terça-feira, 24 de março de 2026

Legado ancestral

 


#OitaKenjin – Desde 1908, os imigrantes japoneses trouxeram famílias de dezenas de províncias do Japão, que fundaram no Brasil suas respectivas associações de ordem cultural, esportiva e agrícola. Meus ancestrais nasceram em Oita, região sul do Japão, participaram ativamente da Associação Cultural de Oita Kenjin do Brasil, e eu sigo firme neste legado. Ao todo, são 48 associações provincianas, vinculadas à Federação das Associações das Províncias do Japão no Brasil (Kenren), que mantêm vínculo afetivo e solidário com a Sociedade de Cultura Japonesa e Assistência Social (Bunkyo) e com as demais entidades representativas do Japão, com sede na Cidade de São Paulo.

 

Em parceria com as associações provincianas e com o Bunkyo, a Kenren promove o Festival do Japão (dias 10, 11 e 12 de julho/2026, na São Paulo Expo), o maior evento da comunidade nikkey da América Latina. Cabe a cada associação apresentar os saborosos pratos da província dos ancestrais. A Oita Kenjin do Brasil (Av. da Liberdade, 486) preparará saborosos pratos, como Toriten (tempurá de frango); Dangojiru (sopa de bolinhos); Rykyu (peixe marinado); Karaage (frango frito estilo Oita); Torimeshi (arroz com frango); Sashimi com peixes famosos (seki-aji e seki-saba); Fubu(Baiacu); e Bungo Beef (carne Wagyu).

 

 

Em 8 de março, participei da 1ª Assembleia Geral Ordinária, que elegeu a nova diretoria.  Pela 2ª vez em décadas, elegemos uma mulher para presidente: Tereza Mieko Yano comandará os destinos da entidade de 2026 a 2029, ao lado dos Diretores e Conselho Fiscal eleitos: 1º Vice-Presidente - Rogério Akamine; 2º Vice-Presidente - Cláudio Kawahara; 1º Secretário - Lina Kiyomi Matsuda Bessan; 2º Secretário - Marta Yaeko Kobayashi Kawahara; 1º Tesoureiro - Edson Kengiro Jonen; 2º Tesoureiro - Humberto Takayasu Iamamura; 1º Diretor de Intercâmbio Educacional - Kelson Ishii; 2º Diretor de Intercâmbio Educacional - Marli Akita Ishii. Conselho Fiscal Titulares: Martinho Seiti Ono; Marcos Kiyoshi Umeki Honma; Hidetoshi Carlos Kibe. Presidente Emérito - Noritaka Yano. Tenho a honra de ser o Supremo Presidente Emérito da entidade.

 

 

A 1ª presidente foi a competentíssima, dedicada e leal Ilda Tamada Yojo. Dentre inúmeras atribuições, cabe à Diretoria, cumprir e fazer cumprir os dispositivos estatutários e regulamentares, bem como as deliberações das Assembleias Gerais e da Diretoria, além de administrar o patrimônio, dirigir as atividades sociais, como também representar a Associação, ativa e passivamente, em juízo e nas relações com terceiros.

 

Manifesto total solidariedade, parceria e contribuição à presidente Tereza Yano e aos demais diretores, na absoluta certeza de que a Entidade continuará mantendo excelentes relações culturais e de amizade com o governo da Província de Oita/Japão, especialmente impulsionando a ida de jovens brasileiros descendentes como bolsistas provinciais e educacionais, programa superimportante na formação cívica, profissional a associativa. #LegadoAncestral

 


Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo

sexta-feira, 20 de março de 2026

Longe do orgulho

 


#TristeConstatação – A consultoria Pew Research Center fez a 33.486 cidadãos de 25 países, em 2025, a seguinte pergunta: “O que faz você se sentir orgulhoso do seu país?” Cabia ao entrevistado dar uma resposta livre, com as próprias palavras. O resultado da pesquisa demonstrou que a essência do patriotismo, o senso de orgulho e pertencimento baseado em valores e ideias compartilhadas, não passa por um bom momento. O padrão geral das respostas é preocupante. Em 16 países, o item que gera mais orgulho nacional foi o politicamente correto “pessoas”, quase sempre com percentuais baixos, entre 20% e 35%.

 

Houve exceções como na Suécia, onde 53% mencionaram o sistema político como principal motivo de orgulho. Na Alemanha, 36% citaram a governança e democracia. Na Itália, 38% mencionaram o patrimônio cultural, artes e arquitetura. Na Grécia, 37% citaram a história antiga. No Japão, 41% destacaram as qualidades éticas do povo.

 

No Brasil, destacou-se a fragmentação, com citações difusas e genéricas. 25% mencionaram o “povo” como principal motivo de orgulho; 17% citaram a geografia e o meio ambiente; 10% destacaram a “diversidade”; artes e cultura, 9%; posição internacional, 9%; economia, 8%; sistema político foi mencionado por 6%; sobre orgulho nacional, 17% dos entrevistados registraram respostas negativas. Aliás, nem nas críticas, houve unidade.

 

Em 1900, Affonso Celso publicou “Por que me ufano do meu país”, leitura obrigatória nas décadas seguintes. A obra estruturava o orgulho de ser brasileiro a partir de grandeza territorial, riquezas naturais, potencial agrícola e mineral, diversidade da fauna e da flora, clima privilegiado e cenários otimistas para as próximas gerações. No período colonial, Portugal impediu com “mãos de ferro” que o Brasil tivesse autonomia, identidade e orgulho. Diga-se de passagem, um preço altíssimo que pagamos até hoje.

 

Dom Pedro II atuou para reverter esse quadro, destacando o prestígio cultural, estabilidade institucional e imagem internacional ao orgulho nacional, investindo em ciência, literatura, diplomacia e estabilidade política, unificando o território. Lamentavelmente, houve uma grande demora para a abolição da escravatura, só ocorrida em 13/05/1888.

 

O verdadeiro espírito patriótico funda-se nas declarações do estadista e intelectual Edmund Burke (século XVIII) “O amor à Pátria nasce da experiência concreta de continuidade histórica e ordem institucional estável. A lealdade patriótica não é construída por princípios abstratos ou bordões. O vínculo surge quando as instituições são percebidas como legítimas e justas. A obediência à lei, nesse contexto, não é submissão, mas reconhecimento de pertencimento a uma ordem que protege o cidadão e organiza a vida em comunidade”.

 

O patriotismo de qualquer país não nasce de hinos, bandeiras, marchas, slogans, mas de um sentimento de pertencimento, adesão voluntária e consciente a um projeto comum e a história partilhada, dentro de um sistema seguro, estável, ordeiro e justo, que promova o bem comum. “Um país para ser amado deve ser, antes de tudo amável. Deve dar motivos para ser amado”, escreveu Burke.

 

Está claro que os brasileiros não se orgulham do Brasil e rejeitam seu sistema político, por motivos totalmente defensáveis. Sem o sentimento de comunidade e pertencimento, especialmente das elites, vamos ter de conviver para sempre com o jeitinho brasileiro, a malandragem, o cada um por si e, como diz o dito popular “farinha pouca, meu pirão primeiro”. Isso é tudo, menos uma nação. #LongeDoOrgulho

 

Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo

terça-feira, 17 de março de 2026

Dignidade de morar

 

(Foto: Fiama Tonhá)

#CampanhaDaFraternidade – A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançou em Brasília a Campanha da Fraternidade 2026, com o lema "Ele veio morar entre nós" (Jo 1,14), que norteia o tema "Fraternidade e Moradia", realidade de milhões de brasileiros ainda sem acesso a uma casa adequada.

 

O objetivo é provocar uma reflexão sobre a habitação como um direito fundamental e a porta de entrada para outros direitos, como saúde, segurança, educação, transporte e dignidade. "Não podemos naturalizar que alguém viva sem teto e aceitar que crianças cresçam em áreas de risco. A moradia não é privilégio, é condição básica para o exercício de outros direitos", defendeu o secretário-geral da CNBB, dom Ricardo Hoerpers.

 

O secretário-executivo de Campanhas da CNBB, padre da Diocese da Campanha em Minas Gerais, Jean Poul Hansen, leu a mensagem do Papa Leão XIV, recordando que a Sagrada Família viveu o drama da falta de abrigo em Belém e o menino Jesus nasceu em uma manjedoura, o que o identifica com aqueles que não têm um teto digno. "Deve ter uma atitude constante que nos compromete a ir ao encontro de Cristo, presente naqueles que não têm onde morar."

 

"Não é apenas oferecer muros e teto, mas é oferecer o aconchego de um lar; de poder continuar a acompanhar a saúde, estar presente na geração de renda; ajudar a pessoa a se encontrar", disse o Irmão Henrique Peregrino, da comunidade católica de Trindade, em Salvador (BA).

 

A Campanha da Fraternidade 2026 destaca que cerca de 328 mil pessoas vivem em situação de rua (2025). Outras 5,9 milhões de famílias que não possuem casa própria e 20,9% da população vivem em imóveis alugados. Jean Hansen cobrou o cumprimento do papel do Estado na redução do déficit habitacional brasileiro. "A política é a forma mais excelente da caridade... Nós devemos também fazer ações sociopolíticas em todos os âmbitos de governo e da sociedade, no município, no Estado, na Nação. O Brasil espera de nós ações que promovam políticas públicas de habitação em todos os âmbitos."

 

Dom Hoerpers também reforçou que as políticas públicas habitacionais não são concessões, mas deveres do Estado. "A crise habitacional deve mobilizar a sociedade como um todo. Nos âmbitos municipal, estadual e federal, que a moradia digna seja prioridade nas agendas e nos orçamentos”.

 

Dados do Ministério das Cidades apontam que, entre 2022 e 2023, houve recuo de 3,8% na quantidade de famílias sem imóvel próprio. Com isso, o deficit habitacional absoluto teria baixado de 6,21 milhões de domicílios para 5,9 milhões, no período.

 

Segundo o governo federal, o Minha Casa, Minha Vida contratou mais de 1,9 milhão de unidades desde 2023, com investimento público superior a R$ 300 bilhões. Atualmente, a meta do programa é chegar a 3 milhões de moradias contratadas no fim de 2026, 50% a mais que a meta original. #DignidadeDeMorar

 

Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo

sexta-feira, 13 de março de 2026

Viva o Imperador!

 


#Celebração – As representações diplomáticas do Japão, espalhadas em centenas de países, celebraram a data natalícia de Sua Majestade Naruhito, Imperador do Japão, que completou 66 anos. Realizada em 26 de fevereiro, a solenidade segue rigorosamente a cultura, a diplomacia e a história da família imperial japonesa. A Cônsul Geral do Japão em São Paulo, Yoriko Suzuki, empossada em 3 de novembro último, conduziu a cerimônia em sua residência oficial, com a presença de autoridades e lideranças de entidades nipo-brasileiras.

 

Trata-se de um evento que fortalece relações bilaterais entre Brasil e Japão em todos os campos do conhecimento humano, além de cultivar uma amizade cada vez mais robusta. Do total de 2 milhões de nipodescendentes no Brasil, 1,3 milhão vivem no Estado de São Paulo. Destes, cerca de 300 mil estão na Capital paulista.

 

O Imperador Naruhito é o 126º monarca do Japão, tendo assumido o Trono do Crisântemo em 1º de maio de 2019, inaugurando a era “Reiwa” que significa bela harmonia. Ele sucedeu o pai, o Imperador Emérito Akihito, que abdicou do trono após três décadas.

 

O imperador Naruhito nasceu em 23 de fevereiro de 1960, no Palácio Imperial de Tóquio, sendo o primogênito do Imperador Akihito e Imperatriz Machiko. Formou-se em História pela Universidade de Gakushuin, em 1982. Estudou na Universidade de Oxford, no Reino Unido, entre 1983 e 1985, tornando-se o primeiro herdeiro do trono japonês a estudar no exterior. Casou-se com Masako Owada em 1993, uma diplomata educada em Harward, que deixou sua carreira para se juntar à família imperial. O casal possui uma filha, a Princesa Aiko, que nasceu em 2001.

 

Considerado o primeiro imperador “moderno” do Japão, Naruhito cresceu sob o mesmo teto que seus pais, estudou no exterior e casou-se com uma mulher de carreira. É amante e entusiasta da música, tocando violino e viola. Antes de assumir o trono, ele esteve três vezes no Brasil (1982: 1ª visita de forma não oficial; 2008: visita oficial para as comemorações do centenário da imigração japonesa no Brasil; 2018: no 8º Fórum Mundial da Água, em Brasília). Aguardamos sua honrosa visita como Imperador.

 

No Japão, o Imperador é considerado “símbolo do Estado e da unidade do povo”, porém, sem poderes políticos. Sua força representativa de aglutinar o povo é extremamente robusta. Também é notória a admiração que os nipodescendentes, residentes em outros países, nutrem por ele.

 


Na companhia dos vereadores, Pedro Komura e Eduardo Ota, e do vice-presidente do Bunkyo mogiano, Daniel Aoyagui, tive a honra de prestigiar o evento, orquestrado pela cônsul Yoriko Suzuki. Vale registrar que em 118 anos de existência do Consulado Geral do Japão em São Paulo é a primeira vez que uma mulher comanda a instituição. #VivaOImperador

 

Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo

terça-feira, 10 de março de 2026

Gestão da Educação

 


#NovaCreche – Como marco do 1º ano de governo, a prefeita Mara Bertaiolli, de Mogi das Cruzes, inaugurou o Centro Educacional Infantil Municipal (Ceim) Profª. Antônia Thereza de Mello Oliveira, no Botujuru (Estr. do Beija Flor, 316). É uma creche com capacidade para 200 crianças de 0 a 4 anos, em período integral. O investimento de R$ 5,3 milhões garantiu salas amplas, berçário, cozinha, espaços para atividades pedagógicas, parque naturalizado voltado à 1ª infância e área gramada com horta, além do sistema de energia solar que, em dois anos e meio, deve gerar uma economia capaz de compensar os custos do complexo energético. A cerimônia, em 23 de fevereiro, incluiu a distribuição dos novos kits de uniforme escolar para os 45.057 alunos da rede municipal (Infantil, Ensino Fundamental, Educação de Jovens e Adultos e Educação Especial).

 


Homenageada no empreendimento, dona Antoninha nasceu em 13/06/1923 e faleceu em 11/11/2015, tendo somado mais de 30 anos de dedicação ao setor educacional, como professora e diretora do curso primário do Instituto de Educação Dr. Washington Luís. Ela foi responsável pela criação da 1ª sala de aula voltada para alunos surdos em Mogi das Cruzes, iniciativa considerada pioneira no País. A patrona atuou também em atividades religiosas e comunitárias, como a Festa do Divino Espírito Santo e a Irmandade de Sant’Ana. Foi casada com o professor e vereador, Jurandyr de Oliveira, teve dois filhos, sete netos e sete bisnetos.

 


Dentro do modelo de administração das creches subvencionadas para entidades selecionadas e sem fins lucrativos, o novo estabelecimento será administrado pelo Instituto Maria Mãe do Divino Amor, que recebeu o mobiliário completo. Parabéns à prefeita Mara Bertaiolli, ao vice-prefeito Téo Cusatis e à toda eficiente e dedicada equipe, que vêm retomando os necessários investimentos em todas as áreas!

 

Ainda na educação, a prefeita informou que a administração municipal mantém novos investimentos, como a construção de outro Ceim no Conjunto do Bosque e que, até o fim deste ano, entregará dois Centros Municipais de Programas Educacionais (Cempre), que são escolas de ensino fundamental em tempo integral nos distritos de Taiaçupeba e Biritiba Ussu. Também haverá a conclusão das reformas de mais 30 unidades escolares.

 


Sem falsa modéstia, tenho o orgulho de registrar que o modelo de creches subvencionadas para gestão de Ongs selecionadas, como também as bases para o ensino fundamental em período integral (Cempre – 8 horas de aulas e 5 refeições) são projetos pioneiros que implantamos enquanto prefeito mogiano, ao longo de duas gestões (de 2001 a 2008), graças ao trabalho de uma equipe competente, dedicada e leal. Cultivamos os princípios para a boa formação escolar, cívica e profissional das nossas crianças. Viva Mogi e seu ensino municipal de alta qualidade! #GestãoDaEducação

 

Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo

sexta-feira, 6 de março de 2026

Tragédia anunciada

 

(Foto: Vinícius Sobreira/Brasil de Fato)

#PerigoÀSaúde – O Brasil é referência mundial na geração de energia elétrica limpa e renovável, por usinas hidrelétricas, com gigantescas barragens nos rios. Isso favorece o meio ambiente porque, diferentemente das termoelétricas, não usam petróleo, gás e carvão mineral, os combustíveis fósseis responsáveis diretos pelo aquecimento global e pela mudança drástica do clima.

 

Além das hidrelétricas, o Brasil vem criando oportunidades para a iniciativa privada desenvolver energia solar e eólica. Já está na 5ª colocação entre os países. São parques de energia eólica construídos em estados do Nordeste, como Piauí, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Bahia, entre outros. Lamentavelmente, não levaram em consideração a distância mínima com relação às habitações. Segundo nota técnica do Ibama, os países europeus exigem distância mínima de até 1,2 km entre aerogeradores e residências. Em nível mundial, a distância média é de 780 metros. Porém, os empreendimentos na região nordestina estão a apenas 200 metros das residências, causando ruídos ininterruptos acima de 120 decibéis, quando o recomendável é de 40 decibéis durante o dia.

 

“Parece um avião, só que nunca pousa”, resume o agricultor Leonardo de Oliveira Morais (36), que mora a 180m de uma torre de energia eólica, em Venturosa/PE. Um dos casos mais emblemáticos é o do produtor Simão Salgado da Silva (77), que em 2014 morava a 220m de oito torres do parque eólico São Clemente. A esposa adoeceu e o casal deixou o sítio de 33 hectares. Silva cobra na Justiça indenização pela perda do sossego e por doenças. O processo segue sem decisão.

 

A ONG Escola de Ventos reúne agricultores na luta por reparação. A empresa São Clemente reconhece o erro, mas se recusa a indenizar aproximadamente 700 famílias impactadas somente por esse parque eólico. A Agência Estadual de Meio Ambiente negou a renovação da licença operacional do complexo que tem 126 aerogeradores funcionando por decisão liminar do Tribunal de Justiça de Pernambuco.

 

O Brasil possui 1.131 complexos eólicos instalados e potência capaz de gerar 34,5 GW, ou seja, 16% de toda a energia elétrica produzida. Com um ritmo acelerado, em 2024, foram inaugurados 76 novos parques eólicos , sendo 73 no Nordeste, com investimento de US$ 1,8 bilhão (R$ 9,5 bilhões).

 

Segundo estudo da Fiocruz, o ruído permanente gera o quadro associado à síndrome da turbina eólica, causando insônia (73%), ansiedade (64%), perda da qualidade do sono (75%), irritação nos olhos (68%), dor de cabeça (61%), tontura/vertigem (59%), diminuição da audição (57%), palpitações (55%) e estresse (77%), além da irritação e aumento da pressão arterial, entre outros.

 

Aplaudimos os projetos de geração de energia elétrica limpa e renovável. Porém, faço coro às famílias prejudicadas, cobrando ação imediata e concreta do governo federal para regulamentar a distância mínima entre parques eólicos e residências, além de prover as justas indenizações aos afetados. Rogo a Deus que não se repitam tragédias como o rompimento da Barragem de Brumadinho, em 25/1/2019. #TragédiaAnunciada


Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo

terça-feira, 3 de março de 2026

Inusitado carreto

 


#ShowDeCriatividade – Vem de Cariús/CE, com 17 mil habitantes, cidade distante 330 km de da capital Fortaleza, um fato curioso protagonizado por Antônio Pereira da Silva (55), conhecido como Antônio Cabeludo. Ele trabalha há 20 anos com móveis usados e com mudanças. Até aí nenhuma novidade. Porém, esse brasileiro transporta na garupa da pequena moto Honda (Biz), ano 2000, desde armários de 4 portas, estantes, geladeira, fogão e máquina de lavar, entre outros equipamentos de grande porte.

 

Um vídeo da façanha de Antônio Cabeludo, transportando um grande armário de 4 portas na pequena moto, chegou ao conhecimento do mundialmente famoso ator americano Will Smith (astro de filmes como Os Bad Boys, Eu Sou a Lenda, Homens de Preto e etc). O conteúdo viralizou com imediatos 34,6 mil comentários e 650 mil curtidas, amplificando-se mundialmente a cada dia. A pergunta do astro no Instagram atingiu todos os quadrantes do mundo: “Não é possível! Como?”

 

Antônio Cabeludo conta que, no início, alugava um veículo do vizinho para entregar os móveis usados que vendia. Mas, um dia o veículo quebrou e ele usou a moto para a entrega de um fogão. Como deu certo, ele pensou em economizar o dinheiro do aluguel. “No início, eram equipamentos pequenos como televisores, mas ao longo dos anos fui testando a capacidade da moto e o meu equilíbrio com cargas maiores nas minhas costas, até que aprendi com total segurança, transportar equipamentos grandes como sofá, armário de 4 portas, geladeiras, máquina de lavar, fogão e etc”, relata.

 

Com a moto, Antônio consegue chegar em locais mais isolados, passando por pequenas estradas de terra, onde os carros não conseguem circular. Assim, ele faz as entregas em regiões mais isoladas, típicas do centro-sul cearense. A façanha é de tal ordem que pipocam vídeos na internet, mostrando a passagem do cearense e sua carga.

 

A repercussão do trabalho de Antônio Cabeludo na internet fez com que sua família criasse contas na rede social, compartilhando o serviço de frete. Os vídeos atingem mais de 50 milhões de visualizações. Definitivamente, o brasileiro é criativo demais! Está aí a história do cearense que faz valer o dito popular de que “quem não tem cão, caça com gato”. #InusitadoCarreto

 

(Reprodução/Instagram)

Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo