(Imagem: Reprodução | Instagram @garofalodebora)
#EducadoraPremiada – A professora Débora
Garofalo é a primeira mulher brasileira e sul-americana que se tornou finalista
do prêmio Global Teacher Prize, considerado o Nobel da Educação. Reportagem
sobre o assunto começa com uma interrogação: “Como fazer educação com qualidade
em meio às constantes mudanças e transformações que desafiam cada vez mais os
profissionais do setor educacional? Como engajar os alunos e fortalecer o
protagonismo estudantil nesse processo?”
Débora afirma que “educação sem
propósitos vira distração”. O estudante precisa ver sentido nesse processo e
entender o seu propósito para que ele possa se engajar nas atividades. Aos
gestores escolares, ela evidencia que é preciso ter escuta ativa de toda a
comunidade escolar para construir um caminho possível de transformação e
evolução.
Nesse sentido, uma das providências
tomadas foi o desenvolvimento do projeto “Robótica com sucata”, que afetou
diretamente a vida de 2 mil jovens e crianças da comunidade escolar da rede
pública, mobilizando uma prática pedagógica formativa que fomentou a
aprendizagem a partir da criatividade, experimentação de ideias e exploração de
pesquisas para propor soluções à comunidade em que vivem.
Os alunos fizeram a reciclagem de lixo
coletado pelas ruas de São Paulo e construíram robôs com placas programáveis,
carrinhos motorizados, máquinas de refrigerante, aspiradores de pó, sensores de
enchente e etc. O programa não contou com laboratório e nem teve orçamento. Porém,
cresceu e impactou de forma positiva na redução da evasão escolar e melhora no
Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).
Essa iniciativa premiou a professora
Débora Garofalo, no ano de 2019, como uma das dez melhores professoras do
mundo, entre mais de 10 mil candidatos de 179 países. Assim chegou à condição
de finalista do Global Teacher Prize. “Participar de um prêmio desse porte é
poder dar voz, realmente, à nossa educação brasileira. É mostrar que, em
contexto de escassez, a gente pode inovar. E a gente pode, realmente, trazer
caminhos diferenciados. Acho que a alegria do trabalho de robótica com sucata é
que ele trouxe uma perspectiva mundial de democratização de acesso à tecnologia
e à inovação”, interpretou Débora.
A professora sofreu muito preconceito e
chegou a ouvir dos próprios colegas de profissão que o que estava fazendo era
“artesanato”. Fato é que o projeto tornou-se política pública na rede municipal
da maior cidade brasileira, São Paulo, impactando neste ano cerca de 3,7
milhões de estudantes em mais de 5.400 escolas de países como Argentina, EUA,
Inglaterra e França, além do Brasil.
Enalteço o papel dos educadores em todos
os sentidos! São eles que reduzirão os impactos das transformações decorrentes
de novas tecnologias e inovações que causam tantas dificuldades para parcela
significativa da população, como idosos e pessoas que acabam alijadas dos
efeitos da modernidade. #NobelDaEducação
Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo

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