sexta-feira, 27 de março de 2026

Marca de alerta

 


#SinalDeFrank -  Chamou atenção a morte do influenciador Henrique Maderite, vítima de infarto, que tinha uma prega diagonal no lóbulo da orelha, o “Sinal de Frank”. Essa marca física é estudada há décadas por sua possível relação com doenças do coração e dos vasos. Especialistas afirmam que o sinal não é diagnóstico, mas pode funcionar como uma prevenção. Explicam que nunca deve ser interpretado de forma isolada, nem servir para gerar pânico, mas pode indicar a necessidade de avaliação clínica mais cuidadosa.

 

O Sinal de Frank foi descrito em 1973 por um pneumologista americano, que observou uma associação entre essa fissura na orelha e a presença de doença coronariana, que ocorre quando placas de gordura se acumulam nas artérias do coração, comprometendo o fluxo de sangue. Segundo o cardiologista Eduardo Lima (Hospital Nove de Julho/SP), existem até classificações em graus, sendo o mais acentuado aquele em que o lóbulo parece quase dividido em dois.

 

Pesquisas compararam a presença do sinal com exames como o cateterismo, que detecta obstruções nas artérias coronárias e encontram uma correlação estatística entre os dois achados. O Sinal de Frank está associado principalmente à aterosclerose, causada por acúmulo de gordura e inflamação na parede das artérias, podendo levar a infarto, AVC e doença vascular periférica, conforme o médico Carlos Eduardo Abrahão, responsável pelo serviço de cardiologia e de cirurgia cardiovascular do Hospital São Vicente de Paulo/SP.

 

Estudos de autópsia mostraram que a região da orelha com a prega apresenta degeneração de pequenos vasos, alterações nervosas e perda de colágeno, mudanças semelhantes às vistas em artérias doentes. A associação é mais relevante em pessoas jovens. Em pacientes abaixo de 60 anos, a prevenção deve ser mais acentuada. O sinal pode acender um alerta.

 

Estudo realizado pela UNESP de Botucatu revela uma associação mais forte quando as duas pregas estavam presentes na orelha. Em cerca de 45% dos pacientes avaliados, a presença combinada elevou o valor preditivo positivo para aproximadamente 90% de doença coronariana. O tema ainda gera controvérsias. Não significa que um infarto vai acontecer. Porém, é super recomendável a avaliação médica, especialmente se houver outros fatores de risco, como colesterol alto, diabetes, tabagismo ou histórico familiar: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2026/02/10/sinal-de-frank-na-orelha-pode-indicar-risco-de-infarto-como-em-maderite.htm                               

 

Infelizmente, nós, brasileiros, não damos muito valor à prevenção, importantíssima em todas as áreas porque, afinal, “é melhor prevenir do que remediar”. #MarcaDeAlerta

 

(Imagem: Reprodução/Redes Sociais)

 

Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo

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