terça-feira, 22 de setembro de 2020

Despoluição é a melhor homenagem

Hoje é Dia do Rio Tietê: Rio Verdadeiro ou Águas Verdadeiras, na língua tupi-guarani, que serviu tribos indígenas, propiciou a colonização e ancorou a evolução de sociedades. A homenagem consta da Lei Estadual (nº 7.815/1992) que ajudei a aprovar, enquanto deputado estadual.


Minha terra natal de Mogi das Cruzes é banhada pelo maior rio paulista, fonte de água para matar a sede e indutor do desenvolvimento do município. O Tietê impulsiona centenas de atividades econômicas. Desde uma siderúrgica até a inigualável produção de alimentos no nosso Cinturão Verde, o mais importante do Brasil.


O Tietê nasce em Salesópolis, no local transformado no Parque Nascentes do Tietê, com 134 hectares, tombado pelo governo paulista. A área fica no seio da Mata Atlântica e o rio tinha tudo para desaguar no Oceano Atlântico, a apenas 22 quilômetros de distância. Por generosidade divina, o Tietê corre em direção contrária e percorre 1,1 mil quilômetros, cortando o Estado de São Paulo de leste a oeste para servir 62 municípios até desaguar no grande Rio Paraná.


Com investimentos maciços e consciência, poder público e sociedade precisam trabalhar, juntos e com rapidez, para a despoluição completa de suas águas. Não adianta ficar na defesa verbal. O Tietê tem de deixar de ser alvo de despejos diários de bilhões de metros cúbicos de esgotos in natura vindos das cidades.


Mogi é a terceira cidade após a nascente do Tietê e tem se esforçado para melhorar o esgotamento sanitário. Quando assumimos a Prefeitura, em 2001, 63% dos esgotos eram coletados, mas apenas 0,5% recebia tratamento, antes de ser lançado no rio. Ao longo de oito anos, investimos pesado em saneamento, elevando os percentuais de coleta de detritos para 89% e de tratamento de esgotos para 43%. De fato, marcas históricas.


No 1º mandato, implantamos seis Estações Elevatórias com a função de bombear esgotos dos distritos de Braz Cubas e Jundiapeba para a Estação de Tratamento de Esgoto da Sabesp, em Suzano. Na 2a gestão, construímos a inédita Estação de Tratamento de Esgoto no Distrito de César de Souza, seguida de implantação de redes para recolhimento e tratamento de esgotos em toda a Cidade. São exemplos de ações pró-saneamento.


Atualmente, vale o destaque para o Programa +Mogi Ecotietê, desenvolvido pelo prefeito Marcus Melo e pelo vice-prefeito Juliano Abe. Os avanços a serem consolidados nos próximos anos tendem a elevar o saneamento básico em Mogi aos índices recomendados por organismos nacionais e internacionais de validação. A série de iniciativas da atual gestão permitirá fechar 2020 com 95% dos dejetos recolhidos e 61% dos esgotos tratados.


Vamos manter a mobilização em favor do Rio Tietê, trabalhando pela integral despoluição de suas águas. Devolver-lhe a vida é homenagear com justiça, dignidade e espírito cívico o nosso Tietê, um guerreiro que merece todo respeito, gratidão e zelo. #SalveRioTietê



Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo


sexta-feira, 18 de setembro de 2020

Valor da prevenção


Sou descendente de imigrantes japoneses, que vieram de um país de reduzida dimensão territorial, super-habitado, sem recursos naturais e atingido por constantes terremotos, maremotos, tufões e tsunamis, entre outras adversidades. Este fato reforça minha convicção sobre a importância da prevenção.

 

Providência, cautela, cuidado, diligência, precaução, presciência, previdência, prudência e medida são alguns dos sinônimos da palavra prevenção. Como no ditado popular, “é melhor prevenir do que remediar”. Numa citação mais elaborada, como a do pensador Jader Amadi, “a prevenção é importante não só na saúde física, mas também nos pensamentos que são causadores de nossos males e no próximo”.

 

No Brasil fantástico e abençoado por Deus, a consciência sobre a prevenção acaba diminuída. Não somos perfeitos e acabamos cometendo erros. Assim é com pessoas e serviços públicos. É comum a gente transferir responsabilidades aos outros sem assumir que causou acontecimentos negativos nem manifestar arrependimento. “Caramba, essa comida me deu dor de estômago; estava estragada!” (sem se dar conta de que comeu demais). “Poxa vida, estava atrasado e o cara ainda bateu no meu carro!” (sem avaliar que poderia ter saído de casa dez minutos antes). “Fulano está p. da vida comigo!” (sem perceber o quanto magoou com suas palavras).  

 

O mais grave é a ausência de prevenção em políticas públicas. Vejam a alta repentina dos preços dos alimentos, principalmente do arroz. É a consequência final de atitudes irresponsáveis dos governos Dilma, Temer e Bolsonaro, que ocasionaram o desmonte dos armazéns gerais para formação de estoques públicos estratégicos de alimentos. Se estivessem operando adequadamente, sob supervisão da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), subordinada ao Ministério da Agricultura, os produtos seguiriam para o mercado, ampliando a oferta freando a escalada de preços.  

 

Como podemos melhorar e aumentar o sentimento de prevenção em relação a nós mesmos e ao próximo? São muitas respostas. Sem ser pretensioso, digo uma. Entendo que, além dos ensinamentos de ordem espiritual, a educação familiar e escolar, desde a infância, é fundamental. Não temos o direito de abusar e temos o sagrado dever de conhecer e proteger os privilégios que o Brasil nos proporciona.

 

Apesar da dádiva da natureza, com potencialidades gigantescas em relação, ao solo, ao clima, às fontes hídricas e sem adversidades naturais, nada é infinito. Tudo se desgasta, diminui e acaba um dia. É preciso se conscientizar de que os males são reflexos de abusos praticados pelo ser humano.

 


Nada avança positivamente sem união. Cabe às autoridades, com apoio da sociedade civil, lideranças e população, implementarem políticas públicas adequadas e agirem permanentemente para melhorar a consciência e o dever geral de prevenção. #PrevençãoSempre

 

Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo

terça-feira, 15 de setembro de 2020

Abelha é vida



As pessoas costumam manter distância dos insetos, apesar de saberem que são imprescindíveis para o equilíbrio ambiental, alicerce da sobrevivência de todos os seres. É o caso das abelhas. Ao falar delas, surgem, quase instintivamente, três coisas: mel, colmeia e picadas doloridas. Fato é que esses pequenos voadores são fundamentais para o processo de polinização de vegetais. Não é uma função exclusiva das abelhas, mas elas se destacam na forma virtuosa e unida de trabalho.   

 

Apesar de superimportantes para o mundo, as abelhas estão desaparecendo no planeta e os seres humanos são os responsáveis diretos. Nos EUA o número de colônias do inseto caiu 52% de 1957 a 2017. Não é diferente no Brasil, onde os apicultores constatam cada vez mais abelhas mortas por aí. Os pesquisadores descobriram que, além das doenças e da redução do habitat das espécies, os agrotóxicos são os responsáveis principais pela morte dos bichinhos.

 

Se o triste cenário não mudar, em breve, mel e cera serão os primeiros a sumir.  O mel surge depois que as abelhas coletam o néctar  de vegetais e flores e regurgitam essa substância dentro de favos feitos de cera, no interior das colmeias. Já a cera é produzida a partir de glândulas no abdômen desses bichinhos. Ambos os produtos são utilizados em diversas indústrias. Além do setor alimentício, o mel é usado em cosméticos e medicamentos, enquanto a cera serve de matéria-prima para cosméticos e remédios.

 

Não é só. Faltará comida. O desaparecimento das abelhas impactaria diretamente a agricultura, tornando insustentável a produção de alimentos. Estudo da Organização Mundial das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) constata que das 100 principais espécies de vegetais, usados como base para produzir 90% da comida ao redor do mundo, 71% são polinizadas por abelhas.

 

Ao mesmo tempo, a agricultura é a mais dependente das abelhas e a principal responsável pelos fatores que envolvem o desaparecimento delas e de outros polinizadores. No Rio Grande do Sul, ficou comprovado que o uso do agrotóxico FIPRONIL causa a morte de centenas de milhões de abelhas. Somem-se a isso os céleres – e criminosos – desmatamentos e queimadas de matas.

 

Os animais que se alimentam de frutas silvestres estão também condenados à morte, pelo crescente desequilíbrio ambiental. Muitos não se deram conta, mas até as carnes serão afetadas. Como conservar as pastagens e produzir rações advindas de vegetais para a sustentabilidade da pecuária, sem polinização?

 

Vivemos um cenário catastrófico com a situação sendo retroalimentada. 1) Ter menos insetos significa ter menos plantas e consequentemente menos produção; 2) ter menos plantas contribui para o aquecimento global; 3) menos produção aumenta a fome e a miséria. Paralelamente, ter menos planta afeta a biodiversidade do planeta e o ciclo de destruição recomeça.

 

Só nos resta clamar para que a população se conscientize, assim como pressione autoridades públicas e lideranças da sociedade civil por providências para reverter o quadro que tem potencial para destruir a humanidade. #PelasAbelhas #PelaVida #SobrevivênciaHumana

Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo

quinta-feira, 10 de setembro de 2020

Devastação criminosa

Criminosos desmatam e queimam matas sem a mínima consciência das atrocidades que cometem contra a humanidade, o meio ambiente e a saúde. Pior, dificilmente recebem punição exemplar.


Cabe ao setor público ampliar as brigadas de combate às ações criminosas, com vigilância 24 horas, além de investir na repreensão com aumento significativo das penalidades aos infratores, assim como na educação ambiental. 


Os desmatamentos e queimadas ocorrem em todo o planeta. Pela simbologia, mencionamos o bioma mais importante do mundo que é a Região Amazônica. São 7 milhões de quilômetros quadrados, distribuídos em nove países. É a maior biodiversidade mundial, que concentra a maior reserva de água doce. 


Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), no primeiro semestre de 2019, o desmatamento cresceu 62,7% em comparação com o mesmo período de 2018. Já os focos de incêndios aumentaram 70%. Todos decorrentes de atos criminosos e, lamentavelmente, sem punições. 


Nosso inconformismo é total! Esperamos uma ação mais enérgica, digna e convincente dos governantes. 


Mogi das Cruzes, incrustada entre as Serras do Mar e Mantiqueira (representada pela Serra do Itapeti), dá exemplo de extraordinária contribuição nas ações de caráter preventivo, proporcionando às crianças, jovens e adultos a consciência cívica na defesa do meio ambiente e da saúde em geral. 


Quando prefeito, em 2001, com a contribuição de uma equipe fantástica, implementamos programas na rede municipal de  ensino para propagar a urgência da defesa intransigente do meio ambiente. A prevenção é o melhor instrumento na preservação ambiental. E as pessoas precisavam conhecer a riqueza da nossa biodiversidade porque ninguém preserva o que não conhece. 


Como primeiro passo, era necessário capacitar os educadores para multiplicar os conhecimentos sobre a educação ambiental e trabalhá-los entre as diversas disciplinas escolares, levando aprendizado amplo aos alunos. 


Assim, surgiu em 5 de junho de 2006, em nossa 2ª gestão como prefeito, a Escola Ambiental (foto), prioritariamente voltada para o magistério. A medida foi tão acertada que crianças, jovens e adultos assimilaram grande consciência na luta contra a destruição da natureza. O empreendimento municipal ganhou notoriedade mundial, com diversas premiações. 




Representando a fabulosa equipe de colaboradores municipais e da sociedade civil, registro os nomes das dedicadas e competentes professoras Maria Geny Borges Avila Horle e Maria Inês Soares Costa Neves, respectivamente, secretária municipal de Educação e diretora da Escola Ambiental, para manifestar os sentimentos de profunda gratidão do povo mogiano! #ContraCrimesAmbientais #RespeitoàNatureza #ConsciênciaeTrabalho

 

Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo

segunda-feira, 7 de setembro de 2020

Vibração cívica

 É obrigação cívica conhecer o porquê da independência do Brasil de Portugal, efetivada em 7 de setembro de 1822. Esta data é um dos mais relevantes feriados nacionais.

 

Por ser uma história importante, complexa e longa, não tenho a pretensão de descrevê-la. Dentre tantas matérias históricas na internet, pinço uma: https://brasilescola.uol.com.br/historiab/independencia-brasil.htm

 

Alguns fatos merecem destaque. É o caso da declaração, em 22 de janeiro de 1822,  do então príncipe regente D. Pedro, contrariando seu pai, o rei de Portugal D. João VI: “Como é para bem de todos e felicidade geral da nação, estou pronto – diga ao povo que fico!”. Historicamente, nasceu o Dia do Fico.

 

É fundamental citar a esposa de D. Pedro, Maria Leopoldina, e seu amigo brasileiro, José Bonifácio de Andrada e Silva, como as personalidades que influenciaram enormemente o príncipe regente e cultivaram nele o desejo de concretizar a independência do Brasil.

 

Os meses que antecederam a libertação do Brasil colonial de Portugal foram extremamente conturbados. Em 28 de agosto, chegaram de Lisboa mensagens invocando o imediato retorno do regente D. Pedro para Portugal. A corte real portuguesa já acusava de traidores ministros de D. Pedro.

 

Recebida por Maria Leopoldina, a mensagem reforçou nela a necessidade do rompimento com Portugal. Em 2 de setembro, ela organizou uma sessão extraordinária, assinou uma declaração de independência e a enviou para D. Pedro que estava em viagem a São Paulo.

 

O mensageiro alcançou a comitiva de D. Pedro, às margens do Ribeirão Ipiranga. Ao tomar conhecimento dos fatos, o príncipe regente ratificou a ordem de independência, erguendo sua espada e entoando o grito histórico: “Independência ou Morte!”.

 


Como cidadãos brasileiros, vamos comemorar este 7 de setembro com muita vibração. Que os sentimentos de independência, aflorados pelos heroicos brasileiros que contagiaram o príncipe regente, sirvam para impulsionar, cada vez mais, em nossa Pátria o trabalho árduo pela liberdade, igualdade e fraternidade. São os três pilares imprescindíveis para a consolidação da democracia. #VivaIndependênciadoBrasil

 

Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo

 

sexta-feira, 4 de setembro de 2020

Cidade Inteligente

Orgulho, respeito e reconhecimento pelo avanço exitoso e sistemático na utilização da tecnologia em Mogi das Cruzes, impulsionada, notadamente, pela administração municipal. Nossos aplausos e gratidão ao prefeito Marcus Melo e ao vice Juliano Abe que se dedicam ao processo, com o apoio dos vereadores e da sociedade civil! 


O levantamento elaborado pela Consultoria Teleco analisa as cidades que ofertam serviços considerados inteligentes ao cidadão, usando meios digitais como internet e celular. Englobam mobilidade urbana, educação, saúde e meio ambiente, entre outros, com peso 2, e os meios de gestão municipal, com peso 1. 


O estudo analisa o desempenho tecnológico de ferramentas disponibilizadas à população, como as do estacionamento rotativo, do transporte público, da consulta de processos administrativos, emissão de documentos, agendamento de consultas, matrículas on-line, incluindo até coleta de lixo e de resíduos recicláveis, entre outros serviços. Essas aferições constituem o Ranking de Serviços de Cidades Inteligentes. 



Mogi das Cruzes ocupa a honrosa 49a posição dentre os 100 maiores municípios do Brasil. Está à frente de capitais, como Brasília e Goiânia (de Goiás), entre outras dezenas de cidades, beneficiando a população com a agilidade, eficiência e praticidade dos meios digitais. 


Ao longo dos anos, a administração municipal vem conduzindo a evolução contínua no uso das ferramentas tecnológicas em prol da população. Conto uma memória de 2001, quando assumimos a primeira gestão como prefeito mogiano. A Prefeitura tinha míseros seis computadores. Investimos em modernização e, entre outras iniciativas, implantamos a Incubadora Tecnológica. Tamanha era a desinformação que a maioria perguntava se o novo espaço era uma granja incubadora de ovos para geração e venda de pintinhos aos avicultores. 


Não, a Incubadora Tecnológica foi o embrião do hoje premiado Polo Digital de Mogi das Cruzes. Selou o efetivo ingresso da Cidade na revolução tecnológica que se processaria com uma gama de produtos e serviços para impulsionar novos negócios, estimular o desenvolvimento e gerar empregos. 


Aproveitando o tema das cidades inteligentes, lançamos um forte apelo ao governo federal para universalizar o acesso à internet, acabando com os chamados buracos negros onde não há sinal para conexão. Anos atrás, com muita pompa, houve o lançamento do programa Internet para Todos, que tinha esse propósito. Porém, o projeto não saiu do papel, por motivos desconhecidos, e lamentamos profundamente. A inclusão digital é poderoso instrumento de maior participação popular e exercício da cidadania.

Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo



sexta-feira, 28 de agosto de 2020

Consciência e solidariedade

Não há como ser indiferente à dor de pessoas em situação de rua. Em condições climáticas favoráveis, já vivem um tormento, que se torna inimaginável no inverno. E impensável, quando o frio vem associado à chuva. A situação dramática da miséria ganhou um elemento extemporâneo: a pandemia de Covid-19. 




Diante da tristeza pela dura realidade, destaco a compaixão e solidariedade que brotam nos corações e alavancam o desejo de contribuir de alguma forma para reduzir esse flagelo mundial. Estima-se que haja 140 mil pessoas em situação de rua no Brasil, sem incluir a expansão causada pela pandemia. 

Existe um esforço imensurável do poder público, aliado a instituições da sociedade civil, voluntários e anônimos, não só para reduzir a quantidade de flagelados, mas também para proporcionar-lhes um pouco de conforto, ainda que temporário. Falo dos abrigos públicos dotados de estrutura para acolher, alimentar e tratar dos desamparados. 

A legislação proíbe o encaminhamento compulsório de alguém para um abrigo. Ou seja, mesmo sob risco de morte por exposição ao frio extremo nas ruas, por exemplo, a pessoa só pode ser removida ao albergue, se concordar. 

Reputo de fundamental importância estabelecer investimentos anuais maciços, obrigatórios e permanentes em ações de combate ao flagelo. Seria preciso um modelo de previsão constitucional, semelhante aos índices mínimos sobre as receitas correntes líquidas dos entes federativos, existentes para educação e saúde. 

Evidente que não basta. Políticas públicas autênticas em prol das pessoas vulneráveis precisam privilegiar o ser humano, com assistência social focada na promoção, valorização e reinserção socioeconômica de cada um, a partir da oferta de oportunidades – de trabalho, de qualificação profissional, de estudos, de vida. Como no ditado popular: não dê o peixe; ensine a pescar. Isso implica viabilizar o desenvolvimento econômico para dar sustentabilidade à promoção humana, com janelas claras para a inclusão social e no mercado de trabalho. 

Estamos às vésperas das eleições municipais. Analisem profundamente a vida pregressa dos candidatos a prefeito, vice-prefeito e vereadores, inclusive de seus familiares e colaboradores próximos. No caso dos majoritários, pesquisem seus planos de governo e procurem detectar suas verdadeiras ambições como gestor público. 

Peço que escolham com antecedência, os candidatos que reúnam, de fato, vocação, talentos e realizações, por menores que sejam, voltados genuinamente à assistência social sob a ótica da valorização humana, com ações para reinserção das pessoas mais vulneráveis no mercado de trabalho e na sociedade. Isso também é ser solidário e ajudar a cuidar do próximo! #Consciência #PorUmMundoMelhor

Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo

terça-feira, 25 de agosto de 2020

Segurança e Cidadania


No Brasil, com desigualdade social das mais altas do planeta, a defesa do cidadão é problemática, principalmente pela ausência de políticas públicas que contemplem, por exemplo,  ensino público de qualidade e assistência social sem paternalismo, voltada à promoção humana e espiritual.

 

Quando se fala em segurança pública, constitucionalmente, a responsabilidade maior é do governo federal, secundada pelos estados e, numa escala menor, dos municípios. Na prática, tudo sobra para as cidades que, por sua vez, sofrem monstruosa desigualdade frente à divisão do bolo orçamentário entre os entes federativos. Ficam com menos de 15% de tudo o que é arrecadado no País.

 

Quando assumimos a Prefeitura de Mogi das Cruzes, em 2001, tínhamos a bússola do PGP – Plano de Governo Participativo, elaborado em conjunto com a comunidade. Seguimos o preceito de combater a violência trabalhando com duas frentes básicas e simultâneas: programas socioeducativos e segurança pública. A primeira abrangia políticas ativas de inclusão social pautadas pela valorização do ser humano, incentivo à cidadania, estímulo à cultura e aos esportes, geração de emprego e renda, reinserção no mercado de trabalho, assistência social e reintegração à sociedade. Paralelamente, criamos iniciativas para proporcionar ensino de qualidade, acabando com a falta crônica de vagas e garantindo a participação permanente dos pais no acompanhamento escolar.

A segunda frente incluiu uma série de investimentos. Numa iniciativa inédita na história da Cidade, criamos a Ciemp – Central Integrada de Emergências Públicas, com câmeras de monitoramento 24 horas inibir a ação dos bandidos. O videomonitoramento deu tão certo que se transformou no principal instrumento de segurança. Antes, já havíamos inovado com os agentes municipais de trânsito para liberar policiais militares dessa função e a criação da Guarda Municipal, dotada de viaturas e motos, além da implantação do Sistema Infocrim, em convênio com o Estado, que mapeia as ocorrências policiais gerando informações para otimizar programas já existentes e adotar outras ações preventivas.

Houve muito mais medidas importantes como a desativação da Cadeia Pública, um barril de pólvora no Centro, e a ajuda direta à Polícia, com a locação e reforma de prédios para a Polícia, como as Delegacias do Idoso e a da Mulher, além do pagamento de gratificação mensal aos integrantes das polícias Militar, Civil, Corpo de Bombeiros, Ambiental e Rodoviária.

 

Mencionamos essas ações com gratidão, visto que os resultados exitosos foram alcançados graças às parcerias com diferentes segmentos sociais, com fundamental apoio dos vereadores e de uma equipe extraordinária de servidores.

 

Não poderia deixar de citar os reflexos altamente positivos dessas medidas, em razão da continuidade administrativa ancorada em meus sucessores. Marco Bertaiolli, por exemplo, aprimorou a estrutura físico-operacional e de lógica da Ciemp para que o atual prefeito Marcus Melo, ao lado do vice Juliano Abe, viabilizasse o videomonitoramento 24 horas, com o dobro de câmeras de rua e de veículos na frota em relação ao que havia em 2016. A atual gestão elevou em quase 50% o efetivo da Guarda Municipal que nós criamos. Hoje, há grupamentos especializados, como a Patrulha Maria da Penha (implantada num trabalho do Juliano enquanto vereador) para proteger mulheres vítimas de violência. Em Jundiapeba, funciona o Polo Municipal de Segurança (foto), com base da Guarda Municipal, Centro de Formação e Treinamento, espaço para a prática de tiro e canil. No Socorro, está em construção a Central de Inteligência da Guarda. São exemplos de investimentos contínuos ao longo dos anos. E que não podem parar diante da escancarada desigualdade econômico-financeira e, principalmente, social, que enfrentamos agudamente desde 2014 e vem se agravando de forma insustentável pela pandemia da Covid-19. #TrabalhoComResponsabilidade


Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo

sexta-feira, 21 de agosto de 2020

Sejamos pessoas melhores!

São crescentes as brutais intolerâncias e preconceitos de toda ordem, associados a estupros, inclusive de vulneráveis, feminicídios e outras violências. Escancaram o lado obscuro do ser humano, com escárnio acentuado às diferenças e aos diferentes. Começa hoje uma semana de altíssimo significado para cada um e para a sociedade.

 

De 21 a 28 de agosto, comemora-se a Semana Nacional da Criança Excepcional. Temos o dever de informar sobre as necessidades específicas das crianças excepcionais, repelindo e desconstruindo preconceitos.

 

Houve vitória da sociedade com a sanção do Estatuto da Pessoa com Deficiência, conhecida como LBI – Lei Brasileira de Inclusão. Um dos pontos principais é a reafirmação do direito de crianças, adolescentes e adultos com deficiência à proteção social, notadamente àquelas que dependem de cuidados de outras pessoas.

 

Com esse dispositivo legal, a discriminação de pessoas com deficiência é considerada crime, com penas de 1 a 3 anos de detenção, a exemplo da punição para crimes de racismo.

 

Apesar da latente intolerância, são inegáveis as conquistas pela integração social e profissional, além da inclusão escolar do excepcional que lhe permite desenvolver seu potencial e exercer seus direitos de cidadão. Enriquecem este cenário as fantásticas atividades exercidas no País inteiro pelas Apaes - Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais.

 

Curvo-me, com gratidão, às pessoas com deficiência que irradiam alegria, confiança e amor, superando os desafios impostos pelo cotidiano.  Estendo os agradecimentos aos dedicados familiares que, ao lado dos valorosos educadores, assistentes sociais, psicólogos e voluntários da sociedade, são referências de admiração, benquerença, solidariedade e muito amor.

 

Aprendendo com genuínos exemplares de guerreiros, trabalhemos juntos para combater ações nefastas advindas de preconceito, intolerância, desrespeito, indiferença, insensibilidade e desamor! #MaisRespeito #MaisAmor

 Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo

terça-feira, 18 de agosto de 2020

Lição de vida

Sempre tive carinho imenso por pessoas com deficiência. Regra geral, são anjos que nos dão exemplos na vida. Costumam esbanjar alegria e de nada reclamam. Lutam bravamente para suprir suas deficiências e nunca temem usar sua capacidade de seres felizes.  Contrastam com parcela significativa da população, que só sabe reclamar de tudo, culpar os outros, irradiar egoísmo e insensibilidade.   


Em funções públicas, sempre procurei viabilizar ações que elevassem a qualidade de vida da pessoa com deficiência. Também foi assim quando assumi a Prefeitura de  Mogi, em 2001. Norteados pelo PGP – Plano de Governo Participativo, construído com a comunidade mogiana, constituímos o Conselho Municipal para Assuntos da Pessoa com Deficiência. De forma pioneira, o colegiado implementou inúmeras políticas públicas para inclusão social e de trabalho, e de mobilidade urbana, entre outras várias ações.


Compartilho um caso pessoal. No final de maio, por descuido, sofri uma queda no quarto. A reação instantânea para proteger a cabeça provocou um impacto fortíssimo do meu ombro esquerdo contra o assoalho. O estrago foi grande! Romperam-se o tendão e os ligamentos, ocasionando dor insuportável. Encarei uma cirurgia com nome complicado – Reparo Artroscópico do Manguito Rotador Subcapular. Desde 2 de julho último, estou com tipoia no braço esquerdo, 24 horas por dia. O equipamento deve ser removido até o fim do mês. Daí, começa a fisioterapia três vezes por semana, ao longo de três meses.

 

Torno público esse pequeno acidente para alertar pessoas idosas como eu a redobrarem cuidados nas atividades diárias. Passou da hora de evitar aquela postura do apressadinho que, apesar dos quase 80 anos de idade, se julga jovem e capaz de fazer tudo com a mesma destreza de antes. É um abuso! Depois, ficamos lamentando e atribuindo a ocorrência à falta de sorte.

 

Conto esse caso também para destacar o quanto se pode extrair de legítimas histórias de superação, protagonizadas por quem tem deficiência e encara a vida, sem reclamar de infortúnios. Cliquem https://www.uol.com.br/universa/noticias/redacao/2020/07/22/sem-as-maos-mulher-vira-costureira-e-cria-suas-proprias-pecas.htm e leiam a emocionante luta da Alcilene Moraes Nunes.

 

Ela tinha apenas 1 ano e 3 meses de vida quando a casa onde morava com os pais e 12 irmãos, no Pará, pegou fogo. Com queimaduras de 3º grau em todo o corpo, rosto e couro cabeludo, ela teve as duas mãos amputadas.

 

Atualmente, com 45 anos, carrega profundas cicatrizes no rosto. Mas, nada a impediu de realizar o sonho de virar costureira. De família muito humilde, aos 28 anos, ela se mudou para São Paulo, em busca de tratamento médico e esperança de dias melhores.

 

Apaixonada por desenho, pintura e artesanato, Alcilene confeccionava e vendia caixas decoradas, sabonetes artesanais e lembrancinhas para festa. Era o meio de sobreviver, sem perder o sonho de ser costureira. Em 2010, começou a dar seus primeiros passos no ofício, fazendo consertos em roupas na máquina de costura. “Eu jamais desisti de fazer algo antes de tentar”, ensina ela.

 

Em 2016, Alcilene ganhou bolsa estudantil do curso de costureira no Senai. Em seguida, estudou modelagem. “No início, as roupas não ficaram muito boas, mas eu continuei tentando. Quando você tem força de vontade e deseja algo, consegue fazer”, incentiva ela.

 

Como profissional, Alcilene comercializa pelo site “peças da sua confecção”,  enviando sua produção para cidades do Pará e da Bahia, além de São Paulo.

 

Sem qualquer deficiência, não temos o direito de reclamar de nada, de nadinha. Alcilene Moraes Nunes, sem as mãos, casada, mãe devotada, profissional de primeira grandeza, sempre simpática, alegre e extremamente guerreira, merece de todos um profundo respeito, reconhecimento, admiração e, acima de tudo, eterna gratidão pelo seu exemplo e lição de vida!

 

Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo

quinta-feira, 13 de agosto de 2020

Revitalizando o Parque


Estão prestes a começar as obras que garantirão ao Parque Municipal Leon Feffer, em Mogi das Cruzes, um moderno Centro de Convenções e Eventos. A ordem de serviço foi assinada pelo prefeito Marcus Melo, em solenidade a que tive a honra de comparecer. Os recursos resultam de um trabalho nosso junto ao Ministério do Turismo, em 2018, enquanto deputado federal. Foi uma iniciativa desenvolvida a pedido do meu filho, o vice-prefeito Juliano Abe, representando o prefeito. 


Em Brasília, conseguimos recursos extraorçamentários, da ordem de R$ 2,5 milhões, para viabilizar esse investimento. Com a concorrência pública, o valor do empreendimento caiu para cerca de R$ 2,025 milhões. Fico muito feliz por ter contribuído com a revitalização do Leon Feffer, que considero emblemático!

 

Implantado em 2002, na nossa 1ª gestão como prefeito, foi o 1º parque urbano da Cidade, na várzea do Rio Tietê. Era um terreno municipal degradado pela exploração mineral. Transformamos pó e areia num espaço de uso múltiplo para conectar lazer, esportes, recreação e cultura – típicos de um parque urbano – com preservação e educação ambiental.

 

Agradeço imensamente o prefeito Marcus Melo por ser fiel ao conceito de continuidade administrativa saudável! Com sua gestão, ele diferencia Mogi da maioria dos municípios brasileiros, sob a ótica do desenvolvimento sustentável. Quem ganha é o povo mogiano!

 

Com 1.084 metros quadrados, o centro ficará perto do estacionamento. De acordo com o projeto, serão dois blocos. Um é o grande galpão – o salão de eventos – com altura interna livre (pé-direito) de 6,25 metros e área de 750 metros quadrados. O outro é mais baixo para as áreas de apoio. Este segundo bloco terá entrada coberta, hall e sanitários públicos (com acessibilidade), cozinha e espaços de apoio, depósito e vestiários de funcionários.

 

Sabemos o quanto a revitalização é necessária para o desenvolvimento socioeconômico da Cidade, além de aumentar a oferta de lazer gratuito e consolidar a cultura da preservação ambiental na população. #ParqueLeonFeffer #MaisLazer #Turismo

 Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo

terça-feira, 11 de agosto de 2020

Inspiração e fé

 Outubro é o mês da homenagem anual aos empreendedores, mas destaco alguém que não estará entre nós. Partiu em 17 de junho último, aos 91 anos de idade, sem as merecidas honrarias, esquecidas em meio às dolorosas notícias da pandemia. Falo de Nevaldo Rocha, fundador das Lojas Riachuelo. Nascido em Caraúbas, no sertão nordestino do Rio Grande do Norte, teve uma infância extremamente humilde. Aos 12 anos, deixou suas raízes para trabalhar na capital Natal, envolto no sonho de prosperar para ajudar a família. 


Dotado de extrema sensibilidade, confiança, ousadia e visão empreendedora, em pouco tempo, juntou suas economias para abrir uma pequenina loja de roupas, em 1947. Ancorado no espírito empreendedor e em sua fé no Brasil, o jovem Nevaldo fundou o Grupo Guararapes, que se tornaria a holding responsável pela gigantesca rede de 323 lojas espalhadas pelas cidades brasileiras.

 

Consolidou-se como um dos raríssimos empreendedores que apostou na gestão vertical. Ou seja, o Grupo Guararapes mantém fábricas que produzem as próprias roupas, assim como responde pelo sistema de transporte e logística, além de gerir a instituição financeira, que garante crediário aos consumidores. Não utiliza a terceirização, porém, investe em parcerias com famosos estilistas, criando a ponte entre o popular e o sofisticado.

 

Amado e respeitado pelos milhares de colaboradores do Grupo Guararapes, Nevaldo Rocha foi um dos grandes destaques do desenvolvimento e consolidação da responsabilidade empresarial social, num tempo em que o tema não era moda. As ações visavam solidariedade e contribuição de toda ordem às instituições beneficentes, assim como diretamente aos mais necessitados.  

 

Os filhos de Nevaldo seguem a filosofia do pai de valorizar sua terra natal: a matriz do grupo permanece em Natal (RN), apesar das estruturas operacionais espalhadas pelo território nacional. É a forma de retribuir e agradecer o abrigo e as oportunidades que a cidade ofereceu ao empresário desde o início da sua bem-sucedida caminhada empreendedora.

 

Homenageio um autêntico cidadão cristão, que devotou a vida para trabalhar na construção de um Brasil mais justo, com igualdade para todos, a partir da boa educação, saúde, profissionalismo e oportunidades.

 

Sua partida é triste, mas sua história inspira e comprova a existência de seres humanos de primeira grandeza, capazes de empenhar extraordinária liderança como referência para a sociedade brasileira.  #GratidãoNevaldoRocha

(Foto: Canindé Soares, via G1)

 

Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo

sábado, 8 de agosto de 2020

Dia dos Pais

 Amigas e amigos, antecipando as homenagens para o Domingo dos Pais, homenageio todos os papais, contando um pouquinho da história do meu. O imigrante japonês Izumi Abe chegou ao Brasil em 1928, com 15 anos. O Japão passava por um período extremamente difícil e, como outros imigrantes em situação de total pobreza, veio para o fantástico território brasileiro. Todos acalentavam o sonho de, em três ou quatro anos, construir patrimônio e retornar à terra natal. Ledo engano. Encontraram um País ainda virgem em termos de desenvolvimento, sem nenhuma estrutura para atender às expectativas e, a bem da verdade, acabaram substituindo a mão de obra escrava indígena e africana nas grandes fazendas de café.

 

Em que pesem dificuldades inimagináveis de conhecimento geral e das barreiras da língua, imigrantes japoneses, italianos, espanhóis e árabes, entre outros, contribuíram decisivamente para o desenvolvimento do País, conforme a história documenta.

 

A família Abe, como a maioria, adotou o Brasil de corpo e alma. Papai Izumi casou-se com Fumica e, ao lado dos meus extraordinários avós paternos, Tokuji e Makie Abe, construiu o alicerce fundamental de uma família harmoniosa. Juntos, esforçaram-se ao extremo para proporcionar aos filhos e netos aquela formação de excelência preconizada por todos. Edificaram cidadãos e profissionais, ancorados em respeito, solidariedade, união, trabalho, ética, moral, muito amor e fé em Deus.

 

Gratidão, gratidão e gratidão é o sentimento que lastreia essa homenagem!

 

Em nome dos meus avós e pais, batalho o tempo todo para repassar aos filhos e netos os mesmos princípios e valores que, generosamente, recebi, me acalentam a alma e sustentam minha existência.

 

Com as fotos sequenciais dos saudosos avós e pais, dos meus três filhos, quando eram criancinhas (parece que foi ontem!) e dos quatro do total de sete maravilhosos netos, homenageio todos os pais e avôs neste Dia dos Pais! #VivaDiaDosPais #TodoAmor #Gratidão.






 Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo


terça-feira, 4 de agosto de 2020

Questão de saúde


Em setembro, a Prefeitura de Mogi das Cruzes deve colocar em funcionamento a 3ª UPA – Unidade de Pronto Atendimento da Cidade. Fica no Distrito de Jundiapeba, onde vivem aproximadamente 80 mil habitantes. É uma população maior que a de 80% dos municípios brasileiros. Faço esse registro com muita alegria!



Como cidadão brasileiro, sei da péssima estrutura de saúde pública na maioria das cidades brasileiras. Mogi das Cruzes enquadra-se no rol das raríssimas exceções.

Em 2001, quando assumimos com muita honra a Prefeitura mogiana, tivemos o apoio integral de uma excelente e dinâmica equipe de colaboradores, associado ao respeito e compreensão da população. Com base no PGP – Plano de Governo Participativo, iniciamos um processo de acelerada melhoria em todos os serviços públicos.

A saúde foi uma das nossas grandes prioridades, diante da total calamidade em que se encontrava. De pronto, redimensionamos  todas as UBS – Unidades Básicas de Saúde para operarem com profissionais capacitados e equipamentos adequados às necessidades.  Igualmente, transformamos a UBS do Distrito de Jundiapeba em 24 horas.

Ao longo das duas gestões como prefeito (de 2001 a 2008), implantamos dezenas de reconhecidos projetos na área da saúde. Destacam-se Pró-Mulher, Pró-Criança, Pró-Híper, ProMeg (medicamentos gratuitos), CCZ – Centro de Controle de Zoonoses e o Pró-Parto (um programa que, de forma injusta, improcedente e inoportuna, foi alvo de denúncias e acabou paralisado quando deixamos a Prefeitura). 

Ao mesmo tempo, resgatamos a gestão plena da saúde junto às esferas estadual e federal e conseguimos que o Estado finalizasse a ampliação do Hospital Estadual Luzia de Pinho Melo, além de revitalizar toda a rede básica de saúde,  duplicar o número de médicos, enfermeiros e técnicos, entre outra infinidade de ações que transformaram a caótica saúde pública mogiana em altamente confiável.

Diferentemente do que ocorre com a maioria dos municípios brasileiros, sob bandeiras político-partidárias ou ideológicas, Mogi das Cruzes teve uma saudável continuidade administrativa, alicerçada no trabalho dos meus sucessores.

Tanto Marco Bertaiolli como o atual prefeito Marcus Melo, diligentemente, vêm investindo pesado e de modo ininterrupto na área da saúde. Evidente que este espaço é pequeno para relatar as inúmeras grandes conquistas.

Dentre tantos avanços, está o Hospital Municipal de Braz Cubas, implantado por Bertaiolli no Distrito onde vivem mais de 100 mil habitantes.  O prefeito Marcus Melo, apesar da crise gerada pela pandemia de Covid-19, vem entregando obras, uma atrás da outra, sem parar. E está prestes a inaugurar a esperada Maternidade Municipal de Mogi das Cruzes, também no Distrito de Braz Cubas.

Faço essas considerações em reconhecimento aos gigantescos esforços de diferentes gestores mogianos em prol dos incontestáveis avanços na estrutura da saúde pública de Mogi das Cruzes. Sem intenção de menosprezar o aparato existente em outros municípios da região, lembro que de 30% a 40% dos pacientes atendidos em solo mogiano são procedentes de cidades vizinhas. 
 
Portanto, cabe às cidadãs e cidadãos o dever cívico e democrático de escolherem bem, com responsabilidade e sabedoria, dentre inúmeros candidatos que se apresentam nos pleitos eleitorais. Mas, acima de tudo, elegerem quem será capaz de dar continuidade administrativa às boas ações deixadas pelos antecessores. #SaúdePúblicadeMogiMereceRespeito

Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo