#EnvelhecerComSaúde – “Como cuidar dos
pais idosos sem tratá-los como crianças” é o título de uma matéria interessante
que vi tempos atrás no VivaBem. Sou um idoso de 85 anos, muito saudável em
todos os sentidos, vivendo maravilhosamente bem com a minha amada Elza. Porém,
é evidente que tenho preocupações conforme a idade vai avançando. Aos poucos,
quem passou décadas cuidando começa a precisar de ajuda em tarefas cotidianas.
Mas, especialistas alertam para um ponto importante: envelhecer não transforma
ninguém em criança.
“O desafio das famílias está justamente
em encontrar equilíbrio entre proteção, respeito e autonomia. O envelhecimento
acontece de formas muito diferentes, dependendo da saúde física, da cognição,
da personalidade e do contexto social de cada pessoa”, destaca a reportagem. Também
é importante evitar que avós fiquem sobrecarregados com a criação dos netos a
ponto de abrirem mão da própria rotina, lazer e privacidade. Algumas mudanças
físicas e cognitivas começam a aparecer de forma mais evidente. Memória
recente, reflexos, equilíbrio e força muscular podem sofrer redução gradual. O
risco de quedas e doenças também aumenta.
Nessa fase, especialistas recomendam
manter contato frequente, observar mudanças de comportamento e na aparência,
inclusive da casa, acompanhar consultas médicas e ajudar em atividades
burocráticas ou deslocamentos mais difíceis. A convivência presencial ganha
ainda mais valor. Os idosos costumam responder melhor ao contato físico e aos
momentos compartilhados fora das telas.
Pequenos gestos também fazem diferença,
como passeios, refeições juntos e incentivo à atividade física e à vida social.
A partir dos 80 anos, a fragilidade física tende a aumentar. Após os 90 anos,
limitações funcionais e cognitivas se tornam mais frequentes. Nessa etapa, os
filhos precisam observar sinais que indiquem perda de autonomia, como contas
esquecidas, dificuldade para cozinhar, portas destrancadas ou quedas
recorrentes.
Algumas providências são necessárias: adaptar
a casa, barras de apoio, melhor iluminação, retirada de tapetes soltos e acompanhamento
mais próximo. Também pode chegar o momento de discutir apoio profissional, como
cuidadores ou instituições especializadas. Essas decisões exigem diálogo,
escuta e participação ativa dos idosos sempre que possível.
Especialistas reforçam que o cuidado
mais saudável costuma ser aquele que oferece suporte sem apagar a
individualidade. Em vez de assumir totalmente tarefas que a pessoa ainda
consegue realizar, o ideal é adaptar rotinas, oferecer ajuda gradual e
construir decisões em conjunto.
Destaco o médico Nobolo Mori, de 102
anos, que é um ícone do bem viver em todos os sentidos. Além de ter uma família
unida e harmônica, alimenta-se com sabedoria, faz exercícios físicos diários e
pratica permanentemente a espiritualidade. Mirando no exemplo dele, compartilho
uma das minhas rotinas, aos 85 anos: fazer
a faxina no jardim. #BemViver
Junji Abe, produtor e líder rural, é
ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo


















