#TristeRealidade – O Carnaval é a maior festa
popular do Brasil. Celebra a cultura brasileira com blocos de rua, desfiles de
escolas de samba e trios elétricos, entre outras demonstrações de pura energia
e total alegria que atraem milhões de participantes de centenas de países,
injetando bilhões de reais na economia nacional.
Eis as principais modalidades:
- Desfiles: escolas de samba, com origem no Rio de
Janeiro e São Paulo, criam desfiles temáticos grandiosos.
- Blocos de Rua: eventos gratuitos que arrastam
multidões, com destaque para o carnaval de rua de São Paulo que, neste ano, atraiu
mais de 16 milhões de pessoas.
- Ritmos: samba, maracatu e frevo são alguns dos
símbolos musicais da festa.
- Origem: introduzido pelos portugueses no século
XVII, o “entrudo” é o ato de grupos saírem às ruas para jogar nas pessoas ovos,
farinha e bolas de cera cheias de água com cheiro de limão.
A festa popular é tão significativa que impulsiona
o ditado de que “no Brasil, a vida só começa após o Carnaval. Porém, em ano
eleitoral, há feitos que desmerecem certos políticos que abusam das ditas
“Emendas Parlamentares” visando exclusivamente a própria reeleição.
Em 9 de fevereiro, antecedendo o Carnaval, a Imprensa
noticiou: “Emendas Parlamentares inflam cachês e prefeituras cancelam Carnaval
pelo Nordeste”. Há bandas que, de um ano para o outro, aumentaram o preço em
mais de 100%, conforme a Associação dos Municípios do Ceará (Aprece).
As cidades cearenses de Tauá, Caucaia e Jaguaretana
cancelaram os festejos. No Rio Grande do Norte, Paraú e Santa Luzia também
anunciaram que os recursos serão usados em ações contra os impactos da seca. O
município cearense de Massapê reduziu o Carnaval de quatro dias para somente um
dia: “as bandas estão cada uma mais cara que a outra; banda que nem é essas
tops das galáxias querendo R$ 500 mil. Está virando negócio absurdo. A gente
vive num estado pobre e não tem sentido quebrar uma cidade para fazer a festa”,
justificou o prefeito Ozires Pontes, de Massapê.
O presidente da Aprece, Joacy Alves Júnior, diz que
as emendas parlamentares de deputados federais e senadores contribuíram para a
alta dos cachês. “Com a criação da Emenda Pix, uma prefeitura recebe o dinheiro
e pode fazer a festa. Isto aumenta o preço porque, se esse município não
tivesse esse dinheiro, não teria como pagar”.
Resta lamentar a postura de certos congressistas
que, visando a própria reeleição, acabam comprometendo os momentos de alegria
do povo, principalmente em municípios pobres dos estados nordestinos, onde são
limitadas as oportunidades gratuitas de diversão e acesso à cultura brasileira.
#FoliaCancelada
(Crédito: EBC)
Junji
Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São
Paulo











