(Foto: Rosinei Coutinho/STF)
#CódigoNoSTF – Lamentavelmente, avolumam-se as
notícias de envolvimento de membros do Poder Judiciário em assuntos que fogem
da ética e moral, atingindo até ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Como
modesto cidadão brasileiro que sempre acreditou no Poder Judiciário, estou preocupado
com a performance de certos juízes que denigrem a imagem da Justiça.
O atual presidente do STF, ministro Luiz Edson
Fachin, mesmo causando desconfortos a alguns membros da Corte, busca a
aprovação do novo Código de Ética do STF. Para relatar a matéria, ele escolheu a
ministra Carmen Lúcia, que possui trânsito entre diferentes alas do STF,
notadamente diante da crise de imagem e da pressão por investigações sobre
magistrados e seus familiares. Ela é decana da Primeira Turma.
Diferentemente dos demais pares, a ministra não tem
parentes, filhos ou cônjuge, com processos correndo na Corte. É muito reservada
e costuma fazer suas declarações apenas na tribuna ou da bancada do STF e do
Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde é a atual presidente.
Membros da Suprema Corte e seus familiares são alvos do Congresso Nacional, por
meio de Comissões Parlamentares Mistas de Inquéritos e de Comissões
Parlamentares de Inquéritos, e também da imprensa. É o caso do ministro Dias
Toffoli, relacionado ao rumoroso caso de liquidação do Banco Master, promovida
pelo Banco Central (BC). Igualmente do ministro Alexandre de Moraes e ex-
ministro Ricardo Lewandowski, que têm familiares contratados como advogados na
defesa do Banco Master.
Além da ética e moral, esperamos que a sede
ilimitada dos juízes em geral por penduricalhos também seja tema da relatora,
ministra Carmen Lúcia. Um em cada quatro juízes ganhou mais de R$ 100 mil de
remuneração, somente em janeiro último. Portanto, quase 4 mil magistrados receberam
acima do teto constitucional mensal de R$ 46.366,19.
Torcemos pela eficiência da ação saneadora em prol
da ética e moral no Judiciário, porque a Justiça é o principal alicerce de
equilíbrio e bom senso para a sociedade. Cabe a ela a função de aplicar as leis
e garantir os direitos individuais, coletivos e sociais, resolvendo conflitos
entre cidadãos, entidades e Estado. #ResgateDoJudiciário
Junji
Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São
Paulo

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