(Foto: Luciano Pascoal/Arquivo Embrapa Soja)
#DestaqueMundial – A revista
norte-americana Time publicou a lista de 100 pessoas mais influentes do
mundo. Nela, constam três brasileiros:
- Wagner Moura: ator, aclamado
internacionalmente, com destaque pela sua atuação no filme “O Agente Secreto”.
- Luciano Moreira: pesquisador da
Fiocruz que lidera o World Modquito Program no Brasil, utilizando a técnica Wolbachia
para combater doenças como dengue, zika e chikungunya.
- Mariângela Hungria: pesquisadora da Empresa
Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Soja, reconhecida por seu
trabalho com micro-organismos do solo, que aborda o uso de biofertilizantes reduzindo
a dependência de fertilizantes químicos que têm no Brasil um dos maiores
consumidores.
Destaco a Doutora Mariângela Hungria, vencedora
do World Food Prize 2025, considerada a mais importante premiação da
agricultura mundial e reconhecida como o Nobel da Alimentação e Agricultura.
Residente há 30 anos em Londrina/PR, ela dedicou a carreira a insumos
biológicos para substituir os fertilizantes químicos, com pesquisas em fixação
biológica do nitrogênio. Segundo a Embrapa Soja, essa substituição gera uma
economia ao Brasil de até US$ 25 bilhões por ano em fertilizantes químicos,
além da redução de impactos ambientais com a diminuição da emissão de gases de
efeito estufa.
O trabalho se concentra em selecionar
microrganismos benéficos, como bactérias e fungos, e torná-los mais eficientes,
sendo aplicados nas sementes ou no solo. Funcionam como fertilizantes naturais,
diminuindo a necessidade de produtos químicos. “Eu queria trabalhar com
agricultura ou com meio ambiente, produzir alimentos, porque ficava muito
triste quando eu via uma pessoa na rua passando fome”, conta ela, relembrando a
infância.
Engenheira Agrônoma pela USP, Mariângela
fez mestrado e doutorado com teses em fixação biológica do nitrogênio e
ingressou na Embrapa em 1982. Essa tecnologia fez do Brasil o país que tem a
maior taxa de inoculação do mundo na produção de soja, com 85% da cultura
usando insumo biológico. Somente com a soja, em 2025, foram 230 milhões de
toneladas de CO2 a menos. Os agricultores brasileiros economizaram cerca de US$
25 bilhões e deixaram de emitir 230 milhões de toneladas métricas equivalentes
de dióxido de carbono.
“Produzir alimentos é importante, mas
não basta para enfrentar a fome, por isso defendo um esforço interdisciplinar.
Como legado desejo deixar uma homenagem às mulheres na agricultura, que passam
da avó pra mãe e pra filha o cultivo das ervas medicinais, pois elas cuidam das
hortas comunitárias”, observa a pesquisadora a quem manifesto extrema gratidão pelo
grande trabalho em prol da humanidade, diferentemente dos pseudolíderes que só
pensam em poder e deflagram conflitos e guerras. #PesquisadoraMil
Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo

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