sexta-feira, 12 de junho de 2020

Meu amor por você!


Neste Dia dos Namorados, homenageio todos os casais, enfatizando que a vida a dois – sejam namorados, noivos ou casados – deve se basear em muito amor. Mas, acima de tudo, em compreensão, respeito, comprometimento, paciência, doação, afetividade e espiritualidade.

Um trecho da canção do incomparável Roberto Carlos reflete com romantismo essa magia que deve nortear o sentimento do casal:
“Eu tenho tanto pra lhe falar
Mas com palavras não sei dizer
Como é grande o meu amor por você!”

Casei-me com a amada Elza em 16 de dezembro de 1976, portanto, quase 44 anos. De tudo que menciono neste singelo texto, reafirmo o juramento que fiz perante Deus, por meio do grande amigo e missionário Padre Vicente Morlini, na Catedral de Sant’Anna, em Mogi das Cruzes, no compromisso cristã: “Até que a morte nos separe!” E acrescento, com a devida permissão: “E, mais tarde, no campo espiritual, continuarmos juntos, amando-a infinitamente!”

Te amo, minha sempre adorada Elza!


#FelizDiadosNamorados

Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo

terça-feira, 9 de junho de 2020

Lembrar para rir

Na condição de sãopaulino, permitam-me esquecer, por alguns momentos, as tristezas e preocupações geradas pela pandemia, trazendo-lhes uma coletânea de frases engraçadas que foram publicadas pelo jornalista, cronista e apresentador Milton Neves no seu blog (https://blogmiltonneves.uol.com.br/). Referem-se às frases que se tornaram célebres, principalmente, no mundo futebolístico. São de autoria do saudoso Vicente Matheus, sempre lembrado como um dos maiores dirigentes e uma das figuras mais ilustres do Sport Club Corinthians Paulista e do esporte nacional. 

Espanhol naturalizado brasileiro e empresário de mão cheia, o inesquecível Vicente Matheus presidiu o Corinthians por 18 anos não consecutivos, no período de 1959 a 1991, quando o time conquistou inúmeros títulos de campeão. Até hoje, as pessoas têm dúvidas se as célebres frases foram decorrentes de sua origem, que gerava dificuldade com a nossa língua Pátria, ou faziam parte da sua perspicácia para marketing.  



Vamos às frases históricas:
>- Comigo ou sem mingo o Corinthians será campeão.
>- Depois da tempestade, vem a ambulância.
>- Peço aos corintianos que compareçam às urnas para naufragar nossa chapa.
>- Tive uma infantilidade muito difícil.
>- Esse é um resultado que agradou gregos e napolitanos.
>- Jogador tem que ser completo como o pato, que é um bicho aquático e gramático.
>- De gole em gole, a galinha enche o papo.
>- O difícil, vocês sabem, não é fácil.
>- Vou dar uma anestesia geral para os sócios com mensalidade atrasada.
>- O jogo só acaba quando termina.
>- Haja o que hajar, o Corinthians vai ser campeão.
>- Minha gestação foi a melhor que o Corinthians já teve.
>- Dirigir um clube de futebol é como faca de dois legumes
>- O Sócrates e inegociável, invendável e imprestável.
>- Quero agradecer à Antarctica pelas Brahmas que mandou de graça pelo meu aniversário.

(crédito da foto: Placar)

Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo

sexta-feira, 5 de junho de 2020

Racismo Zero


Além da ansiedade, vulnerabilidade, tristeza e tudo de ruim que a pandemia do Covid-19 faz gritar em nossos corações, somos arrebatados pela atrocidade do racismo, pululando em suas mais macabras vertentes.

O segurança afro-americano George Floyd (46) foi cruelmente assassinado por um policial branco que, com o joelho, pressionou o pescoço da vítima até matá-la. Sem piedade, o  agressor ignorou os apelos do trabalhador negro. Ações policiais em nome da segurança nacional são justificadas e até elogiadas pelo inconsequente presidente Donald Trump.

O fato gerou comoção planetária. Como tem de ser para todos aqueles que se dizem humanos. Protestos contra o racismo cobrem os EUA.

No Brasil, a morte de negros tem sido constante, apesar dos protestos que se avolumam. Em 18 de maio, no município de São Gonçalo/RJ, um adolescente de 14 anos foi morto dentro de casa, por uma bala perdida, advinda de uma ineficiente operação policial.
Não podemos continuar com esta monstruosa intolerância racial no Brasil. Justo num país multirracial que gera a riquíssima policultura.

Não podemos esquecer a escravatura dos indígenas, logo após o descobrimento do Brasil em 1500. Nem da desumana escravidão negra, iniciada em 1539, esfacelando famílias que, presas aos milhares, eram trazidas do continente africano. A abolição só veio com a Lei Áurea, em 13 de maio de 1888. Os poderosos portugueses, denominados  senhores da terra, usaram, abusaram, violentaram e mataram, secularmente, as pessoas negras escravizadas, sem sofrerem punições.

Passaram-se séculos e, infelizmente, persistem a exploração e intolerância dos ditos poderosos contra aqueles que têm cor de pele diferente da branca. Estes facínoras continuam praticando, além da degradação social, a cultura do preconceito, especialmente contra os negros.

No Brasil, a legítima revolta contra a cruel escravidão faz parte da nossa triste história. As lutas vanguardeiras de personalidades negras, políticos e intelectuais, como José do Patrocínio e Joaquim Nabuco, devem ser eternamente lembradas.

Na África do Sul, despontou o lendário Nelson Mandela na batalha hercúlea contra o Apharteid. Nos EUA, o imortal pastor negro Martin Luther King, pelas intensas lutas contra a pobreza e o racismo. Ele foi assassinado, mas deixou extraordinário legado, sintetizado na  célebre citação: “Eu tenho um sonho que meus quatro pequenos filhos um dia viverão em uma nação onde não serão julgados pela cor da pele, mas pelo conteúdo do seu caráter”.

Conclamo todos a lutarem contra o racismo, rechaçá-lo integralmente, de forma pacífica e ordeira, mas com vigor e determinação, tendo como referência a batalha gigantesca de personalidades que a história nos mostra.



Como cidadão brasileiro, filho e neto de imigrantes japoneses agricultores, nascido em 1940, na generosa Mogi das Cruzes/SP, falo com convicção e sinceridade. Enquanto criança, jovem e até como adulto, sofri bullying. Nunca com a agressividade e intensidade que atingem quem tem pele escura, mas fui vítima de intolerância racial e social. Ouvi, por inúmeras vezes, xingamentos do tipo “japonês olho rasgado”, “japonês pixote”, “japa de merda, volta pra sua terra!” e  tantos outros que não gosto de lembrar.

Mesmo com esses ferimentos que maculam a alma, graças  à primorosa educação do lar, companhia de ótimos amigos e excelentes parceiros, superei a humilhação sofrida da barulhenta minoria racista, atravessando o mar revolto sem mágoa ou ressentimento. Com altivez, perseverança e dignidade. De ser nipodescendente humilde, que usava roupas feitas pela minha mãe com sacos de batata.

Modéstia à parte, sem falácia, cumpro e prego com fidelidade as lições de fraternidade, igualdade, paz e amor com fé cristã. #MaisAmor

Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo

segunda-feira, 1 de junho de 2020

Coerência e bom senso

Meu manifesto não se baseia em sentimento bairrista, mas sim em absoluta coerência e bom senso. Refiro-me ao Programa de Retomada Consciente da Economia, lançado na quarta (27) pelo Governo do Estado. Classifica as regiões em cinco fases: 1 (vermelha), de alerta máximo, com funcionamento apenas de serviços essenciais; 2 (laranja), controle que possibilita aberturas com restrições; 3 (amarela), abertura de número maior de setores; 4 (verde), flexibilização maior em relação à etapa 3; e 5 (azul), de “normal controlado”, com todos os setores em funcionamento, mas mantendo medidas de distanciamento e higiene.

Sou integralmente a favor do isolamento social, seguindo rigidamente os preceitos das autoridades de saúde, assim como do Programa de Retomada Consciente da Economia. Acredito que se baseiam em pesquisas, dados e fatos, sob as óticas da ciência, saúde e economia, dentro de uma gestão pública responsável e transparente.

São justamente tais fatos que me levam a discordar da classificação de Mogi das Cruzes na fase vermelha, enquanto a Capital, epicentro da pandemia no Estado, avança para a etapa laranja. Tal situação só seria inteligível, se nossa Cidade tivesse indicadores piores do que os do Município de São Paulo. Não é o caso. 

O índice de isolamento social em Mogi sempre esteve acima do registrado na capital paulista. Quanto à capacidade hospitalar, na quinta-feira última, a rede mogiana registrava 57% de ocupação dos leitos de UTI e 50% das vagas nas enfermarias. Já a Capital chegava a 92% de ocupação dos leitos de UTI (hospitais públicos e privados) e lotação de 100% nos hospitais municipais.

Vale considerar que, pelo menos, 30% dos leitos mogianos estão ocupados com pacientes de municípios vizinhos, inclusive da capital paulista. Portanto, não são mogianos dependendo dessa assistência. Além disso, como medida preventiva no início da crise, Mogi das Cruzes construiu o Hospital de Campanha, com 200 leitos.   

Mogi não se encaixa na fase vermelha em nenhum dos critérios definidos pelo Estado para estabelecer as fases de cada região. E apresenta números bem mais favoráveis que os do Município de São Paulo. Logo, se o cabedal científico liberou a Capital para a etapa laranja, como justificar a permanência da nossa Cidade no estágio de restrição máxima? Das duas, uma: ou a liberação da capital paulista foi equivocada, ou foram usados desconhecidos peso e medida para classificar Mogi das Cruzes.   

Ombreio-me em total apoio às indignações do prefeito Marcus Melo, do vice Juliano Abe, dos vereadores, do Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê, de entidades classistas e demais lideranças. Estou ao lado deles na cobrança por revisão urgente da classificação de Mogi das Cruzes no programa.

Afinal, os critérios definidos pelo próprio Estado colocam a Cidade na fase 2 (laranja), que permite a abertura de escritórios, concessionárias de veículos, comércio e shopping centers, sempre com os protocolos de higiene e distanciamento.  

Apelamos para o bom senso e coerência das autoridades estaduais! Nada contra o Município de São Paulo, que dista apenas 60 quilômetros da nossa Cidade e sempre esteve próximo sob os aspectos físico, econômico e emocional. A própria característica da conurbação é um fator extra para não haver classificações diferentes entre cidades vizinhas de alta interação. Caso contrário, é imenso o risco de criar corredores adicionais para a propagação do vírus.

Embora seja uma cidade de quase 500 mil habitantes, Mogi depende de São Paulo – onde trabalham milhares de mogianos – e vice-versa. Uma enorme parcela da população paulistana e de vários municípios da Região Metropolitana prescindem da água advinda das três represas localizadas no território mogiano (dos Rios Jundiaí, Taiaçupeba e Biritiba Mirim). 

Reforçando que devem prevalecer os cuidados máximos de higiene e distanciamento social, só clamamos por justiça: a ciência que vale para a Capital também tem de valer para Mogi das Cruzes! #RevisãoJá



Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo

segunda-feira, 25 de maio de 2020

Em boa hora

O recapeamento de ruas na interligação dos bairros Jardim Layr e Jardim Aeroporto, assim como a nova cobertura asfáltica da Avenida Anchieta, em Braz Cubas, no trecho entre a passagem de nível e a Avenida Gaspar Vaz, estão garantidos em Mogi das Cruzes com a liberação de quase R$ 2,4 milhões. O dinheiro corresponde a emendas impositivas (de repasse obrigatório) que apresentei ao Orçamento da União, enquanto deputado federal.  A Prefeitura já tem aval da Câmara Municipal para receber os recursos do Ministério do Desenvolvimento Regional, por meio da Caixa Econômica Federal.

Outra boa notícia é que a Prefeitura concluiu a licitação para construção do Centro de Convenções no Parque Leon Feffer e pretende iniciar as obras em cerca de 30 dias. Enquanto deputado, conseguimos recursos extraorçamentários, da ordem de R$ 2,5 milhões, do Ministério do Turismo para viabilizar esse investimento. Com a concorrência pública, o valor da obra caiu para cerca de R$ 2,025 milhões. O novo espaço permitirá fortalecer atividades socioculturais, esportivas e de negócios no primeiro parque urbano da Cidade que implantamos em 2002, enquanto prefeito mogiano.

Nossa movimentação no Congresso para beneficiar Mogi das Cruzes responde aos pedidos do vice-prefeito Juliano Abe que, representando a Municipalidade, cobrava recursos federais para a Prefeitura concretizar os necessários avanços em infraestrutura urbana e potencial turístico.



É um momento importantíssimo assegurar os investimentos em meio à pandemia que barbariza toda a sociedade, castigando os setores produtivos. Afinal, a execução de obras movimenta a economia e gera empregos, além de trazer a necessária elevação da qualidade de vida.  Em boa hora!

Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo

quinta-feira, 21 de maio de 2020

Dignidade da moradia


“Sem moradia, não há dignidade” é uma frase que, desde a juventude, ecoa em meu coração.  A falta de habitação para milhares de famílias brasileiras é uma triste e cruel realidade.
Dados recentes do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e da ONU demonstram que aproximadamente 40 milhões de brasileiros não têm onde morar, número correspondente a mais de 8 milhões de famílias. Além disso, 47,5% da população brasileira vivem em moradias inadequadas.

Para agravar a situação, a Fundação Getúlio Vargas e o Instituto Trata Brasil mostram que 35 milhões de brasileiros (16% da população) não têm abastecimento de água e 100 milhões (47% da população) carecem de coleta de esgoto.



É o retrato do cotidiano de milhares de brasileiros que habitam  favelas nas periferias das cidades do Brasil afora. E evidente, isso estimula as invasões de áreas públicas ou privadas desocupadas, assim como de prédios abandonados, como ocorreu com o Edifício Wilton Paes de Almeida, no centro Capital, que desabou após um incêndio, ceifando numerosas vidas.

Em que pese serem práticas ilegais, longe de mim julgar os autores. Ao contrário, temos de trabalhar intensamente para reduzir a desigualdade social. Significa incentivar os governantes na consolidação de políticas públicas em prol das oportunidades que os desfavorecidos necessitam, como formação humana, profissional e intelectual. Os brasileiros são criativos, dedicados, solidários e batalhadores. Não precisam de esmolas. Não se trata de oferecer peixes, mas sim varas de pesca e aprendizado de como fisgar.

Falo de lições e iniciativas provenientes dos conhecimentos adquiridos num ensino público de qualidade que, estamos cansados de repetir, permanecem ausentes dos programas governamentais. Com a oferta contínua desses instrumentos, as conquistas sociais como saúde, transporte e moradias dignos serão decorrentes das próprias iniciativas da brava gente brasileira.

Além do mais, estaríamos consolidando o importante regime democrático, extirpando de vez as participações e vitórias eleitorais dos nefastos espertalhões, oportunistas e populistas, que se locupletam com a miséria derivada da elevada desigualdade social.

Enquanto não alcançamos o nível de uma sociedade mais equilibrada, homogênea e justa, indubitavelmente, compete ao governo, em parceria com o setor privado, oferecer às famílias de baixa renda acessos plausíveis e muito mais céleres aos programas de moradias dignas. E sem paternalismo. É o mínimo para o resgate da justiça social!

Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo


segunda-feira, 18 de maio de 2020

Consciência e Denúncia



É abominável o crescimento da violência de toda ordem. Mais revoltantes são os estupros e agressões, entre outros crimes, contra mulheres, crianças e pessoas vulneráveis. Lamentavelmente, essas ocorrências aumentaram ainda mais ao longo destes primeiros meses de 2020, quando vigora o isolamento social para conter a disseminação de Covid-19.

Hoje é o Dia Nacional de Combate ao Abuso e a Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. É uma alusão ao Caso Araceli. Em 18 de maio de 1973, uma menina de 8 anos, residente em Vitória-ES, foi sequestrada, violentada e cruelmente assassinada. O corpo foi encontrado carbonizado, seis dias depois.

O episódio dantesco me fez lembrar as acaloradas discussões na tribuna da Câmara Municipal de Mogi das Cruzes, onde eu debutava como vereador naquele ano de 1973. A indignação de outrora perdura até hoje, porque os criminosos, de classe média, jamais foram identificados. O máximo a que se chegou foi à promulgação da Lei Federal (nº 9.970/2000), criando a data.

Segundo o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, em 2018, foram 76.216 crianças e adolescentes vítimas desses crimes odiosos. Isto, sem considerar os milhares de casos que, sem denúncias, acabaram fora das estatísticas.

Mesmo com o rigor das punições penais – oito a 30 anos de reclusão (Lei Federal nº 12.015/2009) –, os agressores agem sem receio de nada. Nem da Justiça dos homens e nem da divina. Mais doloroso é saber que a maioria dos crimes ocorre no seio familiar.

Evidente que a prevenção é a melhor medida para combater a violência sexual contra crianças e adolescentes. É necessário um trabalho informativo junto aos pais e responsáveis, sensibilização da população e dedicação de profissionais de diversas áreas na identificação de potenciais vítimas para eliminar situações de risco.

Enquanto as medidas preventivas são insuficientes, faço um vigoroso apelo à população para denunciar com rigor e agilidade toda e qualquer violência. Vamos acionar o Conselho Tutelar, as Polícias, Guarda Municipal e demais órgãos de segurança pública. Temos o serviço gratuito Disque Denúncia Nacional, pelo telefone 100. Não vamos deixar barato! Nada de condescendência com essa escória! #ConsciênciaEDenúncia

Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo