#RiscoDasGulodices – A gula, geralmente,
nos faz ingerir alimentos não recomendáveis. Somos traídos pelo sabor e aroma,
sem preocupação com a qualidade deles. Recentemente, a revista americana National
Geographic trouxe uma matéria aterradora para os incautos. Junk Food é um
termo para enquadrar os alimentos com alto teor calórico, ricos em gorduras
saturadas, açúcar e sódio, mas, baixíssimos em fibras e vitaminas. Ou seja, a chamada
“comida lixo”. São os ultraprocessados de fácil consumo, incluindo fast-food,
refrigerantes, salgadinhos e outras guloseimas, que contam com forte apelo
comercial.
Se fosse só um vício prazeroso e
inofensivo, seria o céu. Mas, destacou a reportagem, faz muito mal e até mata
as pessoas viciadas, lenta e impiedosamente. Nos processados, está a dopamina
que produz a sensação de prazer, porém, é muito perigosa para a saúde.
“Além da fome metabólica (necessidade de
comer pra viver) e da fome hedônica (motivada por estímulos visuais e olfativos
– a deliciosa gula), existe a fome de memória. O cérebro cria um banco de dados
mental com sabores e sensações associados aos alimentos, que pode ser ativado
ao reencontrar esses estímulos”, detalha a matéria.
Certos neurônios no hipocampo registram
detalhes sensoriais e emocionais de alimentos calóricos. Eles ativam o prazer e
desencadeiam desejos alimentares que fazem a gente comer demais, mesmo sem
fome. Os ultraprocessados ativam vigorosamente duas vias, a da gordura e a dos
carboidratos, sendo difícil de resistir.
O lado bom sobre esse assunto é que o
cérebro é adaptável. Em outras palavras, podemos convencer o celebro a cair na
real e parar de nos matar. É um esforço de convencimento feito por nós para nós
mesmos sobre a necessidade de trocar as gulodices por alimentos saudáveis. Precisamos
nos conscientizar fortemente de que o corpo que acolhe nossa alma necessita de
cuidados permanentes, porque é uma dádiva divina. #MãosÀObra
Junji Abe, produtor e líder rural, é
ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo

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