terça-feira, 14 de julho de 2026

Comportamento infantil

 


#SíndromeDoImperador – “Pais que evitam frustrar os filhos podem criar outro problema emocional” é o título de uma matéria da coluna VivaBem, do Uol, que chamou minha atenção no sentido de contribuir com casais que têm filhos pequenos. Sou um avô que criou os filhos de uma forma mais amena em comparação com a metodologia mais rigorosa utilizada pelos meus pais. Segundo especialistas, birras intensas, dificuldade em aceitar frustrações, falta de empatia e a sensação de que a criança manda na casa são alguns comportamentos frequentemente associados à chamada síndrome do imperador. Trata-se de um padrão comportamental que, embora não seja reconhecido oficialmente como transtorno psiquiátrico, vem aumentando cada vez mais no seio familiar.

 

Esse fenômeno descreve crianças que crescem sem tolerância ao “não”, exigem satisfação imediata dos próprios desejos e demonstram dificuldade para lidar com regras e responsabilidades, vivem sem limites emocionais e tornam-se extremamente desrespeitosas e até agressivas. Especialistas alertam que a origem do problema costuma estar no ambiente familiar, principalmente no modo como os adultos lidam com autoridade, afeto e frustrações.

 

Psiquiatras afirmam que muitos pais cresceram em ambientes marcados por autoritarismo, agressividade ou excesso de rigidez e na tentativa de não repetir essas situações, acabam seguindo o extremo oposto, evitando qualquer frustração, não impondo limites e transformando o desconforto infantil em algo quase intolerável, gerando nas crianças a sensação de que seus desejos devem ser atendidos de pronto e que qualquer contrariedade representa injustiça ou rejeição. Essa metodologia impede o amadurecimento emocional, gerando dificuldade para desenvolver autocontrole e tolerância emocional.

 

Os erros mais comuns cometidos pelos pais são: evitar dizer não; compensar ausência com presentes e permissões; não estabelecer regras consistentes; estar presente sem conexão emocional; ambientes familiares agressivos; e projetar dores pessoais nos filhos. Para quebrar esse ciclo, o primeiro passo é reconhecer que o problema não está apenas na criança.

 

A terapia cognitivo-comportamental pode ajudar a criança a desenvolver habilidades socioemocionais, revisar padrões de comportamento e aprender a lidar melhor com frustrações e limites. O sucesso desse tratamento depende da participação dos pais no processo, revisando seus passados emocionais, dificuldades de comunicação e padrões aprendidos na infância.

 

Ensinam os especialistas que “educar não significa evitar qualquer sofrimento; significa ensinar que a vida envolve espera, perdas, regras, frustrações e convivência coletiva, experiências fundamentais para que uma criança cresça emocionalmente saudável e preparada para o mundo real”. #ComportamentoInfantil. Vejam a matéria:

https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2026/05/27/criancas-sem-limites-expoem-erros-cada-vez-mais-comuns-dos-pais.ghtm

 

Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo

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