sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Folia cancelada

 

#TristeRealidade – O Carnaval é a maior festa popular do Brasil. Celebra a cultura brasileira com blocos de rua, desfiles de escolas de samba e trios elétricos, entre outras demonstrações de pura energia e total alegria que atraem milhões de participantes de centenas de países, injetando bilhões de reais na economia nacional.

Eis as principais modalidades:

- Desfiles: escolas de samba, com origem no Rio de Janeiro e São Paulo, criam desfiles temáticos grandiosos.

- Blocos de Rua: eventos gratuitos que arrastam multidões, com destaque para o carnaval de rua de São Paulo que, neste ano, atraiu mais de 16 milhões de pessoas.

- Ritmos: samba, maracatu e frevo são alguns dos símbolos musicais da festa.

- Origem: introduzido pelos portugueses no século XVII, o “entrudo” é o ato de grupos saírem às ruas para jogar nas pessoas ovos, farinha e bolas de cera cheias de água com cheiro de limão.

 

A festa popular é tão significativa que impulsiona o ditado de que “no Brasil, a vida só começa após o Carnaval. Porém, em ano eleitoral, há feitos que desmerecem certos políticos que abusam das ditas “Emendas Parlamentares” visando exclusivamente a própria reeleição.

 

Em 9 de fevereiro, antecedendo o Carnaval, a Imprensa noticiou: “Emendas Parlamentares inflam cachês e prefeituras cancelam Carnaval pelo Nordeste”. Há bandas que, de um ano para o outro, aumentaram o preço em mais de 100%, conforme a Associação dos Municípios do Ceará (Aprece).

 

As cidades cearenses de Tauá, Caucaia e Jaguaretana cancelaram os festejos. No Rio Grande do Norte, Paraú e Santa Luzia também anunciaram que os recursos serão usados em ações contra os impactos da seca. O município cearense de Massapê reduziu o Carnaval de quatro dias para somente um dia: “as bandas estão cada uma mais cara que a outra; banda que nem é essas tops das galáxias querendo R$ 500 mil. Está virando negócio absurdo. A gente vive num estado pobre e não tem sentido quebrar uma cidade para fazer a festa”, justificou o prefeito Ozires Pontes, de Massapê.

 

O presidente da Aprece, Joacy Alves Júnior, diz que as emendas parlamentares de deputados federais e senadores contribuíram para a alta dos cachês. “Com a criação da Emenda Pix, uma prefeitura recebe o dinheiro e pode fazer a festa. Isto aumenta o preço porque, se esse município não tivesse esse dinheiro, não teria como pagar”.

 

Resta lamentar a postura de certos congressistas que, visando a própria reeleição, acabam comprometendo os momentos de alegria do povo, principalmente em municípios pobres dos estados nordestinos, onde são limitadas as oportunidades gratuitas de diversão e acesso à cultura brasileira. #FoliaCancelada

 

(Crédito: EBC)

 

Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo

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