#MaresRevoltos – A mente humana é
excepcional no desenvolvimento de projetos que transformam o cenário mundial
com celeridade. No setor empresarial, a amplitude das mudanças nas atividades
econômicas contribui com os empreendedores e pode prejudicar os colaboradores
com a redução e até extinção de empregos, por conta dos avanços tecnológicos.
Para nós da velha guarda, há
aproximadamente 70 anos, observávamos a troca dos animais (bois, cavalos e
burros) pelos primeiros tratores na lavoura. Mais adiante veio a internet, com redes
sociais, aplicativos e etc, que acabaram com jornais impressos; o comércio
eletrônico com entregas em domicílio; a quase completa substituição dos
taxistas pelos uber e 99; e o crescimento das transações bancárias virtuais (pix,
crédito/débito, ted, doc); entre outras mudanças.
A empresa de pagamentos Block, em
Oakland/Califórnia (EUA), com filiais em diversas cidades do mundo, operando no
modelo trabalho remoto, demitiu num tranco só 4 mil pessoas. Ou seja, substituiu
40% da sua força de trabalho pela Inteligência Artificial (IA) e suas ações
dispararam 20%.
Em 22 de fevereiro último, a empresa de
pesquisa econômica Citrini publicou um artigo sobre o impacto econômico da IA
até 2028. No dia seguinte, as ações de várias empresas de renome desabaram: IBM
recuou 13% com o temor de que parte dos seus serviços possa ser feito por IA,
perdendo U$ 31 bilhões (pior queda desde 2000); situação semelhante atingiu a
gigante SAP, Accenture, empresas indianas e setores de delivery, transporte por
aplicativo e setores financeiros.
Tarefas complexas que antes exigiam
equipes organizadas e bem informadas, começam a ser substituídas por IA. O
relatório da Citrini aponta que a IA está se tornando eficiente no manejo de
habilidades corporativas tradicionais, como gestão de projetos, organização de
relatórios, planilhas, rotinas, análises jurídicas, contábeis, apresentações,
design e programação.
Em 2028, boa parte do trabalho será
feito usando a IA em quaisquer línguas. A Citrini demonstra que a produção
econômica cresce, mas o dinheiro não circula mais pelas famílias por causa da
eliminação de muitos empregos, prevendo que a participação do trabalho no PIB
cairá dos atuais 56% para 46%, com dinheiro do salário retido na empresa como
lucro, descontado o gasto com a IA.
O ocorrido com a Block tende a se
repetir com a maioria das empresas, conforme o relatório da Citrini. Portanto, é
fundamental que os jovens tenham conhecimento das possíveis substituições de funções
por IA para não ficarem náufragos, sem porto-seguro no mercado de trabalho. Apesar
da preocupante situação, a prevenção é essencial para uma boa navegação em
mares revoltos. #InteligênciaArtificial
(Elis Regina e Maria Rita em dueto feito com IA para a Volkswagen — Foto: Reprodução)
Junji Abe, produtor e líder rural, é
ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo

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