sexta-feira, 3 de abril de 2026

Inteligência artificial

 

#MaresRevoltos – A mente humana é excepcional no desenvolvimento de projetos que transformam o cenário mundial com celeridade. No setor empresarial, a amplitude das mudanças nas atividades econômicas contribui com os empreendedores e pode prejudicar os colaboradores com a redução e até extinção de empregos, por conta dos avanços tecnológicos.

 

Para nós da velha guarda, há aproximadamente 70 anos, observávamos a troca dos animais (bois, cavalos e burros) pelos primeiros tratores na lavoura. Mais adiante veio a internet, com redes sociais, aplicativos e etc, que acabaram com jornais impressos; o comércio eletrônico com entregas em domicílio; a quase completa substituição dos taxistas pelos uber e 99; e o crescimento das transações bancárias virtuais (pix, crédito/débito, ted, doc); entre outras mudanças.

 

A empresa de pagamentos Block, em Oakland/Califórnia (EUA), com filiais em diversas cidades do mundo, operando no modelo trabalho remoto, demitiu num tranco só 4 mil pessoas. Ou seja, substituiu 40% da sua força de trabalho pela Inteligência Artificial (IA) e suas ações dispararam 20%.

 

Em 22 de fevereiro último, a empresa de pesquisa econômica Citrini publicou um artigo sobre o impacto econômico da IA até 2028. No dia seguinte, as ações de várias empresas de renome desabaram: IBM recuou 13% com o temor de que parte dos seus serviços possa ser feito por IA, perdendo U$ 31 bilhões (pior queda desde 2000); situação semelhante atingiu a gigante SAP, Accenture, empresas indianas e setores de delivery, transporte por aplicativo e setores financeiros.

 

Tarefas complexas que antes exigiam equipes organizadas e bem informadas, começam a ser substituídas por IA. O relatório da Citrini aponta que a IA está se tornando eficiente no manejo de habilidades corporativas tradicionais, como gestão de projetos, organização de relatórios, planilhas, rotinas, análises jurídicas, contábeis, apresentações, design e programação.

 

Em 2028, boa parte do trabalho será feito usando a IA em quaisquer línguas. A Citrini demonstra que a produção econômica cresce, mas o dinheiro não circula mais pelas famílias por causa da eliminação de muitos empregos, prevendo que a participação do trabalho no PIB cairá dos atuais 56% para 46%, com dinheiro do salário retido na empresa como lucro, descontado o gasto com a IA.

 

O ocorrido com a Block tende a se repetir com a maioria das empresas, conforme o relatório da Citrini. Portanto, é fundamental que os jovens tenham conhecimento das possíveis substituições de funções por IA para não ficarem náufragos, sem porto-seguro no mercado de trabalho. Apesar da preocupante situação, a prevenção é essencial para uma boa navegação em mares revoltos. #InteligênciaArtificial

 

(Elis Regina e Maria Rita em dueto feito com IA para a Volkswagen — Foto: Reprodução)

 

Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo

terça-feira, 31 de março de 2026

Insegurança econômica

 


#MaiorPreocupação – Independentemente do continente ou do nível de desenvolvimento, há um sentimento que se repete: insegurança econômica. O custo de vida, o medo do desemprego e a dificuldade de planejar o futuro passaram a ocupar o centro das angústias coletivas. No Brasil, é a principal fonte de inquietação. Pesquisa do Instituto Gallup realizada em 107 países indica que, na média global, 23% da população aponta questões econômicas como o maior desafio enfrentado por seus países. Em 71 nações, o tema ocupa o topo das preocupações.


Logo atrás da economia aparecem temas como mercado de trabalho (10%), política e governança (8%) e segurança pública (7%). Em países de baixa renda, a ansiedade econômica é ainda mais intensa. Enquanto 21% dos entrevistados em países ricos mencionam dificuldades financeiras como principal problema, o índice sobe para 38% nas nações mais pobres. Já em economias mais desenvolvidas, o foco recai sobre o custo de vida elevado e a erosão do poder de compra. Embora a média global seja de 23%, no Brasil, acentuam-se a
 inflação, dívida e informalidade.


Segundo pesquisa, o impacto da inflação é mais sentido quando atinge os alimentos, energia e transporte. Mesmo que índices oficiais indiquem controle geral, o aumento do preço do arroz ou do
combustível gera sensação imediata de empobrecimento. Isso cria um estado permanente de alerta financeiro. A informalidade, que atinge quase 40% da força de trabalho, amplia a insegurança. Sem garantias como seguro-desemprego ou FGTS, qualquer oscilação econômica se transforma em ameaça direta.


Há ainda uma relação estreita entre economia e segurança pública. Custos com proteção privada, perdas por roubo e fechamento de pequenos negócios impactam tanto trabalhadores quanto empresários, criando um ciclo de fragilidade econômica. O recorte etário da pesquisa revela outro ponto sensível: jovens sentem mais intensamente a ansiedade econômica. Globalmente, 34% das pessoas entre 15 e 34 anos apontam a economia como principal problema, contra 30% entre maiores de 55 anos. Mesmo em países desenvolvidos, jovens relatam dificuldades de inserção no mercado, acesso à moradia e estabilidade profissional. No Brasil, o desemprego juvenil historicamente mais alto e o crescimento de trabalhos precarizados reforçam essa sensação. Questões relacionadas ao trabalho, desemprego e qualidade das vagas são a segunda preocupação global mais citada. Em economias de renda média/baixa, esse índice chega a 20%.


Outro ponto levantado é o descompasso entre indicadores macroeconômicos e a experiência cotidiana da população. Crescimento do PIB nem sempre se traduz em melhoria perceptível no padrão de vida. Quando moradia se torna inacessível e o crédito imobiliário é restritivo, o crescimento agregado perde significado prático.


Além disso, política e governança aparecem como terceira maior preocupação global. Em países mais ricos, esse tema ganha peso à medida que necessidades básicas são atendidas, deslocando o foco para qualidade institucional. Quando não conseguem pagar aluguel ou sentem que seus filhos terão menos oportunidades, a ansiedade econômica deixa de ser estatística e vira experiência cotidiana
. #InsegurançaEconômica

 

Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo

sexta-feira, 27 de março de 2026

Marca de alerta

 


#SinalDeFrank -  Chamou atenção a morte do influenciador Henrique Maderite, vítima de infarto, que tinha uma prega diagonal no lóbulo da orelha, o “Sinal de Frank”. Essa marca física é estudada há décadas por sua possível relação com doenças do coração e dos vasos. Especialistas afirmam que o sinal não é diagnóstico, mas pode funcionar como uma prevenção. Explicam que nunca deve ser interpretado de forma isolada, nem servir para gerar pânico, mas pode indicar a necessidade de avaliação clínica mais cuidadosa.

 

O Sinal de Frank foi descrito em 1973 por um pneumologista americano, que observou uma associação entre essa fissura na orelha e a presença de doença coronariana, que ocorre quando placas de gordura se acumulam nas artérias do coração, comprometendo o fluxo de sangue. Segundo o cardiologista Eduardo Lima (Hospital Nove de Julho/SP), existem até classificações em graus, sendo o mais acentuado aquele em que o lóbulo parece quase dividido em dois.

 

Pesquisas compararam a presença do sinal com exames como o cateterismo, que detecta obstruções nas artérias coronárias e encontram uma correlação estatística entre os dois achados. O Sinal de Frank está associado principalmente à aterosclerose, causada por acúmulo de gordura e inflamação na parede das artérias, podendo levar a infarto, AVC e doença vascular periférica, conforme o médico Carlos Eduardo Abrahão, responsável pelo serviço de cardiologia e de cirurgia cardiovascular do Hospital São Vicente de Paulo/SP.

 

Estudos de autópsia mostraram que a região da orelha com a prega apresenta degeneração de pequenos vasos, alterações nervosas e perda de colágeno, mudanças semelhantes às vistas em artérias doentes. A associação é mais relevante em pessoas jovens. Em pacientes abaixo de 60 anos, a prevenção deve ser mais acentuada. O sinal pode acender um alerta.

 

Estudo realizado pela UNESP de Botucatu revela uma associação mais forte quando as duas pregas estavam presentes na orelha. Em cerca de 45% dos pacientes avaliados, a presença combinada elevou o valor preditivo positivo para aproximadamente 90% de doença coronariana. O tema ainda gera controvérsias. Não significa que um infarto vai acontecer. Porém, é super recomendável a avaliação médica, especialmente se houver outros fatores de risco, como colesterol alto, diabetes, tabagismo ou histórico familiar: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2026/02/10/sinal-de-frank-na-orelha-pode-indicar-risco-de-infarto-como-em-maderite.htm                               

 

Infelizmente, nós, brasileiros, não damos muito valor à prevenção, importantíssima em todas as áreas porque, afinal, “é melhor prevenir do que remediar”. #MarcaDeAlerta

 

(Imagem: Reprodução/Redes Sociais)

 

Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo

terça-feira, 24 de março de 2026

Legado ancestral

 


#OitaKenjin – Desde 1908, os imigrantes japoneses trouxeram famílias de dezenas de províncias do Japão, que fundaram no Brasil suas respectivas associações de ordem cultural, esportiva e agrícola. Meus ancestrais nasceram em Oita, região sul do Japão, participaram ativamente da Associação Cultural de Oita Kenjin do Brasil, e eu sigo firme neste legado. Ao todo, são 48 associações provincianas, vinculadas à Federação das Associações das Províncias do Japão no Brasil (Kenren), que mantêm vínculo afetivo e solidário com a Sociedade de Cultura Japonesa e Assistência Social (Bunkyo) e com as demais entidades representativas do Japão, com sede na Cidade de São Paulo.

 

Em parceria com as associações provincianas e com o Bunkyo, a Kenren promove o Festival do Japão (dias 10, 11 e 12 de julho/2026, na São Paulo Expo), o maior evento da comunidade nikkey da América Latina. Cabe a cada associação apresentar os saborosos pratos da província dos ancestrais. A Oita Kenjin do Brasil (Av. da Liberdade, 486) preparará saborosos pratos, como Toriten (tempurá de frango); Dangojiru (sopa de bolinhos); Rykyu (peixe marinado); Karaage (frango frito estilo Oita); Torimeshi (arroz com frango); Sashimi com peixes famosos (seki-aji e seki-saba); Fubu(Baiacu); e Bungo Beef (carne Wagyu).

 

 

Em 8 de março, participei da 1ª Assembleia Geral Ordinária, que elegeu a nova diretoria.  Pela 2ª vez em décadas, elegemos uma mulher para presidente: Tereza Mieko Yano comandará os destinos da entidade de 2026 a 2029, ao lado dos Diretores e Conselho Fiscal eleitos: 1º Vice-Presidente - Rogério Akamine; 2º Vice-Presidente - Cláudio Kawahara; 1º Secretário - Lina Kiyomi Matsuda Bessan; 2º Secretário - Marta Yaeko Kobayashi Kawahara; 1º Tesoureiro - Edson Kengiro Jonen; 2º Tesoureiro - Humberto Takayasu Iamamura; 1º Diretor de Intercâmbio Educacional - Kelson Ishii; 2º Diretor de Intercâmbio Educacional - Marli Akita Ishii. Conselho Fiscal Titulares: Martinho Seiti Ono; Marcos Kiyoshi Umeki Honma; Hidetoshi Carlos Kibe. Presidente Emérito - Noritaka Yano. Tenho a honra de ser o Supremo Presidente Emérito da entidade.

 

 

A 1ª presidente foi a competentíssima, dedicada e leal Ilda Tamada Yojo. Dentre inúmeras atribuições, cabe à Diretoria, cumprir e fazer cumprir os dispositivos estatutários e regulamentares, bem como as deliberações das Assembleias Gerais e da Diretoria, além de administrar o patrimônio, dirigir as atividades sociais, como também representar a Associação, ativa e passivamente, em juízo e nas relações com terceiros.

 

Manifesto total solidariedade, parceria e contribuição à presidente Tereza Yano e aos demais diretores, na absoluta certeza de que a Entidade continuará mantendo excelentes relações culturais e de amizade com o governo da Província de Oita/Japão, especialmente impulsionando a ida de jovens brasileiros descendentes como bolsistas provinciais e educacionais, programa superimportante na formação cívica, profissional a associativa. #LegadoAncestral

 


Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo

sexta-feira, 20 de março de 2026

Longe do orgulho

 


#TristeConstatação – A consultoria Pew Research Center fez a 33.486 cidadãos de 25 países, em 2025, a seguinte pergunta: “O que faz você se sentir orgulhoso do seu país?” Cabia ao entrevistado dar uma resposta livre, com as próprias palavras. O resultado da pesquisa demonstrou que a essência do patriotismo, o senso de orgulho e pertencimento baseado em valores e ideias compartilhadas, não passa por um bom momento. O padrão geral das respostas é preocupante. Em 16 países, o item que gera mais orgulho nacional foi o politicamente correto “pessoas”, quase sempre com percentuais baixos, entre 20% e 35%.

 

Houve exceções como na Suécia, onde 53% mencionaram o sistema político como principal motivo de orgulho. Na Alemanha, 36% citaram a governança e democracia. Na Itália, 38% mencionaram o patrimônio cultural, artes e arquitetura. Na Grécia, 37% citaram a história antiga. No Japão, 41% destacaram as qualidades éticas do povo.

 

No Brasil, destacou-se a fragmentação, com citações difusas e genéricas. 25% mencionaram o “povo” como principal motivo de orgulho; 17% citaram a geografia e o meio ambiente; 10% destacaram a “diversidade”; artes e cultura, 9%; posição internacional, 9%; economia, 8%; sistema político foi mencionado por 6%; sobre orgulho nacional, 17% dos entrevistados registraram respostas negativas. Aliás, nem nas críticas, houve unidade.

 

Em 1900, Affonso Celso publicou “Por que me ufano do meu país”, leitura obrigatória nas décadas seguintes. A obra estruturava o orgulho de ser brasileiro a partir de grandeza territorial, riquezas naturais, potencial agrícola e mineral, diversidade da fauna e da flora, clima privilegiado e cenários otimistas para as próximas gerações. No período colonial, Portugal impediu com “mãos de ferro” que o Brasil tivesse autonomia, identidade e orgulho. Diga-se de passagem, um preço altíssimo que pagamos até hoje.

 

Dom Pedro II atuou para reverter esse quadro, destacando o prestígio cultural, estabilidade institucional e imagem internacional ao orgulho nacional, investindo em ciência, literatura, diplomacia e estabilidade política, unificando o território. Lamentavelmente, houve uma grande demora para a abolição da escravatura, só ocorrida em 13/05/1888.

 

O verdadeiro espírito patriótico funda-se nas declarações do estadista e intelectual Edmund Burke (século XVIII) “O amor à Pátria nasce da experiência concreta de continuidade histórica e ordem institucional estável. A lealdade patriótica não é construída por princípios abstratos ou bordões. O vínculo surge quando as instituições são percebidas como legítimas e justas. A obediência à lei, nesse contexto, não é submissão, mas reconhecimento de pertencimento a uma ordem que protege o cidadão e organiza a vida em comunidade”.

 

O patriotismo de qualquer país não nasce de hinos, bandeiras, marchas, slogans, mas de um sentimento de pertencimento, adesão voluntária e consciente a um projeto comum e a história partilhada, dentro de um sistema seguro, estável, ordeiro e justo, que promova o bem comum. “Um país para ser amado deve ser, antes de tudo amável. Deve dar motivos para ser amado”, escreveu Burke.

 

Está claro que os brasileiros não se orgulham do Brasil e rejeitam seu sistema político, por motivos totalmente defensáveis. Sem o sentimento de comunidade e pertencimento, especialmente das elites, vamos ter de conviver para sempre com o jeitinho brasileiro, a malandragem, o cada um por si e, como diz o dito popular “farinha pouca, meu pirão primeiro”. Isso é tudo, menos uma nação. #LongeDoOrgulho

 

Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo

terça-feira, 17 de março de 2026

Dignidade de morar

 

(Foto: Fiama Tonhá)

#CampanhaDaFraternidade – A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançou em Brasília a Campanha da Fraternidade 2026, com o lema "Ele veio morar entre nós" (Jo 1,14), que norteia o tema "Fraternidade e Moradia", realidade de milhões de brasileiros ainda sem acesso a uma casa adequada.

 

O objetivo é provocar uma reflexão sobre a habitação como um direito fundamental e a porta de entrada para outros direitos, como saúde, segurança, educação, transporte e dignidade. "Não podemos naturalizar que alguém viva sem teto e aceitar que crianças cresçam em áreas de risco. A moradia não é privilégio, é condição básica para o exercício de outros direitos", defendeu o secretário-geral da CNBB, dom Ricardo Hoerpers.

 

O secretário-executivo de Campanhas da CNBB, padre da Diocese da Campanha em Minas Gerais, Jean Poul Hansen, leu a mensagem do Papa Leão XIV, recordando que a Sagrada Família viveu o drama da falta de abrigo em Belém e o menino Jesus nasceu em uma manjedoura, o que o identifica com aqueles que não têm um teto digno. "Deve ter uma atitude constante que nos compromete a ir ao encontro de Cristo, presente naqueles que não têm onde morar."

 

"Não é apenas oferecer muros e teto, mas é oferecer o aconchego de um lar; de poder continuar a acompanhar a saúde, estar presente na geração de renda; ajudar a pessoa a se encontrar", disse o Irmão Henrique Peregrino, da comunidade católica de Trindade, em Salvador (BA).

 

A Campanha da Fraternidade 2026 destaca que cerca de 328 mil pessoas vivem em situação de rua (2025). Outras 5,9 milhões de famílias que não possuem casa própria e 20,9% da população vivem em imóveis alugados. Jean Hansen cobrou o cumprimento do papel do Estado na redução do déficit habitacional brasileiro. "A política é a forma mais excelente da caridade... Nós devemos também fazer ações sociopolíticas em todos os âmbitos de governo e da sociedade, no município, no Estado, na Nação. O Brasil espera de nós ações que promovam políticas públicas de habitação em todos os âmbitos."

 

Dom Hoerpers também reforçou que as políticas públicas habitacionais não são concessões, mas deveres do Estado. "A crise habitacional deve mobilizar a sociedade como um todo. Nos âmbitos municipal, estadual e federal, que a moradia digna seja prioridade nas agendas e nos orçamentos”.

 

Dados do Ministério das Cidades apontam que, entre 2022 e 2023, houve recuo de 3,8% na quantidade de famílias sem imóvel próprio. Com isso, o deficit habitacional absoluto teria baixado de 6,21 milhões de domicílios para 5,9 milhões, no período.

 

Segundo o governo federal, o Minha Casa, Minha Vida contratou mais de 1,9 milhão de unidades desde 2023, com investimento público superior a R$ 300 bilhões. Atualmente, a meta do programa é chegar a 3 milhões de moradias contratadas no fim de 2026, 50% a mais que a meta original. #DignidadeDeMorar

 

Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo

sexta-feira, 13 de março de 2026

Viva o Imperador!

 


#Celebração – As representações diplomáticas do Japão, espalhadas em centenas de países, celebraram a data natalícia de Sua Majestade Naruhito, Imperador do Japão, que completou 66 anos. Realizada em 26 de fevereiro, a solenidade segue rigorosamente a cultura, a diplomacia e a história da família imperial japonesa. A Cônsul Geral do Japão em São Paulo, Yoriko Suzuki, empossada em 3 de novembro último, conduziu a cerimônia em sua residência oficial, com a presença de autoridades e lideranças de entidades nipo-brasileiras.

 

Trata-se de um evento que fortalece relações bilaterais entre Brasil e Japão em todos os campos do conhecimento humano, além de cultivar uma amizade cada vez mais robusta. Do total de 2 milhões de nipodescendentes no Brasil, 1,3 milhão vivem no Estado de São Paulo. Destes, cerca de 300 mil estão na Capital paulista.

 

O Imperador Naruhito é o 126º monarca do Japão, tendo assumido o Trono do Crisântemo em 1º de maio de 2019, inaugurando a era “Reiwa” que significa bela harmonia. Ele sucedeu o pai, o Imperador Emérito Akihito, que abdicou do trono após três décadas.

 

O imperador Naruhito nasceu em 23 de fevereiro de 1960, no Palácio Imperial de Tóquio, sendo o primogênito do Imperador Akihito e Imperatriz Machiko. Formou-se em História pela Universidade de Gakushuin, em 1982. Estudou na Universidade de Oxford, no Reino Unido, entre 1983 e 1985, tornando-se o primeiro herdeiro do trono japonês a estudar no exterior. Casou-se com Masako Owada em 1993, uma diplomata educada em Harward, que deixou sua carreira para se juntar à família imperial. O casal possui uma filha, a Princesa Aiko, que nasceu em 2001.

 

Considerado o primeiro imperador “moderno” do Japão, Naruhito cresceu sob o mesmo teto que seus pais, estudou no exterior e casou-se com uma mulher de carreira. É amante e entusiasta da música, tocando violino e viola. Antes de assumir o trono, ele esteve três vezes no Brasil (1982: 1ª visita de forma não oficial; 2008: visita oficial para as comemorações do centenário da imigração japonesa no Brasil; 2018: no 8º Fórum Mundial da Água, em Brasília). Aguardamos sua honrosa visita como Imperador.

 

No Japão, o Imperador é considerado “símbolo do Estado e da unidade do povo”, porém, sem poderes políticos. Sua força representativa de aglutinar o povo é extremamente robusta. Também é notória a admiração que os nipodescendentes, residentes em outros países, nutrem por ele.

 


Na companhia dos vereadores, Pedro Komura e Eduardo Ota, e do vice-presidente do Bunkyo mogiano, Daniel Aoyagui, tive a honra de prestigiar o evento, orquestrado pela cônsul Yoriko Suzuki. Vale registrar que em 118 anos de existência do Consulado Geral do Japão em São Paulo é a primeira vez que uma mulher comanda a instituição. #VivaOImperador

 

Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo