terça-feira, 7 de julho de 2026

Imigração Japonesa

 







#BrasilEJapão – Em 5 de novembro de 1895, Brasil e Japão assinaram o Tratado de Amizade, Comércio e Navegação, em Paris, na França, viabilizando a imigração japonesa no Brasil, sacramentada em 18 de junho de 1908, com a chegada do navio Kasato Maru, no Porto de Santos, trazendo os primeiros 781 imigrantes japoneses. 18 de junho é celebrado como Dia Nacional da Imigração Japonesa no Brasil.

 

Em Mogi das Cruzes/SP, pelo Decreto Legislativo nº 186/2023, a Câmara Municipal aprovou por unanimidade o Prêmio Vereador Olimpio Osamu Tomiyama (falecido em 2019), de autoria do vereador Professor Eduardo Ota, que presta justa homenagem aos brasileiros descendentes, entidades nipo-brasileiras e empresas geridas por nipodescendentes. A seleção dos premiados decorre de rigorosa análise da Associação Cultural de Mogi das Cruzes (Bunkyo), submetida à aprovação do Legislativo mogiano.

 



Em 16 de junho último, a Câmara Municipal transferiu a Sessão Solene para o salão social do Bunkyo, onde houve a outorga do Prêmio Vereador Olimpio Osamu Tomiyama, com as honrosas presenças dos vereadores Professor Eduardo Ota, Pedro Komura, Vitor Emori, Priscila Yamagami e Mauro do Salão. Também prestigiaram o evento Sadao Sakai (representando a prefeita Mara Bertaiolli), Rodrigo Ashiuchi (ex-prefeito de Suzano), Nair Tomiyama e Solange Tomiyama (respectivamente, viúva e filha do vereador Olimpio Tomiyama), presidentes de associações, entidades,  lideranças e associados.

 

Receberam as homenagens – Agricultura: Mario Saito e Takeo Hoçoya; Indústria: Claudio Tadao Tobisawa; Serviços: Roberto Joji Kimura; Esportes: Sérgio Kazuo Noda e Flavio Shigueo Takahashi; Personalidade: Harko Tamura Aoyagui e Daniel Keyti Aoyagui; Menção Honrosa: Cotac (Concessionária Chevrolet/Grupo Nagao).

 



Em 21 de junho último, o Bunkyo promoveu a missa campal, celebrada pelo Frei Leonardo Matsuo (92), da Pastoral Nipo-Brasileira e da Paróquia Maximiliano Kolbe, em homenagem aos imigrantes japoneses.

 

Mogi das Cruzes é considerada o maior reduto de nipodescendentes, após a cidade de São Paulo. Em 2008, durante nossa 2ª gestão como prefeito, inauguramos o Parque Centenário da Imigração Japonesa no Brasil, catalogado pelos mogianos como umas das 7 maravilhas do Município.

 

Destaco o superimportante legado dos imigrantes japoneses para a produção de alimentos, a importância do ensino, o sentimento de união por meio de entidades e, principalmente, o grande amor pelo fantástico Brasil, adotado com alma e coração. #ImigrantesJaponeses #Gratidão

 


Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo

sexta-feira, 3 de julho de 2026

Nobel da educação

 

(Imagem: Reprodução | Instagram @garofalodebora)

#EducadoraPremiada – A professora Débora Garofalo é a primeira mulher brasileira e sul-americana que se tornou finalista do prêmio Global Teacher Prize, considerado o Nobel da Educação. Reportagem sobre o assunto começa com uma interrogação: “Como fazer educação com qualidade em meio às constantes mudanças e transformações que desafiam cada vez mais os profissionais do setor educacional? Como engajar os alunos e fortalecer o protagonismo estudantil nesse processo?”

 

Débora afirma que “educação sem propósitos vira distração”. O estudante precisa ver sentido nesse processo e entender o seu propósito para que ele possa se engajar nas atividades. Aos gestores escolares, ela evidencia que é preciso ter escuta ativa de toda a comunidade escolar para construir um caminho possível de transformação e evolução.

 

Nesse sentido, uma das providências tomadas foi o desenvolvimento do projeto “Robótica com sucata”, que afetou diretamente a vida de 2 mil jovens e crianças da comunidade escolar da rede pública, mobilizando uma prática pedagógica formativa que fomentou a aprendizagem a partir da criatividade, experimentação de ideias e exploração de pesquisas para propor soluções à comunidade em que vivem.

 

Os alunos fizeram a reciclagem de lixo coletado pelas ruas de São Paulo e construíram robôs com placas programáveis, carrinhos motorizados, máquinas de refrigerante, aspiradores de pó, sensores de enchente e etc. O programa não contou com laboratório e nem teve orçamento. Porém, cresceu e impactou de forma positiva na redução da evasão escolar e melhora no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).

 

Essa iniciativa premiou a professora Débora Garofalo, no ano de 2019, como uma das dez melhores professoras do mundo, entre mais de 10 mil candidatos de 179 países. Assim chegou à condição de finalista do Global Teacher Prize. “Participar de um prêmio desse porte é poder dar voz, realmente, à nossa educação brasileira. É mostrar que, em contexto de escassez, a gente pode inovar. E a gente pode, realmente, trazer caminhos diferenciados. Acho que a alegria do trabalho de robótica com sucata é que ele trouxe uma perspectiva mundial de democratização de acesso à tecnologia e à inovação”, interpretou Débora.

 

A professora sofreu muito preconceito e chegou a ouvir dos próprios colegas de profissão que o que estava fazendo era “artesanato”. Fato é que o projeto tornou-se política pública na rede municipal da maior cidade brasileira, São Paulo, impactando neste ano cerca de 3,7 milhões de estudantes em mais de 5.400 escolas de países como Argentina, EUA, Inglaterra e França, além do Brasil.

 

Enalteço o papel dos educadores em todos os sentidos! São eles que reduzirão os impactos das transformações decorrentes de novas tecnologias e inovações que causam tantas dificuldades para parcela significativa da população, como idosos e pessoas que acabam alijadas dos efeitos da modernidade. #NobelDaEducação

 

Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo

terça-feira, 30 de junho de 2026

Cultura invejável

 

(Fotos: Getty Images/ ESPN)

#ExemploDoJapão – Quando o Brasil sediou a Copa do Mundo de futebol, em 2014, ganhou patente (e todo espanto) o comportamento da torcida japonesa de realizar impecável limpeza após os jogos do Japão nos estádios de Recife/PE, Natal/RN e Cuiabá/MT. Não é diferente nesta Copa de 2026. Após o empate por 2x2, no jogo do Japão contra a Holanda, no Estádio Dallas/EUA, mais uma vez torcida japonesa realizou uma limpeza impecável e geral nas arquibancadas, noticiada no mundo todo.

 

Esse feito da torcida japonesa advém de uma tradição milenar que começa no lar e nas escolas, sob o conceito de que “é preciso pensar nos outros”. O povo é ensinado que quando usa um lugar, deve deixá-lo organizado e limpo para o próximo. Desde o curso infantil, os alunos arrumam e limpam as salas de aula sem o professor mandar. Assim agem com os banheiros, salas de refeição e de recreio, varrendo, esfregando o chão, mesas e cadeiras.

 

“É a nossa cultura, onde quer que vamos, devemos recolher aquilo que sujamos. É a nossa filosofia, a nossa atitude”, orgulhou-se o torcedor japonês Futo Hagiwara. Este costume é tão naturalizado que no país há poucas lixeiras. As pessoas levam seus resíduos para despejar no lixo de casa. Se alguém começa a recolher lixo, quem está a sua volta não consegue evitar de se juntar a ele.

 

Os adultos afirmam que não dizem às crianças que elas devem fazer isso. Simplesmente, mostram suas ações gerando nelas sentimentos idênticos.
Em que pese o louvável comportamento da cultura japonesa, profundamente diferente do nosso, ainda nos falta humildade para aceitá-lo. No Brasil, se uma professora pedir aos alunos para varrer a sala de aula, ela será denunciada à direção, terá dura repreensão e quem sabe até a demissão.

 

Embora eu seja suspeito por ser brasileiro, descendente japoneses, ouso afirmar que se mudarmos as nossas atitudes e comportamentos, com total responsabilidade e respeito em relação às outras pessoas, com certeza, estaremos beneficiando a nós mesmos, nossas famílias, à sociedade e ao País. Afinal, nenhuma nação no mundo possui as extraordinários riquezas como solo, clima, água, mata, minerais e a natureza do nosso inigualável Brasil! #CulturaInvejável


Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo

sexta-feira, 26 de junho de 2026

Mães Solo

 

(Imagem: Rido/Canva)

 

#MãesSolo – Com profunda emoção, respeito, reconhecimento e gratidão à figura maiúscula das mães solo, falo um pouco mais sobre o tema. Segundo especialistas, a experiência da mãe solo é marcada pela dupla jornada, o que exige resiliência e rede de apoio. Embora venha acompanhada de exaustão e desafios financeiros, muitas mulheres relatam que a criação solo traz um sentimento de liberdade, protagonismo nas decisões e um vínculo profundo com os filhos. Viver a maternidade sem um parceiro presente significa assumir integralmente a responsabilidade pela criação e pelo sustento, impondo desafios estruturais:

- Sobrecarga: risco de exaustão física e mental pela necessidade de conciliar trabalho, cuidados com a casa e a educação dos filhos.

- Impacto Financeiro: grandes dificuldades com a falta de pagamento de pensão alimentícia e desigualdade de renda, tornando o apoio governamental e comunitário vital.

- Lado Positivo e Transformador: apesar das dificuldades, a vivência solo é vista por muitas mulheres como um processo de grande autoconhecimento.

- Independência nas Decisões: autonomia total sobre a criação dos filhos, sem precisar alinhar divergências com um parceiro é considerada libertadora.

Força e Resiliência: superação diária gera empoderamento e orgulho na construção de uma família independente.

- Onde Buscar Ajuda e Orientação: plataformas focadas em direitos, acolhimento psicológico e projetos de suporte.

- Informação Jurídica: plataformas especializadas, como “Mãe Social”, mostram direitos como salário-maternidade, prioridade em escolas e assistência jurídica.

- Apoio Comunitário: grupos e coletivos focados em mães solo fornecem acolhimento emocional e orientações práticas para diminuir a solidão na jornada.

 

Registro depoimento de uma mãe solo, preservando a identidade: “A sobrecarga emocional e financeira pode parecer avassaladora, sem contar as adversidades com os ex-companheiros… Ainda assim, procurei ensinar às minhas filhas que, acima de tudo, eles são pais, procurando ajudá-las numa convivência amável. A história da minha família é uma prova de que, mesmo nas circunstâncias mais desafiadoras, é possível superar as dificuldades e construir um futuro melhor”. #JornadaDesafiadora

 

Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo

terça-feira, 23 de junho de 2026

Marcas da evolução

 


#500Dias – Como parte das comemorações de seus 69 anos em dezembro, O Diário lançou o projeto “500 Dias de Gestão” para analisar as ações das administrações municipais do Alto Tietê. Trata-se do período entre a posse, em 1º de janeiro de 2025, e maio último. Mostra as principais conquistas e os desafios, sob o olhar de cada mandatário. Por ser mogiano, destaco as realizações da prefeita Mara Bertaiolli, a primeira mulher a administrar Mogi das Cruzes/SP, nos seus 465 anos de história. 

 

01) Maternidade e Hospital da Mulher e da Criança Leila Caran Costa, um grandioso complexo hospitalar público de atendimento de gestantes, parturientes, puérperas e recém-nascidos, inaugurado em 9 de maio, com a presença do governador Tarcísio de Freitas. São mais de 8 mil m² de área construída, com 90 leitos; 46 alojamentos (mãe e bebê); 20 leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI); 24 de Clínica Cirúrgica; 4 Salas Cirúrgicas; Pronto Atendimento Ginecológico-Obstétrico; Sala para Diagnóstico por Imagem; Banco de Leite Humano; e Atendimento Multidisciplinar.

02) Na rede municipal de ensino, a inclusão de mais 1,1 mil alunos em período integral, por meio dos Centros Municipais de Programas Especiais (Cempre), totalizando 25 mil alunos, da Educação Infantil ao Ensino Fundamental II. Foram entregues 450 mil novas peças de uniforme nas 210 unidades da rede municipal, 7,5 mil babadores para bebês de 0 a 3 anos, 47,2 mil kits de material escolar, e 80 mil livros para alunos da Educação Infantil e Ensino Fundamental.

03) Mobilidade Urbana com a Nova Perimetral (Cezar-Rodeio) superando 85% do cronograma e inauguração prevista para setembro. Esta obra é superimportante para reduzir congestionamentos no trajeto Centro-Distrito de Cezar e vice e versa, com investimento de R$ 121,5 milhões.

04) Retomada da Estação de Tratamento de Esgotos (ETE) Leste, com previsão de duplicar a capacidade de tratamento, passando dos atuais 230 litros por segundo para 460 litros, objetivando atender mais 130 mil pessoas. O investimento é de R$ 39,3 milhões, com atendimento ao distrito de Cezar e bairros do Rodeio, Mogilar e Vila Nova União, entre outros.

05) Mutirões de Zeladoria abrangendo diferentes pontos da Cidade, com ações integradas, como poda de árvores, capinação, roçadas, pintura das guias e de passagem de pedestres, cata-tranqueira, tapa-buracos, coleta de lixo, etc.

 

A prefeita Mara, o vice Téo Cusatis e a equipe de servidores merecem os sinceros aplausos pelo dinamismo da gestão pública e notadamente pela continuidade e aprimoramento de ações iniciadas em nossas gestões (2001-2008) e estendidas no governo Marco Bertaiolli (2009-2016). São os casos da ETE Leste, oferta de período integral nas escolas, inovações para melhorar a área da saúde e mutirões de serviços públicos, entre outras que alavancaram o desenvolvimento sustentável de Mogi. #MarcasDaEvolução

 

Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo 

sexta-feira, 19 de junho de 2026

Repovoamento

 

(Imagem: Reprodução)

#InusitadaOferta – Ao longo dos últimos 20 anos, vemos notícias de cidades quase desabitadas em países milenares dos continentes asiáticos e europeus, como o Japão, Espanha e Itália entre outros. Nelas, vivem somente pessoas idosas. É resultado do envelhecimento populacional, queda abrupta de natalidade, forte desejo dos jovens procurarem locais populosos para viverem e traçarem seus futuros.

 

“Vila de 40 habitantes na Espanha oferece casa grátis e emprego estável” é o título de uma matéria do Uol Notícias: https://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2026/05/26/vila-de-40-habitantes-na-espanha-oferece-casa-gratis-e-emprego-estavel.ghtm. Arenillas fica na província espanhola de Soria, região nordeste da Espanha com 40 habitantes, mas com a chegada de turistas no verão aumenta para cerca de 300 pessoas, graças aos eventos culturais.

 

Com a oferta, a prefeitura visa combater o despovoamento rural para que Arenillas não “desapareça do mapa”. A ideia é atrair uma população estável e não apenas turistas para manter a comunidade viva. Oferece casa reformada, pronta para morar, com internet confiável e sem custo de aluguel.

 

Além da residência, a prefeitura oferece emprego estável para pedreiro de manutenção e reabilitação de imóveis e a possibilidade de gerir o bar social da vila, considerado essencial para a convivência e união da comunidade. Inclui-se no pacote o suporte para transporte escolar gratuito das crianças até a escola mais próxima.

 

São requisitos para os candidatos: preenchimento de formulário com informações sobre a família, experiência profissional, não exigir renda mínima, motivos da mudança, disposição para morar de forma permanente, vontade real de se integrar à comunidade, e participar da vida diária e das atividades locais. Há prioridade para famílias com filhos em idade escolar e preferência para candidatos com experiência em construção, manutenção ou gestão de bares. Não há obrigatoriedade de ser cidadão espanhol.

 

Segundo a matéria, a proposta recebeu 100 candidaturas na 1ª semana e, posteriormente, ultrapassou 5 mil e-mails e 500 formulários, advindos da própria Espanha, América Latina e países vizinhos. A prefeitura informa que não existe prazo fixo para encerramento da inscrição, visto que o desejo é avaliar as candidaturas continuamente até encontrar o perfil ideal. #Repovoamento

 

Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo

terça-feira, 16 de junho de 2026

Injustiça

 


Sempre fui contra a discriminação de qualquer natureza. Talvez, até pelo fato de ser brasileiro descendente de imigrantes japoneses. Nos tempos de escola (1940-1960), eu e outros nipodescendentes sofremos muito preconceito, com chamadas pejorativas do tipo “Olha o japonês de olho rasgado!”; “Oi japonês, abre o olho!”; “Japa, volta pro seu país!” e assim por diante.

 

Graças aos ensinamentos do lar, segui as orientações de avós e pais para não contestar porque, um dia, com muito trabalho, seriedade e, acima de tudo, com muito amor ao Brasil, essa discriminação acabaria. Em 1945, após a 2ª Guerra Mundial, com a reconstrução econômica do Japão e a resiliência dos imigrantes e seus descendentes, vieram a confiança e a credibilidade que fizeram a discriminação contra os nipodescendentes cair aceleradamente.

 

A marca registrada do nosso Brasil é a miscigenação, com imigrações de italianos, espanhóis, alemães, árabes e japoneses, entre outras, somadas aos descendentes dos povos africanos que sobreviveram à trágica escravidão. Lamentavelmente, de alguns anos pra cá, a discriminação ressurgiu com força.  Basta citar o caso do advogado Matheus Menezes, que recorreu administrativamente após ser reprovado pela 2ª vez em concurso para delegado de Polícia Civil de Minas Gerais. Motivo: nanismo.

 

O advogado Flávio Brito, defensor de Matheus, esclarece que o pedido de reconsideração foi direcionado à própria banca, questionando o parâmetro utilizado nesse teste e a avaliação em si. Tudo indica que a reprovação teria ocorrido não ele ter atingido o índice mínimo, em razão do nanismo. No 1º teste, Matheus solicitou a adaptação do Teste de Aptidão Física (TAF) e apresentou laudos médicos à Fundação Getúlio Vargas (FGV), responsável pela organização do concurso. Mesmo sendo aprovado em todas as outras etapas teóricas do concurso (objetiva, discursiva e oral), ele foi reprovado no TAF.

 

Brito recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde o ministro Alexandre de Moraes entendeu que a banca não respeitou a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6.476, que trata de regras de concursos públicos para pessoas com deficiência e pediu nova aplicação do Exame Biofísico, com a adoção das adaptações razoáveis. Infelizmente, pela 2ª vez o advogado foi considerado inapto, fato que fez a defesa entrar com recurso. Agora, aguarda o resultado definitivo para decidir os próximos passos.

 

Torcemos para que Matheus Menezes seja aprovado no concurso e se torne um exemplo de delegado no Brasil, principalmente contrariando as discriminações que campeiam forte neste Brasil afora. #Injustiça

 

(Imagem: Reprodução/Redes Sociais)

 

Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo