sexta-feira, 23 de maio de 2025

Ameaça do álcool

 


#AlertaAosVeteranos – Pesquisa do Centro de Informações sobre o Álcool e a Saúde (Cisa) demonstra que uma pessoa com mais de 55 anos morre a cada 4 horas no Brasil, vítima do consumo abusivo de álcool. Os motivos são doenças como cirrose, complicações hepáticas, hipertensão e de saúde mental.

 

Outras informações, advindas do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde, indicam que nas demais faixas etárias os índices permaneceram estáveis nesta última década. Portanto, a faixa acima dos 55 anos foi a única que teve crescimento, com internações que passaram de 22% para 35% e resultaram em mortes.

 

A pesquisa destaca que, entre os jovens de 18 a 34 anos, em 2010, foram 17,1% de internações com óbitos, índice que caiu para 11,8% em 2023, último ano do levantamento. A socióloga Mariana Thibes, coordenadora do Cisa, afirma que a mortalidade entre os mais velhos se deve à condição do alcoolismo, uma doença que pode levar anos para apresentar efeitos, aliada ao próprio envelhecimento, visto que o “organismo fica mais vulnerável e susceptível, evoluindo para o óbito”.

 

Segundo Mariana, embora a população acima de 55 anos registre o maior número de mortes relacionadas ao consumo abusivo de álcool, ela não é a maior consumidora desse tipo de bebida. Em 2023, essa faixa etária demonstrou o índice de 8,6%, enquanto pessoas de 18 a 34 anos atingiram 26,9%, e a faixa de 35 a 54 anos, 22,9%. Apesar de os maiores de 55 anos consumirem menos álcool que os de outras idades, têm índices maiores de óbito por causa do envelhecimento.

 

Diante desse quadro, os profissionais de saúde precisam ser qualificados para identificarem de forma precoce o consumo nocivo de álcool. A atenção primária (UBS) é a porta de entrada na saúde para a maior parte da população, por meio do SUS. Providências imediatas evitam a evolução para quadros mais críticos. Em função das medidas urgentes adotadas pelo SUS, frisa a socióloga, as internações decorrentes do consumo excessivo de álcool caíram de 112 mil em 2010 para 50 mil em 2023, com o número de óbitos registrado de 3.202.

 

Cultivo otimismo em relação a quedas maiores no índice de internações e mortes derivadas do consumo abusivo de álcool, destacando o Dia Nacional de Combate ao Alcoolismo (20/02), com ações promovidas pelo Setor de Atenção à Dependência Química da Universidade Federal de Uberlândia e outras instituições. #AmeaçaDoÁlcool

 

Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo

 

terça-feira, 20 de maio de 2025

Lição dos cães

 


#PearlEReggie – Sempre que me deparo com alguma notícia importante ou interessante, costumo dividir com vocês. “Encontro histórico: maior e menor cachorro se conhecem nos EUA” intitula a curiosa matéria do último dia 30. Uma Chihuahua de apenas 9,14 centímetros, chamada Pearl, e um Dogue Alemão, de nome Reggie, com mais de 1 metro, são reconhecidos pelo Guinness Word Records como detentores do título mundial de menor e maior cães do planeta Terra, respectivamente. Os astros se encontraram no evento realizado pelo próprio Guinness, em Idaho.

 

A diferença de 91,56 centímetros entre os dois não impediu que o encontro fosse marcado por interações afetuosas e cenas curiosas. A pequena Pearl viajou do estado da Flórida com sua tutora, Vanesa Semler, para conhecer o gigante Reggie e o seu tutor, Sam Johnson Reiss. No início, Pearl permaneceu no colo da tutora, enquanto Reggie, muito gentil e curioso, se aproximou com cuidado. Instantaneamente, os dois dividiram o mesmo sofá e exploraram juntos a casa e o jardim.

 

As cenas do encontro viralizaram. Enquanto Reggie alcança a altura de bancadas da cozinha com muita facilidade, Pearl é tão miudinha que chegou a caber dentro da tigela de comida do seu amigão gigante. Porém, apesar do contraste físico, o comportamento amigável de ambos encantou os tutores e os fãs dos recordistas no mundo inteiro.

 

Segundo Sam, o gigante Reggie é um cão muito atencioso e delicado. Vanessa conta que Pearl adora a companhia de cães grandes e não tem a menor percepção de que é minúscula, sendo muito sociável e brincalhona. Ela diz que Pearl possui uma personalidade marcante, tendo o hábito curioso de escolher as próprias roupinhas, conforme o humor do dia. Por sua vez, Reggie pode parecer majestoso, mas é apenas um “bebê grandalhão”, de acordo com Sam.

 

Além de render admiração e comentários adoráveis, o encontro de Pearl e Reggie lembrou que quando o assunto é amizade, o tamanho realmente não importa. Pearl e Reggie dão lição de comportamento e postura aos seres humanos que, diferentemente dos cães, costumam demonstrar preconceito e intolerância com seus semelhantes, gerando até crimes por causa de diferenças. #LiçãoDosCães

 

(Foto: Divulgação/Guinness World Records)

 

Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo

sexta-feira, 16 de maio de 2025

Foco e fé

 


#Evaporação – Creio que a maioria não saiba o significado da palavra japonesa “Jouhatsu”. Eu mesmo, que sou descendente de japoneses, não sabia. Aprendi essa palavra na matéria de Giovanna Arruda para o UOL, com o título “R$ 16 mil para evaporar: japoneses pagam para sumir e começar uma vida nova”. Em nossa língua, jouhatsu significa evaporação. Diz respeito ao movimento de reduzida parcela do povo japonês que opta por desaparecer, abandonando suas vidas, suas casas e suas famílias. Apesar de ser uma prática discreta no Japão, ela já existe há décadas (1960), inclusive com apoio de empresas que contribuem para essa “evaporação”.

 

Segundo a jornalista, o movimento jouhatsu existe em outros países. Mas, no Japão, está consolidado, contando até com uma nova identidade para aqueles que desejam iniciar uma vida nova. Ou seja, seguir um novo caminho sem olhar para trás. As motivações, normalmente, são de ordem negativa: a pressão por um bom desempenho no emprego; uma desilusão amorosa; dificuldades financeiras; sentimento de insatisfação generalizada que causa essa opção para desaparecer do cenário em que está vivendo e buscar uma nova realidade; não corresponder às expectativas de terceiros, etc...

 

Em entrevista à rede britânica BBC, o jouhatsu Suguimoto (sem o prenome), contou que não desejava tocar o negócio do pai e para fugir dessa angústia deixou sua cidade, não revelando seu destino para ninguém. “Fiquei farto das relações humanas. Peguei uma mala e desapareci. Eu simplesmente fugi”. Anualmente, cerca de 100 mil pessoas no mundo praticam o jouhatsu, conforme levantamento realizado pela instituição Hopkins Training & Education Group, de Hong Kong.

 

Segundo o sociólogo japonês Hiroki Nakamori, que pesquisa o fenômeno há mais de 10 anos, as pessoas que optam pelo jouhatsu são aquelas que preferem sumir do que enfrentar as situações difíceis como o divórcio. “No Japão, é mais fácil desaparecer do que em outros países. A privacidade é um fator inegociável, fato que dificulta eventuais rastreamentos ou buscas pelos desaparecidos”.

 

O processo, segundo o sociólogo, permite sacar dinheiro em caixas eletrônicos sem serem descobertos, como também não permite o acesso ao vídeo de câmeras de segurança pelos seus familiares, enquanto desaparecidos. Pela demanda crescida, o jouhatsu fez surgir um novo mercado no Japão, com apoio de abalizados profissionais, cuja ação é denominada de “yonige-Ya”, ou seja, “fugir à noite”, com serviços de transporte e hospedagem em locais distantes e seguros, com a responsabilidade de a empresa apagar quaisquer vestígios da evaporação.

 

Dados Hopkins Training & Education Group indicam que os valores cobrados pelos jouhatsu  variam de US$ 450 a US$ 2.600 (R$ 2,7 mil a R$ 16 mil), conforme a quantidade de clientes, idade dos interessados e os itens a serem levados.

 

Com lucidez e firmeza, manifesto minha integral oposição ao movimento jouhatsu. Faço isso como ser humano e cristão, que preza infinitamente pela vida concedida por Deus, com sentimentos absolutos de fé e gratidão! Não vale a pena fugir. Nada é grande demais que não possa ser enfrentado com dedicação e fé! #FocoEFé

 

 

Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo

 

terça-feira, 13 de maio de 2025

Voz do povo

 

#NefastaMudança – A seleção masculina de futebol, nossos “Canarinhos”, que outrora nos deu tantas alegrias, infelizmente, desde a acachapante goleada diante da Alemanha por 7x1, na Copa do Mundo, em 8 de julho de 2014, no Maracanã, não conseguiu superar o trauma, deixando os torcedores sem esperanças. Ednaldo Rodrigues, presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), e membros da diretoria gozam vidas de reis. Mas, têm sido uma verdadeira decepção e desserviço ao nosso histórico e vencedor futebol nacional.

 

Além do mais, neste final de abril, fomos obrigados a conviver com a notícia- bomba de que a CBF vê aprovação final de camisa da seleção com a nova cor “VERMELHA” para os meses de junho ou julho, processo tratado com a fabricante Nike há quase 12 meses. A informação foi dada pelo site Footy Headlines e confirmada pelo UOL-Notícias. Em vez de cuidar do objetivo principal que é melhorar o futebol brasileiro, a CBF se dedica à nefasta mudança.

 

Imediatamente, comunicadores e cronistas esportivos se manifestaram veementemente contra essa desrespeitosa mudança de cores das tradicionais camisas da seleção brasileira de futebol:

 

- Galvão Bueno detona potencial nova camisa vermelha da seleção brasileira “Seria um crime”.

- Juca Kfouri: “Nossa camisa jamais será vermelha”.

- Paulo Vinicius Coelho (PVC): “ Brasil de vermelho é piada e fará seleção parecer mais ainda com Venezuela”.

- Walter Casagrande: “Camisa da seleção vermelha é um desrespeito com a nossa história”.

 

As contundentes críticas vão ao encontro do sentimento dos brasileiros. Pesquisa de opinião realizada pela empresa Quaest, tão logo o segredo veio à tona, demonstrou que 90% da população brasileira são contra a intenção da CBF de mudar a cor da camisa para vermelho, pois contraria as cores da Bandeira do Brasil, verde, amarelo, azul e branco, ferindo o patriotismo do povo que ama o futebol.

 

Tamanha foi a repercussão negativa que, no dia 29 último, o setor de relações públicas da CBF desmentiu o segredo da camisa vermelha, afirmando que as cores tradicionais do Pavilhão Nacional serão mantidas.

 

O presidente Ednaldo Barbosa e os diretores da CBF jamais poderão esquecer do forte e legítimo sentido do dito popular “A voz do povo é a voz de Deus”. Que assim seja! Em tempo: vão trabalhar para melhorar o futebol e deixem nossas cores em paz! #VozDoPovo

 


Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo

sexta-feira, 9 de maio de 2025

Tarifaço da soja

 


#EconomiaMundial – O termo globalização e a identificação de um processo mais abrangente e intensivo surgiram no final da década de 1980. Já a globalização contemporânea, com a aceleração na integração econômica, política e cultural, intensificou-se a partir da década de 1990. As raízes remontam às épocas das Grandes Navegações, dos séculos XV e XVI. Os EUA sempre primaram como a potência vanguardeira desde os anos de 1930, antes da 2ª Guerra Mundial, principalmente no que tange ao setor agropecuário, comandando um forte comércio mundial, com exportação maciça de alimentos. Claro, também na área industrial, muito superior ao resto do mundo. Sem uma percepção geral, os EUA, implementavam a dita globalização, com uma vigorosa política de exportação de produtos primários (alimentos) e secundários (industrial).

 

Sem ser economista e muito menos especialista sobre as relações multilaterais, comento sobre a preocupante situação que o mundo enfrenta com as ações tarifárias iniciadas pelo governo Trump, que colocam em polvorosa praticamente todos os países. O Brasil não escapa. Em termos industriais e tecnológicos, estamos extremamente atrasados em relação aos desenvolvidos EUA, China, Japão, Rússia, Alemanha, Inglaterra, França, Dinamarca, Coréia do Sul e etc.

 

Apesar da preocupação, o governo brasileiro vem tratando o abalo tarifário desencadeado pelos EUA com diplomacia, diferentemente da também poderosa China, que rechaça as tarifas americanas e tem respondido à altura às ameaças americanas. Em abril, pela primeira vez, o governo chinês afirmou que a soja brasileira pode substituir os grãos dos EUA no abastecimento do país. O vice-diretor da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China, Zhao Chenxin, declarou que “o fornecimento de grãos para o país não será impactado pela perda de importação de grãos forrageiros e oleaginosas dos EUA, uma vez que há substitutos disponíveis no mercado global e reservas internas suficientes”.

O fim do silêncio chinês ocorre num momento em que o país é o maior importador mundial de soja, devendo receber uma quantidade recorde desse produto da América do Sul, já neste trimestre, com o objetivo de aliviar a escassez de oferta e, assim, reduzir os preços da ração animal, com previsão de importação de soja do Brasil, Argentina e Uruguai. Devem ultrapassar 30 milhões de toneladas, ou seja, o maior volume já registrado nesse período.

 

Dificilmente, haverá retrocessos nas relações multilaterais entre os países, apesar de, em algum momento, enfrentarmos discordâncias, como o que está acontecendo em relação ao ardiloso presidente Donald Trump que, com medidas descabidas, gera prejuízos de ordem mundial. Aliás, coloca os próprios EUA em cheque e enfrenta forte oposição do povo americano que se manifesta contra a guerra tarifária imposta pelo seu comandante, alvo de grande impopularidade. #TarifaçoDaSoja

 

Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo

 

terça-feira, 6 de maio de 2025

Desafios do ensino

 

#RankingDoLuxo – “As escolas de luxo: ranking aponta as dez instituições mais caras do Brasil”. Esta matéria da revista Forbes analisou os custos nas principais escolas do País, com mensalidades que variam de R$ 6 mil a R$ 15 mil, além de taxas de matrículas que chegam a R$ 60 mil. Oferecem estruturas sofisticadas e atividades extracurriculares, como intercâmbio, currículos internacionais, programas de liderança, atividades esportivas e culturais.

 

Sem fazer críticas, apesar de combater a gigantesca diferença social no Brasil, faço algumas considerações sobre o tema.  A educação de uma criança de 2 anos aos 17 anos em uma das escolas mais caras do Brasil pode custar até R$ 2,8 milhões. Nove das dez escolas mais caras e exclusivas do Brasil estão no Estado de São Paulo. 


 

Vejam o ranking: 1º) Avenues (foto) - Maternal: Matrícula R$ 16,8 mil – Mensalidade R$ 9 mil; Infantil 1 e 2, Fundamental 1, 2 e Médio: Matrícula R$ 31 mil – Mensalidade R$ 15,182 mil; 2º) Graded - Infantil 1, 2 e Fundamental 1: Matrícula R$ 1.560 – Mensalidade R$ 11,459 mil; Fundamental 2 e Médio: Matrícula R$ 1.560 – Mensalidade R$ 14,221 mil; 3º) Concept - Matrícula sem valor; Berçário, Maternal, Jardim, Infantil 1 e 2, Fundamental 1, 2 e Médio: Mensalidade R$ 13.340,40; 4º) St. Paul’s School - Infantil 1, 2 e Fundamental 1: Matrícula R$ 60 mil – Mensalidade R$ 10,533 mil; Fundamental 2: Matrícula R$ 42 mil – Mensalidade R$ 10,533 mil; Médio: Matrícula R$ 18 mil – Mensalidade R$ 13,303 mil; 5º) St Francis College - Maternal, Infantil 1 e 2, Fundamental 1 e 2: Matrícula R$ 16 mil – Mensalidade R$ 10,205 mil; Fundamental 2 e Médio: Matrícula R$ 16 mil – Mensalidade R$ 12,765 mil; 6º) St Nicholas - Berçário: Matrícula R$ 9,38 mil – Mensalidade R$ 7,56 mil; Maternal, Infantil 1, 2 e Fundamental 2 e Médio: Matrícula R$ 7,56 mil – Mensalidade R$ 12,73 mil; 7º) Real House International School - Maternal: Mensalidade R$ 6,319 mil, Infantil 1 e 2: Mensalidade R$ 8,207 mil; Fundamental 1: Mensalidade R$ 8,841 mil; Fundamental 2: Mensalidade R$ 9,987 mil; Médio: Mensalidade R$ 10,987 mil; 8º) Escola Americana do Rio de Janeiro - Maternal: Mensalidade R$ 7,440 mil; Infantil 1 e 2, Fundamental 1 e 2 e Médio: Mensalidade R$ 10,952 mil; 9º) Chapel School - Berçário: Matrícula R$ 5,22 mil – Mensalidade R$ 5,22 mil; Maternal, Infantil 1 e 2, Fundamental 1 e 2: Matrícula R$ 9,495 mil – Mensalidade R$ 9,495 mil; Médio: Matrícula R$ 10,773 mil – Mensalidade R$ 10,773 mil; 10º) Stance Dual School - Infantil 1 e 2: Matrícula R$ 1,535 mil – Mensalidade R$ 6,14 mil; Fundamental 1 e 2: Matrícula R$ 2,302 mil – Mensalidade R$ 9,21 mil.

 

O custo exorbitante na rede privada reforça o quanto os governos federal, estaduais e municipais devem priorizar os investimentos no sistema público, prezando pelos educadores e pelas estruturas das escolas, com todo o aparato que o mundo moderno impõe. Falo do período integral (8 horas diárias), com cinco refeições por dia, para proporcionar um ensino público de qualidade à altura deste país fabuloso e do povo extremamente trabalhador. Caso contrário, cada vez mais ficaremos a reboque das nações desenvolvidas que garantem o ensino de excelência. #DesafiosDoEnsino

 

Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo

sexta-feira, 2 de maio de 2025

Sociedade melhor

 

#DiaNacionalDaMulher – Nem todos sabem, mas temos o Dia Nacional da Mulher, celebrado em 30 de abril. Simboliza a força, perseverança, determinação e amor da mulher, merecendo total respeito, reconhecimento, admiração e gratidão. Foi instituído em 1980, pela da Lei Federal nº 6.791, de 9 de junho de 1980, em homenagem à data de nascimento de Jerônima Mesquita, em 1880, em Leopoldina/MG. Ela foi a enfermeira que liderou o movimento feminista no Brasil e contribuiu para a criação do Conselho Nacional das Mulheres, sendo também a fundadora do Movimento Bandeirante, com o principal objetivo de promover a inserção da mulher em diversas áreas da sociedade. 

 

Apesar dos avanços conquistados nas últimas décadas, as mulheres ainda estão distantes de alcançar a igualdade com os homens. Enfrentam muitas restrições na maioria das áreas, em função do sistema patriarcal e do mundo machista. O combate ao sexismo, à misoginia e a todos os outros tipos de discriminações contra a figura feminina é o alvo continuo e permanente dos debates que marcam o Dia Nacional da Mulher.

 

Ainda hoje, as desigualdades no mercado de trabalho são imensas em relação aos homens. Dados oficiais registram que em 2018, antes da pandemia, somente 48% das mulheres estavam empregadas, enquanto para os homens esse número atingia 75%. Elas também recebiam, em média, 30% menos em termos de remuneração. Registrando-se ainda que em pleno século XXI, 50% das mulheres perdem seus empregos quando retornam da licença-maternidade.

 

Além do mais, ocorre o aumento da violência contra as mulheres, com agressões, estupros e feminicídios. Em que pese ser ofuscado pelo Dia Internacional da Mulher, celebrado em 08 de março, vale difundir o Dia Nacional da Mulher. Representa muito mais que reflexão. Temos de acelerar o quanto antes a busca de uma sociedade igualitária, sem preconceitos e violência contra as aguerridas mulheres. “Toda vez que uma mulher se defende, sem nem perceber que isso é possível, sem qualquer pretensão, ela defende todas as mulheres”, frisou a poetisa e escritora Maya Angelou. #SociedadeMelhor

 


Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo