sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Dilema de Neymar

 

#MundoDaBola – Longe de mim nutrir antipatia pelo excepcional jogador Neymar. Ao contrário, reconheço a condição dele de abençoado por Deus com o dom da vocação para jogar futebol. Mas, ele é diferente de outros craques da bola como o incomparável Pelé, o disciplinado Didi, o fenomenal Garrincha, o grande Rivelino, o pensador Sócrates, o esquerdinha Gerson e o intelectual Tostão, entre outros. Neymar tem sido um atleta com dimensões maiores, fora do campo.

 

Mesmo sendo uma figura apagada na última Copa do Mundo, tudo leva a crer que por interesses de ordem econômico-financeira, Neymar pai afirma categoricamente que as portas não se fecham para o retorno do filho Neymar à seleção brasileira. Isso, apesar de o jogador haver descartado sua participação.

 

Neymar pai diz que Cuca, técnico do Santos, foi infeliz em resposta sobre o craque jogar ou não contra o Remo e desabafou: “As pessoas sempre procuram polêmica. Neymar nunca afirmou que estava aposentado da seleção brasileira”. Neymar pai insiste rebatendo a declaração do filho de que havia encerrado sua participação no time canarinho: “A gente acabou de sair de uma Copa do Mundo, que foi difícil pra todos. Estamos falando de uma nova Copa do Mundo daqui a quatro anos e você quer que ele tenha uma resposta hoje?”.

 

Salvo engano, Neymar pai é uma pessoa super materialista, que tira o máximo proveito do filho para acumular riquezas e mais riquezas. Parece que fora do quadrilátero, Neymar é apenas um robô que obedece e faz somente o que o pai deseja.

 

Felizmente, o jogador mantém o Instituto Projeto Neymar Jr., uma associação sem fins lucrativos inaugurada em 2014 (https://institutoneymarjr.org.br/). O complexo de 8 mil m² em Praia Grande atende cerca de 3 mil crianças e jovens de 7 a 17 anos e suas famílias. É importante que uma pessoa vocacionada e privilegiada como ele continue contribuindo com a sociedade, além de inspirar pessoas a perseguirem seus sonhos. #DilemaDeNeymar

 

(Foto: Reprodução/Instagram)

 

Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo

terça-feira, 18 de agosto de 2026

Mãos à obra

 


#RiscoDasGulodices – A gula, geralmente, nos faz ingerir alimentos não recomendáveis. Somos traídos pelo sabor e aroma, sem preocupação com a qualidade deles. Recentemente, a revista americana National Geographic trouxe uma matéria aterradora para os incautos. Junk Food é um termo para enquadrar os alimentos com alto teor calórico, ricos em gorduras saturadas, açúcar e sódio, mas, baixíssimos em fibras e vitaminas. Ou seja, a chamada “comida lixo”. São os ultraprocessados de fácil consumo, incluindo fast-food, refrigerantes, salgadinhos e outras guloseimas, que contam com forte apelo comercial.

 

Se fosse só um vício prazeroso e inofensivo, seria o céu. Mas, destacou a reportagem, faz muito mal e até mata as pessoas viciadas, lenta e impiedosamente. Nos processados, está a dopamina que produz a sensação de prazer, porém, é muito perigosa para a saúde.

 

“Além da fome metabólica (necessidade de comer pra viver) e da fome hedônica (motivada por estímulos visuais e olfativos – a deliciosa gula), existe a fome de memória. O cérebro cria um banco de dados mental com sabores e sensações associados aos alimentos, que pode ser ativado ao reencontrar esses estímulos”, detalha a matéria.

 

Certos neurônios no hipocampo registram detalhes sensoriais e emocionais de alimentos calóricos. Eles ativam o prazer e desencadeiam desejos alimentares que fazem a gente comer demais, mesmo sem fome. Os ultraprocessados ativam vigorosamente duas vias, a da gordura e a dos carboidratos, sendo difícil de resistir.

 

O lado bom sobre esse assunto é que o cérebro é adaptável. Em outras palavras, podemos convencer o celebro a cair na real e parar de nos matar. É um esforço de convencimento feito por nós para nós mesmos sobre a necessidade de trocar as gulodices por alimentos saudáveis. Precisamos nos conscientizar fortemente de que o corpo que acolhe nossa alma necessita de cuidados permanentes, porque é uma dádiva divina. #MãosÀObra

 

Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo

sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Boas-Vindas!

 


#Sesc – O Sindicato do Comércio Varejista de Mogi das Cruzes e Região (Sincomércio) realizou um evento de boas-vindas à gerente do Serviço Social do Comércio (Sesc) – Unidade Mogi das Cruzes, Ana Luísa Sirota. A convite do ilustre presidente Valterli Martinez, participei com muita honra da recepção, em 23 de julho, que reuniu autoridades e lideranças do Alto Tietê, como a diretora regional do Sebrae, Gilvanda Figuerôa.

 

O Sesc foi criado em 1946 para promover o bem-estar social, a qualidade de vida e a democratização da cultura. É uma entidade privada, sem fins lucrativos, que tem como principais objetivos a realização de shows, peças de teatro, cinema, dança e grandes exposições de arte, com preços populares ou gratuitos; a promoção da saúde e do esporte com academias, piscinas, quadras e clínicas com foco em atendimento odontológico, exames e prevenção de doenças; oferta de lazer e turismo por meio de centros de lazer e hotéis com preços acessíveis via credencial; assistência social, com projetos de apoio aos idosos e crianças, destacando o “Mesa Brasil Sesc”, de combate à fome e ao desperdício de comida.

 

Por meio da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Estado de São Paulo (Fecomécio/SP) o Sesc São Paulo assumiu o controle do Centro Esportivo e de Lazer do Bairro do Socorro de Mogi das Cruzes, cedido pela Prefeitura em março de 2020, estabelecendo várias melhorias e proporcionando benefícios à comunidade de Mogi e Região.

 

A recepção à gerente do Sesc Mogi (na foto, a 1ª da direita para a esquerda) transcorreu num ambiente fraternal, incluindo uma saborosa galinhada servida no salão social. A iniciativa mereceu intensos aplausos numa demonstração inequívoca de gratidão ao presidente Valterli Martinez e sua fabulosa equipe. Parabéns, Sincomércio! Sucesso, Ana Luísa! #BoasVindas

 

Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo

terça-feira, 11 de agosto de 2026

Nunca é tarde!

 

(Foto: Arquivo pessoal)

#Formatura – Destaco hoje a importância de as pessoas continuarem ativas e participativas, mesmo na terceira idade ou melhor idade. Compartilho a história de Marivan Ferraro, de 77 anos, mostrada na UOL.  Ela estava diante da banca para apresentar seu trabalho de conclusão de curso de Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) na graduação, quando olhou para a plateia e viu alguém que tornou aquele momento ainda mais especial: sua mãe Maria Augusta, de 98 anos.

 

Professora aposentada no curso de design pela Universidade de Fortaleza, Marivan nunca parou de estudar e formou-se com a participação da sua mãe na confecção do livro infantil bordado à mão, apresentado à banca. “Foi um momento muito rico, muito feliz. A nossa convivência sempre foi muito constante, e eu tinha certeza de que ela estaria presente se houvesse possibilidade”, disse a formanda.

 

O trabalho uniu bordado, infância e memória familiar. O livro, inspirado na Arca de Noé, foi pensado para crianças pequenas, que ainda não sabem ler palavras, mas já "leem" o mundo pelos sentidos.

 

O trabalho ganhou um sentido especial, porque nasceu a quatro mãos. A professora levou a ideia para sua mãe e pediu ajuda para bordar o livro. Ela concordou, ajudou-a e depois deixou o caminho livre: “Eu já dei o empurrão e você faz o resto”. Marivan continuou.

 

O livro é artesanal por inteiro. Ela criou uma história em prosa poética, bordou as ilustrações e a escrita. Antes, a professora estudou a teoria do livro infantil e pesquisou tecidos adequados para crianças. Tudo em razão pela convivência com as costureiras e bordadeiras na casa de sua avó, que tinha um armarinho de vestidos infantis. O aprendizado com a mãe e avó foi transportado para a universidade décadas depois. A inspiração encontrou força nos sete netos de Marivan, um deles perto de completar 3 anos.

 

A formatura representou a 2ª grande retomada de desafios e estudos de Marivan que tinha interrompido o ensino superior após o casamento e a mudança para outra cidade. Com a nova formação, ela quer produzir livros, criar projetos de design, desenvolver marcas e trabalhar com identidade visual. “Sem estudo, não se vai a lugar nenhum. Todo dia a gente aprende alguma coisa. Todo dia a gente ensina algo a alguém. Nunca é tarde para estudar, aprender e retomar a vida”. De fato, nunca é tarde para assumirmos novos desafios. A linda história de mãe e filha é uma excelente referência para todos! #NuncaÉTarde

 

Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Legado paterno

 


#DiaDosPais – A figura paterna costuma gerar uma profunda emoção, inspirando sabedoria, proteção e amor. Hoje, homenageio todos os pais, presentes e em memória. Meu pai, Izumi Abe, que está no universo celestial, chegou ao Brasil com 15 anos, em 1928, na condição de imigrante japonês, ao lado dos meus avós Makie e Tokuji Abe e com a irmãzinha, Tioko, de 12 anos, e se estabeleceram como colaboradores no sítio do senhor Anan, na Porteira Preta, zona rural de Mogi das Cruzes/SP.

 

Como todos os imigrantes, sustentavam o ideal de fincar raízes e melhorar as condições de vida da família. Trabalharam intensamente, 16 horas por dia, sem domingo nem feriado, sob sol ou chuva. Em 1934, já haviam comprado 14 hectares na Vila Moraes. Aos 20 anos, papai Izumi casou-se com a linda, trabalhadora e determinada Fumica, 18, primogênita da família Daizen (casal na foto).

 

Meus avós e pais revelaram-se grandes empreendedores e, em 1935, adquiriram uma gleba de 44 hectares em Biritiba Ussu, a 15 km da zona urbana de Mogi, onde produziam verduras e legumes. Em 1940, já eram proprietários de 330 hectares de terras e campeões do Alto Tietê na produção de hortaliças e tubérculos (batata inglesa e batata doce), além do cultivo de chá com estrutura de agroindústria. Construíram casas de alvenaria para acomodar 30 trabalhadores rurais e adquiriram caminhões e tratores, assim como máquinas e implementos para irrigação de forma inédita e pioneira.

 

A Fazenda Abe chegou aos anos de 1950 com 650 hectares, 50 casas para acomodar colaboradores (200 pessoas), uma igreja, uma escola e um armazém terceirizado, tudo para proporcionar tranquilidade e qualidade de vida para todos. Para escoar diariamente a colheita abundante, havia dois caminhões próprios rumo a São Paulo e quatro (três de transportadoras) com destino ao Rio.

 

Em tempos diferentes, vovô Tokuji e papai Izumi foram homenageados pela Câmara Municipal com os Títulos de Cidadão Mogiano, em reconhecimento aos serviços prestados como maiores produtores rurais familiares do País e geradores de programas sociais aos colaboradores, referências inexistentes no Brasil da época.

 

Lamentavelmente, nos anos de 1980, vieram as desapropriações para dar lugar às represas destinadas ao abastecimento de água da região metropolitana de São Paulo, atingindo cerca de 300 produtores e resultando em 5 mil trabalhadores desempregados. A Fazenda Abe teve 260 hectares de terras produtivas desapropriadas pelo governo paulista. As indenizações, que deveriam ser pagas nos anos de 1990, transformaram-se em precatórios em 1994. Muitos produtores faleceram sem receber esses valores. Injustiça total!

 

“Amar este País, de todo o coração, ajudar o povo em tudo que for possível e fazer mais pelo Brasil que os próprios brasileiros”. Mais do que palavras na mente de uma criança que fui, são princípios gravados na alma do homem que sou. É parte do legado fecundo, brilhante e eterno que herdei de meus pais e avós. #LegadoPaterno


Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo

terça-feira, 4 de agosto de 2026

Vida roubada

 


“Mulher é resgatada de trabalho análogo à escravidão após 50 anos”, noticia o Uol no dia 6. A vítima é uma mulher negra, analfabeta e idosa de 62 anos, que foi resgatada de situação análoga à escravidão em um condomínio de luxo, em Eusébio/CE. O caso teve repercussão nacional e, segundo especialistas, o trabalho doméstico ainda carrega marcas do racismo e da herança escravocrata do Brasil.

 

A vítima (preservado o anonimato) trabalhava para a mesma família desde os 7 anos e nunca recebeu salário. Limpava a casa, cozinhava e cuidava das crianças. Além do mais, não teve vida pessoal (nunca namorou), nem oportunidade para aprender a ler e a escrever. Ela teve a “subjetividade roubada”, como define a antropóloga Izabel Accioly. Acordava às 4h30 para preparar o café da manhã e cuidar da rotina das crianças da família. Dormia na antessala do quarto da empregadora, de quem era cuidadora (foto).

 

Resgatada numa ação organizada pelo Ministério do Trabalho e Emprego, Polícia Federal e Secretaria dos Direitos Humanos do Ceará, a vítima possui créditos trabalhistas que ultrapassam R$ 1,5 milhão, mas que pouco valem diante dos 50 anos de trabalho análogo à escravidão, sem direito trabalhista e muito menos como ser humano.

 

Enquanto os empregadores estudavam, se profissionalizavam, constituíam patrimônio e formavam suas próprias famílias, a doméstica permaneceu analfabeta e em dependência econômica e financeira. Para completar, a vítima estava inscrita no Bolsa Família, com valor de R$ 600 mensais; porém, os saques eram feitos pela empregadora.

 

Segundo o Termo de Ajuste de Conduta (TAC), os empregadores assumiram obrigações destinadas à proteção social da doméstica, como R$ 50 mil a título de verbas rescisórias e aquisição de um imóvel residencial no valor mínimo de R$ 150 mil, além do custeio das contribuições previdenciárias até a obtenção da aposentadoria e complementação financeira de até R$ 12 mil, caso ela complete 64 anos sem acesso ao benefício previdenciário. Vejo as obrigações como irrisórias diante da vida roubada da vítima e creio que as punições deveriam ser muito mais severas, incluindo reclusão. Afinal, a privação de liberdade foi o que impuseram à mulher durante mais de meio século. #VidaRoubada

 

(Foto: Auditoria Fiscal do Trabalho/Divulgação)

 

Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo

sexta-feira, 31 de julho de 2026

Noite de Sukiyaki

 


#Panib – Em companhia de amigos, saboreei um maravilhoso sukiyaki, no evento promovido pela Pastoral Nipo-Brasileira de Mogi das Cruzes (Panib), que nasceu oficialmente em 15/08/1998, com renda revertida para as despesas da Paróquia São Maximiliano Kolbe, na Vila Lavínia (R. Francisco Vaz Coelho, 621),  inaugurada em 2002. A noite especial ocorreu no amplo ginásio do Colégio Franciscano Seibo, localizado em frente à Paróquia e fundado pelas irmãs e frades franciscanos conventuais em 1973.

 

O Sukiyaki nasceu no Japão, no final do Período Edo (1603-1867), quando o consumo de carne bovina era proibido pelo budismo. Popularizou-se na Era Meiji, com a liberação da carne. O nome deriva de “suki” (pá de arado utilizada antigamente para grelhar a carne escondido) e “yaki” (cozinhar ou grelhar).

 

No Brasil, onde está a maior comunidade nipônica fora do Japão, o estilo do sukiyaki é o Kanto, onde os ingredientes são cozidos em um caldo à base de dashi, shoyu, saquê e açúcar – denominado warishiya. O sukiyaki é um prato festivo e reconfortante, feito para ser compartilhado pelos familiares e amigos na mesa, onde todos cozinham e comem juntos. Após o cozimento, tradicionalmente, carnes, cogumelos, tofu, acelga, macarrão e outros ingredientes são mergulhados em uma tigela com ovo cru batido, antes do consumo.

 

A maioria das associações da comunidade nikkey realiza noites de sukiyaki para proporcionar encontros familiares e de amigos, com renda revertida para fazer frente às despesas dessas organizações.

 

A noite de 11 de julho teve relevância excepcional, que ficará marcada na alma, porque tive a honra de cozinhar e compartilhar o inigualável sukiyaki ao lado dos amigos mais que especiais Leila Mathias, Edson Camillo e Walter Kamijo. São momentos simples, mas de profundo significado para alegrar e valorizar a nossa existência! #NoiteDeSukiyaki

 

Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo