQM/s1600/globaliza+1265743_togetherness_1.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 300px; FLOAT: right; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5479034537822347778" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/TAlw4gr_YgI/AAAAAAAAASQ/223qLbQ8PQM/s320/globaliza+1265743_togetherness_1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maciça concentração humana vem aliada ao fato de que a maioria das demandas sociais não tem fronteiras. Saúde, educação, segurança, habitação, saneamento, meio ambiente, entre outras áreas, exigem plano estratégico de intervenções, com dimensão regional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A criação de Regiões Metropolitanas tem como meta integrar as ações público-administrativas para aumentar a eficiência e reduzir o déficit público decorrente de custeios desnecessários, diminuindo as diferenças prejudiciais entre os municípios. Tudo para proporcionar uma qualidade de vida melhor à população. É a lógica tão cristalina, sintetizada na célebre frase de Rui Barbosa, mas não exercitada: “tratar os desiguais com desigualdade”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;Junji Abe é ex-prefeito de Mogi das Cruzes&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/555963871102255072-4353754693501318824?l=junjiabe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://junjiabe.blogspot.com/feeds/4353754693501318824/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2010/06/crescimento-sem-fronteiras.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/4353754693501318824'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/4353754693501318824'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2010/06/crescimento-sem-fronteiras.html' title='Crescimento sem fronteiras'/><author><name>Junji Abe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02003886204288353738</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S1TMS2vKYpI/AAAAAAAAAFY/MQQSK6tffTE/S220/junji-abe-blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/TAlvZl7rIpI/AAAAAAAAASA/hdOPKEBeRpU/s72-c/globaliza+1049879_the_earth_1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-555963871102255072.post-5426089532792530034</id><published>2010-05-28T18:23:00.020-03:00</published><updated>2010-05-28T19:11:39.571-03:00</updated><title type='text'>Divina Bandeira</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/TAA1SSrFj0I/AAAAAAAAAQ4/aTtd5u3VFrg/s1600/245+Entrada+dos+Palmitos.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 214px; FLOAT: right; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5476435735248998210" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/TAA1SSrFj0I/AAAAAAAAAQ4/aTtd5u3VFrg/s320/245+Entrada+dos+Palmitos.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“Os devotos do Divino vão abrir sua morada&lt;br /&gt;Pra bandeira do menino ser bem-vinda, ser louvada.&lt;br /&gt;Deus nos salve esse devoto pela esmola em vosso nome&lt;br /&gt;Dando água a quem tem sede, dando pão a quem tem fome...”&lt;br /&gt;Ivan Lins&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;em&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=I9FjGF92TG4"&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;font-size:85%;"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=I9FjGF92TG4&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/TAA3kNCYlMI/AAAAAAAAARY/FdlNtAIzzbM/s1600/228+Entrada+dos+Palmitos.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;O ser humano recebeu de Deus sentimentos que se manifestam interna e externamente, de formas diversas. Por vezes, vêm suaves; noutras, intensos, conforme os acontecimentos. Alegria, tristeza, satisfação, preocupação, raiva, revolta, gratidão e emoção, dentre inúmeros outros, fazem parte da nossa existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pinço rapidamente dois – emoção e gratidão. Elejo-os como os principais para nortear este artigo. Seria muito egoísmo da minha parte se não divulgasse os acontecimentos vividos com a Bandeira do Divino Espírito Santo. Confesso que, gostaria de ser poeta para fazer as palavras bailarem à altura&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/TAA27fGF0tI/AAAAAAAAARQ/FzPuUo0V2jc/s1600/029+Festa+do+Divino+abertura.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 214px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5476437542469751506" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/TAA27fGF0tI/AAAAAAAAARQ/FzPuUo0V2jc/s320/029+Festa+do+Divino+abertura.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; da indizível emoção. Como não sou, talvez não encontre o texto adequado para descrever o que me vai na alma. Contudo, não falta o necessário desejo de relatar minha grata experiência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De 1991 a 2000, desempenhando a honrosa função de deputado estadual, todos os anos, me postava no palanque instalado no Largo Bom Jesus, em frente à Igreja de São Benedito, na querida cidade de Mogi das Cruzes. Dali, acompanhava a Entrada dos Palmitos. Trata-se de um cortejo fabuloso, com&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/TAA4AEAucII/AAAAAAAAARg/KsSsXK3kUfM/s1600/236+Entrada+dos+Palmitos.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 214px; FLOAT: right; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5476438720610463874" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/TAA4AEAucII/AAAAAAAAARg/KsSsXK3kUfM/s320/236+Entrada+dos+Palmitos.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; milhares de devotos, cada qual carregando a Bandeira do Divino e cantando, com fervor. Há também os grupos de congada e marujada, tocando e dançando, cavaleiros desfilando com seus imponentes animais, carros de boi enfeitados – em gratidão à colheita –, passando ao som do rangido característicos das rodas e muitas crianças – umas concentradas, outras infinitamente alegres. Tudo, com a predominância da cor vermelha, numa autêntica manifestação de fé e louvor ao Divino Espírito Santo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gente, sinceramente, são indescritíveis os sentimentos. Fluem pelas artérias, abraçam cada neurônio e fazem a alma transbord&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/TAA82bYKq4I/AAAAAAAAAR4/qdO_vt79MA4/s1600/228+Festa+Divino+2007-Palmitos.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 214px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5476444052642245506" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/TAA82bYKq4I/AAAAAAAAAR4/qdO_vt79MA4/s320/228+Festa+Divino+2007-Palmitos.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;ar sob a forma de lágrimas que, silenciosamente, molham a face externando uma minúscula parcela de tanta emoção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui, registro toda gratidão à amiga Leila Mathias que, por ser de família tradicional de Sabaúna, todos os anos fez questão de me convidar para a Festa do Divino Espírito Santo de Sabaúna. Foi assim que conheci melhor, me apaixonei e comecei a amar cada instante dessa celebração da Igreja Católica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre levei em consideração os ensinamentos dos missionários, fossem bispos ou padres, de que o aspecto festivo do Divino deve ser precedido, fortemente, pela parte religiosa, com o propósito de plena evangelização. Por isto, em 2001, no primeiro ano de nosso mandato como prefeito, solicitei à Comissão Pró-Festa do Divino, que avaliasse a possibilidade de instalar o Sub-Império na sede do Poder Executivo. Resposta positiva. Que emoção! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/TAA11-DXSCI/AAAAAAAAARA/RYNPef-Wj3U/s1600/013+Imperio+do+divino+na+prefeitura.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 337px; FLOAT: left; HEIGHT: 230px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5476436348188968994" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/TAA11-DXSCI/AAAAAAAAARA/RYNPef-Wj3U/s320/013+Imperio+do+divino+na+prefeitura.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A equipe do Fundo Social de Solidariedade de Mogi das Cruzes, comandada pela minha esposa Elza e pela professora Marlene Alabarce, cuidou de todos os detalhes. Então, pela primeira vez, com as ilustres presenças do Padre Vicente Morlini, Festeiros e Capitães de Mastro, devotos, voluntários e servidores municipais, recepcionamos o Sub-Império. E, de lá para cá, todos os anos, este sagrado ato religioso se repete. A fé, somada à participação popular e parceria com a sociedade, garantiu dois mandatos auspiciosos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/TAA2RJ1iKwI/AAAAAAAAARI/bjXWHAwe4xg/s1600/183+Entrada+dos+Palmitos.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 449px; FLOAT: right; HEIGHT: 292px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5476436815208655618" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/TAA2RJ1iKwI/AAAAAAAAARI/bjXWHAwe4xg/s400/183+Entrada+dos+Palmitos.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Estimulados pelas amigas Marlene, Leila e outras companheiras, em 2001, Elza e eu participamos da Entrada dos Palmitos. Tive a suprema honra e alegria de carregar a Bandeira do Divino do saudoso José Roberto Manna de Deus, cedida pela sua esposa, nossa inesquecível amiga Amália Manna de Deus. Que responsabilidade! Mas, Deus, com Sua infinita bondade e sabedoria, deu-me forças para que a sagrada bandeira fosse conduzida por mim, altaneira, como tem de ser. A emoção foi nossa cúmplice do início ao fim.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quando falo da Amália, preciso destacar a mulher excepcional, exemplo de bondade, amada na Cidade e sempre pronta a ajudar a todos. Mogi aprovou nossa sugestão de fazer-lhe uma homenagem póstuma dando seu nome ao Pro-Hiper – um centro especializado no atendimento à Terceira idade –, lugar de respeito, reconhecimento, gratidão, amparo e amor às pessoas, qualidades que Amália reuniu e praticou cada dia da sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que Nosso Senhor possa transmitir ao casal Manna de Deus, lá no plano celestial, nossa eterna gratidão. Nos anos seguintes, o filho Caíque, em nome da família, continuou me cedendo a Bandeira do Divino. E assim participamos dos cortejos da Festa do Divino Espírito Santo ostentando, orgulhosos, o estandarte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este ano, a amiga e festeira Flávia Cassola Silva encomendou, a meu pedido, uma Bandeira para nossa família. É maravilhosa, fantástica mesmo. Fui às lágrimas quando o sagrado estandarte do Divino foi benzido pelo pároco. No sábado, dia 16, carreguei a Bandeira do Divino na Entrada dos Palmitos. Com todo orgulho que ela inspira e toda humildade que a celebração exala. À Flávia e Jefferson, nossa profunda gratidão por nos ter propiciado este momento de emoção ímpar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/TAA4n2rBguI/AAAAAAAAARo/gHZ3OjJ8_WY/s1600/110+Junji+no+afogado+e+quermesse.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 354px; FLOAT: left; HEIGHT: 253px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5476439404224545506" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/TAA4n2rBguI/AAAAAAAAARo/gHZ3OjJ8_WY/s320/110+Junji+no+afogado+e+quermesse.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O Criador me proporcionou outra inédita e generosa participação na Festa do Divino Espírito Santo. Era 2001. Em companhia de dezenas de servidores municipais, servimos a milhares de devotos o afogado – prato tradicional do evento, à base de carne e legumes. Foi uma noite memorável – a primeira de muitas que viriam nos anos seguintes. Deixo um agradecimento especial à Comissão Pró-Festa do Divino que nos brindou com a dádiva dessa experiência. Aliás, tão proativa que persiste, apesar da mudança no poder político-administrativo. Tornou-se uma espécie de tradição o prefeito e alguns colaboradores dedicarem uma noite à tarefa de servir o afogado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abro aqui um parênteses para contar um episódio interessante. A parte festiva do evento, inclusive o afogado, ocorria numa tímida área ao lado do Ginásio Municipal de Esportes. Não comportava os visitantes e não havia vagas para estacionamento, bloqueando o crescimento da Festa. A partir de 2002, resgatamos um imenso espaço que servia como “cemitério de carros” apreendidos por documentação irregular. Com infraestrutura adequada, o local tornou-se um polo de eventos ao lado do CIP – Centro de Iniciação Profissional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já em 2002, oferecemos à Associação Pró-Divino o novo espaço para realização de toda parte festiva, incluindo as dependências do CIP para garantir aos visitantes espaço apropriado para saborear o afogado. No segundo mandato à frente da Prefeitura, instalamos sanitários e completamos com a Avenida Cívica. Assim, acabava o martírio da falta de vagas para estacionamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi o nosso modo de dar o mínimo de retribuição, sob a forma de conforto e segurança, aos integrantes da Associação Pró-Divino e aos devotos, demonstrando nossa gratidão e colaborando para o desenvolvimento da Festa. Sabíamos que o público aumentaria ano após ano em ritmo acelerado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Festa do Divino Espírito Santo une religiosidade, cultura e tradição. Mas, não é só. Renova a fé, inspira a solidariedade e resgata valores éticos adormecidos. A perfeita conexão entre a beleza da forma e a nobreza do conteúdo está em tudo. No Império do Divino, nas procissões, no entusiasmo das voluntárias no café matinal, na nobre missão das rezadeiras, na Entrada dos Palmitos, em cada bandeira ostentada com orgulho. Está também no afogado, nos doces das “abelhinhas” e em tantos outros quitutes da quermesse – fruto da dedicação de fiéis que se transforma em benefícios para pessoas carentes. Diante de tantas dádivas, basta ter fé, participar e rogar ao Divino que derrame seus dons sobre a nossa Cidade, nosso Brasil e nossa gente. &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/TAA7pKZ4IAI/AAAAAAAAARw/n3o9UZ6LA6U/s1600/008+Montagem+Tapete+Festa+do+Divino.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 305px; FLOAT: right; HEIGHT: 366px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5476442725236088834" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/TAA7pKZ4IAI/AAAAAAAAARw/n3o9UZ6LA6U/s320/008+Montagem+Tapete+Festa+do+Divino.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São 11 dias de uma extensa programação que mexe com a Cidade e atrai milhares de visitantes de outros municípios, Estados e até do exterior. Alvoradas, novenas, missas, procissão que percorre as ruas bordadas com flores e cereais, todos os eventos são essenciais para nós, cristão católicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma festa de devoção que purifica a alma. Integrar o cortejo é como abraçar o Criador. E se permitir a uma indescritível sensação de paz, que clareia a mente para entender e assimilar o profundo significado dos sete dons do Espírito Santo. Vale conhecer cada um deles. O dom da Sabedoria nos mantém voltados para o bem. Com entendimento, aprendemos a buscar a verdade. A dádiva do Bom Conselho nos ajudar a escolher o melhor caminho. Já a Fortaleza é a coragem, a força para enfrentar as adversidades. Para compreender os sinais dos tempos, há o dom da Ciência. Com a Piedade, nutrimos a compaixão pelo próximo e a caridade. O sétimo dom é o Respeito a Deus, aos valores do amor e da bondade, que nos faz fugir de toda a maldade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com sinceridade, confesso que deixo muito a desejar na tradução do que a Festa do Divino representa para mim e minha família. Mas, precisava tentar escrever, compartilhar esta divina experiência. Exatamente por saber que me falta a capacidade e o talento dos grandes escritores, recorro à memória viva dos momentos em que conduzi a Bandeira do Divino. Com esta emoção mergulhada na alma e fazendo brotar lágrimas nos olhos, manifesto a mais profunda gratidão a Deus, ao Divino Espírito Santo, aos voluntários que tudo fazem pelo bem do próximo e a todas as pessoas maravilhosas que me permitiram viver experiências impagáveis ao longo das celebrações. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;Junji Abe (DEM) é ex-prefeito de Mogi das Cruzes&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/555963871102255072-5426089532792530034?l=junjiabe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://junjiabe.blogspot.com/feeds/5426089532792530034/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2010/05/divina-bandeira.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/5426089532792530034'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/5426089532792530034'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2010/05/divina-bandeira.html' title='Divina Bandeira'/><author><name>Junji Abe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02003886204288353738</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S1TMS2vKYpI/AAAAAAAAAFY/MQQSK6tffTE/S220/junji-abe-blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/TAA1SSrFj0I/AAAAAAAAAQ4/aTtd5u3VFrg/s72-c/245+Entrada+dos+Palmitos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-555963871102255072.post-4948657651799454995</id><published>2010-05-21T18:16:00.011-03:00</published><updated>2010-05-21T18:49:45.441-03:00</updated><title type='text'>Vitrine do desenvolvimento real</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Recém-lançado pelo governo paulista, o sistema digital criado para avaliar o potencial econômico das regiões do Estado mostra de maneira cristalina o quanto São Paulo é fascinante para empreendedores dos mais diversos segmentos. De dentro e de fora do País. Batizado de Potencialidades-SP, o estudo é uma vitrine virtual das cidades, onde o investidor encontra as localidades com as melhores condições para a atividade pretendida. Tudo rápido e objetivo, como um sistema on line deve ser. E confiável por sair de um fonte oficial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disponibilizado no site &lt;a href="http://www.investe.sp.gov.br/potencialidades"&gt;www.investe.sp.gov.br/potencialidades&lt;/a&gt;, o sistema possibilita ao empreendedor obter o cruzamento de dados entre seu ramo de atuação, as condições existentes, seus interesses sob diferentes aspectos e as localidades com melhor perfil para receber o investimento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S_b41JjdohI/AAAAAAAAAP4/Hzt9YXuNzkE/s1600/619226_industrial_plant.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 315px; FLOAT: left; HEIGHT: 203px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5473835989096833554" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S_b41JjdohI/AAAAAAAAAP4/Hzt9YXuNzkE/s320/619226_industrial_plant.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Para identificar quais são os municípios mais promissores ao desenvolvimento dos variados segmentos de negócios, o estudo leva em conta 100 fatores de atratividade estruturais. Desde infraestrutura logística e energética até incentivos fiscais, passando por disponibilidade de áreas, características de zoneamento, capital intelectual, concentração de público (polos comercial e educacional, por exemplo), recursos naturais e limitações ambientais, entre outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sistema criado pelo Estado faz o marketing das cidades paulistas, multiplicando as possibilidades de atração de investimentos. Antes, cabia a cada município alardear suas potencialidades na expectativa de conquistar novos empreendimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na realidade, faz mais. O diagnóstico proporcionado ao empresariado também funciona como excelente pauta para os prefeitos. Eles podem direcionar esforços para elevar os indicadores de maior interesse na avaliação dos investidores e obter melhor performanc&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S_b_r3LbgRI/AAAAAAAAAQw/jAZC2VL7NtI/s1600/crescimento+urbano.bmp"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 300px; FLOAT: right; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5473843526126764306" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S_b_r3LbgRI/AAAAAAAAAQw/jAZC2VL7NtI/s320/crescimento+urbano.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;e no ranking de localidades chamarizes de novos negócios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale lembrar que a expansão empresarial alavanca a qualidade de vida da população. É a partir do desenvolvimento que o município consegu&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S_b5PTwzIoI/AAAAAAAAAQI/MI4BeMT-5c8/s1600/crescimento+urbano.bmp"&gt;&lt;/a&gt;e recursos para investir mais e melhor em saúde, educação, segurança, infra-estrutura, transportes, obras, esportes, cultura, lazer, enfim, em todas as áreas. Isto, além de gerar empregos e renda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falo por experiência própria. Cheguei à Prefeitura de Mogi das Cruzes com o desafio de reconduzir a Cidade à trajetória de desenvolvimento. A expansão empresarial estava congelada. Não havia perspectivas de novos negócios nem ampliação dos existentes. Por tabela, a arrecadação de impostos permanecia engessada, deixando os cofres municipais à mingua. Paradoxalmente, a população crescia e, com ela, as demandas sociais, sem que o poder público esboçasse reação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante do quadro, a missão tornou-se obsessão. Providência número um: implantar a Política Municipal de Desenvolvimento. Foi uma ferramenta crucial para alcançar as metas. Envolveu, entre outros itens, legislação específica para atrair empreendimentos e estimular a expansão dos existentes – com incentivos fiscais, doações de áreas a pequenas e médias empresas –, revisão no zoneamento, criação de núcleos industriais, adequação e implantação do Plano Diretor, fomento às microempresas, profissionalização do mercado informal, instalação da primeira unidade do Banco do Povo na Cidade que, durante anos, foi campeã estadual em número de contratos formalizados. Tudo, em sinergia com outras instituições públicas, entidades classistas e universidades.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S_b51cWGd9I/AAAAAAAAAQY/jzm0ktw2EqY/s1600/012+Curso+do+Cip+-+manicure.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 348px; FLOAT: right; HEIGHT: 220px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5473837093652690898" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S_b51cWGd9I/AAAAAAAAAQY/jzm0ktw2EqY/s320/012+Curso+do+Cip+-+manicure.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Paralelamente, a Administração Municipal multiplicou a oferta de cursos gratuitos no CIP - Centro de Iniciação Profissional. Eram apenas dois cursos e 280 vagas, em 2000. Já em 2003, o número de cursos havia saltado para 55, com 2 mil formandos anuais. A Prefeitura também criou um Posto de Emprego e Qualificação para agilizar a oferta e colocação de mão-de-obra conforme as demandas dos empreendedores, além de viabilizar a instalação de uma Fatec, de uma Intec – Incubadora Tecnológica. Tais fatos proporcionaram a Mogi, em 2004, a instalação de dois call centers que, em seis meses, abriram 8 mil postos de trabalho – na maioria, com perfil de primeiro emprego. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S_b6N8n2D7I/AAAAAAAAAQg/rRpgZj_6R9k/s1600/001+Intec+comemora%C3%A7ao+primeiro+ano.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 277px; FLOAT: left; HEIGHT: 189px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5473837514633908146" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S_b6N8n2D7I/AAAAAAAAAQg/rRpgZj_6R9k/s320/001+Intec+comemora%C3%A7ao+primeiro+ano.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A bateria de ações conjuntas fomentou o crescimento industrial, oxigenou comércio, impulsionou o setor de serviços e fortaleceu os agronegócios, consolidando posições de vanguarda da Cidade na produção de hortifrútis e flores. Mogi ganhou cerca de 8,2 mil empreendimentos, entre indústrias, prestadores de serviços e estabelecimentos comerciais. Desponta no Ministério do Trabalho como um dos municípios que mais geraram empregos no País, no período de 2001 a 2008. Foram cerca de 115 mil, entre diretos e indiretos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso tudo ocorreu, apesar das rigorosas limitações ambientais existentes para preservar os recursos naturais do Município que integra o sistema produtor de água destinado ao abastecimento da Grande São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para dimensionar o saldo desse trabalho, basta dizer que Mogi – proporcionalmente à densidade populacional – tornou-se recordista na constituição, implantação e ampliação de empresas, além de figurar no ranking nacional das 100 mais dinâmicas, ser catalogada como uma das mais bem administradas do País, uma das mais promissoras para trabalhar e uma das melhores do Estado para morar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para completar, a Cidade conta com o Distrito Industrial do Taboão – o maior e único espaço disponível na Região Metropolitana para expansão empresarial. São mais de 12 milhões de metros quadrados (m²), o bastante para abrigar 100 empresas – com 100 mil m², cada uma, empregar 45 mil pessoas e garantir um extraordinário na receita tributária, injetando nos cofres públicos cifra anual de, no mínimo, R$ 100 milhões referentes a ICMS e outros impostos. Preservado para a finalidade do crescimento empresarial, continuará viabilizando a evolução dos negócios com qualidade de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O surto de desenvolvimento foi o passaporte para avanços nos diferentes setores. E credenciou o município a receber verbas dos governos estadual e federal para outras obras fundamentais ao bem-estar do povo e à atração de empreendimentos. Foi o caso da instalação de uma nova Estação de Tratamento de Águas e Esgotos, incluindo o sistema para drástica redução do lançamento de dejetos in natura nos rios.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S_b5aVFpkjI/AAAAAAAAAQQ/Rmak3pxEGYU/s1600/escada+para+o+futuro+vert.bmp"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 216px; FLOAT: right; HEIGHT: 343px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5473836627848172082" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S_b5aVFpkjI/AAAAAAAAAQQ/Rmak3pxEGYU/s320/escada+para+o+futuro+vert.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Todos estes fatores são considerados no Potencialidades-SP. Não por menos, Mogi está no elenco dos municípios paulistas que oferecem as condições mais favoráveis para instalação de novas empresas na Região Metropolitana de São Paulo. Apresenta maior potencialidade para investimentos em metade dos fatores de atratividade estruturais, estando habilitada ao desenvolvimento das principais atividades agrícolas, industriais e de serviços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digo isso com uma porção de orgulho. Deixando a modéstia de lado, me sinto parte do processo de resgate do desenvolvimento em Mogi. Claro, sem perder de vista que os investimentos para atender as justas demandas da sociedade dependem de muito esforço, planejamento criterioso e bons parceiros – no setor público, iniciativa privada e sociedade civil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, tenho absoluta certeza de que centenas de cidades paulistas precisam apenas de gestão eficiente, Plano Diretor adequado – que nada mais é que o planejamento integrado – e representantes comprometidos com os anseios da população para fazer aflorar suas potencialidades. E despontar, como Mogi, no ranking das melhores para receber novos empreendimentos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;Junji Abe (DEM) é ex-prefeito de Mogi das Cruzes&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/555963871102255072-4948657651799454995?l=junjiabe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://junjiabe.blogspot.com/feeds/4948657651799454995/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2010/05/vitrine-do-desenvolvimento-real.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/4948657651799454995'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/4948657651799454995'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2010/05/vitrine-do-desenvolvimento-real.html' title='Vitrine do desenvolvimento real'/><author><name>Junji Abe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02003886204288353738</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S1TMS2vKYpI/AAAAAAAAAFY/MQQSK6tffTE/S220/junji-abe-blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S_b41JjdohI/AAAAAAAAAP4/Hzt9YXuNzkE/s72-c/619226_industrial_plant.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-555963871102255072.post-1539738593155840621</id><published>2010-05-14T15:20:00.011-03:00</published><updated>2010-05-14T15:47:51.765-03:00</updated><title type='text'>Por quê esqueceram a ferrovia?</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Sob qualquer ponto de vista – econômico, político e militar - o sistema de transporte é, inquestionavelmente, a atividade mais importante no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É possível afirmar, em alto e bom som, que a melhor ou pior qualidade de vida está intrinsecamente ligada ao sistema de transporte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Detalhar, minuciosamente, todos os aspectos que envolvem o sistema de transportes torna-se inviável pelo exíguo espaço e complexidade do tema. Mas, ouso fazer considerações fundamentais sobre as políticas públicas faltantes &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S-2V9UID_5I/AAAAAAAAAPA/b-NYmKWB8mc/s1600/1227091_61078767+ferrovia.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; FLOAT: right; HEIGHT: 213px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5471194002932105106" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S-2V9UID_5I/AAAAAAAAAPA/b-NYmKWB8mc/s320/1227091_61078767+ferrovia.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;neste nosso Brasil continental. Tal deficiência traz gigantescos prejuízos à população.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Transporte ou transportar é o exercício de deslocar, pessoas, animais, produtos ou informações de um lugar para outro. E o elementar nos seres humanos é sempre e permanentemente aprimorar tudo o que está em nosso habitat. No caso específico dos meios de transporte, implica perseguir a rapidez, eficiência, custo baixo e qualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejam os avanços fantásticos e, tempos atrás, inimagináveis no setor de comunicações. Aliás, em 1973 protagonizei a implantação de telefonia rural nos municípios de Mogi das Cruzes, Suzano, Biritiba Mirim e Guararema, por meio de sistema cooperativado, pioneiro no Brasil. Foi uma revolução tecnológica de comunicação no campo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em especial, nestas duas últimas décadas, o avanço tem sido extraordinário, com alta qualidade e custo cada vez menor. Recebemos e transmitimos informações para quem e onde quer que seja de modo instantâneo. As mudanças tecnológicas carreadas pela modernidade sacodem e colocam em xeque nossa capacidade de acompanhamento. Graças a Deus! Paradoxalmente, quando de trata dos meios de deslocamento para seres humanos, animais e produtos, o que se nota é um sono profundo ou, no máximo, uma lentidão inconcebível. Mais que contraste com a cristalina evolução de outros setores, a letargia que domina o sistema de transportes é uma afronta à população. É verdade que houve avanços, mas são tão minúsculos que em nada contribuem com as necessidades reais e prementes do País.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S-2W1BKuNuI/AAAAAAAAAPI/BNglNd4cxKg/s1600/noticia_10509+hidrovia.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 326px; FLOAT: left; HEIGHT: 190px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5471194959915661026" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S-2W1BKuNuI/AAAAAAAAAPI/BNglNd4cxKg/s320/noticia_10509+hidrovia.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Há os seguintes meios de transportes: HIDROVIÁRIO – FERROVIÁRIO – RODOVIÁRIO – AEROVIÁRIO – DUTOVIÁRIO. Todos fundamentais por aumentar a competição no mercado, garantir a economia de escala na produção e reduzir os preços das mercadorias. Em que pesem as peculiaridades naturais de cada país, vale observar que, pela ordem, o meio de transporte mais barato é, indiscutivelmente, o hidroviário. Em segundo lugar, vem o ferroviário que custa quatro vezes menos que o rodoviário. Já o aeroviário é o mais caro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Longe de mim pregar que só interessa ao Brasil o transporte hidroviário, porque é o mais barato. Afinal, concentrar os deslocamentos numa única modalidade é o cúmulo do contrassenso em razão de diferentes distâncias, características dos produtos, prazos e outros fatores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ideal é o modelo misto ou intermodal, que consiste na utilização planejada dos serviços integrados de mais de um modo de transporte, de acordo com as necessidades do mercado e peculiaridades da carga. Ou seja, ferro-rodoviário, ferro-hidroviário, ferro-aeroviário, ferro-dutoviário, rodo-aéreo, rodo-hidroviário, rodo-dutoviário, hidro-dutoviário, hidro-aéreo e aero-dutoviário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil, as combinações de serviço integrado no transporte passam longe do interesse público. A realidade nacional está na contramão do desenvolvimento. Aqui, o modo rodoviário concentra 54% dos deslocamentos, enquanto o ferroviário detém parcos 21% e o hidroviário responde por apenas 17%. É um cenário de arrepiar qualquer técnico em logística.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outras grandes nações, as combinações são bem diferentes. Nos Estados Unidos, o modo rodoviário detém apenas 25%, o ferroviário lidera com 50% e os 25% restantes cabem ao hidroviário. No Canadá, são 13% por rodovias, 52% por trem e 35% pelas hidrovias. A Rússia opera com somente 4% pelo modo rodoviário, deixando 83% a cargo dos trens e 13% pelas hidrovias. Na França, pela ordem, a distribuição é assim: 28% (rodoviário), 55% (ferroviário) e 17% (hidroviário). A Alemanha segue a composição 18%, 53% e 29%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É revoltante saber dessa triste realidade e angustia-me a impotência no enfrentamento da grave situação. Mas, omissão jamais. Como escreveu Joaquim Osório Duque Estrada na composição do Hino Nacional Brasileiro: “Verás que um filho teu não foge à luta”. Pinço a frase, com energia e orgulho, para batalhar de todas as formas e até a última instância com o objetivo de mudar os rumos do sistema de transporte neste País, buscando a utilização racional dos serviços integrados no deslocamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S-2X1SCP2zI/AAAAAAAAAPY/-2-7NmOkUw8/s1600/750854_82052937+congestionamento.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 248px; FLOAT: right; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5471196063955147570" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S-2X1SCP2zI/AAAAAAAAAPY/-2-7NmOkUw8/s320/750854_82052937+congestionamento.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Vejam a situação insustentável da malha viária brasileira. Tem uma estrutura absurdamente desproporcional à frota de veículos, que cresce a cada dia com novos carros chegando às ruas. O resultado não poderia ser outro, senão o caótico congestionamento. Pior, o trem e o metrô não recebem a prioridade que merecem do Poder Público para serem melhores e mais eficientes a ponto de conquistarem a preferência dos passageiros. Quem anda de carro, amarga engarrafamentos, gastos e revolta. O&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S-2X87xHoYI/AAAAAAAAAPg/oiKoRlyLUL0/s1600/metro-sao-paulo.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 310px; FLOAT: right; HEIGHT: 228px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5471196195416678786" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S-2X87xHoYI/AAAAAAAAAPg/oiKoRlyLUL0/s320/metro-sao-paulo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; usuário de ônibus sofre com os atrasos diários, acumula mau humor, indignação, tempo e descanso perdidos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S-2Xfr-JdaI/AAAAAAAAAPQ/PU7ZeJigGps/s1600/1192523_33540048+caminh%C3%A3o.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; FLOAT: right; HEIGHT: 214px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5471195692960150946" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S-2Xfr-JdaI/AAAAAAAAAPQ/PU7ZeJigGps/s320/1192523_33540048+caminh%C3%A3o.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Quem planta soja em Mato Grosso, Goiás e outros rincões do País tem como aliados terra fértil e clima adequado. No entanto, paga muito mais caro por sementes, fertilizantes, defensivos e outros insumos. Tudo, por causa dos milhares de quilômetros que a carga viaja pelas rodovias. O impacto dos fretes exorbitantes não pára nas lavouras. Por falta de hidrovias e ferrovias, a safra colhida faz o caminho inverso a bordo de caminhões e todo dinheiro gasto neste vai e vem pelas estradas acaba indo para a conta do consumidor na hora em que ele compra o produto final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto as autoridades constituídas, acomodadas em gabinetes com ar condicionado, não tomam as devidas providências, a população paga o pato. Consumidor, agricultor, industrial, comerciante, gente de todos os setores produtivos arca com custos cada vez maiores. Quando o empreendedor não suporta, vem a insolvência e, junto com ela, mais desemprego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repito: não é possível que os governantes desconheçam que o Brasil tem dimensão continental – ideal para ferrovias, há rios e mais rios – sob medida para hidrovias e a população urbana cresce geometricamente – digna de todo respeito.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S-2YKJO7AUI/AAAAAAAAAPo/OD6kklCKVRg/s1600/22leopoldina.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 233px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5471196422369640770" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S-2YKJO7AUI/AAAAAAAAAPo/OD6kklCKVRg/s320/22leopoldina.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A gloriosa história nacional dos transportes hidroviário e ferroviário remonta a 29 de maio de 1852, quando o empresário Irineu Evangelista de Sousa, o Barão de Mauá, constituiu a Imperial Companhia de Navegação a Vapor e Estrada de Ferro de Petrópolis, no Estado de Rio de Janeiro. Em 12 de junho daquele ano, o Governo Imperial concedeu-lhe, por meio do Decreto nº 987, o direito de construção e exploração dos transportes hidro-ferroviário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante quase um século, de 1852 a 1950, o incontestável desenvolvimento do Brasil – notadamente, no Estado de São Paulo – deve-se ao transporte ferroviário. As grandes cidades de hoje, com distância média de 400 a 600 quilômetros da Capital paulista, nasceram da implantação das famosas e históricas estradas de ferro: Mogiana. Sorocabana, Paulista e Rondon. Foi assim com Ribeirão Preto, Presidente Prudente, Marília e Araçatuba, entre outras. Maior que a saudade é o inconformismo com o total desmantelamento dessas linhas férreas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É imprescindível mudar o quadro. Custe o que custar. Sobejamente, este Brasil é imbatível e invejável enquanto País, porém, num mundo globalizado, esses requisitos não bastam. Temos de protegê-lo com corpo, mente e alma, tirando sábio proveito das dádivas divinas que são as riquezas naturais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com empenho, convicção e mobilização popular, precisamos forçar novo direcionamento para investimentos que vêm dos impostos, portanto, do bolso do povo. É vital exigir a imediata prioridade na implantação de estradas de ferro para transporte de cargas e passageiros, como também de estruturas hidroviárias. Isto implica, paralelamente, reduzir a voracidade de grandes organizações que, mancomunadas com maus brasileiros travestidos de autoridades públicas, só pensam, planejam, agem e concretizam gigantescos projetos no sistema de transporte rodoviário. Só têm olhos para rodovias porque é onde faturam bilhões e bilhões de dólares para satisfazer os próprios interesses; não os do Brasil e muito menos os dos brasileiros.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:78%;"&gt;Junji Abe (DEM) é ex-prefeito de Mogi das Cruzes&lt;/span&gt; &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/555963871102255072-1539738593155840621?l=junjiabe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://junjiabe.blogspot.com/feeds/1539738593155840621/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2010/05/por-que-esqueceram-ferrovia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/1539738593155840621'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/1539738593155840621'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2010/05/por-que-esqueceram-ferrovia.html' title='Por quê esqueceram a ferrovia?'/><author><name>Junji Abe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02003886204288353738</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S1TMS2vKYpI/AAAAAAAAAFY/MQQSK6tffTE/S220/junji-abe-blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S-2V9UID_5I/AAAAAAAAAPA/b-NYmKWB8mc/s72-c/1227091_61078767+ferrovia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-555963871102255072.post-3167466694339892800</id><published>2010-05-07T15:44:00.009-03:00</published><updated>2010-05-07T16:10:20.164-03:00</updated><title type='text'>Todas as Igrejas são de Deus</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;O ser humano vive em constante transformação. De forma imprevisível e irresponsável, acaba imputando vastos prejuízos à natureza, assim como deploráveis mutações ao próprio habitat. Não sou sociólogo, psiquiatra, ideólogo e, muito menos, guiado por alguma pretensão maior. Sequer, detenho conhecimentos mínimos sobre o campo da espiritualidade ou do mundo religioso. Porém, com muita humildade e respeito, vou me permitir discorrer sobre a necessária e importante religiosidade que cada um tem de cultivar e abraçar para o conforto espiritual, sempre com fé inquebrantável em Deus. É deste exercício permanente que nascem os sentimentos de solidariedade, de amizade e de amor ao próximo.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S-RgjNZlX1I/AAAAAAAAAOg/d2CKHuya7Ok/s1600/leonardovirgemrocG.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 201px; FLOAT: right; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5468602005543280466" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S-RgjNZlX1I/AAAAAAAAAOg/d2CKHuya7Ok/s320/leonardovirgemrocG.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Convenço-me, cada vez mais, da grande missão que deve, espontaneamente, brotar da alma para rechaçar o preconceito, a discriminação e outros desprezíveis pensamentos similares. E, desta maneira, admitir, respeitar e valorizar a diversidade entre pessoas e povos, aceitando-a com naturalidade. Mais que isso. Entendendo que Deus fez assim, por absoluta necessidade de o ser humano viver em sociedade, de depender um do outro, porque como resume a famosa citação de autoria desconhecida, “somos anjos de uma asa só, precisamos nos abraçar para alçar vôo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Constata-se na história que, desde quando mundo é mundo, a sede desmedida pelo poder – prima-irmã da possessividade, egocentrismo, vaidades fúteis e outros sentimentos indignos –, associada à pseudo-inteligência ou ilusão de sabedoria, tem deflagrado sucessivos desentendimentos na humanidade. Os conflitos surgem de atos e fatos banais, insignificantes, sem nexo, pequeninos mesmo, como a divergência de opiniões sobre a cor de um vestido, preferências diferentes por times de futebol, uma mínima falha cometida no trânsito ou o latido de um cão no vizinho. Nutridas por mágoa, ressentimento, inveja, ciúme, raiva, ódio e afins, as discórdias ganham proporções descabidas e resultam em ações inimagináveis, porém, concretas, de violência. Basta dizer de crianças, inclusive bebês, assassinadas friamente pelos próprios pais, de explosivos detonando milhares de vidas durante atentados terroristas, da proliferação de gente-bomba (homens e mulheres) com a missão morrer para matar e do derramamento de sangue nas guerras, entre tantas outras mostras de horror.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada justifica a violência. De xingamentos a confrontos físicos, chegando ao extremo das guerras, tudo isto é abominável. Mais execrável ainda é que inúmeros crimes sejam praticados por seres deste Planeta Terra em nome de diferentes credos e religiões. Pior, sejam incitados e planejados por uma escória que se julga líder espiritual e supremo exemplo de devoção. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S-RkSkMjw1I/AAAAAAAAAO4/UMTC8pJeRK0/s1600/300px-massacre_saint_barthelemy1.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 296px; FLOAT: left; HEIGHT: 310px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5468606117651399506" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S-RkSkMjw1I/AAAAAAAAAO4/UMTC8pJeRK0/s320/300px-massacre_saint_barthelemy1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;As guerras religiosas dominaram o cenário mundial desde a Idade Média. A mais célebre foram As Cruzadas (nove, segundo a tradição) – cerca de dois séculos de batalhas entre cristãos e muçulmanos, que deixaram milhões de mortos e um rastro de destruição. No século XVI, conflitos entre católicos e protestantes devastaram a França e se alastraram por toda Europa. São amostras dos infindáveis registros de combates motivados por preferências religiosas. As tropas irrompiam da sociedade. Nunca faltaram pessoas para acreditar nas aberrações usadas como justificativas às ambições econômicas e geopolíticas dos agressivos grupos no poder em vários pontos do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas atrocidades ultrapassam nossa capacidade de entendimento. São fatos inexplicáveis. Torturar, saquear, estuprar, matar em nome de Deus? Não. Deus é um péssimo argumento para a sucessão de agressões insanas carreadas por fundamentalismos religiosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais alarmante é que os desentendimentos não se esgotaram nos dias atuais. Ao contrario, dão sinais de recrudescimento em várias partes do mundo. Inclusive, entre povos do mesmo país. Lamentavelmente, a concorrência entre grupos religiosos ainda é visível e palpável. Em meu modesto entendimento, ancoram-se em obsessão por poder, ganância, demonstração de força ou coisa que o valha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como exemplo, vou pinçar Mogi das Cruzes – já que fatos similares se repetem em todos os quadrantes do Brasil e do mundo; evidentemente, com maior ou menor intensidade. Em 2001, quando, honrosamente, começei a administrar o Município, fui procurado por inúmeros pastores de Igrejas Evangélicas. Denunciavam que recebiam tratamento desigual em relação às Igrejas Católicas, apesar de todas serem cristãs. Referiam-se à fiscalização da Lei do Silêncio, concessões na cobrança do IPTU – Imposto Predial e Territorial Urbano e a falta de perspectiva de apoio municipal ao, então, projeto “Marcha para Jesus”, entre outras situações interpretadas como discriminatórias pelas lideranças evangélicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, os parâmetros de Justiça foram restabelecidos. Havia, sim, atitudes preconceituosas por parte de alguns fiscais da Lei do Silêncio. A legislação municipal estabelece critérios, em limites de decibéis, para o nível de ruídos e barulhos detectados na celebração de cultos em templos, igrejas e áreas públicas abertas – alvo das maiores reclamações. Com relação ao IPTU, por meio de disposições legais, praticamente todas as igrejas evangélicas receberam isenção tributária. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S-Rj8W20h-I/AAAAAAAAAOw/JCo6pyANRBE/s1600/181+Entrada+dos+Palmitos.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 325px; FLOAT: left; HEIGHT: 224px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5468605736113440738" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S-Rj8W20h-I/AAAAAAAAAOw/JCo6pyANRBE/s320/181+Entrada+dos+Palmitos.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Os católicos mogianos costumam dizer que a parte festiva da Festa do Divino Espírito Santo de Mogi das Cruzes ganhou dimensão fantástica somente após 2001 quando, à frente da Administração, assumi a responsabilidade pelo apoio logístico integral ao evento. Bispos, padres e líderes católicos relatam que esse crescimento alavancou, valorizou e ampliou significativamente o número de fiéis, na acepção da palavra. Aliás, modéstia à parte, a contribuição foi além, com a instalação do Sub-Império do Divino na sede da Prefeitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale ressaltar que cheguei à Administração Municipal com o firme propósito de ter a efetiva e permanente participação e parceria dos seguidores de todas as religiões. E a gestão foi recompensada, visto que as políticas públicas nas diferentes áreas tiveram êxito. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S-RjlWtEB-I/AAAAAAAAAOo/9vYjVkTz1RM/s1600/011+Marcha+para+Jesus.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 327px; FLOAT: right; HEIGHT: 224px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5468605340935522274" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S-RjlWtEB-I/AAAAAAAAAOo/9vYjVkTz1RM/s320/011+Marcha+para+Jesus.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Assim, legítimo e mais do que justo que a Prefeitura oferecesse igual apoio às Igrejas Evangélicas para realização da “Marcha para Jesus”. O primeiro grande evento ocorreu em 2002 e, graças a Deus, a cada ano que passa, mais fiéis e devotos registram participação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou cristão, sou católico, mas confesso que deixo muito a desejar como verdadeiro praticante da minha religião. Entretanto, tenho fé inquebrantável em Deus e faço tudo com amor e desprendimento. Na verdade, me julgo premiado por Ele. Tenho obtido tudo o que poderia esperar da vida – família unida, saúde, amigos, paz de espírito, muito amor para dar, enfim, sou uma pessoa feliz e super agradecida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo católico, jamais esquecerei os fabulosos ensinamentos conceituais, filosóficos e de princípios do Budismo. Foi a religião dos meus avós, imigrantes japoneses que, em grande parte, moldaram minha alma e me possibilitam cumprir os desafios da missão de ser um cidadão brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cresci com o budismo, aderi ao catolicismo e, no cotidiano, aprendo muito com evangélicos, espíritas e seguidores de outros credos sobre o imprescindível valor da religião em nossa vida. E, assim, ganho mais força para lutar sempre pelo respeito à diversidade em todos os sentidos e pela valorização das divinas diferenças entre os seres humanos. Afinal, estas são as regras sabiamente criadas pelo Senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em razão de todos esses fatos, não posso compactuar com preconceitos e discriminações que geram discórdias de impensáveis proporções na humanidade. Defensor irrestrito do papel indispensável da religião na vida do ser humano, sou integralmente contra a desnecessária, ilegítima, inoportuna e tão prejudicial concorrência entre as igrejas de credos diferentes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:78%;"&gt;Junji Abe (DEM) é ex-prefeito de Mogi das Cruzes&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/555963871102255072-3167466694339892800?l=junjiabe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://junjiabe.blogspot.com/feeds/3167466694339892800/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2010/05/todas-as-igrejas-sao-de-deus.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/3167466694339892800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/3167466694339892800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2010/05/todas-as-igrejas-sao-de-deus.html' title='Todas as Igrejas são de Deus'/><author><name>Junji Abe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02003886204288353738</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S1TMS2vKYpI/AAAAAAAAAFY/MQQSK6tffTE/S220/junji-abe-blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S-RgjNZlX1I/AAAAAAAAAOg/d2CKHuya7Ok/s72-c/leonardovirgemrocG.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-555963871102255072.post-3720585755602004021</id><published>2010-04-30T16:16:00.008-03:00</published><updated>2010-04-30T16:57:41.963-03:00</updated><title type='text'>Desconhecido valor das Cidades-Irmãs</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S9s0yXlTzDI/AAAAAAAAAOQ/LuyCQtd2SZo/s1600/3d324a26d3e32b454afeb0ed63725fc1+seki.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 327px; FLOAT: left; HEIGHT: 336px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5466020612672834610" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S9s0yXlTzDI/AAAAAAAAAOQ/LuyCQtd2SZo/s320/3d324a26d3e32b454afeb0ed63725fc1+seki.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S9s1EMVFmjI/AAAAAAAAAOY/pTskepUn_XU/s1600/b07_bon+toyama.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 322px; FLOAT: right; HEIGHT: 275px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5466020918889650738" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S9s1EMVFmjI/AAAAAAAAAOY/pTskepUn_XU/s320/b07_bon+toyama.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Desde criança, sem a exata consciência, mas, imperceptivelmente, por necessidade ou vocação, venho desenvolvendo, acumulando, fortalecendo e, por isso, consolidando a convicção de que o bom relacionamento é fundamental ao ser humano. Esteja ele onde estiver no Planeta. Infelizmente, nem sempre isto ocorre. Seria ótimo se a perfeita sinergia fosse permanente dentro de casa, entre os vizinhos, nos bairros, cidades e assim, sucessivamente, até entre povos de nações diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se trata de retórica nem de insistir no óbvio, mas de uma simples reflexão. No cotidiano, ao nosso redor, constatamos como nos sentimos melhor quando, com elegância e simpatia, pedimos ou apresentamos algo. As portas se abrem e, mesmo que os objetivos não se concretizem, fica um saldo positivo inimaginável para todas as partes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, vale observar que o bebê, instintivamente, chora para ser atendido. Quando querem algo, muitas crianças pedem tão amorosamente que não há coração que resista. As mulheres, sim, as nossas mulheres, são especialistas na arte de pedir, serem atendidas e ainda conseguirem ouvir de nós, os maridos, “muito obrigado!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O espaço é pequeno e não comporta infindáveis exemplos e fatos propositivos, advindos de bons relacionamentos. Porém, minha intenção é a reafirmação contínua de que a prática das boas relações é uma poderosíssima ferramenta em benefício do desenvolvimento sustentado, da qualidade de vida, da paz entre os seres humanos e nações, enfim, da almejada felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alicerçado nessas considerações e com conhecimento de causa, afirmo o quanto é importante o “Convênio Cidades-Irmãs” entre Mogi das Cruzes e os municípios japoneses de Seki e Toyama, oficializados nos anos de 1969 e 1979. O processo foi iniciado pelo falecido imigrante Adachi (da Cerâmica Adachi, no Bairro de Porteira Preta), nascido em Seki e prosseguiu por meio de famílias vindas de Toyama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos primórdios, o embasamento desses acordos era, quase exclusivamente, o sentimento de amizade e, dela esposada, comitivas das duas cidades visitavam os mogianos, pelo menos, a cada quatro anos; as autoridades locais retribuíam as visitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O intercâmbio concentrava-se nos setores cultural, educacional, esportivo e social. Ao longo de décadas, Mogi sempre recebeu muito mais do que ofereceu, por conta da desproporcionalidade em termos de grandeza econômico-financeira entre as duas Nações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para se ter ideia das contribuições recebidas das irmãs nipônicas, vale comentar que, na década de 80, a renda obtida com a venda de toneladas de roupas, praticamente novas, doadas por Toyama garantiu a instalação de gabinete odontológico na Apae (Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais) e a construção de duas creches. Com as doações de Seki, mais uma unidade foi erguida e outra ampliada. A Cidade também ganhou três ambulâncias e equipamentos esportivos para beisebol, entre outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cooperação incluiu a implantação de fonte luminosa no pátio da Prefeitura, construção de salas de aula e a permanência de professores do Japão para aprimorar o ensino da língua japonesa. E isto foi só o começo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas outras contribuições viriam ao longo dos oito anos em que estive à frente da Prefeitura de Mogi. Coincidindo com o início da gestão, em 2001, e já com o mundo globalizado, a parceria ganhou dimensões bem maiores. Passou a agasalhar também interesses bilaterais nos campos econômico, empresarial, tecnológico e ambiental. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S9suTgEOOOI/AAAAAAAAAOA/DYRIoCpXhko/s1600/088+Prefeito+Junji+em+Toyama+-+Japao.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 338px; FLOAT: left; HEIGHT: 255px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5466013485304264930" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S9suTgEOOOI/AAAAAAAAAOA/DYRIoCpXhko/s320/088+Prefeito+Junji+em+Toyama+-+Japao.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ainda naquele ano, lideramos uma comitiva oficial ao Japão. A bagagem voltou lotada de resultados positivos. Com recursos do governo japonês, implantamos o primeiro Laboratório Municipal de Análises Clínicas e a cozinha comunitária na Casa da Criança Cristo Redentor, administrada por Padre Atílio. A Cidade também ganhou uma Cooperativa de Flores no Bairro do Taboão, integralmente custeada pelo País do Sol Nascente. Vale citar ainda a vinda de cerca de 10 técnicos japoneses que ficaram cinco anos no Bairro do Itapeti para ajudar no aperfeiçoamento da produção de flores e orquídeas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confirmando a magnitude do intercâmbio, a Cidade foi escolhida para sediar empreendimentos do Japão e multinacionais japonesas com unidades em Mogi atenderam nossos pedidos. A Rinnai Corporation ampliou em mais de cinco vezes a fabricação de aquecedores de água a gás. No ano anterior, portanto, em 2000, o Brasil havia sofrido o primeiro grande Apagão de energia elétrica. A Nachi-Fujkoshi Corporation transformou a fábrica mogiana em ponto estratégico para modernização e crescimento do grupo, especialmente nos negócios com países do Mercosul. Já a NGK investiu na modernização do sistema produtivo, ampliou a linha de produtos e aumentou significativamente a produção de velas de ignição e cerâmica, além de doar à Prefeitura as instalações de sua antiga fábrica, na área central da Cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na esfera dos avanços tecnológicos propiciados pelos convênios, destaca-se o trabalho das multinacionais japonesas na reformulação do conceito administrativo, absorvido por nossas empresas, que passou a ser pautado na redução de custos com melhor qualidade dos produtos em benefício do consumidor. Outras contribuições importantes destinaram-se ao meio ambiente. Em especial, para solucionar os problemas causados pela gestão inadequada dos resíduos sólidos domiciliares, industriais e hospitalares – área em que o Brasil está atrasadíssimo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S9s0hbKPTHI/AAAAAAAAAOI/ASIVjn_ZcqU/s1600/toyama+393.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 346px; FLOAT: right; HEIGHT: 235px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5466020321575259250" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S9s0hbKPTHI/AAAAAAAAAOI/ASIVjn_ZcqU/s320/toyama+393.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O Centenário da Imigração Japonesa no Brasil, em 2008, coincidiu com o último ano do nosso governo. Entre 2007 e 2008, Mogi recebeu visitantes ilustres, como prefeitos de Seki, Toyama e Hamamatsu e o governador Katsusada Hirose, da Província de Oita – berço dos meus ancestrais – além de presidentes de Assembleias Legislativas e Câmaras Municipais, deputados estaduais e federais, vereadores e lideranças da sociedade civil. Eles trouxeram valiosas peças históricas de suas terras de origem, que compõem os acervos do Museu da Imigração e do Memorial das Cidades-Irmãs, ambos no Parque Centenário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentei dimensionar a importância do bom relacionamento humano e mostrar que contém princípios aplicáveis em nível ilimitado. Não há fronteiras para a convivência harmoniosa. Prova disso são convênios simples, como o das “Cidades-Irmãs”, exercitados quando há vontade política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Mogi das Cruzes, a prole da família mundial está prestes a crescer, com a adesão do município de Hamamatsu. As tratativas para o acordo começaram em 2006, junto ao presidente da Associação Brasileira de Hamamatsu (Abrah), Etsuo Ishikawa. Embora pouco conhecido, este tipo de intercâmbio gera bons resultados em qualquer lugar do Brasil. E não tem de ficar restrito ao Japão. Pode perfeitamente ser firmado com cidades dos mais diferentes países, como Portugal, Itália, Espanha, Alemanha, China, Coréia e outros de onde vieram imigrantes que muito fizeram e continuam fazendo pelo desenvolvimento da Nação brasileira. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;Junji Abe (DEM) é ex-prefeito de Mogi das Cruzes&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/555963871102255072-3720585755602004021?l=junjiabe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://junjiabe.blogspot.com/feeds/3720585755602004021/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2010/04/desconhecido-valor-das-cidades-irmas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/3720585755602004021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/3720585755602004021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2010/04/desconhecido-valor-das-cidades-irmas.html' title='Desconhecido valor das Cidades-Irmãs'/><author><name>Junji Abe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02003886204288353738</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S1TMS2vKYpI/AAAAAAAAAFY/MQQSK6tffTE/S220/junji-abe-blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S9s0yXlTzDI/AAAAAAAAAOQ/LuyCQtd2SZo/s72-c/3d324a26d3e32b454afeb0ed63725fc1+seki.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-555963871102255072.post-4740778663349750566</id><published>2010-04-23T18:29:00.008-03:00</published><updated>2010-04-23T18:59:49.794-03:00</updated><title type='text'>Cuidar do corpo é cuidar da alma</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Destaque no cenário esportivo? Até outubro de 2006, parecia um sonho distante para Felipe, portador de paralisia cerebral. Realidade: aos 12 anos de idade, ele subiu duas vezes ao pódio e descortinou um futuro promissor na natação. Treinando no Clube Náutico Mogiano, ganhou duas medalhas, ouro e prata, no 1º Campeonato Paraolímpico Escolar para Portadores de Necessidades Especiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jovens como Felipe são de famílias humildes que não teriam como custear o treinamento esportivo. Nasceram com talento. Faltava-lhes apenas oportunidade. Como outros, já descobertos e a serem identificados, eles afloraram no garimpo de um projeto social da Prefeitura de Mogi das Cruzes que, modéstia à parte, poderia servir de modelo a outros municípios. Proporcionando cerca de 3,5 mil atendimentos por ano, o “Sanção Premial” garante isenção do IPTU para clubes que oferecem atividades esportivas e recreativas gratuitas a alunos das escolas municipais. &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S9IVpdlPQhI/AAAAAAAAAMk/hYFOsg4qVLc/s1600/031009-centro-ginasstica.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 250px; FLOAT: right; HEIGHT: 180px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5463453100013470226" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S9IVpdlPQhI/AAAAAAAAAMk/hYFOsg4qVLc/s320/031009-centro-ginasstica.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No campo do desenvolvimento humano e social, o esporte se apresenta como ferramenta indispensável à promoção da cidadania. É ainda uma poderosa vacina contra os males da ociosidade que favorecem a escalada da violência. Não falo só do esporte competitivo. Mas sim, do esporte associado ao lazer, de modo abrangente e acessível. Por décadas a fio, a maioria dos municípios deu pouca importância a essas atividades. Inclusive Mogi das Cruzes que, até o ano 2000, envolvia menos de 10 mil mogianos num único projeto municipal da área.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S9IViJ6fRVI/AAAAAAAAAMc/x6RcTXO69Tc/s1600/030310-basquete-int.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 250px; FLOAT: left; HEIGHT: 180px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5463452974474806610" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S9IViJ6fRVI/AAAAAAAAAMc/x6RcTXO69Tc/s320/030310-basquete-int.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Com o propósito de reverter esse quadro, assumimos a Prefeitura em 2001, lançando os primeiros programas da série para estimular práticas desportivas e proporcionar lazer. Em 2008, quando deixamos o cargo, os dez principais projetos esportivos – sem incluir os de recreação – registravam média anual superior a 130 mil atendimentos. Foram moldados para beneficiar pessoas de todas as idades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S9IVvjUJ2lI/AAAAAAAAAMs/AQ6KKo2CPbA/s1600/boxe+DSC00258.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 250px; FLOAT: right; HEIGHT: 180px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5463453204631640658" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S9IVvjUJ2lI/AAAAAAAAAMs/AQ6KKo2CPbA/s320/boxe+DSC00258.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;É o caso do Esporte Mogi, desenvolvido em parceria com a iniciativa privada, para levar atividades esportivas, noções de ética e promoção da cidadania às crianças de bairros carentes da cidade. Com total receptividade popular, o projeto realizava nada menos que 5,5 mil atendimentos por ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As revelações do esporte mogiano personificam a evolução do processo que regeu a política municipal adotada para o setor. Todas as ações foram focadas no social. Ou seja, &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S9IV9neJNII/AAAAAAAAAM8/TPSV4-70BPU/s1600/071209-basquete-int.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 250px; FLOAT: right; HEIGHT: 180px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5463453446265451650" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S9IV9neJNII/AAAAAAAAAM8/TPSV4-70BPU/s320/071209-basquete-int.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;associar prática de esportes e lazer para proporcionar ocupação saudável à população, com prioridade para crianças e adolescentes carentes – combatendo a ociosidade que facilita a rota da violência e das drogas – e para Terceira Idade. Sintetiza a filosofia definida junto com o povo, no PGP – Plano de Governo Participativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mantidas pelo meu sucessor, o prefeito Marco Bertaiolli (DEM), as aulas de esportes – de iniciação à formação de atletas – são ministradas nos centros esportivos, em clubes privados e escolas municipais. Há dezenas de modalidades – de futebol a peteca, passando por xadrez, judô para deficientes visuais e ginástica para Terceira Idade. Sem contar a recreação. Muita recreação. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S9IW5EWvVdI/AAAAAAAAANE/HE4K5iANkSk/s1600/031+Aniversario+de+Mogi+Parque+Feliz.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 214px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5463454467631306194" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S9IW5EWvVdI/AAAAAAAAANE/HE4K5iANkSk/s320/031+Aniversario+de+Mogi+Parque+Feliz.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O lazer é a mola mestra de um dos mais bem-sucedidos projetos de todos os tempos. “A Rua Feliz” está prestes a completar 7 anos de existência – 5,5 anos deles em nossas duas gestões como prefeito, agregando mais de 400 mil atendimentos. Percorre a cidade nos finais de semana, levando brinquedos, atrações musicais e atividades esportivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abrimos o caminho para os esportes e ampliamos as opções de lazer, atendendo as demandas que a população registrou no PGP. O povo conhece bem o poder dessas ferramentas. Guardadas as proporções, são o condão para orquestrar magia semelhante à dos tempos de Copa do Mundo, que veste os corações brasileiros de verde e amarelo e cria uma linguagem única, capaz de nivelar desigualdades em nome da vitória.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S9IVaXumORI/AAAAAAAAAMU/7mvyA5bIqhc/s1600/011209-futsal-int.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 250px; FLOAT: right; HEIGHT: 180px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5463452840744073490" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S9IVaXumORI/AAAAAAAAAMU/7mvyA5bIqhc/s320/011209-futsal-int.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Envolvida com esportes e lazer, a comunidade exercita a cidadania e cultiva a integração social. Corpo em dia e mente sã em nome de bens maiores, como mais qualidade de vida e menos violência. Nesse campeonato, se joga todo dia. Os craques são os participantes dos projetos. Nada de mitos. Há gente comum cumprindo seu papel. E isso faz toda a diferença na estrada onde a única derrota é a desistência. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:78%;"&gt;Junji Abe (DEM) é ex-prefeito de Mogi das Cruzes&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/555963871102255072-4740778663349750566?l=junjiabe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://junjiabe.blogspot.com/feeds/4740778663349750566/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2010/04/cuidar-do-corpo-e-cuidar-da-alma.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/4740778663349750566'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/4740778663349750566'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2010/04/cuidar-do-corpo-e-cuidar-da-alma.html' title='Cuidar do corpo é cuidar da alma'/><author><name>Junji Abe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02003886204288353738</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S1TMS2vKYpI/AAAAAAAAAFY/MQQSK6tffTE/S220/junji-abe-blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S9IVpdlPQhI/AAAAAAAAAMk/hYFOsg4qVLc/s72-c/031009-centro-ginasstica.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-555963871102255072.post-6019436637968728836</id><published>2010-04-16T16:34:00.020-03:00</published><updated>2010-04-16T17:20:08.323-03:00</updated><title type='text'>Atenção à Terceira Idade</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S8i_mZEDA7I/AAAAAAAAALI/OkuID-iz3u0/s1600/394449_6619+idoso.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 317px; FLOAT: left; HEIGHT: 245px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5460825214470521778" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S8i_mZEDA7I/AAAAAAAAALI/OkuID-iz3u0/s320/394449_6619+idoso.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S8jAgd4s_1I/AAAAAAAAALQ/PMiiGNAhdp0/s1600/408014_9290+idosa2.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 328px; FLOAT: right; HEIGHT: 252px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5460826212197531474" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S8jAgd4s_1I/AAAAAAAAALQ/PMiiGNAhdp0/s320/408014_9290+idosa2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Ao destacar o amor pela mãe – de 92 anos, saudável, que vive sozinha – , uma senhora da platéia perguntou se deveria levá-la para morar com ela. “Absolutamente não”, respondeu, enfático, o palestrante. Ele explicou que amar não significa tolher o idoso de sua individualidade e autonomia nem fazê-lo crer que deixou de ser útil, porque isto seria ferir de morte sua auto-estima. Exceto em função de problemas de saúde, não há motivo para tornar o idoso dependente de alguém. As orientações são do renomado médico Içami Tiba, que contou o caso durante uma palestra a que assisti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recordei-me do fato para abordar um assunto de extrema relevância: o despreparo do Brasil em relação à Terceira Idade. Tanto na oferta de serviços públicos quanto no aspecto cultural – especialmente, a maneira como a sociedade trata o idoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fato é que nosso País está envelhecendo. De 1980 para cá, a taxa de envelhecimento saltou dos 19% para os 40%. Em outras palavras, os jovens têm menos filhos e os idosos vivem mais. Ocorre que muito pouco se tem feito para lidar com esta realidade e menos ainda para enfrentar o cenário que ela projeta para um futuro próximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até a década de 70, era escasso o nível geral de conhecimento sobre os cuidados a serem dispensados à população de idade mais avançada. Políticas públicas dirigidas à Terceira Idade só faziam parte do vocabulário de nações desenvolvidas e estáveis. De 70 a 90, as autoridades começaram a legislar e aprovar projetos relacionados à proteção do idoso. Contudo, somente a partir dos anos 90, a promulgação de leis ganhou maior agilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi assim que o Brasil passou a proporcionar à Terceira Idade concessões como transporte gratuito, prioridade em atendimentos públicos, voto e declaração de Imposto de Renda facultativos, EJA - Educação de Jovens e Adultos, estacionamento demarcado em vias e estabelecimentos privados (shopping centers, super e hiper mercados), créditos consignados e descontos na compra de determinados itens, entre outras. Também foi um avanço a criação dos Conselhos do Idoso, nos níveis nacional, estadual e municipal, que são fundamentais para pressionar as autoridades a atuarem na justa e legítima implantação de novos benefícios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A missão de viabilizar políticas públicas adequadas à população da Terceira Idade não é exclusiva do governo federal. É preciso haver empenho do Executivo nas três esferas e a participação da sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Mogi das Cruzes, a partir da nossa primeira gestão à frente da Prefeitura, em 2001, implantamos programas para elevar a qualidade de vida da Terceira Idade. No campo fiscal, garantimos isenção de IPTU para idosos e aposentados de baixa renda. Visando facilitar e melhorar a locomoção, criamos o Cartão Conforto para permitir ao idoso usar o mesmo acesso que os outros passageiros e sentar-se em qualquer lugar do ônibus, em vez de ser obrigado a usar a porta dianteira, ficar confinado e em pé no pequeno espaço próximo ao condutor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas áreas assistencial e de promoção da cidadania, implantamos o Conselho Municipal do Idoso, Centros de Referência para assistência dirigida e unidades do Posto de Atendimento ao Cidadão (PAC) no piso térreo, além de ampliarmos o repasse de verbas municipais a instituições que prestam atendimento à Terceira Idade, como Pró+Vida, Renascer e Sociedade São Vicente de Paula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já no setor de saúde, abrimos um leque de benefícios. Desde programas de Medicina Preventiva para orientar hipertensos, diabéticos e portadores de outras enfermidades até o Promeg – Programa de Medicamento Gratuito (veja &lt;a href="http://junjiabe.blogspot.com/2009/11/e-preciso-remediar-de-graca.html"&gt;http://junjiabe.blogspot.com/2009/11/e-preciso-remediar-de-graca.html&lt;/a&gt;), passando por consultas médicas domiciliares. Nas áreas sócio-educativa, cultural e esportiva, proporcionamos cursos e oficinas nos bairros, bailes carnavalescos, núcleos de ginástica especializada em centros esportivos e maior participação nos Jogos Regionais do Idoso (JORI). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S8jCJD7DurI/AAAAAAAAALY/AyCG_u3ltHY/s1600/033+Pro+Hiper+aula+de+musculacao+e+hidroginastica.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 321px; FLOAT: right; HEIGHT: 216px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5460828009114352306" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S8jCJD7DurI/AAAAAAAAALY/AyCG_u3ltHY/s320/033+Pro+Hiper+aula+de+musculacao+e+hidroginastica.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Para concentrar os principais serviços públicos aos idosos num só endereço, implantamos o inédito Pró-Hiper, focado em cuidar da saúde física e mental de quem tem mais de 60 anos de idade. Com capacidade para atender até 1,5 mil pessoas por dia, o complexo abriga sala de ginástica com dois ambientes e modernos equipamentos de musc&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S8jCqhNxiAI/AAAAAAAAALg/I0mKqKVjU2w/s1600/013+Pro+Hiper+aula+de+musculacao+e+hidroginastica.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 330px; FLOAT: left; HEIGHT: 205px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5460828583913162754" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S8jCqhNxiAI/AAAAAAAAALg/I0mKqKVjU2w/s320/013+Pro+Hiper+aula+de+musculacao+e+hidroginastica.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;ulação, parque aquático com piscinas aquecidas, saunas e vestiário, área verde com quiosques e laboratório de informática. Reúne atividades de recreação – incluindo dança e karaokê, condicionamento físico e hidroterapia, além de serviços especializados, como a Delegacia do Idoso, instalada em parceria com o Estado. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S8jD0arReiI/AAAAAAAAALo/tglH9iqA0JA/s1600/009+Pro+Hiper+aula+informatica.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 371px; FLOAT: right; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5460829853468162594" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S8jD0arReiI/AAAAAAAAALo/tglH9iqA0JA/s320/009+Pro+Hiper+aula+informatica.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A ideia de manter no Pro-Hiper uma sala de informática, dotada de dezenas de computadores com acesso à internet, visa garantir ao idoso a oportunidade de interagir com novas ferramentas do mundo moderno, estar apto a acompanhar a evolução e não acabar marginalizado, até pelos netos, por estar alheio à tecnologia. Tudo isto faz bem à mente e, consequentemente, melhora a saúde dos nossos veteranos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei perfeitamente as transformações que a idade imputa. Sinto-as na pele. Mas, aceito-as naturalmente. Aprendi com a vida que temos de cuidar do corpo com pleno rigor e todo carinho. Podem me chamar de vaidoso, porque sou mesmo. Entendo que o corpo é dádiva divina onde Deus colocou minha vida, mente e alma. Em retribuição, tenho o dever de proteger meu templo pessoal e zelar por ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, modéstia à parte, apesar dos meus 69 anos, algumas vezes, guardas de shopping me proíbem de ocupar vagas de estacionamento reservadas aos idosos. Já tive até de mostrar a carteira de identidade – no fundo, fico contente. Fatos assim reafirmam que o corpo é o espelho da alma. Ou seja, mente equilibrada e espírito em paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes tarde do que nunca, o comportamento medieval em relação aos veteranos começou a sucumbir diante do envelhecimento da população brasileira, confirmado pelos indicadores demográficos. Hoje, Poder Público e sociedade enfrentam o desafio de lidar com as justas demandas da nossa Terceira Idade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um ponto-chave no processo é a péssima remuneração dos aposentados. 70% deles ganha apenas 1 salário mínimo (R$ 510,00, em valor atual). Quem recebe mais, tem reajustes inferiores aos daqueles que estão na ativa. Como a longevidade avança, a Previdência Social precisa de recursos cada vez maiores. Paradoxalmente, como a taxa de natalidade vem caindo, será menor a população economicamente ativa que contribui com o fundo previdenciário. Resultado: cresce a desproporção entre o que é arrecadado e o total de proventos a pagar, tornando mais distante ainda o sonho de uma aposentadoria digna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A situação é ainda mais grave em tempos de crise econômica e desemprego em alta. O que se observa são avós, que vivem da parca aposentadoria, agasalhando filhos e netos desempregados. Não bastasse, será necessário ampliar a oferta de vagas em asilos públicos ou subvencionados para acolher idosos que dependem de assistência integral e cujos parentes trabalham fora o dia todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se vê, os desafios são gigantescos. Em que pesem todas as nuas e cruas dificuldades enfrentadas pelos idosos neste País emergente, tenho determinação e sou intransigente no zelo aos princípios de jamais abrir mão do dever de conceder à Terceira Idade o que ela merece: respeito, reconhecimento, gratidão, solidariedade, amizade, diálogo, carinho, atenção e amor, muito amor.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:78%;"&gt;Junji Abe (DEM) é ex-prefeito de Mogi das Cruzes&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/555963871102255072-6019436637968728836?l=junjiabe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://junjiabe.blogspot.com/feeds/6019436637968728836/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2010/04/atencao-terceira-idade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/6019436637968728836'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/6019436637968728836'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2010/04/atencao-terceira-idade.html' title='Atenção à Terceira Idade'/><author><name>Junji Abe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02003886204288353738</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S1TMS2vKYpI/AAAAAAAAAFY/MQQSK6tffTE/S220/junji-abe-blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S8i_mZEDA7I/AAAAAAAAALI/OkuID-iz3u0/s72-c/394449_6619+idoso.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-555963871102255072.post-4675212359008823612</id><published>2010-04-08T22:59:00.009-03:00</published><updated>2010-04-08T23:10:50.855-03:00</updated><title type='text'>Imprensa amordaçada, fim da democracia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S76Ks8mKtYI/AAAAAAAAAK4/P4B_hpClJJY/s1600/liberdade-de-imprensa-+morda%C3%A7a.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 265px; FLOAT: right; HEIGHT: 336px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5457952303204709762" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S76Ks8mKtYI/AAAAAAAAAK4/P4B_hpClJJY/s320/liberdade-de-imprensa-+morda%C3%A7a.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Nada pode ser generalizado. Tanto para o bem quanto o mal. Por mais que ainda haja falhas, tendências (explícitas ou não) e jogos de interesses, ninguém pode negar a importância da Imprensa na sociedade. É uma das dádivas da liberdade de expressão que permite à mídia esmiuçar fatos, investigar atos e colocar, às claras, muitas das práticas ilícitas, atos de corrupção e indecências que permaneceriam ocultas em mentes desprovidas de consciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entendo que a Imprensa tem contribuído de modo grandioso para a moralização de condutas em diferentes campos de atividades, notadamente, na política. Ao criticar atitudes, força a execução de medidas corretivas. Ao denunciar ilegalidades, consegue estancar – ainda que temporariamente – a teia de negociatas podres e acelerar ações para combater a impunidade. Ao democratizar a informação, estimula o senso-crítico da população (mesmo que em processo gradativo) e impulsiona a evolução social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo em que erros grotescos levaram inocentes ao sofrimento da condenação prévia pela opinião pública, as denúncias da Imprensa bloquearam a célere expansão de uma prole de esquemas de corrupção – muitos, inimagináveis por gente de bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Longe de mim colocar a Imprensa acima do bem e do mal. Afinal, ela é feita por pessoas. Aos que padecem de alergia crônica a jornalistas e fogem deles como o diabo da cruz, devo lembrar que, até prova em contrário, eles são gente. Portanto, sujeitos a errar como qualquer ser humano. Por este mesmo motivo, são responsáveis por aquilo que produzem e, como tal, têm de arcar com as consequências de eventuais deslizes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa: governante que não suporta críticas da Imprensa precisa achar outra ocupação na vida. Via de regra, a mídia expõe opiniões e necessidades da população. Ser sensível às demandas e cobranças, sem encará-las como implicância pessoal, é atributo indispensável ao gestor público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por experiência própria como prefeito, digo que se aprende muito com as críticas da Imprensa. Algumas são até injustas, mas cabe ao alvo das reclamações corrigir equívocos. Quanto maior a transparência de um governo, menor é o desgaste causado por contestações. É preciso usar com sabedoria e bom senso o instrumento da comunicação, inerente ao ser humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feliz o povo brasileiro que conquistou seu direito à liberdade de expressão. Não por menos, precisamos extirpar ocorrências deploráveis como a censura judicial imposta ao Estadão por causa das reportagens que colocavam a família Sarney em maus lençóis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repito: em que pese o fato de a Imprensa não ser infalível, temos de evitar, com todas as forças, que seja amordaçada. A Imprensa livre é um ícone da democracia. Se cerceada, não tardará para que venham outros tipos de censura até o ápice de um regime absolutista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não faz nem um mês que o governo federal tentou enfiar goela abaixo da Nação o Programa Nacional-Socialista dos Direitos Humanos, que embutia absurdas restrições da liberdade, típicas de um regime comuno-fascista. Basta citar a referência ao “controle dos meios de comunicação” e o artigo que previa a “transformação de invasor de propriedade privada em parte da comissão de negociação nos casos de reintegração de posse”. Graças aos acirrados protestos de jornalistas e de outros cidadãos de bem, a investida terrorista contra a liberdade não se concretizou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No que se refere a Lula, repriso a frase de um editorial do Estadão: “... nunca antes neste País, em regime democrático, um presidente havia manifestado tanto ódio pela imprensa livre.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem viveu os anos sombrios da ditadura brasileira tem gravado na alma o significado de privação da liberdade. Não há paisagens paradisíacas nem propaganda para turista que mudem o cotidiano de dor e revolta dos povos de países governados por tiranos. É assim em Cuba, na Venezuela, na China... Tamanha é a opressão que o populismo já não impede mais a insurreição de pessoas paupérrimas. O estimulado conflito de classes sociais não supera o ódio ao caudilhismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As prisões de Cuba estão abarrotadas de gente cujo único crime foi o de se opor à ditadura dos irmãos Fidel e Raúl Castro. São prisioneiros políticos como Orlando Zapata, pedreiro negro de 43 anos, que morreu em 23 de fevereiro último devido a uma greve de fome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Igualmente monstruoso foi ver o presidente do Brasil – lá em Cuba, ao lado dos ditadores – condenar pessoas em desespero que, como Zapata, recorrem à greve de fome. Também não posso concordar com o senhor presidente que comparou presos políticos cubanos aos bandidos recolhidos no sistema carcerário paulista. Não tem cabimento nivelar gente que luta pela liberdade e pela democracia com assassinos, estupradores, sequestradores, criminosos comuns.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S76LCXwWRmI/AAAAAAAAALA/8MBq09THlhk/s1600/censura+burra.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 270px; FLOAT: left; HEIGHT: 131px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5457952671272420962" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S76LCXwWRmI/AAAAAAAAALA/8MBq09THlhk/s320/censura+burra.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Alheio aos flagelos do caudilhismo na ilha de Fidel, nosso presidente tentou justificar-se alegando a necessidade de não interferir com as questões de Cuba para que ninguém queira se meter nos assuntos do Brasil. Ora, mas não houve enorme interferência brasileira em Honduras, onde nossa embaixada serviu de quartel para o ex-presidente Manuel Zelaya, que queria se perpetuar no poder contrariando a legislação hondurenha? O mais espantoso é que o próprio Lula foi vítima do regime de exceção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por tudo isto, ninguém deve se esquecer do passado de ditadura que imperou no Brasil. Preservar a democracia, ter uma Imprensa livre e a garantia da liberdade conquistada neste País ao preço de muitas vidas ceifadas é dever de todo cidadão.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;Junji Abe (DEM) é ex-prefeito de Mogi das Cruzes&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/555963871102255072-4675212359008823612?l=junjiabe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://junjiabe.blogspot.com/feeds/4675212359008823612/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2010/04/imprensa-amordacada-fim-da-democracia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/4675212359008823612'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/4675212359008823612'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2010/04/imprensa-amordacada-fim-da-democracia.html' title='Imprensa amordaçada, fim da democracia'/><author><name>Junji Abe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02003886204288353738</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S1TMS2vKYpI/AAAAAAAAAFY/MQQSK6tffTE/S220/junji-abe-blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S76Ks8mKtYI/AAAAAAAAAK4/P4B_hpClJJY/s72-c/liberdade-de-imprensa-+morda%C3%A7a.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-555963871102255072.post-5694777179314277113</id><published>2010-04-01T19:05:00.008-03:00</published><updated>2010-04-01T19:19:02.843-03:00</updated><title type='text'>O vampiro MST: crime anunciado</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;A exemplo de tantos cidadãos de bem, condeno toda e qualquer forma de violência, sou defensor dos movimentos sociais legítimos, solidário com gente trabalhadora que sofre com o desemprego, combatente da desigual distribuição de renda e partidário incondicional do desenvolvimento com justiça social e prudência ambiental. Como a maioria dos mortais, entendo que nada justifica ações criminosas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S7UaLW0gs3I/AAAAAAAAAKo/S8qwSnLK6qU/s1600/Boot%2BOcupacao%2BMST_01.png"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 333px; FLOAT: left; HEIGHT: 254px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5455295306035934066" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S7UaLW0gs3I/AAAAAAAAAKo/S8qwSnLK6qU/s320/Boot%2BOcupacao%2BMST_01.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Baseado nesses princípios, não posso admitir, calado, as ocorrências que prometem povoar este mês com flagrantes violações dos direitos do cidadão comum, amparadas no universo de ilusões criadas para o povo miserável, desinformado e faminto. De um lado, a conduta do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), que alardeia a realização de mais uma série de invasões de propriedades com apelo de marketing intitulado “abril vermelho”. De outro, a estarrecedora omissão das autoridades para o fato que, na minha humilde interpretação, é um crime anunciado.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;O que seria do mundo se todos os carentes fossem praticar crimes para satisfazer suas necessidades? Seria uma bandalheira generalizada. Nem é preciso ir tão longe. Um pai de família desempregado que anunciasse o furto de leite para matar a fome dos filhos teria das autoridades a mesma condescendência dada ao MST? Óbvio que não. Estaria no xilindró antes de pensar em sair de casa. Invadir propriedade alheia é apropriar-se do patrimônio de outro. Logo, é tão criminoso quanto furtar. &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S7Ua0gMzoxI/AAAAAAAAAKw/wVXQa59_pTg/s1600/mst_abr04.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 400px; FLOAT: right; HEIGHT: 254px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5455296012928394002" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S7Ua0gMzoxI/AAAAAAAAAKw/wVXQa59_pTg/s320/mst_abr04.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;A pergunta que se faz às autoridades é por quê o MST pode cometer crimes anunciados e sair impune?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;O discurso de que se trata de um movimento social dos oprimidos contra os ricos fazendeiros improdutivos já ficou oco há tempos. Até porque, não justifica a maciça destruição de plantações, máquinas e outros bens das terras invadidas. E, claro, se fossem improdutivas, não teriam áreas plantadas. Mais que isso: mesmo que estivessem nuas, conforme a Constituição, ninguém teria o direito de invadi-las.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Há quem pergunte: e os fracos e oprimidos? Sim, pobre daqueles que se fiaram em ilusões vendidas pelo MST. A causa dos sem-terra pouco importa às lideranças da entidade e de suas coligadas que mamam fartamente em tetas públicas, nutrem múltiplos interesses próprios e nenhum objetivo social. São vampiros que sugam a fé de gente pobre e verbas do Poder Público.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;A farsa do MST sobrevive com a exploração de famílias pobres, que são transformadas em massa de manobra em prol de negociações obtusas, e bem privadas, junto ao governo federal. Felizmente, a letargia que consome as autoridades ante às práticas criminosas do MST não contaminou a Imprensa. A Revista Veja escancarou os espúrios canais de abastecimento dos cofres da organização: &lt;a href="http://veja.abril.com.br/020909/por-dentro-cofre-mst-p-64.shtml"&gt;http://veja.abril.com.br/020909/por-dentro-cofre-mst-p-64.shtml&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Há de se dizer ainda do vácuo no conteúdo da reforma agrária que o suposto Movimento defende. Não existe adubo milagroso que produza lavoura rentável a partir da junção de um pedaço de terra com uma família de boa vontade. Sem vocação agrícola, conhecimento, assistência técnica e nem recursos para insumos e meios de comercialização, os resultados do plantio sequer garantem o sustento dessa gente. Principalmente, num mercado cada vez mais competitivo como o agronegócio. Numa comparação grosseira, seria como mandar um operário negociar ações na bolsa de valores.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Portanto, entregar um naco de terra a cada família pobre não será a solução para a miséria. Sem um conjunto de medidas que incluam adequado apoio aos futuros produtores, a simples distribuição de áreas é inócua. Tão estúpida quanto destruir árvores frutíferas, que levaram anos para alcançar o ápice de produção, para plantar meia dúzia de mudas de feijão.&lt;br /&gt;Isto não é reforma agrária. É bandalheira institucional.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Com essa cegueira crônica, a liderança do MST fala de reforma agrária. Entende tanto de agricultura que deve pensar que alface dá em árvore. Conheço bem os pseudo-defensores dos sem-terra. Ao longo de dez anos de atuação como deputado estadual, presidi a Comissão de Agricultura e Pecuária da Assembléia Legislativa de São Paulo. Já naquela época os argumentos eram pífios, em contraste com o volume de invasões – em número e nível de violência. A diferença é que os agressores eram menos endinheirados.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Lembro-me, como se fosse hoje, das propriedades invadidas que visitei em regiões como a do Pontal do Paranapanema. Uma delas, de médio porte, a ação do MST transformara em cenário de guerra. Os invasores mataram o gado, queimaram celeiros e pastos, destruíram plantações de milho e fulminaram matrizes reprodutoras para melhoramento genético da pecuária de leite. Em poucas horas, dizimaram o trabalho de três gerações da família proprietária. Junto com ele, devastaram o sustento da família, o ganho-pão de dezenas de trabalhadores rurais e o futuro de uma propriedade, até então, extremamente produtiva. Restou ao proprietário pagar caro a advogados para mover uma ação de reintegração de posse e, por fim, abandonar o campo. O mérito do MST foi o de gerar mais sem-terra.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Atualmente, o MST está com os cofres cheios para multiplicar estragos no Brasil inteiro. Além de anunciar invasões, apresenta plano de metas: superar os números da jornada de 2009, quando comandou 29 invasões de terra. E avisa que, apesar de 2010 ser ano eleitoral, não haverá trégua em razão do descontentamento com a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do MST no Congresso; as denúncias do Tribunal de Contas União (TCU) sobre irregularidades no repasse de verbas públicas para organizações ligadas aos sem-terra; os pronunciamentos do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, criticando as invasões; a ação das Polícias Militares nos Estados; e até com a mídia.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Pior é saber que as ações criminosas são patrocinadas pelo governo federal. Em outras palavras, o nosso dinheiro é usado para bancar a desumana fábrica de ilusões mantida pela organização, produzir invasores profissionais e engordar as contas bancárias de líderes pulhas. Até quando?&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Junji Abe (DEM) é ex-prefeito de Mogi das Cruzes&lt;/span&gt; &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/555963871102255072-5694777179314277113?l=junjiabe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://junjiabe.blogspot.com/feeds/5694777179314277113/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2010/04/o-vampiro-mst-crime-anunciado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/5694777179314277113'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/5694777179314277113'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2010/04/o-vampiro-mst-crime-anunciado.html' title='O vampiro MST: crime anunciado'/><author><name>Junji Abe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02003886204288353738</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S1TMS2vKYpI/AAAAAAAAAFY/MQQSK6tffTE/S220/junji-abe-blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S7UaLW0gs3I/AAAAAAAAAKo/S8qwSnLK6qU/s72-c/Boot%2BOcupacao%2BMST_01.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-555963871102255072.post-7734862372626732466</id><published>2010-03-26T16:46:00.007-03:00</published><updated>2010-03-26T18:58:52.073-03:00</updated><title type='text'>Vale a pena recordar</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S60QMTUEXLI/AAAAAAAAAKI/w1OoYxx6D2o/s1600/X08SN_SN433+gm+produ%C3%A7%C3%A3o.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 219px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5453032527344458930" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S60QMTUEXLI/AAAAAAAAAKI/w1OoYxx6D2o/s320/X08SN_SN433+gm+produ%C3%A7%C3%A3o.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;A notícia de que a GM do Brasil investirá R$ 50 milhões para elevar em 30% a produção na fábrica instalada em Mogi das Cruzes me fez rememorar a jornada que conduziu à Cidade uma unidade da multinacional americana. Foi deflagrada no início dos anos 90, enquanto o grupo sondava os quatro cantos do País em busca de local apropriado e melhores condições para erguer mais uma de suas plantas fabris.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sedentos por desenvolvimento, os Estados se digladiavam numa guerra fiscal que parecia não ter fim. Os municípios brasileiros, por sua vez, acenavam com doações de áreas e incentivos fiscais. Eu exercia o segundo mandato como deputado estadual. Mogi das Cruzes sofria com a estagnação empresarial. A exemplo de tantas outras cidades, concentrava enorme contingente de desempregados e arrecadava bem menos que o necessário para atender as demandas da população.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse cenário, conquistar a preferência da GM seria um prêmio para qualquer cidade. Tanto pela geração de empregos e aumento na arrecadação tributária quanto pelo efeito imã irradiado por uma unidade da General Motors. É que ela tem o poder de atrair para seu entorno muitas outras empresas, sejam ou não prestadoras de serviços da montadora. Resultado: mais empregos e maior receita municipal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A localização privilegiada, no eixo Rio-São Paulo, com fácil acesso às Rodovias Ayrton Senna e Presidente Dutra, nas proximidades da malha ferroviária federal e de dois aeroportos internacionais, o de Cumbica, em Guarulhos, e o de Viracopos, em Campinas, conferiam à Mogi um naco de vantagem em relação às demais cidades. Até porque, o Distrito Industrial do Taboão seria um endereço perfeito, haja vista que, ainda hoje, é o maior (e único) espaço disponível para abrigar empresas de médio e grande portes na Região Metropolitana de São Paulo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S60Qxf4uHsI/AAAAAAAAAKQ/fn25GNkjVGU/s1600/entrocamento+gm.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 330px; FLOAT: right; HEIGHT: 222px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5453033166374575810" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S60Qxf4uHsI/AAAAAAAAAKQ/fn25GNkjVGU/s320/entrocamento+gm.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Mesmo assim, era preciso multiplicar atrativos, com doação de área, dotada de completa infraestrutura, incentivos fiscais e o principal: viabilizar a parceria entre Prefeitura e Estado para execução das obras viárias necessárias à logística do empreendimento. Representando o Alto Tietê, eu e outros políticos dedicamos corpo e alma à missão de fazer de Mogi a escolhida da GM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdi a conta de quantas audiências tive em Secretarias de Estado, Sabesp (água e esgoto no Taboão) e Palácio dos Bandeirantes. Tanta era a insistência que o saudoso governador Mário Covas, ao me receber, se antecipava: “Já sei, Junji, não esqueci das obras para a GM”. &lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S60RISz1CQI/AAAAAAAAAKY/odO627Lildo/s1600/VTS_01_1+_28__0001+junji+covas+em+abra%C3%A7o+(2).jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 232px; FLOAT: left; HEIGHT: 218px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5453033558001387778" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S60RISz1CQI/AAAAAAAAAKY/odO627Lildo/s200/VTS_01_1+_28__0001+junji+covas+em+abra%C3%A7o+(2).jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Assim foi até que o próprio Covas anunciou a liberação de recursos para construção do sistema viário no entroncamento das Rodovias Mogi-Dutra e Ayrton Senna, obra decisiva para que a General Motors instalasse sua fábrica em Mogi. Para completar, conseguimos a pavimentação da Estrada Municipal Taboão-Itapeti-Lambari, antiga reivindicação dos produtores rurais da região. Por uma providência divina, tive a oportunidade de mostrar a Covas, in loco, que, se o Estado implantasse asfalto em mais quatro quilômetros, beneficiaria toda a extensão da via, da Mogi-Dutra à Rodovia Presidente Dutra e ao município de Santa Isabel. Ele concordou.&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S60SNCvXlZI/AAAAAAAAAKg/VyTEFF9GRzo/s1600/X04CO_FT008BR+gm+mogi+1.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; FLOAT: right; HEIGHT: 214px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5453034739098686866" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S60SNCvXlZI/AAAAAAAAAKg/VyTEFF9GRzo/s320/X04CO_FT008BR+gm+mogi+1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Em 30 de janeiro de 1997, o grupo divulgou a decisão de implantar sua nova unidade em Mogi das Cruzes. A fábrica foi inaugurada em 1999 para produzir peças estampadas destinadas aos modelos GM em fabricação e também aos veículos já descontinuados da linha de montagem. Com o investimento recém-anunciado, a unidade mogiana passará a empregar 950 trabalhadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, o destino pode nos reservar gratas surpresas. Em meados da década de 90, nem imaginava que seria prefeito de Mogi das Cruzes por oito anos seguidos. E que colheria, para a Cidade, muitos frutos plantados lá atrás, quando deputado estadual. Afinal, ao longo da minha gestão, a GM ampliou a produção, criou o segundo turno de trabalho, abriu novas vagas, desenvolveu importantes ações sociais, contribuiu para atrair novos empreendimentos e engrossou a receita municipal – figura entre as dez maiores fontes geradoras de arrecadação de ICMS no Município –, ajudando a viabilizar investimentos públicos que elevaram a qualidade de vida do povo mogiano.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;Junji Abe (DEM) é ex-prefeito de Mogi das &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Cruzes&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/555963871102255072-7734862372626732466?l=junjiabe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://junjiabe.blogspot.com/feeds/7734862372626732466/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2010/03/vale-pena-recordar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/7734862372626732466'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/7734862372626732466'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2010/03/vale-pena-recordar.html' title='Vale a pena recordar'/><author><name>Junji Abe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02003886204288353738</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S1TMS2vKYpI/AAAAAAAAAFY/MQQSK6tffTE/S220/junji-abe-blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S60QMTUEXLI/AAAAAAAAAKI/w1OoYxx6D2o/s72-c/X08SN_SN433+gm+produ%C3%A7%C3%A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-555963871102255072.post-95960699771703196</id><published>2010-03-19T17:14:00.012-03:00</published><updated>2010-03-19T17:38:31.249-03:00</updated><title type='text'>Escola Ambiental: de Mogi para o mundo</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Quero compartilhar a maravilhosa notícia que recebi, por e-mail, nesta semana. A Escola Ambiental de Mogi das Cruzes obteve aprovação para todos os projetos inscritos no II Congresso Internacional Escolar – Recursos Naturais, Sustentabilidade e Humanidade, que será realizado em Braga, Portugal, no mês de maio. Outros três estabelecimentos municipais (EM’s Dermeval Arouca, José Cury Andere e José Alves dos Santos) também aceitaram o desafio de terem seus trabalhos avaliados pela comissão científica do evento e receberam aval para participação. Mais uma vez, o ensino mogiano ganha projeção mundial e a oportunidade de irradiar bem-sucedidas ações no campo da educação ambiental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contou-me a professora Maria Inês Soares Costa Neves, coordenadora da Escola Ambiental, que o desempenho levou a Comissão Organizadora a propor a presença de uma delegação mogiana no Congresso. Mais: outras quatro unidades da rede municipal (EM’s Prof. Mário Portes, Narcisa das Dores Pinto, Dr. Sérgio Benedito Fernandes de Almeida e Benedito Ferreira Lopes) preparam trabalhos voltados ao Ano Internacional da Biodiversidade (Unesco) para retratar “Mogi – 450 Anos de Preservação Ambiental”, em alusão ao 450º aniversário de fundação da Cidade, comemorado em 1º de Setembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico duplamente satisfeito. De um lado, pela extraordinária performance dos educadores mogianos, o que não me surpreende porque bem conheço a dedicação e competência da equipe comandada pela brilhante secretária de Educação, Maria Geny Borges Avila Horle. De outro, pelo carinho da sempre batalhadora professora Maria Inês em me informar de tão valiosas conquistas. Mais que isso, em compartilhar comigo, o ex-prefeito, o justo orgulho e alegria dos profissionais da rede municipal. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S6PcXcaKLDI/AAAAAAAAAJo/dHTmi29gd6k/s1600-h/092+Sala+sensorial+da+escola+ambiental.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 323px; FLOAT: left; HEIGHT: 246px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5450442269369445426" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S6PcXcaKLDI/AAAAAAAAAJo/dHTmi29gd6k/s320/092+Sala+sensorial+da+escola+ambiental.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Aos amigos que me dão o privilégio da leitura de minhas postagens, explico melhor o que é a Escola Ambiental de Mogi das Cruzes. Foi inaugurada durante meu segundo mandato como prefeito, em junho de 2006. Brotou do conceito elementar de que o conhecimento é a chave-mestra para atingir qualquer meta. Portanto, para preservar é preciso conhecer, porque ninguém cuida daquilo que desconhece.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Incluímos a educação ambiental no conteúdo disciplinar da rede municipal. Mas, não queríamos ficar limitados ao culto de paisagens bucólicas como num comercial de margarina e nem aprisionados em temas distantes do cotidiano do aluno, como a campanha para salvar os pandas da China. Afinal, a porção norte da Cidade abriga a Serra do Itapeti, um dos maiores remanescentes de Mata Atlântica do Brasil. Também é polo produtor de água em função dos vastos mananciais. Isto, para dizer o mínimo. Sem contar, por exemplo, a necessidade de ampliar a adesão popular à coleta seletiva de lixo que já havíamos implantado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S6PdIhkJ93I/AAAAAAAAAJw/eslWyOkNsN4/s1600-h/040+Proj+Refloreste+Vida+escola+Ambiental+Parque+Municipal.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 233px; FLOAT: right; HEIGHT: 308px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5450443112567142258" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S6PdIhkJ93I/AAAAAAAAAJw/eslWyOkNsN4/s320/040+Proj+Refloreste+Vida+escola+Ambiental+Parque+Municipal.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Nosso propósito: conduzir o aluno por uma trilha de conhecimento onde ele próprio desejasse mudar de comportamento para preservar os recursos naturais. E ao mesmo tempo, passasse a cobrar posturas adequadas daqueles com quem convive. Buscávamos sepultar práticas nocivas ao meio ambiente e consolidar a consciência ambiental por meio de atitudes. Tudo isto exige bem mais que boa vontade. Educar para a preservação ambiental é uma missão árdua. Tínhamos de garantir o preparo adequado dos profissionais e incentivá-los a pesquisar métodos cada vez mais eficientes. Para atingir o propósito, era vital um trabalho conjugado de todas as escolas, em todos os níveis de formação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Escola Ambiental surgiu para responder a essa demanda. Acredito que a viabilização do investimento teve influência divina. A área onde erguemos a instituição foi doada à Prefeitura pelo DAEE que, por sua vez, recebera o terreno como compensação ambiental de um empreendimento privado vizinho, às margens da represa do Rio Taiaçupeba.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S6Pdr8Yql1I/AAAAAAAAAJ4/Q-4cGTr0aNU/s1600-h/ambiental_01.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 231px; FLOAT: left; HEIGHT: 178px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5450443721062127442" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S6Pdr8Yql1I/AAAAAAAAAJ4/Q-4cGTr0aNU/s200/ambiental_01.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A unidade de 440 metros quadrados construídos funciona como Centro de Pesquisa e Formação de Professores das redes municipal, estadual e particular, em parceria com universidades, instituições e ONGs. Também proporciona condições para que as escolas elaborem projetos em Educação Ambiental com foco em ações concretas de preservação. Além disso, oferece programas de capacitação em biotecnologia, educação científica e palestras para a comunidade. Em média, atende 1,5 mil pessoas por mês, entre alunos e educadores. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S6PeJx4aTAI/AAAAAAAAAKA/qEQKB0HUM40/s1600-h/ambiental_37.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 213px; FLOAT: right; HEIGHT: 145px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5450444233638562818" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S6PeJx4aTAI/AAAAAAAAAKA/qEQKB0HUM40/s200/ambiental_37.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Bem equipada e com estrutura funcional, a Escola Ambiental tornou-se referência no País. Abriga laboratório, videoteca, biblioteca multimídia, viveiro de mudas, salas de estudo e de reuniões, e dependências administrativas (veja mais no site &lt;a href="http://www.sme.pmmc.com.br/"&gt;http://www.sme.pmmc.com.br/&lt;/a&gt;). Educadores de todo o Brasil procuram a instituição para conhecer a experiência inédita em educação ambiental. Não tardou para que o reconhecimento do trabalho da equipe mogiana cruzasse as fronteiras do território nacional. A mensagem da professora Maria Inês assinalou mais uma merecida conquista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí está, portanto, um exemplo cristalino da importância de políticas públicas direcionadas ao ensino de qualidade sob uma ótica abrangente, capaz de formar cidadãos pró-ativos em relação aos desafios do desenvolvimento sustentável e capazes de ver a realidade, compreendê-la e criticá-la com o intuito de resguardar o bem-estar coletivo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Junji Abe (DEM) é ex-prefeito de Mogi das Cruzes&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/555963871102255072-95960699771703196?l=junjiabe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://junjiabe.blogspot.com/feeds/95960699771703196/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2010/03/escola-ambiental-de-mogi-para-o-mundo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/95960699771703196'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/95960699771703196'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2010/03/escola-ambiental-de-mogi-para-o-mundo.html' title='Escola Ambiental: de Mogi para o mundo'/><author><name>Junji Abe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02003886204288353738</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S1TMS2vKYpI/AAAAAAAAAFY/MQQSK6tffTE/S220/junji-abe-blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S6PcXcaKLDI/AAAAAAAAAJo/dHTmi29gd6k/s72-c/092+Sala+sensorial+da+escola+ambiental.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-555963871102255072.post-8293882840572945903</id><published>2010-03-11T15:56:00.003-03:00</published><updated>2010-03-26T15:05:34.736-03:00</updated><title type='text'>O perigo das grandes fusões e incorporações</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Além das lições absorvidas nos bancos escolares, onde era notória a preocupação de formar futuros cidadãos – havia Educação Moral e Cívica entre as disciplinas –, a cada dia, me convenço de que sou um cidadão brasileiro privilegiado, em virtude da rígida educação que recebi dos meus pais e avós, imigrantes japoneses. Meus ancestrais cá vieram, no início do século passado, porque o Japão, empobrecido e atrasado, não lhes dava perspectiva melhor de vida e, principalmente, de constituir uma boa e sólida estrutura familiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, tinham nas raízes a filosofia budista, que prega a independência e auto-suficiência econômico-financeira, sem nunca resvalar para o individualismo e o egoísmo. Tudo, com plenas solidariedade e gratidão. O budismo ensina a não ser dependente nem incomodar os outros, já que é contra o paternalismo e assistencialismo. Aí estão os alicerces da minha formação, sintetizados nesta lição: “Amar este País, de todo coração, ajudar o povo em tudo que for possível e fazer mais pelo Brasil que os próprios brasileiros”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais do que palavras na mente da criança que fui, são princípios gravados na alma do homem que sou. Isto me faz adepto da livre e sadia concorrência entre as pessoas e também no mercado – induzido, disciplinado, organizado e fiscalizado pelo Poder Público por meio de leis, normas e regulamentos. Porém, sem interferir ou operar as atividades. Entendo que cabe ao Estado, no máximo, gerir áreas prioritárias e essenciais, como educação, saúde, segurança, infraestrutura e habitação.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S5gcb8Gp7nI/AAAAAAAAAJY/SSRgAT5vqIw/s1600-h/03+dragao.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 325px; FLOAT: right; HEIGHT: 332px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5447135015620701810" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S5gcb8Gp7nI/AAAAAAAAAJY/SSRgAT5vqIw/s320/03+dragao.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ora, quando o Estado não exerce a fiscalização e o mercado, praticando o liberalismo e achando que, com a globalização, o “céu é o limite”, ocorre a escandalosa implosão em série de várias cadeias de atividades econômicas. Normalmente, deflagrada pelo setor financeiro, sob as rédeas de vorazes abusos, prejudica de forma grave e dramática os mais fracos e humildes, além de impor aos países sedes dessas instituições desequilíbrios de toda ordem. Em especial, maciço desemprego e quebradeira generalizada. Basta citar as crises: americana de 1929 e 2008; a japonesa de 1880, 1945 e 2008; e a brasileira de 1988 a 1.994 – período de inflação tresloucada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poder das instituições financeiras é tão forte e indutor que impulsiona não só fusões e incorporações entre si, mas também iguais transações em outros setores empresariais. Resultado: emergem os gigantes, sem concorrentes, que mandam e desmandam no mercado estabelecendo verdadeiro monopólio e prejudicando, comprovadamente, a população. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S5gcm8OJOwI/AAAAAAAAAJg/yel2pYqoS-0/s1600-h/Santander_bank_AFP_TEXT.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 276px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5447135204630674178" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S5gcm8OJOwI/AAAAAAAAAJg/yel2pYqoS-0/s320/Santander_bank_AFP_TEXT.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Vamos aos exemplos: Grupo Santander que incorpora o Banco Real, América do Sul, Banespa e outros; Grupo Itaú que adquire o Unibanco; Grupo Bradesco que fica com o Sudameris e BCN, entre outros; Banco do Brasil que abocanha a Nossa Caixa (do Estado de São Paulo); Grupo Pão de Açucar que se funde com Casas Bahia; Grupo Agco (americano) que agrega a Massey Ferguson e, agora, a Valtra. No campo das telecomunicações, a Telefonica espanhola quase assumiu o monopólio no Brasil, com as sucessivas aquisições de empresas nacionais e estrangeiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os argumentos e justificativas são sempre iguais – reduzir custos, melhorar a qualidade de gestão e de produtos e preço mais acessível à população. Porém, a realidade é que as concordatas e falências estão na ordem do dia, os preços ao consumidor não baixam e pior, os governos têm socorrido essa organizações com verbas públicas. Portanto, com o dinheiro suado do trabalho de cada um de nós, que pagamos impostos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil, o Cade – Conselho Administrativo de Defesa Econômica tem a responsabilidade de analisar, à luz da Constituição Federal, todos os prós e contras dos pedidos de fusões e incorporações de grupos empresariais. É fundamental salientar que a Carta Magna Brasileira alicerça-se na “Livre Concorrência”, “Proíbe o Monopólio”, “Proíbe o Monopólio Natural” (mercados de bens exclusivos com pouca ou nenhuma rivalidade e, em geral, regulamentados pelos governos) e “Proíbe o Monopsônio” (competição imperfeita com apenas um comprador e numerosos vendedores).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo com muita apreensão as gigantescas fusões e incorporações irrompendo com celeridade cada vez maior neste mundo global. E, forçosamente, repetindo-se neste País. Não posso concordar com isto. Minha repulsa vem de berço e da vida, que me ensinaram o valor das pequenas e médias unidades produtivas, muito mais humanas, eficientes e que proporcionam tratamento personalizado aos consumidores. São elas, vale destacar, que respondem pelo maior percentual na geração de empregos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Registro também a importância do associativismo e do cooperativismo, que são a união dos pequenos e médios na luta pela conquista de interesses comuns, sem perder a individualidade. Ademais, Deus, em Sua infinita sabedoria, fez as pessoas diferentes. É a diferença que nos permite a livre concorrência, a autoestima, a liberdade e a democracia. A sociedade é feita de empregados, profissionais autônomos e empresários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma sociedade justa, fraterna e solidária é aquela que oferece oportunidades a todos, sem que a maioria – de pequeno e médio portes – seja obrigada a existir sob o jugo de gigantescas corporações, privada da capacidade individual e despojada do livre arbítrio que o Criador lhe concedeu.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Junji Abe (DEM) é ex-prefeito de Mogi das Cruzes&lt;/span&gt; &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/555963871102255072-8293882840572945903?l=junjiabe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://junjiabe.blogspot.com/feeds/8293882840572945903/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2010/03/o-perigo-da-grandes-fusoes-e.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/8293882840572945903'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/8293882840572945903'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2010/03/o-perigo-da-grandes-fusoes-e.html' title='O perigo das grandes fusões e incorporações'/><author><name>Junji Abe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02003886204288353738</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S1TMS2vKYpI/AAAAAAAAAFY/MQQSK6tffTE/S220/junji-abe-blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S5gcb8Gp7nI/AAAAAAAAAJY/SSRgAT5vqIw/s72-c/03+dragao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-555963871102255072.post-7804264267932984852</id><published>2010-03-04T18:49:00.007-03:00</published><updated>2010-03-04T19:07:26.794-03:00</updated><title type='text'>Uma divindade chamada mulher</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S5AsbKI-SEI/AAAAAAAAAJI/ilBoyq1ir-Q/s1600-h/untitled+mulher2.bmp"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 196px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5444900794581010498" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S5AsbKI-SEI/AAAAAAAAAJI/ilBoyq1ir-Q/s200/untitled+mulher2.bmp" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;“Quem sabe o super-homem venha nos restituir a glória&lt;br /&gt;Mudando como um deus o curso da história&lt;br /&gt;Por causa da mulher”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;font-size:78%;"&gt;Gilberto Gil, em “Super-Homem, a Canção”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=jFBJ3U2uvN8"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=jFBJ3U2uvN8&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Não importa a ditadura do modelo ocidental de beleza. Todas são divas. Cada qual a sua maneira. Com os próprios atributos e peculiaridades. Seja Marilyn Monroe, a musa do sexy appeal; seja Zilda Arns, ícone da devoção ao próximo; sejam Maria, Ana, Helena, a minha amada Elza, todas divinas criaturas. O que quer que foi e venha a ser dito em homenagem à mulher ainda estará muito aquém do que ela merece. A mulher é mãe da vida. É dela o dom de gerar outro ser humano. De confortá-lo e nutri-lo ainda no ventre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em que pese meu respeito à igualdade dos sexos, não consigo admitir certas coisas. Por exemplo, a mulher carregando sacolas pesadas enquanto o homem fuma um cigarro. Ou, colocando os sacos de lixo para a coleta enquanto ele vê televisão. A meu ver, homem que maltrata mulher não serve nem para adubar tiririca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mim, macho que é macho abre a porta do carro para a dama entrar, ajeita a cadeira no restaurante – e paga a conta, manda flores, declara seu amor e ajuda nas tarefas domésticas. Ah, sim! Lavar louça não faz cair as mãos de homem nenhum. Também não dói colaborar para manter a casa em ordem. Ninguém precisa largar roupas e sapatos espalhados para ser feliz. Nem jogar a toalha molhada em cima da cama. Muito menos, deixar levantada a bacia do vaso sanitário. Disciplina faz bem e não tem contraindicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verdade seja dita: a mulher concilia tudo com a desenvoltura que nós, os mortais do sexo masculino, jamais teríamos. Amigo, você pode até fingir que não percebe, mas sabe que ela dá conta do recado – trabalha fora, cuida da casa e dos filhos (incluindo, ajudar nas lições), faz compras, bate-papo com as amigas, nos aconselha (felizmente, mesmo quando não queremos) e ainda nos salva no quesito vestuário corrigindo nossos deslizes e dando um jeitinho de sumir com aquela camisa horrorosa que insistimos em usar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;O que falarei agora pode ser doloroso para os companheiros. Se acham que não vão suportar, parem de ler aqui &lt;&lt;. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Com um pouco de empenho, dá para superar a obsessão de zapear canais no controle remoto, principalmente durante os intervalos dos programas prediletos dela. Mais uma coisa: diálogo é a ferramenta número 1 do bom relacionamento. Portanto, parceiro, precisamos, sim, conversar. Não vale fingir que presta atenção ao que ela diz enquanto se mantém vidrado no jogo de futebol transmitido pela TV. Pior: como se nada mais existisse, você dispara um xingamento ao juiz ou grita “Goooooooool”, junto com o Galvão Bueno. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Devo ressaltar que participar da vida doméstica não quer dizer só trocar a lâmpada queimada ou consertar o chuveiro. Significa compartilhar preocupações e batalhar em conjunto na busca de soluções. É preciso conviver mais e melhor. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;O que parece banal aos olhos do homem pode ser pecado capital sob a aguçada visão feminina. Sei que é culpa da sensibilidade subdesenvolvida do sexo masculino, mas isto não justifica ignorar o penteado novo dela nem deixar de elogiar a comida que ela levou horas para preparar. Portanto, senhores, tratemos de ser mais cautelosos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Se você, meu amigo, é destes que não ouve a mulher, antecipo-lhe meus sentimentos de pesar: dará muitas cabeçadas na vida... Atire a primeira pedra aquele que nunca se deu mal numa investida porque contrariou a intuição – afiadíssima, por sinal – de um&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S5AuH7ysyuI/AAAAAAAAAJQ/kSBwNfckH-4/s1600-h/MULHER+azul2.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 329px; FLOAT: right; HEIGHT: 291px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5444902663335234274" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S5AuH7ysyuI/AAAAAAAAAJQ/kSBwNfckH-4/s320/MULHER+azul2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;a mulher. Elas quase sempre também têm razão. Não há motivo para ter vergonha de aprender com elas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Todas essas considerações não se cingem ao Dia Internacional da Mulher. É uma verdade com provas cotidianas. Até porque, a mulher é especial demais para ser homenageada numa única data. E não torça o nariz, companheiro, alegando que o público masculino ficou desprovido de tal tributo. Inveja anoitece o coração. E, na realidade, o homem recebeu do Criador o maior prêmio já dado a um mortal: a divindade chamada mulher. Resta-nos, senhores, dedicar um bocado de esforço para, um dia, sermos dignos da mais bela obra Dele. &lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Junji Abe (DEM) é ex-prefeito de Mogi das Cruzes&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/555963871102255072-7804264267932984852?l=junjiabe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://junjiabe.blogspot.com/feeds/7804264267932984852/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2010/03/uma-divindade-chamada-mulher.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/7804264267932984852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/7804264267932984852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2010/03/uma-divindade-chamada-mulher.html' title='Uma divindade chamada mulher'/><author><name>Junji Abe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02003886204288353738</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S1TMS2vKYpI/AAAAAAAAAFY/MQQSK6tffTE/S220/junji-abe-blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S5AsbKI-SEI/AAAAAAAAAJI/ilBoyq1ir-Q/s72-c/untitled+mulher2.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-555963871102255072.post-1041184212138276738</id><published>2010-02-25T18:10:00.018-03:00</published><updated>2010-02-25T18:52:59.324-03:00</updated><title type='text'>Não à violência!</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; que deveria ser diversão virou tragédia na noite de domingo (21): uma pessoa morta e 16 feridas – três delas à bala numa briga entre torcedores ocorrida em Jundiaí. No&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S4bwc4ipRFI/AAAAAAAAAI4/Da9SSIitrIY/s1600-h/trote_barretos_silva_junior_fi.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; FLOAT: right; HEIGHT: 134px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5442301578728522834" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S4bwc4ipRFI/AAAAAAAAAI4/Da9SSIitrIY/s200/trote_barretos_silva_junior_fi.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; dia seguinte, o que deveria ser comemoração pelo ingresso no ainda restrito mundo universitário virou sofrimento para sete calouros da Unifeb, em Barretos, queimados por veteranos com creolina (veja outras fotos de Silva Júnior/Folha Imagem: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;a href="http://educacao.uol.com.br/album/trote-barretos_album.jhtm"&gt;http://educ&lt;/a&gt;&lt;a href="http://educacao.uol.com.br/album/trote-barretos_album.jhtm"&gt;a&lt;/a&gt;&lt;a href="http://educacao.uol.com.br/album/trote-barretos_album.jhtm"&gt;cao.uol.com.br/album/trote-barretos_album.jhtm&lt;/a&gt; ).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S4bwoXB2DaI/AAAAAAAAAJA/f720ujWzHdI/s1600-h/trote-barretos-murilodaniel_silva_junior_fi.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 134px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5442301775891008930" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S4bwoXB2DaI/AAAAAAAAAJA/f720ujWzHdI/s200/trote-barretos-murilodaniel_silva_junior_fi.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Duas semanas antes, um jovem de 18 anos ficou em coma após ser submetido a oito horas de torturas físicas e psicológicas, incluindo a ingestão de etanol, em Fernandópolis ( eis a entrevista: &lt;a href="http://tvig.ig.com.br/79471/calouro-e-agredido-e-humilhado.htm"&gt;http://tvig.&lt;/a&gt;&lt;a href="http://tvig.ig.com.br/79471/calouro-e-agredido-e-humilhado.htm"&gt;ig.com.br/79471/calouro-e-agredido-e-humilhado.htm&lt;/a&gt; ). No início do mês, vítima de ferimentos graves reconheceu três estudantes de Medicina como agentes da agressão motivada por racismo, em Ribeirão Preto. Pouco tempo antes, dois rapazes atearam fogo num morador de rua em Mogi das Cruzes. É apenas uma amostra das barbáries que se desenrolaram em menos de 30 dias no Estado de São Paulo. São crimes com requintes de crueldade que extrapolam a capacidade de entendimento de qualquer mente sã.&lt;br /&gt;O quê, afinal, leva jovens – teoricamente, saudáveis, e com uma vida inteira pela frente – a tal sadismo? Nenhuma obsessão por time de futebol abona a guerra de torcidas. Nada há que explique o trote físico nas universidades. E menos ainda que repugnantes preconceitos e discriminações de toda ordem encontrem guarida na sociedade contemporânea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os episódios que se repetem na contramão da evolução social vão além. Pior, de tão corriqueiros, nem são registrados, haja vista o que acontece diariamente no Rio de Janeiro e em outras localidades. São brigas aos montes, rachas, vandalismo, jovens e adolescentes embriagados e drogados. Vê-se de tudo, especialmente quando anoitece. A proibição legal da venda de bebidas alcoólicas a menores e o cumprimento da Lei Seca contrastam com a precariedade da fiscalização. Ainda que o comércio estabelecido obedeça a legislação, restam os informais. Vende-se cachaça até em carrinho de cachorro-quente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As autoridades constituídas – no exercício das atribuições que lhes cabem – têm de identificar e punir os delinquentes. O Poder Público, resguardadas as esferas de competência, precisa fiscalizar melhor, policiar mais, educar com maior competência e proporcionar opções gratuitas de lazer. Também cabe às instituições da sociedade civil organizada trabalhar com firmeza para coibir descalabros como trotes nas universidades, guerras de torcidas e atitudes discriminatórias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não basta. A população, em coro, tem de repudiar esses atos repulsivos. Isto significa agir dentro de casa. Omissão vira cumplicidade. E não se pode admitir a disseminação de comportamentos típicos da era medieval. Afinal, a maior parte dos infratores tem 20 e poucos anos. Falo de questões morais; dos conceitos de certo e de errado. E também da necessária religiosidade. As pessoas precisam se aproximar mais de Deus. Liberdade é vital; diversão idem. O objetivo não é transformar o filho em alvo de perseguições. Mas sim, ajudar a brecar a violência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isto, insisto que a reversão do quadro depende de frentes simultâneas de ação: fim da sensação de impunidade com aplicação rigorosa das penalidades, associada a políticas eficazes de recuperação dos infratores, medidas preventivas baseadas no reforço da fiscalização e do policiamento, na melhor qualidade da educação valorizando a formação do cidadão, na multiplicação das opções de lazer e cultura – acessíveis a todos – e na revitalização das relações familiares. Este último item demanda mecanismos do Poder Público para, em parceria com organizações da sociedade civil, oferecer ajuda especializada – e gratuita – às famílias que tenham dificuldade com ajustes de comportamento. Elas, por sua vez, precisarão ter humildade e bom senso para buscar e aceitar amparo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa conjugação de esforços é o único meio de enfrentar o problema de modo eficiente. Vale lembrar que a mera repressão tem efeito passageiro e, em geral, causa reflexos piores que o mal que almeja combater. O medo opera como empecilho temporário porque é da natureza humana desafiar aquilo que teme. Já a consciência muda a atitude. E é isto que buscamos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:78%;"&gt;Junji Abe (DEM) é ex-prefeito de Mogi das Cruzes&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/555963871102255072-1041184212138276738?l=junjiabe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://junjiabe.blogspot.com/feeds/1041184212138276738/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2010/02/nao-violencia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/1041184212138276738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/1041184212138276738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2010/02/nao-violencia.html' title='Não à violência!'/><author><name>Junji Abe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02003886204288353738</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S1TMS2vKYpI/AAAAAAAAAFY/MQQSK6tffTE/S220/junji-abe-blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S4bwc4ipRFI/AAAAAAAAAI4/Da9SSIitrIY/s72-c/trote_barretos_silva_junior_fi.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-555963871102255072.post-4643955976622750227</id><published>2010-02-18T17:19:00.008-02:00</published><updated>2010-02-18T17:35:51.686-02:00</updated><title type='text'>Apagão da mão de obra qualificada</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Temos de agradecer a Deus por este fantástico Brasil, nossa Pátria amada, imbatível e inigualável em todos os aspectos. Mas frágil, muito frágil na força motriz do desenvolvimento pessoal e consequente evolução social, que é a educação. Esta deficiência traz reflexos latentes sobre a formação profissional. É o apagão da mão de obra qualificada. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S32Vm-VZwbI/AAAAAAAAAHw/gckxqI_XZUc/s1600-h/agencia-de-emprego-oferece-oportunidade-a-milhares-de-pessoas.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 153px; FLOAT: left; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5439668421733761458" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S32Vm-VZwbI/AAAAAAAAAHw/gckxqI_XZUc/s320/agencia-de-emprego-oferece-oportunidade-a-milhares-de-pessoas.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Estatísticas do ano passado, portanto, recentes, mostram a nua, crua e triste realidade. Eis os fatos: empresas brasileiras deixaram de preencher 1,6 milhão de vagas, por absoluta falta de capacitação profissional dos candidatos, sintetizada em baixa escolaridade, total despreparo técnico e pouquíssima experiência. Aliás, foi um recorde de sobra de vagas no mercado de trabalho com carteira assinada. As maiores ofertas de empregos não preenchidas estão nas áreas de Engenharia, Nutrição e Farmácia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repare que os fatos se desdobraram em meio à crise internacional, que produziu amortecedores e diminuiu a voracidade empregatícia. A preocupação com a desqualificação profissional é legítima e cresce à medida em que se consolida a tendência de aumento na retomada da atividade econômica, a exemplo do processo já visível na China, Índia, Coréia do Sul e em outros países.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil, a escassez de profissionais qualificados já é considerada um gargalo comparável à falta de infraestrutura e de logística – o apagão portuário diz tudo – e à alta carga tributária, já tão justamente alvejadas de protestos dos setores produtivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além dos campos com maior carência de pessoal habilitado, é importante salientar que também faltam auxiliares de linha de produção, pedreiros, operadores de telemarketing, eletricistas, torneiros mecânicos e trabalhadores para áreas ligadas ao setor naval. Ou seja, em que não se exige formação universitária. A taxa de preenchimento de vagas para nível superior foi de apenas 22%; para o grupo de menor escolaridade, míseros 39,2%.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S32V09aPlKI/AAAAAAAAAH4/mQys0jA4jo4/s1600-h/mutirao3+pat.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; FLOAT: right; HEIGHT: 211px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5439668662003799202" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S32V09aPlKI/AAAAAAAAAH4/mQys0jA4jo4/s320/mutirao3+pat.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;As pesquisas, estatísticas e informações são de fontes oficiais do governo – SINE/CAT, IBGE e Ministério do Trabalho –, que confirmam a incapacidade de atender à demanda, apesar dos aventados investimentos em qualificação profissional. A esfera federal injetou R$ 600 milhões em 2009 e R$ 800 milhões neste ano. Ao mesmo tempo, existe um esforço gigantesco empreendido pelo governo paulista que, nos últimos cinco anos, acelerou pesado na implantação de Escolas Técnicas e Faculdades de Tecnologia – Etec’s e Fatec’s.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A procura por trabalhadores capazes de atender às necessidades dos contratantes é tão intensa que se tornou cotidiana a prática de caçar mão de obra à laço. Enquanto há empresas que buscam talentos dentro das universidades, outras frequentam feiras das principais instituições de ensino de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Detalhe: contentam-se com estagiários. Outro exemplo é o de construtoras que colocam placas nos próprios canteiros de obras, indicando os profissionais de que precisam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora seja imperativa uma solução imediata para o problema, em sã consciência, sabemos que qualquer alternativa eficaz só surgirá a médio e longo prazos. Isto, se começar agora um trabalho conjunto do poder público com a sociedade civil. Entendo como prioritárias e mais prementes, uma série de medidas simultâneas: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;• Período integral obrigatório nas escolas públicas e particulares para alunos da Educação Infantil e Ensino Básico; e formação profissionalizante com garantia de estágio ou de colocação como aprendiz;&lt;br /&gt;• Maciça expansão da rede pública de escolas técnicas, de nível médio, com oferta de cursos amparada em criteriosas análises de demandas do mercado;&lt;br /&gt;• Adequação, com inquestionável qualidade, das disciplinas dos cursos superiores para assegurar aos estudantes formação compatível com a realidade do moderno mundo globalizado;&lt;br /&gt;• Reordenamento dos objetivos das entidades do sistema “S” – Senai, Sebrae, Senar, Senac, Sesi e afins –, em conjunto com estabelecimentos de Ensino Médio e Superior e com sindicatos para, coletivamente, cumprirem com eficiência a importante tarefa de capacitação e qualificação profissional. Há tempos, observa-se atuação positiva, porém, solitária dessas instituições, o que neutraliza a capacidade de resultados coletivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com muita ênfase, registro, novamente, que a base de uma sociedade igualitária, mais fraterna e justa se faz com altíssimos investimentos, bem aplicados – vale dizer – na EDUCAÇÃO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Países, outrora muito pobres, sem recursos naturais nem fontes energéticas e com condições climáticas adversas, surpreenderam econômica e socialmente o mundo. Isto, porque se alicerçaram na educação que mereceu altos investimentos ao longo de, no mínimo, 30 anos consecutivos. Mirando-se nestes exemplos, o Brasil – abençoado por seus dotes naturais – tem uma palavra de ordem a seguir: “Educação de qualidade já!”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Junji Abe (DEM) é ex-prefeito de Mogi das Cruzes&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/555963871102255072-4643955976622750227?l=junjiabe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://junjiabe.blogspot.com/feeds/4643955976622750227/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2010/02/apagao-da-mao-de-obra-qualificada.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/4643955976622750227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/4643955976622750227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2010/02/apagao-da-mao-de-obra-qualificada.html' title='Apagão da mão de obra qualificada'/><author><name>Junji Abe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02003886204288353738</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S1TMS2vKYpI/AAAAAAAAAFY/MQQSK6tffTE/S220/junji-abe-blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S32Vm-VZwbI/AAAAAAAAAHw/gckxqI_XZUc/s72-c/agencia-de-emprego-oferece-oportunidade-a-milhares-de-pessoas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-555963871102255072.post-5472002863178748910</id><published>2010-02-09T22:59:00.012-02:00</published><updated>2010-02-09T23:24:28.160-02:00</updated><title type='text'>Agricultura exige respeito do Governo</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S3IHE2LfodI/AAAAAAAAAHQ/66y59oxHz6A/s1600-h/2EE20DC70840432699312C5C6A0E946D+ceagesp+inundada.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S3IF4U9TelI/AAAAAAAAAHI/1mPEScjWDKg/s1600-h/022+Alface+crespa+cintur%C3%A3o+verde.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; FLOAT: right; HEIGHT: 229px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5436414165446261330" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S3IF4U9TelI/AAAAAAAAAHI/1mPEScjWDKg/s320/022+Alface+crespa+cintur%C3%A3o+verde.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;“Moro num país tropical, abençoado por Deus. E bonito por natureza, mas que beleza...”. Toda vez que ouço esta música de Jorge Benjor mais me convenço que Deus é brasileiro, sim senhor. Mas, é uma pena que muitas autoridades, ditas “maiores” ou da “cúpula”, não foram nem são suficientemente sensíveis e responsáveis pelo nosso maior tesouro de sustentabilidade econômica, financeira e social. Falo, sem paixão nem exagero, da AGRICULTURA e AGRONEGÓCIOS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O País tem indiscutível vocação agrícola alicerçada na dimensão territorial, clima, fonte hídrica e gente capaz nos campos científico, agronômico, tecnológico e mercadológico. Contudo, apesar dos avanços conquistados antes do longo período inflacionário (1980 a 1994) e após a estabilidade da moeda, a evolução ainda é tímida e lenta. Em especial, para a dita agricultura de mercado interno – arroz, feijão, milho, horticultura, tubérculos (batata e mandioca, por exemplo) e frutas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabe lembrar que a agricultura de exportação (produtos que fazem parte das commodities) vem se expandindo após a estabilização da moeda proporcionada pelo Plano Real. Porém, única e exclusivamente por conta da tenacidade, dinamismo e competência da iniciativa privada. O Governo, como sempre, deixa muito a desejar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A comprovação das falhas, omissões e erros da administração publica é latente ao longo da história. Vejamos alguns casos recentes. Primeiro, a falta de vacinação do gado contra febre aftosa, em 2003 e 2004, provocou a rescisão serial de contratos firmados com dezenas de países para a exportação de carne. Não bastasse, ocorrem as sistemáticas invasões e destruição de terras produtivas, centros de ensaios e de melhoramentos genéticos, devastação absurda de laranjais e outros descalabros cometidos por integrantes do MST, com total conivência do Governo Federal. Agora, veio o “apagão portuário” trazendo prejuízos de U$$ 1 bilhão à reboque da falta de logística para escoar 3 milhões de toneladas de soja produzidas nas regiões Centro-Oeste e Nordeste do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No que tange aos produtos de mercado interno, a cargo dos micro, pequenos e médios produtores, a situação é, no mínimo, lastimável. Diz a propaganda governamental que a agricultura familiar tem recebido plena ajuda. Mentira. Eis a verdade nua e crua: não há assistência técnica, nenhuma garantia mercadológica e muito menos apoio na área tão importante do associativismo e cooperativismo – esfacelados após a liquidação das Cooperativas Agrícolas Cotia e Sul Brasil, entre outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S3IJ5b9nMdI/AAAAAAAAAHY/nk6hVVypWWw/s1600-h/09342100+ceagesp+melancias+boiando.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 353px; FLOAT: left; HEIGHT: 188px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5436418582552981970" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S3IJ5b9nMdI/AAAAAAAAAHY/nk6hVVypWWw/s320/09342100+ceagesp+melancias+boiando.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Para agravar o rol de descasos, está o desmantelamento da Ceagesp, repassada à União em 1995 para amortizar a dívida estadual. Neste início de Verão, o maior entreposto da América Latina sofreu três inundações inviabilizando a comercialização de produtos altamente perecíveis (veja o caso da foto ao lado, de Jorge Araújo/Folha Imagem: &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u664072.shtml"&gt;http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u664072.shtml&lt;/a&gt; ). Resumindo, o setor de verduras e legumes está totalmente órfão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A agricultura e o agronegócio têm sido a salvação nacional nos piores momentos de desequilíbrio econômico-financeiro. Aliás, a safra recorde de 65,1 milhões de toneladas de soja em 2009 foi um dos fatores que mais contribuiu para o superávit de U$$ 24 bilhões na balança comercial brasileira, suavizando os reflexos da crise mundial sobre o País.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante de tantas necessidades do setor agrícola, é fundamental que as autoridades constituídas se sensibilizem para o justo clamor dos produtores. Em primeiro lugar, corrijam a miopia que lhes restringe a visão ao meio urbano – mesmo assim, mal e porcamente. Vale, aqui, rememorar uma lição quase tão primitiva quanto a descoberta do fogo: quando a agricultura vai bem, a cidade vai bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há tempos, está provado que a economia se desenvolve de modo saudável e permanente quando a nação tem uma agricultura forte e estável. Por isso, até os países sem vocação nem condições adequadas à agricultura, tudo fazem em políticas públicas voltadas ao crescimento do setor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, no Brasil onde o desenvolvimento sustentado da agricultura é uma realidade tão cristalina, não se pode admitir, em hipótese alguma, que heróicos micro e pequenos produtores sejam obrigados a paralisar suas atividades por conta da maciça e injusta concorrência com produtos de outros países onde o setor agrícola recebe a atenção que merece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clamor maior dirijo à classe política, visto que, por instinto, o animal político pende para o lado em que se encontra a maior densidade eleitoral e acaba, desgraçadamente, esquecendo-se da “galinha de ovos de ouro” que é a agricultura. É ela que movimenta todas as indústrias e, consequentemente, faz o comércio e os prestadores de serviço diversificarem e expandirem suas atividades.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Junji Abe (DEM) é ex-prefeito de Mogi das Cruzes&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/555963871102255072-5472002863178748910?l=junjiabe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://junjiabe.blogspot.com/feeds/5472002863178748910/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2010/02/agricultura-exige-respeito-do-governo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/5472002863178748910'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/5472002863178748910'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2010/02/agricultura-exige-respeito-do-governo.html' title='Agricultura exige respeito do Governo'/><author><name>Junji Abe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02003886204288353738</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S1TMS2vKYpI/AAAAAAAAAFY/MQQSK6tffTE/S220/junji-abe-blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S3IF4U9TelI/AAAAAAAAAHI/1mPEScjWDKg/s72-c/022+Alface+crespa+cintur%C3%A3o+verde.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-555963871102255072.post-7350650987167417748</id><published>2010-02-04T19:39:00.005-02:00</published><updated>2010-02-04T19:52:05.057-02:00</updated><title type='text'>Moradia com dignidade</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Onde você mora? Eis uma pergunta que ainda causa constrangimento a milhões de brasileiros. É gente por trás do número de 8 milhões que indica o déficit e a inadequação de moradias no País. O problema exige um tratamento bem mais amplo que a construção de habitações. Não basta um teto, do jeito que der e em qualquer lugar. Muito menos construções de qualidade duvidosa só porque é para pobre. Este raciocínio equivocado já causou estragos demais no cotidiano das pessoas que enfrentam a falta de tudo em localidades desprovidas de infraestrutura e marginalizadas pela sociedade. Pior, sofrem discriminação até na disputa por um emprego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Minha Casa, Minha Vida", projeto do governo federal, pretende erguer 1 milhão de moradias. Tomara que até supere a meta. Desde que a louvável iniciativa de viabilizar o sonho da casa própria esteja bem casada com o desenvolvimento planejado da urbanização. Significa garantir aos moradores dos futuros núcleos residenciais escola, posto de saúde, saneamento básico, iluminação pública, transporte coletivo, segurança, acesso a estabelecimentos comerciais e de serviços, enfim, tudo de que o ser humano precisa para ter condições elementares de qualidade de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entendo que o combate ao déficit habitacional tem de ocorrer em sintonia com a implantação de equipamentos urbanos e a oferta de serviços públicos. Caso contrário, a inclusão social não se processa. Pára na entrega das chaves. Os resultados são conhecidos. Sofrimento para os moradores, desemprego, inadimplência, risco de aumento da violência, segregação social, maciça atuação de especuladores imobiliários, danos ambientais, prejuízos gerais para sociedade. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S2tBAClBC5I/AAAAAAAAAHA/0WIi8z21Cng/s1600-h/1609-entrega-par-santa-tereza-1.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 400px; FLOAT: right; HEIGHT: 260px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5434508844300569490" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S2tBAClBC5I/AAAAAAAAAHA/0WIi8z21Cng/s400/1609-entrega-par-santa-tereza-1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Com o objetivo de tratar do problema com solução eficaz, em 2008, desenvolvemos em Mogi das Cruzes, por meio do Conselho da Cidade, o Plano Municipal de Habitação de Interesse Social – que integra o Plano Diretor – contendo diretrizes para os investimentos em moradia nos 20 anos seguintes. Para embasar o trabalho, contamos com o diagnóstico habitacional realizado pelo Ibam – Instituto Brasileiro de Administração Municipal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na ocasião, o estudo identificou o déficit de aproximadamente 9 mil unidades habitacionais – o equivalente a 7% dos cerca de 125 mil domicílios particulares –, concentrado em área urbana e na população mais pobre, com renda inferior a três salários mínimos (R$ 1.530,00, em valor atual). Mais de 90% das famílias dividiam um lote – vivendo em cômodos separados ou debaixo do mesmo teto – ou moravam em cômodos alugados. Os 10% restantes ocupavam domicílios rústicos e improvisados, como barracos que nem têm banheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, o levantamento constatou mais de 3 mil moradias com irregularidades fundiárias, incluindo aquelas erguidas em locais de proteção ambiental. Somadas às habitações edificadas em áreas de risco, sob constante ameaça de deslizamentos de terra, desabamentos ou alagamentos, o total de assentamentos precários chegava a quase 6 mil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este era o cenário de 2008. O quadro já fora muito pior. Desde 2001, quando assumimos a Prefeitura, a boa relação com os governos estadual e federal já havia viabilizado a entrega de 5.162 moradias e outras 2.200 unidades estavam em obras ou em projeto, por meio da CDHU ou do sistema PAR, da Caixa Econômica Federal. Das habitações entregues, cerca de 52% destinavam-se a famílias com renda mensal de até três salários mínimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folgo em saber que meu sucessor, o prefeito Marco Bertaiolli, vem dando continuidade ao Plano Municipal de Habitação de Interesse Social. Aderiu ao Programa “Minha Casa, Minha Vida”, que garantirá à Cidade mais 9,3 mil residências até 2011. Em Mogi das Cruzes, a compatibilidade entre novos núcleos habitacionais e o necessário aparato de infraestrutura está bem encaminhada. Espero que seja assim nos demais municípios brasileiros que firmaram parceria com o governo federal. Com planejamento e responsabilidade do Poder Público, em sintonia com a comunidade, será possível vencer o desafio de proporcionar ao povo carente a dignidade do endereço.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Junji Abe (DEM) é ex-prefeito de Mogi das Cruzes&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/555963871102255072-7350650987167417748?l=junjiabe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://junjiabe.blogspot.com/feeds/7350650987167417748/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2010/02/moradia-com-dignidade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/7350650987167417748'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/7350650987167417748'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2010/02/moradia-com-dignidade.html' title='Moradia com dignidade'/><author><name>Junji Abe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02003886204288353738</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S1TMS2vKYpI/AAAAAAAAAFY/MQQSK6tffTE/S220/junji-abe-blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S2tBAClBC5I/AAAAAAAAAHA/0WIi8z21Cng/s72-c/1609-entrega-par-santa-tereza-1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-555963871102255072.post-5730243958247922105</id><published>2010-01-29T16:18:00.026-02:00</published><updated>2010-01-30T10:22:32.687-02:00</updated><title type='text'>Educação inclusiva para combater preconceito</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Se o ensino público já é precário de forma geral e em todos os níveis, o que dizer da qualidade do serviço para alunos com necessidades educacionais especiais? Quase impossível comentar, considerando que na maior parte do País isto, simplesmente, não existe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa era em que se fala tanto de inclusão social – e com razão, dado o maciço contingente de excluídos –, o atendimento adequado ao escolar com necessidades especiais torna-se tema obrigatório na pauta do Poder Público. A negligência na abordagem do problema tende a multiplicar a população de excluídos sociais, o que pode ser evitado se o aluno, desde criança, e sua família receberem atenção apropriada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S2MpWaSkb9I/AAAAAAAAAGI/D6S69Pbgx-s/s1600-h/011+Pro-escolar+final+das+obras.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 326px; FLOAT: left; HEIGHT: 218px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5432231040530018258" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S2MpWaSkb9I/AAAAAAAAAGI/D6S69Pbgx-s/s320/011+Pro-escolar+final+das+obras.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;São comuns comentários do tipo: “Minha filha não presta atenção nas aulas, conversa demais e sempre vai mal na escola...”. Ou ainda: “Meu filho é muito quieto e não faz amigos, mas é o melhor aluno da classe”. Comportamentos assim são normais ou podem sugerir a necessidade de tratamento diferenciado? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para responder à pergunta com o diagnóstico correto e agir com eficiência, optamos por um levantamento minucioso em Mogi das Cruzes. Uma equipe multiprofissional entrevistou os pais e conversou com cada aluno que, segundo seus professores, apresentava alguma dificuldade de aprendizado ou comportamento irregular.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S2Mt2axEcBI/AAAAAAAAAGg/v0ZJAjIXP90/s1600-h/090+Inauguracao+do+Pro-Escolar.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 328px; FLOAT: left; HEIGHT: 212px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5432235988460269586" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S2Mt2axEcBI/AAAAAAAAAGg/v0ZJAjIXP90/s320/090+Inauguracao+do+Pro-Escolar.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O processo de avaliação identificou cerca de 10 mil alunos com necessidade de atendimento diferenciado – do Ensino Infantil ao Médio – matriculados nas escolas das redes estadual, municipal e particular. Conhecendo o público-alvo da educação inclusiva, implantamos um empreendimento-modelo para oferecer atividades complementares ao trabalho desenvolvido em sala de aula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alicerçado na perfeita sinergia entre as equipes das redes municipais de educação e de saúde, o Centro de Atendimento ao Portador de Necessidades Educacionais Especiais “Ricardo Strazzi”, o Pró-Escolar, materializa o conceito de assistência integral aos alunos com problemas de aprendizado, hiperativos, superdotados, com deficiência física ou mental, ou ainda com desvios de conduta. Fundamental: é um&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S2Ms5LSJj0I/AAAAAAAAAGY/V-fhLcyzDpM/s1600-h/090+Inauguracao+do+Pro-Escolar.JPG"&gt;&lt;/a&gt; serviço público. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S2Mwo1UAPsI/AAAAAAAAAGo/JbOY2zINk80/s1600-h/097+Inauguracao+do+Pro-Escolar.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 225px; FLOAT: right; HEIGHT: 313px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5432239053602832066" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S2Mwo1UAPsI/AAAAAAAAAGo/JbOY2zINk80/s320/097+Inauguracao+do+Pro-Escolar.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Abro parênteses para falar sobre a escolha do nome do Centro: o saudoso Ricardo Strazzi presidiu, por décadas, a Apae de Mogi, com absoluta maestria e devoção ímpar de quem dedica a vida para vencer preconceitos e combater a discriminação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando ao Pró-Escolar, o prédio de três pavimentos, com 1.488 metros quadrados construídos, é dotado de salas de recursos para cada tipo de deficiência (auditiva, visual e mental), intervenção precoce e altas habilidades. Tudo, associado à iluminação e cores ajustadas para quem tem baixa visão, texturas, sinalização em braile, fragrâncias, sabores e até um jardim sensorial, acessível a quem não dispõe de um dos sentidos.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S2MrCwX6UVI/AAAAAAAAAGQ/cvB9bSTUpuA/s1600-h/097+Inauguracao+do+Pro-Escolar.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O apuro arquitetônico e a multiplicidade de recursos dão respaldo aos especialistas. Da direção ao pessoal da limpeza, passando por educadores e profissionais de saúde, são mais de 50 funcionários. Pais e responsáveis também recebem atendimento e orientação para cultivarem o bom relacionamento com seus filhos. As escolas também dispõem de apoio especializado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A réplica de uma casa resume a essência do Centro: combater o preconceito e promover a inclusão social. Mais do que ensinar a lidar com o fato de ser diferente, é fazer com que a diferença nunca seja barreira para o aprendizado, o bem viver e a convivência social.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S2MzMTScCGI/AAAAAAAAAGw/BYyilePIC3o/s1600-h/095+Inauguracao+do+Pro-Escolar.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 336px; FLOAT: right; HEIGHT: 228px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5432241861968005218" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S2MzMTScCGI/AAAAAAAAAGw/BYyilePIC3o/s320/095+Inauguracao+do+Pro-Escolar.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Não por menos, o Pró-Escolar é considerado exemplar pela Fundação Vanzolini, instituição privada sem fins lucrativos – criada, mantida e gerida pelos professores do Departamento de Engenharia de Produção da Escola Politécnica da USP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O foco da educação inclusiva não é massificar o ensino ignorando necessidades específicas. Ao contrário, é proporcionar atendimento eficaz às diferentes demandas dos estudantes. Incluir é administrar diferenças. O que precisa ser definitivamente excluído é o preconceito.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Junji Abe (DEM) é ex-prefeito de Mogi das Cruzes&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/555963871102255072-5730243958247922105?l=junjiabe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://junjiabe.blogspot.com/feeds/5730243958247922105/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2010/01/educacao-inclusiva-para-combater.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/5730243958247922105'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/5730243958247922105'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2010/01/educacao-inclusiva-para-combater.html' title='Educação inclusiva para combater preconceito'/><author><name>Junji Abe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02003886204288353738</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S1TMS2vKYpI/AAAAAAAAAFY/MQQSK6tffTE/S220/junji-abe-blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S2MpWaSkb9I/AAAAAAAAAGI/D6S69Pbgx-s/s72-c/011+Pro-escolar+final+das+obras.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-555963871102255072.post-6149567629356458296</id><published>2010-01-21T19:38:00.005-02:00</published><updated>2010-01-21T19:57:10.315-02:00</updated><title type='text'>Aprendendo a ensinar com qualidade</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Cabe a toda liderança política que se preze trabalhar com firmeza para melhorar a qualidade da educação no Brasil. Os avanços dos últimos 20 anos ainda estão muito aquém das necessidades do povo brasileiro, principalmente face à realidade do mundo globalizado. Isto acontece no Estado de São Paulo e é ainda pior em outros pontos do País. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S1jKtEKJkLI/AAAAAAAAAF4/zIt85i0On7A/s1600-h/092+Cedic+escola+municipal+benedito+laporte.JPG"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 351px; FLOAT: left; HEIGHT: 243px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5429312226354368690" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S1jKtEKJkLI/AAAAAAAAAF4/zIt85i0On7A/s400/092+Cedic+escola+municipal+benedito+laporte.JPG" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;Para alavancar o processo de evolução do ensino, é fundamental começar do básico. Isto quer dizer, tanto da formação da criança quanto da qualificação do educador. É um desafio que se vence com o esforço mútuo do Poder Público e dos educadores, com a participação da comunidade. E que exige prédios bem planejados, equipamentos de ponta e remuneração compatível dos profissionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém que trabalha insatisfeito produz bem. E também não vive bem. Um professor desmotivado pode gerar estudantes desinteressados em aprender e ser pouco atencioso ou até indiferente com os pais dos alunos. Um educador desatualizado corre o risco de perder o respeito da classe, dos colegas e, por tabela, de quem mora na região onde atua. Resultado: aprendizado comprometido e relacionamento ruim com a comunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exercer o cargo de prefeito traz grande bagagem de conhecimento. Especialmente, numa cidade como Mogi das Cruzes e seus cerca de 400 mil habitantes. Para alcançar a meta do ensino de qualidade, investimos pesado nos profissionais. Lidamos com o ser humano que é cada integrante do Sistema Municipal de Ensino. Não se obriga um professor a aprender a ensinar melhor. Esse desejo precisa ser despertado. Nem sempre está latente. Muitas vezes, tem de ser cultivado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixamos a administração em 2008 com a certeza de que 100% dos educadores perseguem o objetivo de ensinar cada vez melhor. Em apenas um ano, os mais de 1,5 mil profissionais da rede municipal preencheram as perto de 10 mil vagas oferecidas em cursos, oficinas, palestras e workshops, todos voltados à capacitação profissional. A definição de temas tomava como base diagnósticos das necessidades dos docentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A construção do prédio do Cemforpe – Centro Municipal de Formação Pedagógica coroa o bem-sucedido plano de ações para o desenvolvimento e aprimoramento profissional. E não se trata de um espaço restrito a professores e técnicos da rede municipal. Está aberto a todos os educadores de Mogi das Cruzes e dá suporte a profissionais de municípios vizinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cargo dos especialistas do Cemforpe também está a tarefa de auxiliar as escolas na formulação de seus projetos pedagógicos, assim como a de elaborar, criticar, selecionar e difundir materiais didáticos. A orientação para a introdução e uso de novas tecnologias é outro trabalho de extrema importância no mundo globalizado, regido por mutações e avanços ininterruptos no campo cibernético. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;O projeto arquitetônico consiste em mais de 4 mil metros quadrados de área construída. Para concentrar cursos de atualização, aperfeiçoamento, palestras e debates, a edificação abriga biblioteca, videoteca, salas de aula, de música, laboratório de informática e miniauditório, além de um espaço de convivência – auditório com 760 lugares, entre outros.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S1jMGTizJSI/AAAAAAAAAGA/6bLc7_8uSds/s1600-h/031+Nucleo+Didatico+Cemforpe+.JPG"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 345px; FLOAT: right; HEIGHT: 235px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5429313759492646178" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S1jMGTizJSI/AAAAAAAAAGA/6bLc7_8uSds/s320/031+Nucleo+Didatico+Cemforpe+.JPG" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;O Cemforpe também tem a atribuição de acompanhar, orientar e avaliar o desempenho do Sistema Municipal de Ensino, além de analisar os resultados do processo de aprendizagem e da performance do professor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Engana-se quem pensa que o Cemforpe existe para beneficiar os professores. É um equipamento apropriado para os educadores orquestrarem o ensino de qualidade. Vem de Mogi das Cruzes o exemplo que pode e deve ser aproveitado em nível nacional. Seja com recursos do próprio município ou com ajuda extra da União e do governo estadual para o caso das cidades com orçamento reduzido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Significa garantir que os alunos sejam atendidos por profissionais valorizados e qualificados para uma ação pedagógica cada vez mais eficiente numa rede escolar integrada com a comunidade e capaz de consolidar os avanços necessários na educação. Não apenas em quantidade de escolas, em estrutura física. Mas, principalmente, na dinâmica de ensinar e aprender. Com prazer. E todo dia, porque o aprendizado do ser humano é infinito. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Junji Abe (DEM) é ex-prefeito de Mogi das Cruze&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;s&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/555963871102255072-6149567629356458296?l=junjiabe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://junjiabe.blogspot.com/feeds/6149567629356458296/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2010/01/aprendendo-ensinar-com-qualidade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/6149567629356458296'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/6149567629356458296'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2010/01/aprendendo-ensinar-com-qualidade.html' title='Aprendendo a ensinar com qualidade'/><author><name>Junji Abe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02003886204288353738</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S1TMS2vKYpI/AAAAAAAAAFY/MQQSK6tffTE/S220/junji-abe-blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S1jKtEKJkLI/AAAAAAAAAF4/zIt85i0On7A/s72-c/092+Cedic+escola+municipal+benedito+laporte.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-555963871102255072.post-901820358142000685</id><published>2010-01-15T18:34:00.003-02:00</published><updated>2010-01-16T02:05:50.650-02:00</updated><title type='text'>Em nome de Zilda Arns...</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S1DRxo48ooI/AAAAAAAAAEo/3dfuOOvYP2U/s1600-h/IMG17-485-756+zilda+arns.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5427068201701515906" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 250px; CURSOR: hand; HEIGHT: 239px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S1DRxo48ooI/AAAAAAAAAEo/3dfuOOvYP2U/s320/IMG17-485-756+zilda+arns.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O ser humano, sábio e criativo, vem construindo, desde os primórdios, ditados e provérbios que se enraízam com tamanha força na mente a ponto de muitos se tornarem verdadeiras luzes. Iluminam nossos caminhos na escuridão das adversidades da vida. Inclusive, em situações dramáticas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Enquanto as notícias não varriam o Planeta com a velocidade e precisão dos dias atuais, o povo – amparado no sentimento de que “o tempo é o melhor remédio – ia reconstruindo sua caminhada, abalada ou fragmentada diante de trágicos acontecimentos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;As tragédias advindas da natureza sempre existiram. Desde que o mundo é mundo. Aqui, faço questão de ressaltar que muitos acontecimentos graves não eram o que se pode classificar como vingança da natureza contra o ser humano. Mas sim, adventos da própria natureza. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No cenário contemporâneo, as catástrofes decorrentes de fenômenos naturais aumentaram geometricamente. Tal fato, conjugado ao avanço tecnológico e globalizado dos meios de comunicação, traz ao nosso conhecimento, em tempo real, todos os flagelos da Terra. Sofremos, com o coração sangrando de dor e a alma inconsolável, pela morte de pessoas, mesmo que distantes do nosso relacionamento cotidiano. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em função das sucessivas tragédias, o tempo não tem sido o melhor remédio e nem mesmo o bálsamo para aliviar as feridas da alma. Não há trégua. As calamidades neutralizam as tentativas de recompor nosso equilíbrio espiritual e agravam nossa sensação de impotência para ajudar, como gostaríamos, sobreviventes e familiares de vítimas fatais das contínuas catástrofes.&lt;br /&gt;São irmãos e irmãs martirizados no mundo inteiro. Restaram mortos, feridos e desabrigados de cidades brasileiras arrasadas por inundações em São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina; e agora pelo terremoto no Haiti. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mal saímos da tortura do fenômeno tsunami que castigou a região da Ásia, assistimos, mudos de dor, à destruição causada pelo terremoto no Haiti. Entre tantas vidas dizimadas, sofremos a perda de Zilda Arns Neumann, um expoente mundial de bondade e dedicação ao próximo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em nome dessa mulher – destemida, incansável e livre de fronteiras na missão de difundir amor –, expresso minha solidariedade a todos os flagelados, incluindo seus familiares e amigos, das catástrofes que se abateram sobre o planeta. Convidando a todos para que se unam em oração, rogo a Deus que dê força aos sobreviventes e deposite um pouco de alívio nesses castigados corações. Peço ainda que aqueles em condições de auxiliar, com doações e serviços, mantenham-se firmes no exercício da solidariedade. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Junji Abe é ex-prefeito de Mogi das Cruzes&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/555963871102255072-901820358142000685?l=junjiabe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://junjiabe.blogspot.com/feeds/901820358142000685/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2010/01/em-nome-de-zilda-arns.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/901820358142000685'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/901820358142000685'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2010/01/em-nome-de-zilda-arns.html' title='Em nome de Zilda Arns...'/><author><name>Junji Abe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02003886204288353738</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S1TMS2vKYpI/AAAAAAAAAFY/MQQSK6tffTE/S220/junji-abe-blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S1DRxo48ooI/AAAAAAAAAEo/3dfuOOvYP2U/s72-c/IMG17-485-756+zilda+arns.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-555963871102255072.post-1474534937724554906</id><published>2010-01-14T20:10:00.005-02:00</published><updated>2010-01-16T02:07:18.935-02:00</updated><title type='text'>Como diminuir a violência?</title><content type='html'>A maré de violência se alastra por todo o País, com um aparato sem precedentes bancado pelo narcotráfico, que redesenhou o perfil da criminalidade ao longo dos últimos 15 anos. Essa rede, endinheirada e armada, encontra na miséria um campo próspero para multiplicar seus elos. Enquanto famílias se decompõem, crianças e adolescentes são presas fáceis do vício. Muitos dependentes viram traficantes. Também é moleza para a bandidagem recrutar agentes entre os desempregados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem mais. Parte da sociedade civil organizada cede à tentação do lucro fácil. Participa de contrabando, lavagem de dinheiro e outras incursões no submundo. Não bastasse, há autoridades e políticos que faturam “caixa 2”, aceitam propina, concedem privilégios e até negociam sentenças judiciais. Para piorar, quase tudo desfila sob o manto da impunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a corrupção mina a sociedade, é difícil negar que produza mazelas na atuação de uma pequena parcela de funcionários contratados para zelar não só pela segurança pública, mas também por outras áreas. Há uma efervescente podridão dissipada na sociedade. Assim, presos usam celulares, alguns agentes aceitam suborno ou praticam extorsão e por aí afora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cidadãos de bem viram reféns do crime organizado. Mais do que lamentar a sucessão de tragédias, é preciso agir. E rápido. A gradativa reversão desse quadro e o consequente resgate dos referenciais de moral e ética dependem de duas frentes simultâneas de trabalho. Uma sob a batuta do Poder Público. A outra cabe a cada um de nós, cidadãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falando da primeira, é preciso uma grande reforma política abrangendo os poderes Executivo e Legislativo, incluindo questões como fidelidade partidária, fim da reeleição, coincidência de eleições, duração dos mandatos limitada a cinco anos e redução do número de partidos políticos – dos atuais 30 para, no máximo, cinco. Isso neutralizaria o risco de políticas inadequadas, fruto da cobiça pela permanência no poder. Ninguém mais confundiria cargos eletivos com profissão, pois desempenhar a função pública eletiva é essencialmente um sacerdócio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só assim teríamos as legítimas reformas que o País precisa nos campos tributário, previdenciário, trabalhista, entre outros, para crescer com justiça social. Isso evitaria também que a relação entre Executivo e Congresso fosse similar a de um balcão de negócios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paralelamente, a melhoria da segurança pública exige o trabalho conjunto do governo, nas três esferas. Significa não só aprimorar a atuação das Polícias e o sistema prisional, mas também empreender ações contínuas para prevenção da violência. Como exemplo, cito o trabalho desenvolvido ao longo dos oito anos em que exerci o cargo de prefeito de Mogi das Cruzes. Investimos pesado na educação e no desenvolvimento social, focando ocupação saudável para os menores, incentivo à cidadania e o cultivo da religiosidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Visando preencher o tempo ocioso de crianças e adolescentes, estruturamos a rede municipal para que nosso sucessor iniciasse o período integral nas escolas. Os primeiros resultados têm sido excelentes. Além do conteúdo curricular, os alunos permanecem na escola aprendendo artes, praticando esportes e desenvolvendo outras atividades importantes para sua formação pessoal. Ou seja, deixam de ficar à mercê da criminalidade. Este programa também completa a lacuna gerada pela proibição legal do trabalho antes dos 16 anos de idade. Inserido na Constituição para incentivar os menores a estudar, o dispositivo não teve o devido respaldo em investimentos públicos na educação e acabou por instituir-lhes o ócio no horário livre das aulas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, isso tudo não basta. A derrocada do império da violência exige o empenho de cada indivíduo, partindo do ajuste dos laços com sua família. Tem de dar carinho, dialogar, investir no bem-estar emocional de quem mora com você. É nesse ambiente que se consolidam valores morais. Também é em casa que o ser humano começa sua relação com Deus. Independe da religião. O essencial é a presença de Deus na família. Assim, se aprende a ter fé. E isso faz toda diferença quando chega a hora de lidar com este mundão aqui fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;Junji Abe é ex-prefeito de Mogi das Cruzes&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/555963871102255072-1474534937724554906?l=junjiabe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://junjiabe.blogspot.com/feeds/1474534937724554906/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2010/01/como-diminuir-violencia.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/1474534937724554906'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/1474534937724554906'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2010/01/como-diminuir-violencia.html' title='Como diminuir a violência?'/><author><name>Junji Abe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02003886204288353738</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S1TMS2vKYpI/AAAAAAAAAFY/MQQSK6tffTE/S220/junji-abe-blog.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-555963871102255072.post-1474958752188723762</id><published>2010-01-08T18:38:00.001-02:00</published><updated>2010-01-16T02:09:50.875-02:00</updated><title type='text'>Natureza cobra dívida. É hora de pagar</title><content type='html'>Há 50 anos, não se ouviam neste País vozes de autoridades públicas dissipando políticas de preservação da natureza e proteção ambiental. Talvez, em meio à então, quase inexistente, sociedade civil organizada, houvesse estudiosos, pesquisadores e especialistas conscientes, intransigentes na defesa do desenvolvimento sustentado, com a imperiosa necessidade de coexistência harmoniosa entre ser humano e meio ambiente. De forma geral, essas manifestações não encontraram ressonância no Poder Público, tampouco no alicerce básico de formação humana, que é a educação escolar e familiar. No passado, não havia disciplinas curriculares nem a mínima preocupação nos lares com questões cruciais sobre o tema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal registro não objetiva buscar culpados pela herança maldita. Afinal, já diz o ditado popular que “águas passadas não movem moinhos”. Contudo, é importante relembrar os fatos para enraizar a consciência inabalável de que medidas urgentes precisam ser tomadas. Por todos do Planeta Terra, em nome da sobrevivência humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encaro este dever de cidadão e homem público, com espírito de guerra. Na verdade, todos sabem, com maior ou menor abrangência, das obrigações para com o meio ambiente. Porém, em se tratando da natureza humana, egoísmo, ganância e negócios escusos acabam destruindo ou marginalizando interesses de ordem coletiva e global. Os exemplos estão bem diante dos nossos olhos. Basta citar os desencontros constatados na Conferência de Copenhague, onde países como EUA e China foram totalmente insensíveis à adoção de medidas protetoras do nosso Planeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é preciso ir longe. Aqui mesmo multiplicam-se ameaças de gente rica e poderosa que quer violentar disposições legais para construir à beira de córregos, derrubar mata nativa e assim por diante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentre tantas agressões à natureza, reputo que a ocupação das áreas de várzeas – em parte, ocorrida com amparo legal; em parte, derivada de invasões – é a mais grave por trazer consequências dramáticas aos ocupantes e prejuízos aos habitantes de regiões vizinhas. É um erro crasso admitir edificações e permanência humana em áreas de várzea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Poder Público tem de tomar providências cabíveis para as remoções. Apenas as leis mais recentes protegem amplas áreas de várzea de qualquer tipo de ocupação. Portanto, aqueles que se instalaram por força de antigas disposições legais precisam ser indenizados para deixar o local. Já os invasores – em sua totalidade, famílias de baixíssima renda – devem ser transferidos para moradias populares da CDHU ou de programas habitacionais como o PAR.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após tragédias, quase diárias, neste início de verão, a comoção e solidariedade aos desabrigados – vítimas de perdas totais ou parciais – e, notadamente, às famílias enlutadas, são legítimas. A ajuda brota do seio da sociedade e as autoridades constituídas adotam medidas emergenciais. As feridas, porém, jamais vão se cicatrizar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há como corrigir, em alguns anos, um histórico de violência contra a natureza que se perpetua por séculos. Além da consciência cívica coletiva para proibir novas agressões e congelar, por completo, a ocupação das várzeas e a degradação do meio ambiente, cabe à sociedade em parceria com o Poder Público, diminuir, ano a ano, o grande passivo ambiental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como exemplo, pinço o caso de Mogi das Cruzes. Pela primeira vez, após 2001, foi elaborado o Plano Diretor de Macro-Drenagem da cidade e iniciadas as obras. Por sinal, caríssimas, como Reservatório de Retenção (Piscinão), uma série de canalizações, reconstrução de pontes – dez, no Córrego dos Canudos; quatro, no Ribeirão Ipiranga; uma, no Córrego dos Corvos, etc... – alargamento e aprofundamento da calha do Ribeirão Ipiranga e outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de medidas executadas ao longo do tempo em que comandei a Prefeitura, elaboramos os projetos, submetemos aos órgãos federais e obtivemos a liberação, via Caixa Econômica Federal, de recursos da ordem de R$ 70 milhões, a fim de que meu sucessor pudesse dar continuidade às ações de recuperação de áreas degradadas visando o combate às enchentes. Mantendo os investimentos nesse ritmo, sem parar, creio que, daqui a 20 anos, os passivos ambientais de grande porte estarão superados em Mogi. É um conjunto de medidas que têm de ser implementadas pelo bem da sociedade, independente de quem esteja no governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;Junji Abe (DEM) é ex-prefeito de Mogi das Cruzes&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/555963871102255072-1474958752188723762?l=junjiabe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://junjiabe.blogspot.com/feeds/1474958752188723762/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2010/01/natureza-cobra-divida-e-hora-de-pagar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/1474958752188723762'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/1474958752188723762'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2010/01/natureza-cobra-divida-e-hora-de-pagar.html' title='Natureza cobra dívida. É hora de pagar'/><author><name>Junji Abe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02003886204288353738</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S1TMS2vKYpI/AAAAAAAAAFY/MQQSK6tffTE/S220/junji-abe-blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-555963871102255072.post-1086458355332927048</id><published>2010-01-08T17:41:00.001-02:00</published><updated>2010-01-16T02:12:22.967-02:00</updated><title type='text'>Das tragédias, lições a serem aprendidas</title><content type='html'>Uma sucessão de tragédias calou, no silêncio de vidas interrompidas, a rajada de fogos que saudava o Ano Novo. A morada da dor fez-se de vítimas fatais, feridos e desabrigados por causa de soterramentos, deslizamentos de terra, vastas inundações, destruição de cidades, estradas bloqueadas ou operando em situação precária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi mais um manifesto da natureza que revidou as contínuas agressões sofridas pela ilimitada ganância de muitos sem os devidos freios por parte de algumas autoridades. Infelizmente, fenômenos naturais não elegem destinatários. O ônus do descaso ambiental recaiu indistintamente sobre famílias a quem externo profundos sentimentos de pesar e plena solidariedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em que pesem o sofrimento e a comoção que atordoam a lógica, é preciso usar a racionalidade. Quem ignora o passado, não aprende com o presente e desperdiça a chance de evolução, comprometendo o futuro. Sociedade e Poder Público tem de agir juntos, e rápido. Implica adotar medidas firmes e objetivas para coibir ocupações irregulares – em especial, a ação inescrupulosa de especuladores que se aproveitam da boa fé de gente pobre para vender ilegalmente áreas de várzeas –, desmatamentos e intervenções desmedidas nas encostas de serras, associadas a reformulações de infra-estrutura e melhor capacitação dos agentes públicos encarregados de ações preventivas, principalmente as equipes de Defesa Civil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outras palavras, eliminar – tanto quanto possível – os riscos de outras tragédias idênticas. Só no Estado de São Paulo, as fortes chuvas afetaram 111 municípios, colocaram 19 em situação de emergência e outros dois em estado de calamidade pública. Segundo a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil, foram 43 mortos e 27 feridos. Uma pessoa continua desaparecida no Vale do Paraíba. Boletim divulgado hoje informa que há 3.197 desabrigados – aqueles que perderam tudo e dependem de abrigos públicos – e 15.858 desalojados – que contam com ajuda de familiares e vizinhos. Vale lembrar que o verão está apenas começando...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paralelamente, é vital amparar os municípios atingidos pelas catástrofes. Com receitas miúdas, a maioria jamais poderá se recuperar sem ajuda financeira do Estado e da União. E o que será de seus habitantes? É o povo que perdeu seu lar, seus pertences, sua cidade – e, com ela, sua capacidade de sustento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja só a situação de Guararema, no Alto Tietê, e de cidades do Vale do Paraíba, como Cunha e a histórica São Luiz do Paraitinga – as duas mais prejudicadas em São Paulo e em estado de calamidade pública. Esta última parece ter sido atingida por um furacão. Balanço realizado pelo IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) aponta cerca de 300 imóveis danificados pelas enchentes. Destes, pelo menos 40 eram tombados pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Junto com a destruição de equipamentos públicos, da infra-estrutura urbana e de exemplares arquitetônicos dos séculos 18 e 19, São Luiz do Paraitinga teve mutilada sua principal fonte de arrecadação – o turismo. Famílias desabrigadas perderam, além do lar, seu ganha-pão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo perdeu boa parte da cultura instalada em cada palmo da cidade histórica. E isto tudo tem de ser resgatado, sob pena de extinguir a memória, um patrimônio da humanidade. Será uma tarefa árdua. Requer investimentos e técnicos qualificados para ações que vão além do que os olhos veem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A alma de uma cidade é o seu povo. E o povo de São Luiz do Paraitinga sofreu um duro golpe em sua auto-estima. Tem de ser tratado e curado. Só assim o município estará integralmente restaurado para acolher, encantar e aculturar os visitantes, como tão bem fez até a catástrofe. Felizmente, o espírito de solidariedade não foi levado pelos temporais. Vale conferir o fabuloso esforço de equipes de rafting, que se valeram de habilidades e equipamentos de lazer, para salvar vidas: &lt;a href="http://paraitinga.com/blog/20100108-rafting-sao-luis-do-paraitinga---os-herois-da-enchente"&gt;http://paraitinga.com/blog/20100108-rafting-sao-luis-do-paraitinga---os-herois-da-enchente&lt;/a&gt;. É a sociedade fazendo a sua parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;Junji Abe (DEM) é ex-prefeito de Mogi das Cruzes&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/555963871102255072-1086458355332927048?l=junjiabe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://junjiabe.blogspot.com/feeds/1086458355332927048/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2010/01/das-tragedias-licoes-serem-aprendidas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/1086458355332927048'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/1086458355332927048'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2010/01/das-tragedias-licoes-serem-aprendidas.html' title='Das tragédias, lições a serem aprendidas'/><author><name>Junji Abe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02003886204288353738</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S1TMS2vKYpI/AAAAAAAAAFY/MQQSK6tffTE/S220/junji-abe-blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-555963871102255072.post-218144879993503081</id><published>2009-12-31T07:03:00.006-02:00</published><updated>2010-01-16T02:13:28.306-02:00</updated><title type='text'>Alma limpa e fé renovada</title><content type='html'>2009 despede-se para a chegada de um Novo Ano. É o ciclo natural do universo. É a bênção do Criador que embala nossos corações numa toada de esperança. E, ao mesmo tempo, convida à reflexão. No balanço geral, ninguém pode desfazer o que foi feito. Nem apagar o mal feito. Mas, pode sim, assumir o lado do bem. Fazer com zelo e satisfação tudo quanto está por vir. Bastam perseverança, coragem, trabalho e fé. O recomeço é parte da mágica. Assim como o horizonte de planos que se descortina, colorindo sonhos - embriões ou maduros - e relembrando o soberano dom chamado vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, quando o relógio marcar meia-noite, milhões de almas estarão unidas para comungar do desejo de dias sempre melhores ao longo de 2010. Votos de saúde, prosperidade, amor e paz povoarão de energia positiva nossa atmosfera. É o momento propício para se deixar inundar de bons sentimentos e elevar os pensamentos. Nada de tristeza ou sofrimento pelo que se foi. Tudo de alegria e esperança pelo que virá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não importa se vai usar roupa branca, pular sete ondas ou colocar caroços de cerejas na carteira. As cores, fragrâncias e temperos do ano que chega estão dentro de cada um. A renovação se processa de dentro para fora. Para beber da força e perceber a luz, é preciso estar em harmonia. Com os familiares, amigos, com o universo, consigo mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, aproveite também o último dia do ano para se reconciliar com a vida. Peça perdão, perdoe, resolva mal-entendidos, agradeça, doe um pouco do que tem a quem precisa, dedique mais tempo a ouvir do que a falar, exorcize mágoas do coração, apague rancores, neutralize broncas e entre em sintonia com o Criador. Acolha o novo ano com alma limpa e fé renovada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recebam meus sinceros desejos do melhor de tudo. Tanto do que a vida pode proporcionar quanto do que cada um pode oferecer de si para viver bem e tornar mais feliz o dia a dia das pessoas a seu redor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feliz Ano Novo, com um forte abraço de paz e de bem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;Junji Abe é ex-prefeito de Mogi das Cruzes&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/555963871102255072-218144879993503081?l=junjiabe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://junjiabe.blogspot.com/feeds/218144879993503081/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2009/12/alma-limpa-e-fe-renovada.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/218144879993503081'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/218144879993503081'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2009/12/alma-limpa-e-fe-renovada.html' title='Alma limpa e fé renovada'/><author><name>Junji Abe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02003886204288353738</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S1TMS2vKYpI/AAAAAAAAAFY/MQQSK6tffTE/S220/junji-abe-blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-555963871102255072.post-6804143534804430255</id><published>2009-12-17T18:58:00.009-02:00</published><updated>2010-01-16T02:22:10.501-02:00</updated><title type='text'>Fórum e a solução para o lixo</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O Fórum de Resíduos Sólidos - Alto Tietê realizado em Mogi das Cruzes, no início desta semana, comprovou que existe, sim, a possibilidade real de adoção de novas tecnologias para o manejo do lixo no Brasil. Nosso País não pode mais manter a arcaica prática de enterrar os detritos, na contramão de alternativas viáveis já utilizadas em todas as nações que respeitam a vida no planeta. Mais que isto: não há empecilho econômico-financeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por motivos&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S1E-RHiU1TI/AAAAAAAAAE4/tZWddFSZug4/s1600-h/1.jpg"&gt;&lt;/a&gt; óbvios, o valor&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S1E-4lUn0iI/AAAAAAAAAFI/tmAYGY-YX4s/s1600-h/1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5427188167770362402" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 302px; CURSOR: hand; HEIGHT: 177px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S1E-4lUn0iI/AAAAAAAAAFI/tmAYGY-YX4s/s320/1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; do investimento para viabilizar o uso de tecnologia limpa na gestão dos resíduos sólidos sempre foi a preocupação central dos administradores públicos. Ocorre que não é necessário estatizar o sistema de tratamento do lixo. O mundo é pródigo em empresas especializadas no setor e habilitadas a bancar o investimento. A implantação de empreendimentos desse tipo depende apenas de Parcerias Público-Privadas, as chamada PPP’s.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabe destacar que o objetivo do Fórum – alcançado com êxito – foi discutir tecnologias limpas para solucionar o problema do lixo. Logo, não tem fundamento a suspeita de que o evento servisse a interesses comerciais de quem quer que fosse. Os resultados do Fórum rechaçam, por si, tais ilações, feitas por defensores do obsoleto modelo de aterro sanitário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isto, com total legitimidade e isenção, exponho este exemplo: uma central de incineração com capacidade para 500.000 toneladas anuais de resíduos seria suficiente para atender a demanda dos dez municípios do Alto Tietê e ainda o aumento do volume de detritos produzidos ao longo dos próximos dez anos por conta do crescimento populacional. Investimento? Estimado por uma empresa européia em R$ 367,5 milhões, considerando contrato de 20 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir de PPP, firmada após licitação pública para escolha da solução tecnológica e dos empreendedores, os vencedores do certame implantariam a central com a condição de as prefeituras da Região utilizarem as instalações pelo período de 20 anos. Explico: o cálculo do investimento do setor privado e o custo para incineração leva em conta o volume de material e o tempo de contratação da empresa. Quanto menor a quantidade de resíduos e o período de contrato, maior o montante a ser investido e mais caro o valor cobrado por tonelada a ser incinerada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quanto as prefeituras pagariam para incinerar o lixo? Ainda segundo a mesma empresa e condições de contratação, o custo por tonelada seria de aproximadamente R$ 115,00, incluindo coleta, transporte e destinação final. Parece muito? Não é. Em média, os municípios desembolsam hoje R$ 80,00 por tonelada de lixo enterrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é regulado pela lei de oferta e procura, o preço estabelecido pelos aterros pode ser majorado a qualquer tempo pelos proprietários – como já ocorreu no Alto Tietê –, restando às prefeituras arcar com os reajustes. A crescente distância dos aterros licenciados em relação aos pontos de coleta vem elevando cada vez mais os preços. Muitas cidades já pagam valores bem acima da média – R$ 120,00 por tonelada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, o custo por tonelada enterrada não inclui os prejuízos gerados pela operação e posterior encerramento das atividades dos aterros sanitários. Ou seja, após 20 anos produzindo receitas para o proprietário, o local pára de funcionar. A legislação determina ao empreendedor a execução do Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD) por mais 30 anos. Contudo, a impunidade e a impossibilidade de prever o que será da operadora do aterro 50 anos após a instalação, em geral, transferem o ônus ao município e, por tabela, ao contribuinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerando gastos ambientais futuros – PRAD, obras diversas, controles de infiltrações e de drenagem, queima de gases e outros serviços – é possível estimar que o custo real do uso do aterro sanitário para destinação final do lixo supere R$ 200,00 por tonelada. Logo, maior que os R$ 115,00 calculados para a incineração de uma tonelada de resíduos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O saldo negativo extrapola a questão financeira. Basta dizer que a área de um aterro não será recuperada para produção de alimentos por, no mínimo, um século. Já o funcionamento de uma central de incineração não lesa o terreno nem emite toxinas na atmosfera, haja vista os sistemas disponíveis para impedir a emissão de poluentes. Para completar, ainda gera energia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em que pesem as soluções tecnológicas à disposição do Brasil, vale frisar o ponto de consenso número 1 extraído do Fórum: coleta seletiva eficiente em todos os municípios, com participação direta da população que terá a missão de separar material reciclável do lixo orgânico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A separação para coleta seletiva, reciclagem e posterior comercialização por meio de cooperativas de catadores são engrenagens imprescindíveis ao sistema de gestão adequada do lixo doméstico. Quanto mais eficiente é a coleta seletiva, maior é o número de empregos que se abrem em centrais de triagem e reciclagem.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S1E-tUqP7RI/AAAAAAAAAFA/pt6W_j4Txxg/s1600-h/2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5427187974319107346" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 274px; CURSOR: hand; HEIGHT: 212px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S1E-tUqP7RI/AAAAAAAAAFA/pt6W_j4Txxg/s320/2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Fique claro, portanto, que a utilização de tecnologias limpas, como a central de incineração, em nada prejudica a atuação dos catadores. Ao contrário, aperfeiçoará e tornará mais rentável esta atividade. Desaparecerão as cenas desumanas de homens, mulheres e crianças enfronhados em montanhas de lixo para garimpar seu sustento. Esses profissionais trabalharão em centrais de reciclagem, livres das ameaças cotidianas à saúde e da degradação a que se submetem em lixões. Com organização profissional, terão melhores canais de comercialização e lucros maiores. Tudo isto, mantendo a importante função de preservar o meio ambiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, o Fórum deixou cristalina uma diretriz válida para todo o Brasil: a solução para a gestão dos resíduos sólidos precisa ser tratada com estudos técnicos perfeitos, procedimentos licitatórios apropriados, independentemente de mandatos, governos e colorações partidárias. E, acima de tudo, sem perda de tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;em&gt;Junji Abe (DEM) é ex-prefeito de Mogi das Cruzes&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/555963871102255072-6804143534804430255?l=junjiabe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://junjiabe.blogspot.com/feeds/6804143534804430255/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2009/12/forum-e-solucao-para-o-lixo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/6804143534804430255'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/6804143534804430255'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2009/12/forum-e-solucao-para-o-lixo.html' title='Fórum e a solução para o lixo'/><author><name>Junji Abe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02003886204288353738</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S1TMS2vKYpI/AAAAAAAAAFY/MQQSK6tffTE/S220/junji-abe-blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S1E-4lUn0iI/AAAAAAAAAFI/tmAYGY-YX4s/s72-c/1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-555963871102255072.post-6199662714760611830</id><published>2009-12-10T19:08:00.017-02:00</published><updated>2010-01-16T02:25:19.405-02:00</updated><title type='text'>É agir ou morrer</title><content type='html'>Mais uma vez, as enchentes causaram destruição em série e multiplicaram vítimas, muitas fatais. Diante da tragédia que manchetou o noticiário nacional, as informações sobre a Conferência do Clima em Copenhague acabaram relegadas a notas de rodapé. Fato é que o tema debatido na capital da Dinamarca tem relação umbilical com as inundações. As chuvas quase diárias nas cidades brasileiras já podem ser conseqüência de mudanças climáticas decorrentes do aquecimento global.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Longas estiagens desertificando áreas férteis, chuvas torrenciais alagando territórios, sucessão de furacões, epidemias de dengue e ressurgimento de doenças como a malária estão entre as sequelas da elevação da temperatura na Terra. Por ser gradativo, o processo se desenrola sem que a maioria das pessoas perceba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já se reconhece que a devastação ambiental torna impossível a sobrevivência humana. Está na destruição das matas, na derrubada de árvores na Amazônia, em ocupações irregulares de várzeas e áreas de risco, no despejo de esgotos sem tratamento nos rios, em lixões clandestinos, na fumaça de fábricas e carros...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resta compreender que a bateria de danos ambientais inclui, entre outros, a ausência de gestão adequada dos resíduos domésticos – desde a separação do lixo e coleta seletiva até a destinação racional dos rejeitos. Destaco, aqui, a lastimável prática de enterrar o lixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escondidos sob camadas de terra, os aterros sanitários emanam, sistematicamente, gases do efeito estufa. Só trazem prejuízos à saúde e ao meio ambiente. Não bastasse, são o estandarte do desperdício de energia. Ou, o desprezo à solução energética que o mundo inteiro tanto persegue. Se aproveitada com o uso da tecnologia de incineração, uma tonelada de resíduos domiciliares equivale a 250 litros de combustível, o suficiente para manter 15 carros rodando 200 quilômetros por dia, cada um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Região do Alto Tietê, por exemplo, os resíduos, atualmente enterrados, poderiam garantir uma frota de 19,5 mil veículos – percorrendo 200 quilômetros diários, cada um – ou manter acesas 260 mil lâmpadas de iluminação pública por dez horas, todos os dias. É lógico que a metamorfose do lixo em energia limpa só se processa com tecnologia apropriada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S1E_faAA9TI/AAAAAAAAAFQ/1kF-GZIRHm4/s1600-h/3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5427188834746037554" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 258px; CURSOR: hand; HEIGHT: 178px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S1E_faAA9TI/AAAAAAAAAFQ/1kF-GZIRHm4/s320/3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Para corrigir a rota na gestão do lixo, é fundamental a mobilização da sociedade como agente propulsor de políticas públicas. Nesse contexto, chamo a atenção para o Fórum de Resíduos Sólidos – Alto Tietê, que será realizado na próxima segunda-feira (14/12/2009), das 8 às 17 horas, no Auditório do Cemforpe (R. Antenor Leite da Cunha, 55, Nova Mogilar), em Mogi das Cruzes. É um evento gratuito e aberto ao público. Basta fazer inscrição pelo site &lt;a href="http://www.luzdolixo.com.br/"&gt;http://www.luzdolixo.com.br/&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos temos muito a ver com o aquecimento global. Tanto o governo quanto o cidadão tem de fazer sua parte. De um lado, políticas públicas para incentivar a produção sustentável, prover saneamento básico com o devido tratamento dos esgotos, consolidar a educação ambiental, coibir a degradação do meio ambiente, viabilizar a coleta seletiva, reciclagem de resíduos e tecnologias limpas para gestão dos resíduos sólidos. De outro, a efetiva participação individual, com a consciência de que suas atitudes diárias fazem a diferença entre a sobrevivência humana no planeta e a tragédia universal de desabrigados ambientais sem refúgio. Participar do Fórum já é um bom começo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Junji Abe (DEM) é ex-prefeito de Mogi das Cruzes&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/555963871102255072-6199662714760611830?l=junjiabe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://junjiabe.blogspot.com/feeds/6199662714760611830/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2009/12/e-agir-ou-morrer.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/6199662714760611830'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/6199662714760611830'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2009/12/e-agir-ou-morrer.html' title='É agir ou morrer'/><author><name>Junji Abe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02003886204288353738</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S1TMS2vKYpI/AAAAAAAAAFY/MQQSK6tffTE/S220/junji-abe-blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S1E_faAA9TI/AAAAAAAAAFQ/1kF-GZIRHm4/s72-c/3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-555963871102255072.post-5708958541587247597</id><published>2009-12-03T18:22:00.009-02:00</published><updated>2009-12-03T18:36:57.549-02:00</updated><title type='text'>“A Falta que o Saneamento Faz”</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#000066;"&gt;Pelo menos seis em cada dez pessoas atendidas em postos de saúde e hospitais públicos apresentam problemas causados pela precariedade do saneamento básico. Seja falta de água tratada e de redes de esgotos ou ainda de tratamento para os detritos coletados, a verdade é que não há como pensar em vida saudável nem em prudência ambiental sem prover os serviços elementares de saneamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fique claro que não basta coletar os esgotos domiciliares e despejá-los no rio mais próximo. É sinônimo de expandir e multiplicar problemas de altíssimo custo social e financeiro. Além da asquerosa poluição flutuante, o assoreamento dos cursos d’água facilitará a ocorrência de inundações. A primeira enchente devolverá os detritos às ruas e levará mais doenças à população. Sem contar que o tratamento da água para abastecimento será proporcionalmente mais caro quanto maior for a carga de poluentes do ponto de captação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pesquisa realizada pelo Instituto Trata Brasil, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), aponta Mogi das Cruzes entre os dez municípios brasileiros com os melhores índices de coleta e tratamento de esgoto; e a coloca em nona posição entre as 79 cidades do País que têm mais de 300 mil habitantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ranking nacional considera dados relativos a 2007. Tenho certeza de que, em 2008, a colocação da cidade será ainda melhor. Em 2003, Mogi aparecia na 71ª posição. A pesquisa "A Falta que o Saneamento Faz" coroa de êxito os esforços empreendidos ao longo do período em que comandamos a Prefeitura de Mogi. E prova que nada é impossível quando a vontade é implacável. O levantamento completo está no site &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.tratabrasil.org.br/"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#000066;"&gt;www.tratabrasil.org.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#000066;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#000066;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/SxgeoB1g1jI/AAAAAAAAAC4/PJRHO2LTxl4/s1600-h/mogidascruzes1+rio+tiete2+sem+ja.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 312px; FLOAT: right; HEIGHT: 198px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5411108625322137138" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/SxgeoB1g1jI/AAAAAAAAAC4/PJRHO2LTxl4/s400/mogidascruzes1+rio+tiete2+sem+ja.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Quando assumi a Prefeitura de Mogi das Cruzes, em 2001, a Cidade até apresentava um bom índice de recolhimento de esgotos: 82%. Porém, lançava quase tudo (99,5%) in natura nos rios, sem qualquer tratamento. O sacrificado Rio Tietê é testemunha maior desse fato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num município de mais de 700 quilômetros quadrados e quase 400 mil habitantes, é tarefa hercúlea prover o tratamento dos esgotos coletados. Ainda mais porque os serviços de saneamento básico estão fora da malha da Sabesp. Mogi tem uma autarquia municipal – o Semae – que, a exemplo de outras, Estado afora, têm estrutura incapaz de fazer frente às demandas e estão descapitalizadas por causa da prática de tarifas muito aquém dos custos reais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descartando a transferência dos serviços à Sabesp para evitar a pesada majoração dos valores pagos pelos munícipes, fizemos a gradativa recomposição de preços. Mesmo assim, 60% da população – correspondente à classe menos favorecida – paga cerca de 70% abaixo das tarifas cobradas pela Sabesp.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paralelamente, conseguimos a liberação de cerca de R$ 60 milhões para obras de saneamento básico, combate às enchentes e urbanização de bairros, por meio do PAC – Programa de Aceleração do Crescimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O novo complexo de tratamento de esgotos elevou de forma substancial o percentual de detritos recolhidos e tratados. Saindo de 0,5%, em 2001, superamos 50% em 2008, com a perspectiva de eliminar, nos próximos anos, 100% da carga de resíduos domiciliares in natura despejados nos cursos d’água. Isto, claro, em razão da continuidade de boas políticas públicas pela atual administração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale lembrar que quanto menor é a poluição da água captada para abastecimento, menos custará o tratamento e maior será a qualidade do líquido levado às torneiras. A redução da carga de poluentes nos rios também diminui o risco de inundações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentre tantas prioridades deste nosso Brasil contemporâneo, todo gestor público que se preza tem de trabalhar com avidez para elevar a qualidade do saneamento básico. O custo-benefício é cristalino. Representa mais saúde para a população com menor demanda por assistência médica na unidades públicas, maior zelo com os recursos naturais e melhor qualidade de vida. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#000066;"&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Junji Abe (DEM) é ex-prefeito de Mogi das Cruzes&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/555963871102255072-5708958541587247597?l=junjiabe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://junjiabe.blogspot.com/feeds/5708958541587247597/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2009/12/falta-que-o-saneamento-faz.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/5708958541587247597'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/5708958541587247597'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2009/12/falta-que-o-saneamento-faz.html' title='“A Falta que o Saneamento Faz”'/><author><name>Junji Abe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02003886204288353738</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S1TMS2vKYpI/AAAAAAAAAFY/MQQSK6tffTE/S220/junji-abe-blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/SxgeoB1g1jI/AAAAAAAAAC4/PJRHO2LTxl4/s72-c/mogidascruzes1+rio+tiete2+sem+ja.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-555963871102255072.post-4286235498041216023</id><published>2009-11-26T16:35:00.004-02:00</published><updated>2009-11-26T16:46:35.345-02:00</updated><title type='text'>Por quê negro pobre não pode?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#000066;"&gt;Circulou na internet um vídeo de conteúdo deplorável sob todos os aspectos. Intitulado “Manifesto Porta na Cara – Flagrante na Agência Bancária”, a produção de 3min12seg, do Núcleo Audiovisual Circo Voador, comprova a realidade do racismo no Brasil. As cenas não se passam num recôndito povoado. Ao contrário. Foram registradas na movimentada Rua da Glória, no Estado do Rio de Janeiro. Disfarçado de sistema eletrônico de segurança, o preconceito de um ser humano contra o outro irrompe de forma cristalina. É de envergonhar qualquer pessoa decente e com um mínimo de princípios morais e éticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme mostra um rapaz branco que, portando bolsa com chaves, celular e outros itens de metal, passa tranquilamente pela porta giratória da agência bancária. A mesma bolsa é transferida para um moço negro que, ao tentar entrar no banco pela mesma porta, é barrado. Depois de tirar até a camiseta, ele não consegue vencer o bloqueio. Acesse o site &lt;a href="http://www.circovoador.com.br/"&gt;www.circovoador.com.br&lt;/a&gt;, veja o filme e tire suas conclusões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, as provas da discriminação não se restringem ao pequeno universo das portas giratórias de agências bancárias. Estão em todo lugar, sob os mais variados disfarces e níveis de crueldade. A hipocrisia de negar a existência de preconceitos no País e o fato de haver um feriado em homenagem ao Dia da Consciência Negra não muda os flagrantes abusos que se repetem no cotidiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Negros e asiáticos estampam senhas indicativas de suas origens. Nos primeiros, é a cor da pele. Em japoneses e chineses, são os traços orientais chamados de olhos “puxados” ou “rasgados”. Conheço bem o significado do preconceito racial. Tanto eu, brasileiro, quanto meus pais e avós – imigrantes japoneses – sentimos na carne as estocadas da discriminação. Principalmente, em função da adesão do Japão ao Eixo, como aliado da Alemanha nazista, durante a Segunda Guerra Mundial. Assim como ocorre hoje, na época, havia gente preconceituosa que hostilizava imigrantes nipônicos e descendentes em retaliação à decisão do governo japonês. Muitos nos tratavam como inimigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi quando aprendi a principal lição dada pelos meus ancestrais. Apesar das circunstâncias adversas, ensinavam – a mim e a meus irmãos – a amarmos o povo brasileiro que nos acolheu. E nos mostravam que as diferenças físicas, culturais, sócio-econômicas, quaisquer que fossem, nunca estariam acima dos valores morais e dos princípios éticos de ser humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, incorporamos o conceito de que a igualdade, o respeito às diferenças, a justiça, a solidariedade, a gratidão e a dignidade são premissas para o direito à vida. Toda discriminação, portanto, é uma estupidez. Vou mais longe. O preconceito está além da raça, da cor da pele, do formato dos olhos, do credo, da cultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito que o maior e mais grave preconceito existente no Brasil é o social. A discriminação contra quem é pobre ou aparenta ser é latente. Basta um pouco de observação para detectar o comportamento sectário de muitos em relação aos seus semelhantes menos favorecidos. Ou, simplesmente mal vestidos. Sim, até o vestuário e a aparência sofrem demonstrações de intolerância. Quer mais que o caso da Geisy Arruda na Uniban?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se duvida, faça um pequeno teste. Pegue a roupa mais surrada que tiver, calce um chinelo velho, deixe os cabelos despenteados e vá a uma loja para saber como será o atendimento. Outro dia, escolha seu melhor traje, capriche na produção visual e volte à mesma loja em busca de itens idênticos. Você perceberá a mudança brutal no atendimento.&lt;br /&gt;A discriminação social é muito mais rotineira do que parece. Está na loja, na agência de empregos, no transporte coletivo, na rua, nos órgãos públicos, nos bancos, em todos os cenários. Também é verdade que as práticas preconceituosas tendem a se agigantar se a pessoa é negra e pobre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retornando ao citado filme, pergunto: Se o rapaz negro estivesse bem vestido – terno e gravata, por exemplo –, com um bom corte de cabelo e carregando uma maleta de couro com os mesmos itens da bolsa seria impedido de entrar? Acho que não. Em outras palavras, negro rico pode.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num País como o nosso, nascido da pluralidade racial e da diversidade de culturas, com a grande maioria dos habitantes mal ganhando para seu sustento, ser intolerante com gente pobre é o cúmulo do antagonismo. Aliás, convivo diariamente com a classe menos favorecida e devo dizer que são pessoas com quem aprendi muito mais lições de amizade, solidariedade e amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acima de tudo, insisto na necessidade de ações efetivas contra a discriminação. Não falo só de penalidades legais. O respeito ao próximo – e às suas diferenças – tem de ser trabalhado pela sociedade. Isto vale para escolas, para o lar, organizações sociais, iniciativa privada e também para o Poder Público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada um de nós, como cidadãos, em todas as circunstâncias que a vida nos proporciona, temos de rechaçar, de forma verbal e na prática, a discriminação de qualquer tipo e fazer valer a igualdade entre os seres humanos, lembrando que somos uma única família. Por isso, enquanto prefeito de Mogi das Cruzes, instalamos as Praças Zumbi dos Palmares e a da Mesquista (Antônio Ferri) – em homenagem à cultura afro-brasileira e à comunidade islâmica, respectivamente, além de construir o Parque Centenário da Imigração Japonesa e apoiar a realização de eventos religiosos, como a Festa do Divino Espírito Santo, dos católicos; a Marcha para Jesus, dos evangélicos; entre outras ações. Tudo, como parte das políticas públicas para valorizar nosso perfil multirracial, a diversidade cultural, as múltiplas tradições e crenças.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#000066;"&gt;&lt;em&gt;Junji Abe (DEM) é ex-prefeito de Mogi das Cruzes&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/555963871102255072-4286235498041216023?l=junjiabe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://junjiabe.blogspot.com/feeds/4286235498041216023/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2009/11/por-que-negro-pobre-nao-pode.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/4286235498041216023'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/4286235498041216023'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2009/11/por-que-negro-pobre-nao-pode.html' title='Por quê negro pobre não pode?'/><author><name>Junji Abe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02003886204288353738</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S1TMS2vKYpI/AAAAAAAAAFY/MQQSK6tffTE/S220/junji-abe-blog.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-555963871102255072.post-5937261323608672119</id><published>2009-11-19T17:16:00.008-02:00</published><updated>2009-11-19T17:35:08.186-02:00</updated><title type='text'>É preciso remediar. De graça</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;A prevenção é fundamental. Mas, não há que se falar em assistência à saúde sem lidar com a inevitável necessidade de remediar. Aqui, brota a inesgotável fonte de problemas de milhões de famílias brasileiras. Doença não escolhe hora, nem idade e muito menos condição econômica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À medida em que alguém avança na faixa etária, maior é o grau de dependência do uso de medicamentos e, em geral, menor é sua capacidade financeira para custear o tratamento. Em especial, no caso de aposentados e pensionistas do INSS. Salvo raras exceções, a maioria recebe proventos ínfimos que mal cobrem despesas com alimentação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poucos são os que não viveram na pele o drama de familiares e amigos que amargam a absoluta falta de recursos para comprar remédios indispensáveis à recuperação da saúde, muitos de uso contínuo. Um recém-chegado de Marte poderá questionar: “Mas, e os genéricos?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, os genéricos – cópias de medicamentos com patentes que já expiraram –, regulamentados em 1999, foram um avanço. Totalizam 2.609 tipos, que podem ser utilizados para tratar cerca de 90% das principais doenças existentes, e têm de custar, no mínimo, 35% menos que os de marca. Ocorre que a medida poderia beneficiar muito mais o consumidor, se os descontos oferecidos pelos fabricantes fossem repassados pelas farmácias ao preço final do produto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reportagem da Folha de S. Paulo mostrou que as farmácias compram genéricos dos laboratórios com desconto médio de 65% sobre o preço máximo determinado pelo governo aos fabricantes. Mas, vendem esses produtos por valores, em média, de 10% a 20% abaixo da tabela estabelecida para as farmácias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reproduzindo o exemplo do jornal, cito um medicamento que tem valor máximo de R$ 10,00 na fábrica e deve ser vendido a R$ 13,00 ao consumidor. Em função do barateamento dos insumos, por conta do real valorizado frente ao dólar, e para incentivar a aquisição de genéricos pelos pontos de venda, a farmácia compra o produto por R$ 3,50. Porém, aplica um desconto de apenas 20% sobre os R$ 13,00; e não sobre R$ 3,50. Resultado: quem precisa comprar, paga R$ 10,40 – quase 200% acima do preço de custo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto um quanto outro atuam dentro da lei, porque o governo determina valores máximos de venda para o fabricante e para a farmácia; porém, não regula a diferença entre o custo real e o preço praticado no mercado. Se a referência para o preço ao consumidor fosse o valor de custo do produto, a coisa seria diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mesmo exemplo, supondo que a legislação definisse que o preço final do medicamento seria até 30% maior que seu custo, o consumidor pagaria, no máximo, R$ 4,55. Ou seja, menos da metade do que tem de desembolsar atualmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma questão truncada, considerando o poder de fogo dos agentes da cadeia de medicamentos. Contudo, não pode ser relegada a segundo plano. Tem de ser enfrentada pelo governo. Com rigor e transparência. Há ambiente propício para a busca de soluções, haja vista a redução de custos dos insumos (importados), o fortalecimento dos laboratórios nacionais por conta dos genéricos e o aperfeiçoamento profissional das farmácias. Acima de tudo, há a necessidade premente de aliviar o sofrimento de quem precisa de remédios, mas não tem dinheiro para comprá-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fique clara que a esperada extensão do benefício do desconto, dado pelo fabricante, ao consumidor final ainda está longe do ideal no Brasil, onde a população vem envelhecendo em largas proporções enquanto o sistema público de atendimento à Terceira Idade permanece minúsculo. Também não adianta mitificar as Farmácias Populares porque, quem já precisou sabe, oferecem pouco mais de 70 itens, a preços menores. Entretanto, nada é grátis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem negligenciar as ações de medicina preventiva, a meu ver, a meta do governo deve ser o fornecimento gratuito de medicamentos às pessoas carentes. Não é justo que tenham de pagar pelos remédios imprescindíveispara sua cura. Como exemplo, cito o Promeg, o maior programa de distribuição gratuita de medicamentos do País, criado em 2006, durante nossa segunda gestão à frente da Prefeitura de Mogi das Cruzes. &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em linhas gerais, o Promeg é como uma rede de pequenas farmácias funcionando em 30 pontos da cidade. Com uma diferença: o paciente não paga nada. A Prefeitura adquire os produtos da FURP – Fundação para o Remédio &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/SwWa1qLo-DI/AAAAAAAAACw/bVSDnzUgRI8/s1600/021+Farmacia+Posto+Jd+Universo+Daise+Joaquina.jpg"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 323px; FLOAT: right; HEIGHT: 225px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5405897174375004210" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/SwWa1qLo-DI/AAAAAAAAACw/bVSDnzUgRI8/s400/021+Farmacia+Posto+Jd+Universo+Daise+Joaquina.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;Popular e de outros laboratórios para prover a distribuição gratuita de 136 tipos de medicamentos receitados para as doenças mais comuns, como hipertensão e diabetes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ter acesso aos remédios, basta o paciente apresentar a receita médica de qualquer órgão público de saúde, inclusive da Santa Casa e dos hospitais Luzia de Pinho Melo e Dr. Arnaldo Pezzutti Cavalcanti –vinculados ao sistema SUS. Mensalmente, são distribuídas cerca de 3 milhões de unidades de medicamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repare que a iniciativa se deu em Mogi das Cruzes e foi mantida pelo prefeito Marco Bertaiolli, que me sucedeu. Não se trata de um município com receita orçamentária abundante. Tampouco, é suficiente para responder a todas as demandas da população de quase 400 mil habitantes no território de 721 quilômetros quadrados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, a eficiência da gestão pública também se mede pela sensibilidade na priorização de medidas capazes de atender as necessidades imediatas das pessoas mais carentes. A saúde econômico-financeira só tem sentido com o bem-estar do ser humano. Espero que o governo federal não se furte desse dever. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:100%;color:#000066;"&gt;Junji Abe (DEM) é ex-prefeito de Mogi das Cruzes&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/555963871102255072-5937261323608672119?l=junjiabe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://junjiabe.blogspot.com/feeds/5937261323608672119/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2009/11/e-preciso-remediar-de-graca.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/5937261323608672119'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/5937261323608672119'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2009/11/e-preciso-remediar-de-graca.html' title='É preciso remediar. De graça'/><author><name>Junji Abe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02003886204288353738</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S1TMS2vKYpI/AAAAAAAAAFY/MQQSK6tffTE/S220/junji-abe-blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/SwWa1qLo-DI/AAAAAAAAACw/bVSDnzUgRI8/s72-c/021+Farmacia+Posto+Jd+Universo+Daise+Joaquina.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-555963871102255072.post-5945755402480757360</id><published>2009-11-12T13:36:00.006-02:00</published><updated>2009-11-12T13:46:31.046-02:00</updated><title type='text'>Contra o sacrifício de outras Geisys</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#000066;"&gt;Embora já se tenha falado à exaustão, o episódio da estudante de Turismo Geisy Arruda que virou alvo da ira de alunos e da diretoria da Uniban (Universidade Bandeirante), por causa de um vestido curto, exige uma reflexão bem mais profunda. Não se limita à reintegração ao quadro discente da moça, expulsa arbitrariamente um dia antes. Também não se cinge à postura (má, é bom que se frise) da universidade diante do caso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os fatos exibem fraturas no convívio social, expostas num tempo e espaço impensáveis. Pior: protagonizados por pessoas que, em tese, têm informação e formação para abominar a intolerância, a discriminação e os preconceitos de toda ordem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tão preocupante quanto as reações atabalhoadas dos executivos da Uniban é o comportamento primitivo dos alunos em relação à colega. No ambiente escolar e em pleno século XXI, agiram como bárbaros na arena da Roma Antiga. Com gestos obscenos e xingamentos violentos, montaram cerco à estudante obrigando-a a se trancar numa sala até que a Polícia chegasse e a conduzisse em segurança para fora da universidade. Tudo isto por causa de uma roupa que julgavam inadequada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é este País de intolerância que queremos. Não são estes os homens e mulheres com quem contamos para conduzir o futuro dos nossos netos. Há algo de muito nefasto se processando nas mentes e almas desses jovens que se revelaram preconceituosos, brutos e covardes – daqueles que têm bravura quando agem em bando, porém, sozinhos, não passam de cordeirinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Igualmente funesta a atitude da universidade. Covarde e precipitadamente, juntou-se à corja de intolerantes para repetir o linchamento moral da aluna, no momento em que ela mais precisava de amparo e proteção. Num rompante nazi-fascista, culpou a vítima. E, fazendo eco a integrantes da massa hostil responsável pelo assédio coletivo, alegou “atitude provocativa” da estudante. Como é?! É o que parece. Na avaliação da Uniban, ela teria provocado os colegas. Ao que me consta, isto é argumento de estuprador...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em propaganda nos jornais, a universidade anunciou a expulsão da estudante por “desrespeito aos princípios éticos, dignidade acadêmica e moralidade”. Ora, mas são exatamente estes princípios – aliados a conhecimentos elementares de filosofia e sociologia para entender o significado do convívio em sociedade – que se mostraram ausentes nos alunos que hostilizaram a moça e promoveram seu linchamento moral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De todo o enredo, com transparente urgência de medidas educativas eficientes, a universidade preferiu se livrar do que entendia ser seu único problema: a aluna e seu vestido curto. É fato que a expulsão foi revogada no dia seguinte ao anúncio. É verdade também que a Uniban só voltou atrás por conta da repercussão negativa da decisão. Além de destaque no noticiário nacional, o caso foi parar na mídia internacional, como "The New York Times" e "The Guardian". Até a imprensa do Paquistão achou que a Uniban exagerou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho procuração para defender a aluna e nem me cabe determinar a condenação da Uniban. Os desdobramentos judiciais são da alçada dos profissionais e autoridades competentes. Mas, considerando a conduta intempestiva e revoltante dos alunos, assim como as decisões da reitoria da universidade – todas desatinadas e inadmissíveis –, com certeza, serão aplicadas as devidas punições e Geisy será totalmente inocentada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio que Justiça haverá de determinar a indenização da estudante por danos morais, ataque à honra e à dignidade e até por perdas de ordem financeira. Contudo, mesmo com a punição dos culpados e a restituição do que lhe cabe por direito, os estragos psicológicos causados à jovem são irreversíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isto, a meu ver, o episódio extrapola questões legais. É preciso que se faça mais. Tanto quanto possível para que evitar o sacrifício cruel de outras &lt;em&gt;Geisys&lt;/em&gt;. De gente que sofra calada, longe dos holofotes da mídia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sociedade tem de extrair as lições do episódio e, com o apoio de especialistas na área de Educação, trabalhar com afinco para orientar o equilibrado convívio social. Em especial, dos nossos jovens que precisam compreender e absorver os princípios de direito de expressão, respeito à liberdade individual, ética e moralidade. É essencial corrigir distorções, do ponto de vista pedagógico e de formação, para expurgar preconceitos e vencer intolerâncias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto na escola quanto em casa, precisamos fortalecer a estrutura que dá alicerce aos propósitos de evoluir e conviver bem em sociedade. Caso contrário, surgirão novas fraturas e cada vez menores serão as chances de tratamento eficaz para resgatar a ética, valores morais, dignidade humana e respeito mútuo, bem como preservar o direito de expressão e manter a batalha pela justiça social, livre de discriminações. De raça, credo, classe social, posição econômica, ideias, roupas, de todo tipo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Junji Abe (DEM) é ex-prefeito de Mogi das Cruzes&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/555963871102255072-5945755402480757360?l=junjiabe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://junjiabe.blogspot.com/feeds/5945755402480757360/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2009/11/contra-o-sacrificio-de-outras-geisys.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/5945755402480757360'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/5945755402480757360'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2009/11/contra-o-sacrificio-de-outras-geisys.html' title='&lt;strong&gt;Contra o sacrifício de outras &lt;em&gt;Geisys&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;'/><author><name>Junji Abe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02003886204288353738</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S1TMS2vKYpI/AAAAAAAAAFY/MQQSK6tffTE/S220/junji-abe-blog.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-555963871102255072.post-3154417969211530214</id><published>2009-11-05T17:58:00.004-02:00</published><updated>2009-11-05T18:23:54.602-02:00</updated><title type='text'>O valor dos grandes parceiros</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000066;"&gt;Às vésperas da comemoração dos 12 anos do Sebrae-SP – Escritório Regional Alto Tietê, na próxima terça-feira (10/11), me vem à mente a história da minha própria formação como empreendedor, líder rural, homem público, ser humano. Na verdade, fui privilegiado ao comandar os destinos de Mogi das Cruzes por oito anos depois de haver aprendido as lições das melhores escolas em termos de organização e mobilização social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo de toda minha vida, atuei em associações, cooperativas e sindicatos que trabalham, permanentemente, com micro, pequenos e médios empresários. Não bastasse, fui assíduo participante do sistema Sebrae e, como deputado estadual, em 1996, tive total apoio do saudoso governador Mário Covas para viabilizar a implantação da Agência Regional do Sebrae-SP em Mogi das Cruzes, o que gerou resultados fantásticos. Até então, o atendimento ao Alto Tietê concentrava-se em São José dos Campos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tivemos o privilégio, vale frisar, de contar com profissionais extremamente sensíveis, competentes e dedicados no comando do escritório regional do Sebrae. Todos identificados com o desenvolvimento sustentável de que a sociedade tanto necessita. Lembro-me do saudoso Mauro Hippolyto, engenheiro agrônomo que atendeu nosso convite para ser o secretário-adjunto de Desenvolvimento Econômico e Social de Mogi. Ele foi sucedido por Emerson Morais Vieira que também nos brindou com um magnífico legado de ações. Na sequência, a atual gerente Ana Maria Magni Coelho revelou-se uma exímia executiva, que coloca sua alma na missão cotidiana de interagir com a comunidade e organizações da Região em benefício da coletividade, consagrando a agência regional, em Mogi, como uma das mais produtivas do Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao assumirmos a Prefeitura, firmamos uma parceria produtiva e contínua com o Escritório Regional do Sebrae-SP. Incrementamos e irradiamos toda a estrutura de apoio às pequenas e médias empresas. Assim, partindo de Mogi, brotaram projetos como a Intec – Incubadora Tecnológica, extensa gama de cursos voltados ao empreendedorismo em todas as atividades econômicas e, principalmente, programas de profissionalização dos agentes do mercado informal que se transformaram em microempresários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliada à atuação do Sebrae-SP, a Administração Municipal multiplicou a oferta de cursos gratuitos no CIP - Centro de Iniciação Profissional, além de executar uma bem-sucedida política de desenvolvimento empresarial. A ferramenta envolveu, entre outros preceitos, desde legislação específica para atração de empresas e expansão das existentes, com incentivos fiscais, doações de áreas a pequenas e médias empresas até a instalação da primeira unidade do Banco do Povo na Cidade que, durante anos, foi campeã estadual em número de contratos formalizados. Tudo, em plena sinergia com outras instituições públicas, entidades classistas e universidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A bateria de ações conjuntas fomentou o crescimento industrial, oxigenou comércio, impulsionou o setor de serviços e fortaleceu os agronegócios, consolidando posições de vanguarda da Cidade na produção de hortifrútis e flores. Mogi ganhou cerca de 8,2 mil empreendimentos, entre indústrias, prestadores de serviços e estabelecimentos comerciais. Não por menos, é reconhecida pelo Ministério do Trabalho como um dos municípios que mais geraram empregos no País, no período de 2001 a 2008. Foram cerca de 115 mil, entre diretos e indiretos. Diferente de outras localidades, aqui existe o Distrito Industrial do Taboão que, preservado para a finalidade da expansão empresarial, continuará proporcionando o crescimento dos negócios com qualidade de vida.&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 401px; DISPLAY: block; HEIGHT: 135px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5400713784384819426" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/SvMwkpvQEOI/AAAAAAAAACo/aWTtZBGzUB8/s400/mogi+das+cruzes+34.JPG" /&gt;Sintetizando, esse trabalho fez de Mogi das Cruzes – proporcionalmente à densidade populacional – uma recordista na constituição, implantação e ampliação de empresas, além de figurar no ranking nacional das 100 mais dinâmicas, ser catalogada como uma das mais bem administradas do País, uma das mais promissoras para trabalhar e uma das melhores do Estado para morar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso, apesar das severas restrições ambientais existentes para preservar os recursos naturais do Município que integra o sistema produtor de água destinado ao abastecimento da Grande São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desenvolvimento econômico registrado em Mogi foi o alicerce para a edificação dos programas que melhoraram a qualidade de vida do mogiano. Elevou a receita tributária viabilizando investimentos para fazer frente às demandas da população em áreas fundamentais como educação, saúde, segurança, saneamento básico, infra-estrutura, meio ambiente e outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A evolução das ações do Poder Público e da setor privado rendeu a Mogi das Cruzes, nos anos de 2001, 2002, 2005, 2007 e 2008, cinco títulos de "Prefeito Empreendedor" – Prêmio Governador Mário Covas, concedidos pelo Sebrae. Aliás, entendo que a legítima destinatária da homenagem é a Prefeitura e não a figura do prefeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A premiação é uma demonstração inequívoca da consideração, admiração e reconhecimento de outras cidades à posição de vanguarda de Mogi. Daí, o papel vital desempenhado pelo Sebrae, nos quatro cantos do País, como a melhor alavanca para expandir, com qualidade e solidez, as pequenas e médias empresas, assim como aperfeiçoar a atuação dos microempresários autônomos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fato é que a Prefeitura, sozinha, não faz nada. Também não há varinha de condão para mágicas. É com muito esforço, planejamento e parceiros, como o Sebrae, que se concretizam meios de atender as justas demandas da sociedade. A bênção é que o povo está colhendo os frutos do que semeamos. Todas as áreas, contudo, podem e devem ser aprimoradas. Longe da acomodação, nossa filosofia é a melhoria contínua. Nosso alento? Estamos no caminho certo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Junji Abe (DEM) é ex-prefeito de Mogi das Cruzes&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/555963871102255072-3154417969211530214?l=junjiabe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://junjiabe.blogspot.com/feeds/3154417969211530214/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2009/11/o-valor-dos-grandes-parceiros.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/3154417969211530214'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/3154417969211530214'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2009/11/o-valor-dos-grandes-parceiros.html' title='O valor dos grandes parceiros'/><author><name>Junji Abe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02003886204288353738</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S1TMS2vKYpI/AAAAAAAAAFY/MQQSK6tffTE/S220/junji-abe-blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/SvMwkpvQEOI/AAAAAAAAACo/aWTtZBGzUB8/s72-c/mogi+das+cruzes+34.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-555963871102255072.post-4681106415746877382</id><published>2009-10-30T15:40:00.016-02:00</published><updated>2009-11-05T18:24:30.013-02:00</updated><title type='text'>Jeito natural de nascer</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#000066;"&gt;Vejo com tristeza o ávido crescimento da taxa de cesarianas no mundo. Na contramão das recomendações do Poder Público e de instituições representativas da classe médica, cada vez mais mulheres buscam o parto cirúrgico em vez do método natural. Há argumentos dos mais variados. Um deles remete à maciça participação feminina no mercado de trabalho com o ilusório conceito de que a cirurgia exigiria da parturiente menor tempo de repouso. Outros estão associados ao incentivo de muitos médicos que alardeiam vantagens como ausência de dor, menor sofrimento e o planejamento do parto, com dia e hora marcados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recente estudo divulgado pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) mostra que a taxa de cesarianas subiu na rede privada brasileira. Atingiu 84,5% no ano passado contra os 79% registrados em 2004. Já no setor público, a média nacional gira em torno de 31%. No Estado de São Paulo não é diferente. Em todas as regiões paulistas, a proporção de partos cesarianos supera – e muito – o máximo de 15% recomendados pela Organização Mundial de Saúde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sou médico. Mas, como gestor público que fui quando comandei a Prefeitura de Mogi das Cruzes – Região Metropolitana de São Paulo, o nível de atenção à saúde da mulher foi um dos pontos que mais me chamou a atenção. Durante as reuniões do Plano de Governo Participativo – elaborado em conjunto com a população – ouvimos depoimentos chocantes, como o de Maria: 27 anos, seis filhos, o sétimo a caminho e nunca fizera exame de prevenção do colo do útero. A filha mais velha, de 14 anos, entrara no quinto mês de gestação sem ter passado por um único exame pré-natal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por quê? Nas palavras de Maria, confirmadas por outras centenas de mulheres, uma consulta com ginecologista parecia quase tão difícil quanto enfrentar as dores do parto. E se a criança já não tinha assistência no ventre da mãe, também não receberia cuidados adequados depois de nascer. Não por menos, a cada mil bebês que nasciam com vida, 44 morriam antes de completar o 1º ano. Esta era a realidade em 1999. Bem mais que dados afrontando as políticas vigentes na área da saúde, a morte dessas crianças torturava famílias, frustrava sonhos e violentava a dignidade do ser humano, transformando nascer e viver numa missão de alto risco. A mulher – gestante, lactente, mãe –, sofria as agruras de quem está no centro do redemoinho, à mercê da sorte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assumimos a Prefeitura em 2001 com uma filosofia de governo alicerçada na qualidade de vida dos moradores. Significa que o ser humano vem em primeiro lugar. É nele que está o foco. Tudo mais tem de ser ajustado a esse propósito. Fique claro que os cuidados começam quando ele ainda está na barriga da mãe. E se estendem ao longo de sua existência. São conceitos de prática obrigatória em todas as áreas da Administração Municipal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desinformação da população, precariedade do saneamento básico, inexistência ou baixa oferta de exames de diagnóstico e deficiências estruturais da rede municipal de saúde – escassez de profissionais e de equipamentos – emergiam como os principais fatores a serem atacados. Essas falhas do sistema municipal de saúde vitimavam, principalmente, a mulher. É ela quem vive o drama da gravidez não ou mal assistida. É ela quem assume a maior e mais importante parcela de responsabilidade pela criação dos filhos. É ela quem orienta e monitora as ações cotidianas em casa. É ela o agente da formação e transformação de hábitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses e outros motivos tornaram cristalino o fato de que qualquer avanço em saúde depende da qualidade do atendimento à mulher. Daí, o motivo da revolução levada adiante pela Prefeitura. Reorganizamos a rede municipal, otimizamos recursos existentes, ampliamos e aperfeiçoamos o atendimento, a frota de ambulâncias e, &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/SussbsA-kBI/AAAAAAAAACA/Fb2hwQpF36A/s1600-h/Pro+Mulher+Ultrassom+Sr%C2%AA+Gilmara+100304+dig05.jpg"&gt;&lt;/a&gt;em especial, o time de profissionais. Por exemplo, em &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/Susu1bBa_CI/AAAAAAAAACY/etmVyXe4KUU/s1600-h/007+Pro+Mulher+exame+Simone+Peres.jpg"&gt;&lt;/a&gt;pouco mais de um ano, o número de ginecologistas subiu de 16 para 40; e o de pediatras, de 28 para mais de 60.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/SustqSU_0rI/AAAAAAAAACI/-3tRcz_zg2w/s1600-h/010+Pro+Mulher+Ultrassom.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 140px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5398458782831334066" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/SustqSU_0rI/AAAAAAAAACI/-3tRcz_zg2w/s200/010+Pro+Mulher+Ultrassom.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O pacote de medidas incluiu o reforço dos programas de vacinação, a instalação do Laboratório Municipal de Análises Clínicas e sete unidades do Programa Saúde da Família. Não bastasse, desenvolvemos um novo conceito de assistência à população feminina, materializado na operação do Pró-Mulher. Junto com ele, veio uma bateria &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/SusvdNuOT9I/AAAAAAAAACg/0aIHJmwdl3U/s1600-h/007+Pro+Mulher+exame+Simone+Peres.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 134px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5398460757279920082" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/SusvdNuOT9I/AAAAAAAAACg/0aIHJmwdl3U/s200/007+Pro+Mulher+exame+Simone+Peres.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;de benefícios. Desde a completa assistência Pré-Natal até programas dirigidos à gestação de alto risco, passando pelo combate às carências nutricionais planejamento familiar para evitar a gravidez precoce e saúde bucal para gestantes e bebês. Ao mesmo tempo, instalamos o Comitê de Investigação de Óbito Materno-Infantil.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#000066;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Investimos mais. Lançamos a segunda unidade do Pró-Mulher, i&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/SusrOOtBTjI/AAAAAAAAABw/-ts_dSExRFs/s1600-h/003+Pro+Mulher+2+inicio+atendimento.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 288px; FLOAT: right; HEIGHT: 197px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5398456101798759986" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/SusrOOtBTjI/AAAAAAAAABw/-ts_dSExRFs/s320/003+Pro+Mulher+2+inicio+atendimento.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;mplantamos o Pró-Parto, o Promeg (distribuição gratuita de medicamentos), o Pró-Criança e o Programa Saúde na Comunidade – que leva um mutirão de serviços aos bairros onde não há unidades de saúde –, entre dezenas de outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O município também assumiu as ações básicas de Vigilância em Saúde, com destaque para os trabalhos de orientação e campanhas de prevenção. Em 2006, Mogi ganhou um Centro de Controle de Zoonoses, dotado de tecnologia de ponta e classificado como um dos mais modernos do País. A estrutura permitiu, por exemplo, a inédita campanha de esterilização gratuita de cães e gatos, além da vacinação em massa. Até 2000, sequer tinha veterinários na rede.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bom citar que reativamos a produção conjunta entre as três esferas de governo que movimentam as engrenagens da saúde pública. O Estado concluiu a ampliação do Hospital Luzia de Pinho Melo. Já o trabalho integrado entre governos e sociedade viabilizou o processo de recuperação da Santa Casa. Quanto maior a sinergia entre esses parceiros, melhor a produtividade e maiores os dividendos da população.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mortalidade infantil cai 47%&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O conjunto de ações repercutiu sobre as taxas de mortalidade materna e infantil. Em 2002, o indicador já havia caído de assombrosos 21,5, do ano 2000, para 17,3 por mil nascidos vivos. Em 2005, ficou em 12,9 mortes a cada mil nascimentos. Pela primeira vez na história, o município teve menos mortes de bebês que a média registrada no Estado (13,5). Dados da Fundação Seade mostram queda de 47% nos últimos nove anos. &lt;strong&gt;O ano de 2008 terminou com 11,3 mortes, índice que pode ser comparado aos de países do Primeiro Mundo&lt;/strong&gt;. É lógico que ainda não estamos satisfeitos. Todos os esforços perseguem o ideal de zerar a mortalidade infantil e materna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo, cresceu o número de gestantes adeptas do parto normal em relação àquelas que recorrem à cesariana. Agora, nossas expectativas se voltam para a continuidade das ações que revolucionaram o jeito de lidar com a saúde do povo. E que dão bons frutos. É preciso manter ativos as campanhas de conscientização e os esforços coletivos para reduzir a taxa de cesarianas no Brasil. A meta é que cada vez mais mulheres optem pelo método natural. E tenham toda assistência para sustentar esta escolha. Tanto no sistema público quanto na rede privada.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#000066;"&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Junji Abe (DEM) é ex-prefeito de Mogi das Cruzes&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/555963871102255072-4681106415746877382?l=junjiabe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://junjiabe.blogspot.com/feeds/4681106415746877382/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2009/10/jeito-natural-de-nascer.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/4681106415746877382'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/4681106415746877382'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2009/10/jeito-natural-de-nascer.html' title='&lt;strong&gt;Jeito natural de nascer&lt;/strong&gt;'/><author><name>Junji Abe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02003886204288353738</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S1TMS2vKYpI/AAAAAAAAAFY/MQQSK6tffTE/S220/junji-abe-blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/SustqSU_0rI/AAAAAAAAACI/-3tRcz_zg2w/s72-c/010+Pro+Mulher+Ultrassom.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-555963871102255072.post-6446610001566249088</id><published>2009-10-28T15:35:00.019-02:00</published><updated>2009-11-05T18:25:09.906-02:00</updated><title type='text'>Além das comemorações</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Passada a comoção das festividades do Centenário da Imigração Japonesa n&lt;/span&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/SuiL7zcDaMI/AAAAAAAAABo/OMwTwUY7O9g/s1600-h/inaugura-dropgal3-280608.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/SuiLqgPPQ2I/AAAAAAAAABg/ybc9kqPRLiw/s1600-h/inaugura-dropgal3-280608.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;o Brasil, entram em foco os desdobramentos da relação bilateral entre os dois países. Brasileiros e japoneses têm pela frente o desafio de transformar a irmandade instalada há 100 anos em conexão permanente para o desenvolvimento mútuo nos diversos campos do conhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse foi o cerne do Simpósio de Avaliação do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil, promovido pela Fundação Japão. Foram dois dias de atividades divididas em oito grupos de trabalho para abordar, com a participação de debatedores ilustres, as múltiplas faces da imigração japonesa, seus reflexos na sociedade brasileira, os resultados da integração entre os dois povos e as perspectivas para o futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Toda vez que você beber água de um poço, precisa fazer uma profunda reflexão no sentido de agradecer todas as pessoas que trabalharam para construí-lo”. Com esta frase, traduzida de um poema japonês, o diretor da Fundação Japão, Jo Takahashi, enfatizou a importância do sentimento de gratidão no contexto. Os agradecimentos estendem-se a todos que trabalharam anonimamente para o êxito das ações dos imigrantes, assim como para a evolução da relação bilateral Brasil-Japão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este sentimento de gratidão é muito forte em mim. Desde criança, ouvia dos meus avós e pais, imigrantes japoneses, que era preciso “amar este País, de todo coração, ajudar o povo em tudo o que for possível e fazer mais pelo Brasil que os próprios brasileiros”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais do que palavras na mente da criança que fui, são princípios gravados na alma do homem que sou. Traduzem gratidão à Nação que acolheu a nossa e tantas famílias vindas do outro lado do mundo. Demonstram o afeto por esta gente alegre, hospitaleira e carinhosa que passou por cima de todas as diferenças, não viu barreiras culturais e nem de idioma para interagir e estabelecer os laços que se consolidaram sob a linguagem universal da emoção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A coincidência do último ano da nossa administração à frente da Prefeitura de Mogi das Cruzes com a data histórica do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil nos levou a buscar algo que resgatasse a lembrança da epopéia de dificuldades, sofrimento e de mil obstáculos superados. E que mantivesse aceso nos descendentes o dever e o prazer da gratidão ao povo brasileiro. Mas também desse, a todos nós, brasileiros, a chance de reafirmar a admiração e o reconhecimento aos batalhadores do País do Sol Nascente. Ao mesmo tempo, que nos permitisse agradecê-los pelo tanto que fizeram pelo desenvolvimento da nossa Pátria. E por semearem a credibilidade, organização, solidariedade, disciplina, seriedade, amor ao trabalho e outros valores tão nobres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha de ser algo que propiciasse, por no mínimo mais 100 anos, o contínuo fortalecimento da relação bilateral entre Brasil e Japão. E que fomentasse o vigoroso intercâmbio tecnológico, ambiental, econômico-financeiro, cultural e tantos outros, avançando, além do tempo, o aprendizado mútuo inaugurado com o convívio entre os dois povos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, não era só. Tinha de ser algo que retribuísse, pelo menos um pouco da confiança e da amizade ofertadas pelos brasileiros. Em especial, pelos mogianos. Tinha de ser algo grandioso como a ligação entre os dois povos. E vivo, capaz de evoluir, transformar e de ser transformado.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/SuiD-SamaZI/AAAAAAAAABA/UdpiduFJEJQ/s1600-h/ambientes-int-280608.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/SuiGAkw5k-I/AAAAAAAAABQ/clPVrOErbSU/s1600-h/ambientes-int-280608.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/SuiJxN1dLKI/AAAAAAAAABY/0IkhuoM-nQA/s1600-h/ambientes-int-280608.jpg"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 400px; FLOAT: left; HEIGHT: 260px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5397715632024005794" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/SuiJxN1dLKI/AAAAAAAAABY/0IkhuoM-nQA/s400/ambientes-int-280608.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;br /&gt;Assim, surgiu o Parque Centenário. Erguido sobre uma área degradada onde só havia crateras herdadas da intensa exploração mineral, às margens do vital e lendário Tietê que, solitário e calado, chorava a devastação. Seguindo a lição dos imigrantes que coloriram nossas terras com a produção agrícola, recuperamos o espaço de 215 mil metros quadrados. Centenas de cerejeiras – símbolo do Japão – compartilham espaço com os nacionais ipês, paus-Brasil e quaresmeiras, avivando a paisagem em perfeita sintonia. Tal qual o relacionamento entre japoneses e brasileiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agregando valor cultural, destacam-se equipamentos e atrações, como o Memorial da Imigração, Memorial do Parque, Memorial de Seki e Toyama – cidades-irmãs de Mogi –, Espaço Bom Odori e Samba, Ilha do Torii, balsa, pontes flutuantes, chafariz, ponte em arco, playground, mini-campo de futebol, quadra de vôlei, chalés, churrasqueiras, uma fantástica réplica do Navio Kasato Maru e o Pavilhão das Bandeiras unindo os estados brasileiros às províncias japonesas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um espaço que revigora os ânimos exibindo a prova de que nenhuma adversidade é intransponível. É branco, amarelo, preto, vermelho, de todas as cores, furta-cor. Está acima das raças e crenças. É multicultural. Também faz um chamado à necessidade de sonhar sempre. E de trabalhar para realizar cada sonho. É ainda um tributo à fé na humanidade, à grandeza dos sentimentos, ao valor da amizade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Parque Centenário materializa a reciprocidade de sentimentos. Homenageia japoneses e descendentes com a memória da imigração e a reprodução de ícones da arquitetura nipônica. Homenageia os mogianos com um espaço público para o lazer, atividades culturais e, principalmente, para incentivar o convívio familiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os ricos debates que se processaram ao longo do Simpósio renovaram minha convicção de que o Parque Centenário abriga os conceitos fundamentais definidos para homenagear, em mão dupla, os 100 anos da Imigração Japonesa no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/SuiE-bp4qPI/AAAAAAAAABI/VsPVqsUH1LE/s1600-h/wagner-e-kelly-int-280608.jpg"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 274px; FLOAT: right; HEIGHT: 220px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5397710361513732338" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/SuiE-bp4qPI/AAAAAAAAABI/VsPVqsUH1LE/s320/wagner-e-kelly-int-280608.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;br /&gt;Isto, porque não termina com as festividades. Ao contrário, abre contínuos horizontes de possibilidades. E faz ecoar, de Mogi para o mundo, o genuíno exemplo de intercâmbio plural, cooperação mútua, coexistência pacífica e verdadeira amizade entre Brasil e Japão. Foi assim há um século. É assim hoje. Será ainda mais amanhã. Em especial, porque nutro a fé de que, com a luz divina, havemos de ter êxito na perseguição dos objetivos primordiais de toda a humanidade – igualdade, com respeito à diversidade, justiça social, qualidade de vida e paz. Afinal, já temos um bom começo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#000066;"&gt;Junji Abe (DEM) é ex-prefeito municipal de Mogi das Cruzes&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/555963871102255072-6446610001566249088?l=junjiabe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://junjiabe.blogspot.com/feeds/6446610001566249088/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2009/10/alem-das-comemoracoes.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/6446610001566249088'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/6446610001566249088'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2009/10/alem-das-comemoracoes.html' title='Além das comemorações'/><author><name>Junji Abe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02003886204288353738</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S1TMS2vKYpI/AAAAAAAAAFY/MQQSK6tffTE/S220/junji-abe-blog.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/SuiJxN1dLKI/AAAAAAAAABY/0IkhuoM-nQA/s72-c/ambientes-int-280608.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-555963871102255072.post-8874547974495710704</id><published>2009-10-21T19:16:00.006-02:00</published><updated>2009-11-05T18:25:39.802-02:00</updated><title type='text'>Certeza na mente e pés no chão</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#000066;"&gt;Não sou engenheiro ambiental nem biólogo ou tampouco especialista em gestão de recursos sólidos. Sou, acima de tudo, um ser humano, em pleno exercício da cidadania, que preza o direito de viver, respeita a biodiversidade e tem a convicção de agir, com todas as forças, para evitar o extermínio da qualidade de vida do cotidiano das gerações futuras no planeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como tal, me sinto no dever de rechaçar, veementemente, a ideia de implantação de um novo aterro sanitário. Seja em Mogi das Cruzes ou qualquer outra região. E tanto faz que seja um empreendimento da Queiroz Galvão, do Zé ou do Mané. O fato imutável é que enterrar lixo é um sistema arcaico, extremamente danoso ao meio ambiente e um inimigo voraz da qualidade de vida. Não adianta dizer que este ou aquele modelo de aterro é adequado, porque cumpre as normas de órgãos governamentais. Isto não existe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para se ter noção da herança maldita de um aterro, basta citar que, esgotada a vida útil do empreendimento, é necessário desenvolver um Plano de Recuperação Ambiental (PRAD) para a área, invariavelmente gigantesca. E pasmem: o local não pode ser aproveitado para absolutamente nada por 40 anos. É o sepultamento do que foi enterrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falar em aterro sanitário moderno é o supra-sumo da contradição. É tão incoerente quanto mesquinho no mundo globalizado, onde a informação trafega sem fronteiras. Já se vão mais de três décadas que outros países utilizam alternativas ambientalmente adequadas e viáveis sob o aspecto econômico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Das tecnologias empregadas, a mais comum é a incineração dos descartes que não podem ser reciclados. É uma etapa antecedida por coleta seletiva e triagem. Em países como o Brasil, onde há produção agrícola em larga escala, é possível aproveitar a riqueza do lixo e reduzir o volume de detritos a ser incinerado. Basta submeter os resíduos orgânicos à usina de compostagem, que gera corretivo de solo e adubo para as lavouras &lt;em&gt;(veja detalhes na postagem “A gestão do lixo”, de 06/10/09)&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Região do Alto Tietê – que engloba dez municípios – vive uma situação crítica para destinação final do lixo. Dos aterros licenciados, um foi interditado e o outro terá sua capacidade esgotada em curto espaço de tempo. Em reunião para tratar do assunto, os prefeitos ouviram do secretário de Estado do Meio Ambiente, Xico Graziano, a abominável afirmação de que a melhor solução para o problema é a implantação de um aterro sanitário regional. E devolveu a batata quente aos governantes municipais, que saíram da Secretaria com a incumbência de estudar áreas para acomodar o malfadado empreendimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, poupem-nos, todos, dos contornos surreais do caso. Não faz nem três anos que Mogi das Cruzes, a duras penas, derrotou o espectro de virar sede do aterro projetado pela Construtora Queiroz Galvão. A repulsiva ideia, então, arquivada corre o risco de retornar à pauta de análises dos órgãos ambientais. De carona no drama da destinação do lixo, a empresa já havia pedido a reabertura do processo de licenciamento. Agora, somou a seu favor a manifestação do secretário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O escabroso plano da empresa é instalar um aterro no Distrito Industrial do Taboão, em Mogi – o maior e único espaço disponível na Região Metropolitana para expansão empresarial. São mais de 12 milhões de metros quadrados, o bastante para abrigar 80 empresas, empregar 45 mil pessoas e injetar nos cofres públicos cifra anual de R$ 40 milhões referentes a impostos. Autorizar a instalação de um aterro sanitário regional na área seria macular esse horizonte com uma cortina de repulsa a outros investimentos. E pior: mutilar a perspectiva de desenvolvimento da Cidade e de ascensão da qualidade de vida do povo mogiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A importância do Taboão no contexto sócio-econômico não se cinge ao território mogiano. É lá que também está a possibilidade de empregos e geração de renda para habitantes de cidades vizinhas, como Biritiba Mirim e Salesópolis, onde severas restrições ambientais impedem a instalação de empresas e o consequente aumento do nível de empregabilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por todos estes motivos, a sociedade não pode ficar silente nem passiva. O que está em jogo é a vida, projetada no ambiente que deixaremos para nossos filhos e netos. Em Mogi, já foi resgatado o Movimento “Aterro Não!”, do qual faço parte, com muito orgulho e uma determinação maior ainda: vamos provar às autoridades que existe solução viável para destinar os rejeitos domiciliares sem massacrar o meio ambiente. E exigir que a Cidade e a Região tenham a atenção de direito dos governos estadual e federal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os integrantes do Movimento trabalham intensamente para realizar o Fórum com o objetivo de apresentar sistemas alternativos para o tratamento de lixo, envolvendo toda a sociedade no debate. Embora muitos se espantem, a adequada destinação do lixo tem a mesma importância do recolhimento e tratamento dos esgotos domésticos. Em ambos os casos, os procedimentos corretos significam preservação ambiental e melhoria da saúde pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também não há que se dizer que os custos inviabilizam sistemas alternativos aos aterros. Há empresas que se propõem a efetivar empreendimentos a custo zero para os cofres públicos. E mesmo que seja necessário bancar o investimento, os resultados são compensadores. Ou alguém acha que é caro demais garantir a qualidade de vida das gerações futuras?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisamos conhecer tecnologias apropriadas à gestão dos resíduos domiciliares, sob os aspectos de prudência ambiental, viabilidade econômica e ganho social, para selecionar o projeto que melhor atende às necessidades da região. A partir daí, lutar pela sua execução, convencendo as autoridades a responderem com eficiência e sensatez o justo clamor popular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, faço um apelo a cada cidadão mogiano: venha participar do fórum, engrossar o coro do Movimento, levantar a voz contra o aterro e gritar pela adoção de um sistema adequado de destinação dos resíduos domiciliares. Estendo o pleito a todos os moradores do Alto Tietê porque está claro que a solução para o problema do lixo tem de ser regional. E, acima de tudo, coerente. Até porque a Região é pólo produtor de água para a Grande São Paulo e conserva significativas porções de Mata Atlântica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entendo que não basta livrar Mogi das Cruzes do aterro sanitário. É preciso extinguir a prática de enterrar os descartes domésticos, dando ao lixo os mecanismos da imprescindível transformação para assegurar o ciclo da vida. Já temos a certeza na mente e os pés no chão. Agora, precisamos nos manter unidos e fortes para fazer valer nossa vontade, resguardando nosso direito ao desenvolvimento sustentável, com qualidade de vida. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Junji Abe (DEM) é ex-prefeito municipal de Mogi das Cruzes&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/555963871102255072-8874547974495710704?l=junjiabe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://junjiabe.blogspot.com/feeds/8874547974495710704/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2009/10/certeza-na-mente-e-pes-no-chao.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/8874547974495710704'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/8874547974495710704'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2009/10/certeza-na-mente-e-pes-no-chao.html' title='Certeza na mente e pés no chão'/><author><name>Junji Abe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02003886204288353738</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S1TMS2vKYpI/AAAAAAAAAFY/MQQSK6tffTE/S220/junji-abe-blog.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-555963871102255072.post-4743608860182339538</id><published>2009-10-08T15:20:00.010-03:00</published><updated>2009-11-05T18:26:01.908-02:00</updated><title type='text'>Migalhas de reforma eleitoral</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;É evidente que as intervenções pontuais realizadas na minirreforma política e eleitoral ainda estão muito distantes da imprescindível reforma, modelada com justiça e eficiência. Do que se fez, entendo que a liberação do uso da internet foi positiva. Não fazia sentido caminhar na contramão da atualidade, impondo restrições à utilização da rede mundial ou equiparando a ferramenta a veículos de comunicação como rádio e TV.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fato é que, enquanto não houver coragem para efetivar uma profunda e irrestrita reforma política e eleitoral, capaz de atender as necessidades do País e da população, as intervenções pontuais não passarão de remendos. É como criar um Frankenstein, a partir de restrições que, de tão incoerentes, acabarão tirando do povo o direito de conhecer, analisar e escolher os candidatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há que se falar em igualdade de condições sem que haja a mesma possibilidade de exposição a todos os concorrentes. Ocorre que isto não se dará enquanto perdurarem graves distorções no sistema político-eleitoral. Começa pelo excesso de partidos políticos. Entendo que não deveria haver mais de seis, de forma que todos se apresentassem fortalecidos, sustentando as respectivas ideologias e exercendo real poder de decisão. Assim, sólidas, as agremiações seriam o porto seguro da democracia, o melhor regime existente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outras palavras, a legenda responderia pelos candidatos, neutralizando o personalismo em benefício do partido. Isto também viabilizaria o trabalho imparcial da Imprensa e resgataria a governabilidade porque o detentor do mandato, eleito, não seria o agente de negociações com quem quer que fosse. Tudo ficaria a cargo do partido. Somado a isso, vale frisar que sou adepto incondicional do voto distrital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A política é a arte de praticar o bem comum. Porém, a atuação irresponsável de determinados políticos joga toda a classe política na vala comum do descrédito, esfacelando o único elemento que une homem público e população: a confiabilidade. É uma sintética exposição da minha opinião, considerando a multiplicidade de transformações de que o sistema necessita para cumprir sua função social. Resumindo, chega de remendar a legislação com maquiagem chula. Já passa da hora de executar a verdadeira reforma político-eleitoral. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;Junji Abe (DEM) é ex-prefeito municipal de Mogi das Cruzes&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/555963871102255072-4743608860182339538?l=junjiabe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://junjiabe.blogspot.com/2009/10/migalhas-de-reforma-eleitoral.html' title='Migalhas de reforma eleitoral'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://junjiabe.blogspot.com/feeds/4743608860182339538/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2009/10/migalhas-de-reforma-eleitoral.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/4743608860182339538'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/4743608860182339538'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2009/10/migalhas-de-reforma-eleitoral.html' title='Migalhas de reforma eleitoral'/><author><name>Junji Abe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02003886204288353738</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S1TMS2vKYpI/AAAAAAAAAFY/MQQSK6tffTE/S220/junji-abe-blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-555963871102255072.post-1852792723647214490</id><published>2009-10-06T12:26:00.014-03:00</published><updated>2009-11-05T18:26:24.472-02:00</updated><title type='text'>A gestão do lixo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#000066;"&gt;De fato, é nosso dever cuidar da adequada destinação final do lixo para garantir o bem-estar das gerações futuras. O primeiro projeto de Lei que apresentei como deputado estadual, logo que fui empossado no cargo em 1991, previa a criação de consórcios para instalação de usinas de compostagem. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Como cidadão, reafirmo total contrariedade ao modelo obsoleto de enterrar lixo. Enquanto prefeito de Mogi das Cruzes, recusei a cessão de uma área escolhida pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente. Explico: o que se pretendia fazer era utilizar a verba federal do PNMA II (Programa Nacional do Meio Ambiente) na instalação de um aterro sanitário regional – para receber detritos de todo o Alto Tietê – ao lado do Lixão da Volta Fria, aquele que, com muito esforço, tínhamos conseguido desativar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000066;"&gt;Justificando nossa repulsa à malfadada ideia, mostramos ao representante do Estado no PNMA II, Martinus Filet, o conceito do tratamento que consideramos viável para a questão, em nível regional. Consiste na prática eficiente da coleta seletiva, operação de centrais de triagem, implantação de usinas de compostagem – três bastariam para a Região – e, posteriormente, a instalação da usina de incineração (a chamada Usina Verde). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000066;"&gt;Aí, sim, Mogi estaria pronta para ceder área, começando por abrigar uma usina de compostagem. É nesta direção que trabalhamos após a desativação do Lixão da Volta Fria. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000066;"&gt;A usina verde tem custo estimado em cerca de R$ 300 milhões. Já a usina de compostagem, que transforma resíduos sólidos em adubo orgânico, demanda bem menos – algo em torno de R$ 2 milhões. Aliás, era este investimento que pretendíamos fazer na área vizinha ao antigo Vazadouro da Volta Fria. A simples operação de uma unidade de compostagem aumentaria muito a vida útil dos aterros sanitários e, por fim, a usina verde sepultaria a existência deles. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000066;"&gt;A efetivação do projeto em duas etapas leva em conta as dimensões continentais do Brasil, a agricultura pujante como consumidora de adubo orgânico, as necessidades da população, valores dos investimentos e o prazo para revisar a legislação vigente incluindo diretrizes à operação de novas tecnologias na gestão de resíduos sólidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000066;"&gt;Vou dar números. Se, atualmente, a Região produz entre 500 e 600 toneladas diárias de lixo, com os processos de coleta seletiva, reciclagem e compostagem, o volume cairia aproximadamente 70% - baixando para cerca de 120 toneladas por dia. Seria esta carga – equivalente a 30% do total gerado – que iria para a usina de incineração (verde), produzindo energia elétrica. Ao final, restariam menos de oito toneladas (perto de 6%) de cinzas, devidamente transformados em fertilizantes e componentes de materiais para construção civil, como asfalto e concreto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000066;"&gt;Para preparar o estudo, nos municiamos das mais privilegiadas fontes. Já em 2006, eu e demais representantes das cidades integrantes da Amat (Associação dos Municípios do Alto Tietê), visitamos a Universidade Federal do Rio de Janeiro para conhecer o protótipo da usina de incineração – a única do País – que opera com capacidade minúscula – seis toneladas de resíduos por dia. Só Mogi produz cerca de 250 toneladas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000066;"&gt;Em 2007, visitei três das 17 usinas de incineração existentes na cidade de Nagoya, no Japão. Do total de lixo domiciliar gerado, 30% são reciclados por conta da adesão popular à coleta seletiva. Os 70% restantes seguem para as usinas. A maior parcela vira energia, aproveitada nas áreas urbanas do entorno. Sobram de 5% a 6% do volume total, transformados em fertilizantes e componentes para construção civil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000066;"&gt;Todos estes fatos e nosso parecer estão devidamente registrados nas atas das reuniões da Amat. A maioria foi noticiada pela Imprensa. A primeira sinalização positiva da Secretaria do Meio Ambiente à proposta das usinas de compostagem veio no final de 2007, com a informação de que o Estado faria os projetos executivos das unidades, o que possibilitaria aos municípios se organizarem em consórcios. Ocorre que o plano não avançou porque, em 2008, tudo ficou suspenso em função das restrições impostas pela Lei Eleitoral. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000066;"&gt;No final de 2008, em nova reunião com Martinus Filet, soubemos que o projeto da usina verde não poderia ser desenvolvido em menos de quatro anos porque a questão da emissão de gases e outros aspectos relacionados ao empreendimento ainda não estavam regulamentados. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000066;"&gt;Apesar das eleições municipais, não há necessidade de começar o processo da estaca zero. Não só a Prefeitura de Mogi como a Amat tem elementos suficientes para buscar esta conquista: melhorar a coleta seletiva, viabilizar a reciclagem, implantar usinas de compostagem e, posteriormente, instalar a usina de incineração (verde). No mais, estou à disposição para participar de um debate público sobre o tema e contribuir tanto quanto possível na solução do problema.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;em&gt;Junji Abe (DEM) é ex-prefeito municipal de Mogi das Cruzes&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/555963871102255072-1852792723647214490?l=junjiabe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://junjiabe.blogspot.com/2009/10/gestao-do-lixo.html' title='A gestão do lixo'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://junjiabe.blogspot.com/feeds/1852792723647214490/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2009/10/gestao-do-lixo.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/1852792723647214490'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/1852792723647214490'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2009/10/gestao-do-lixo.html' title='A gestão do lixo'/><author><name>Junji Abe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02003886204288353738</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S1TMS2vKYpI/AAAAAAAAAFY/MQQSK6tffTE/S220/junji-abe-blog.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-555963871102255072.post-2979609697140368680</id><published>2009-10-05T12:12:00.007-03:00</published><updated>2009-11-05T18:27:57.103-02:00</updated><title type='text'>Releitura de 15 anos do Plano Real</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#000066;"&gt;É preciso trazer à luz os fatos que caracterizaram o cenário nacional ao longo de quase duas décadas, entre o início dos anos 70 e o lançamento do Plano Real, em 1994.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os primeiros sinais de inflação foram detectados em 1975 e se transformaram numa escalada inflacionária crescente ao longo dos anos seguintes. Tanto, que houve uma sequência de planos emergenciais para estabilização da moeda – Cruzado, Verão, Bresser, Collor e outros. Todos naufragaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil vivia uma situação caótica com índices inflacionários que atingiam 90% ao mês. As classes produtivas e trabalhadora foram as mais sacrificadas. A proliferação da desigualdade social se deu em proporções nunca vistas na história do País. Quem produzia e trabalhava, só perdia dinheiro. Quem aplicava no mercado financeiro – os poucos abastados – , só ganhava dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi o tempo da ciranda financeira com concentração de renda nas mãos de poucos privilegiados e a acelerada deterioração da qualidade de vida do povo. As remarcações de preços ocorriam diversas vezes num período de 24 horas. O salário recebido num dia perdia cerca de 20% do poder de compra nas 48 horas seguintes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As contínuas quedas de padrão sócio-econômico davam a tônica da situação. Aqueles que se enquadravam na classe B, caíam para C ou D e, assim, sucessivamente, levando para as favelas ocupantes de habitações de nível médio e para debaixo das pontes quem já vivia em submoradias. Paralelamente, o governo não dispunha de recursos para investimentos em setores básicos, sepultando a qualidade de serviços públicos. O País chegou a ter 40 milhões de brasileiros vivendo abaixo da linha da pobreza. Muitos fizeram o caminho inverso de seus antecessores – os imigrantes –, buscando sustento em países europeus, nos Estados Unidos e Japão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi este o cenário encontrado pelo, então, senador Fernando Henrique Cardoso que, a convite do presidente Itamar Franco, assumiu o Ministério da Fazenda. Do trabalho dele e de uma equipe plural de economistas, nasceu o Plano Real, o único extremamente consistente e que não naufragou na meta de estabilização da moeda nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo da sua existência, o Plano Real passou por uma série de ajustes para associar a manutenção da moeda forte à necessidade de adequação à globalização da economia e a consequente concorrência internacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fato é que o alcance das metas do Plano Real está umbilicalmente ligado ao desempenho de Fernando Henrique em seus mandatos na Presidência da República. Foi na gestão dele que surgiu um instrumento essencial ao suporte das ações para estabilização econômica: a Lei de Responsabilidade Fiscal, que colocou os governos – nas três esferas de Poder – sob austera vigilância para o cumprimento do equilíbrio orçamentário fiscal e financeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas ações efetivas resgataram o Brasil do fundo do poço. Os setores produtivos evoluíram e, junto com eles, a oferta de emprego e a riqueza. A desigualdade social começou a diminuir e a classe média voltou a ter representatividade na composição da pirâmide social. Os avanços estão explícitos no cotidiano dos brasileiros que passaram a ter condições de acesso a bens antes restritos a poucos, como moradia, eletro-eletrônicos, celulares e carros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não por menos, embora a densidade populacional do Brasil tenha crescido em aproximadamente 60 milhões de habitantes nos últimos 15 anos, o número de brasileiros vivendo abaixo da linha da pobreza caiu mais de 50% em relação ao início dos anos 90.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também não foi à toa que o governo Lula abandonou os discursos de campanha para seguir os princípios de gestão adotados por Fernando Henrique. Digo isto com a honestidade de quem acredita que o que realmente importa é que os brasileiros tenham uma vida melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém bate o Brasil em três reinos: animal, vegetal e mineral. Temos todas as condições de evoluir economicamente, com justiça social, prudência ambiental e austeridade no Poder Público. Ao governo, cabe cuidar com total desvelo dos setores que considero elementares – Educação, Saúde, Segurança, Habitação, Infraestrutura e Saneamento Básico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao futuro do Plano Real, há de se cuidar da correta aplicação do dinheiro público combatendo o déficit causado por desajustes de gestão no controle de gastos. Isto vale para as três esferas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria eficiente se todos os municípios da Federação seguissem práticas de Mogi das Cruzes. Como exemplos, cito os gastos com folha de pagamentos que ficam limitados à faixa dos 35% da arrecadação. Há também o cuidado de priorizar e hierarquizar as necessidades coletivas nos setores essenciais, respeitar e preservar o meio ambiente e impulsionar a iniciativa privada, tanto quanto possível, para gerar empregos e renda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entendo que falta ao Brasil realizar uma grande reforma no sistema político e eleitoral, viabilizando maior participação da sociedade nas decisões de governo. Este é o caminho para efetivar as outras imprescindíveis reformas – Tributária, Previdenciária e Trabalhista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suma, a longevidade do Plano Real depende do nível de responsabilidade e comprometimento dos governos. Afinal, temos quase todos os elementos para consolidar, com sustentabilidade, o desenvolvimento econômico e social. Portanto, podemos projetar uma vida melhor.” &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;color:#000066;"&gt;Junji Abe (DEM) é ex-prefeito municipal de Mogi das Cruzes&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/555963871102255072-2979609697140368680?l=junjiabe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://junjiabe.blogspot.com/2009/10/releitura-de-15-anos-do-plano-real.html' title='Releitura de 15 anos do Plano Real'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://junjiabe.blogspot.com/feeds/2979609697140368680/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2009/10/releitura-de-15-anos-do-plano-real.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/2979609697140368680'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/555963871102255072/posts/default/2979609697140368680'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://junjiabe.blogspot.com/2009/10/releitura-de-15-anos-do-plano-real.html' title='Releitura de 15 anos do Plano Real'/><author><name>Junji Abe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02003886204288353738</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://4.bp.blogspot.com/_SW0DlQpTCSg/S1TMS2vKYpI/AAAAAAAAAFY/MQQSK6tffTE/S220/junji-abe-blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
