terça-feira, 13 de junho de 2023

SOS USP!

 

#UniversidadeEmRisco – “Na melhor universidade do país, USP, faltam professores: isso é excelência?” Minha resposta direta: Claro que não! Esse título aparece na edição da Ecoa-Uol, de 28/03/2023, de responsabilidade da jornalista Mari Rodrigues. Aborda os problemas estruturais que a USP enfrenta há anos.

 

Como crítico construtivo em prol do ensino de absoluta qualidade em todos os níveis, sinto-me no dever de evidenciar o conteúdo da notícia. A conhecidíssima USP, de maior prestígio no Brasil e na América Latina, com aproximadamente 100 mil alunos, é responsável por mais de 20% da produção cientifica realizada no País. Tal façanha passa despercebida pelo poder público.

 

Em 2014, a necessidade de sanar o grande desequilíbrio financeiro levou à severa restrição da contratação de professores e servidores técnico-administrativos. Se, por um lado, saneou a situação deficitária, por outro, a USP sucateou notadamente os setores administrativos e de docentes.

 

A gestão atual compromete-se a, nos próximos quatro anos, realizar as reposições para retorno aos patamares de 2014. Mas, especialistas e alunos são céticos. Entendem que nem todos os institutos terão as reposições garantidas. Temem a competição inadequada entre eles para conseguir contratações pelo critério de quem é “mais excelente”. Ora, numa instituição como a USP todo mundo precisa ser excelente.

 

Até os leigos sabem o quão subjetivo é avaliar um fator como a excelência nos mais diversos setores, abrangendo a formação de professores, linguistas, de profissionais da saúde, do direito, da engenharia, etc. Em cada instituto, com certeza, existe um fator de excelência.

 

Alunos afirmam que o sucateamento é visível: salas superlotadas, manutenção precária, falta de materiais, cancelamento de disciplinas obrigatórias, ausência de disciplinas optativas e professores à beira do colapso em razão da sobrecarga.

 

Estamos no início de um novo governo estadual. Fazemos votos de que o governador Tarcísio de Freitas, com sua equipe, a partir do secretário de Educação, Renato Feder, invistam com urgência nos setores primordiais da USP. A Universidade de São Paulo merece toda a atenção, respeito, reconhecimento e gratidão do povo paulista e brasileiro pelo seu ensino de excelência! #SOSUSP

 

(Foto: Marcos Santos/USP Imagens)    

 

Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo            

sexta-feira, 9 de junho de 2023

Sorriso no corpo

 

#BezerroHappy – Amigas e amigos, os fazendeiros australianos, Megan e Barry Coster, afirmaram ao canal local da ABC que, anualmente, nascem 700 bezerros na propriedade chamada West Gippsland. Contudo, tiveram uma grande surpresa: nasceu um bezerro com manchas no corpo, em formato de rosto sorridente. No início, até desconfiaram que algum funcionário tivesse marcado o bezerro com tinta, em forma de sorriso. Extremamente inusitado, o fato virou atração turística na Austrália.

 

O bezerrinho ganhou o nome de Happy (Feliz, em inglês). A princípio, o casal de fazendeiros pretendia manter o pequeno como animalzinho de estimação. Mas, diante de multidões de turistas, que dificultavam as atividades diárias normais na fazenda, decidiram vendê-lo.

 

Assim, Happy foi arrematado pelos organizadores do famoso leilão Farm World, por um valor equivalente a R$ 35 mil. O casal Megan e Barry doou a quantia ao hospital da região.

 

Segundo a notícia, o diretor da Farm World, Craig Debnam, afirmou que Happy ficará muito feliz num imenso parque, de 120 hectares, com outros animais da mesma raça: “Vamos cuidar do animal, muito bem, e ele terá uma vida fantástica!”.

 

Na imagem, o bezerrinho Happy que, por dádiva divina, traz um sorriso estampado no corpo. Passando a fase de bezerro e, ao se transformar em touro, que Happy conserve a tatuagem natural para continuar despertando  alegria e admiração. #FelizHappy #SorrisoNoCorpo

 

 (Imagem:  Bellbrook Holsteins/Divulgação)

 

Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo

terça-feira, 6 de junho de 2023

Economia e sustentabilidade

 

#EnergiaSolar – Muitas vezes, compramos coisas desnecessárias. Mas, fazemos um esforço danado para economizar em despesas mensais fixas, como contas de água e de luz, protestando imediatamente ao poder público quando há reajustes. No que tange à geração de energia elétrica, o Brasil tem um privilegiado sistema hidrelétrico, via águas dos rios. Contudo, diversamente de décadas atrás, as prolongadas estiagens tiraram a capacidade de abastecimento regular dos reservatórios, que movimentam as turbinas com suas águas para geração de energia elétrica.

 

Surgem os sistemas alternativos de geração de energia elétrica, como o eólico e o solar. O aproveitamento do sol para produção de energia elétrica, via placas solares, já é uma auspiciosa realidade, com a adoção do recurso fotovoltaico, última novidade do mercado.

 

Porém, como os investimentos são altos, a instalação do sistema fotovoltaico acaba levando à desistência da maioria dos consumidores. Segundo pesquisas, bancar a implantação da modalidade numa residência com gasto mensal de conta de luz de aproximadamente R$ 500 implica despender de R$ 18 mil a R$ 21 mil.

 

Achei uma matéria superlegal, com o título “Dá para financiar placas solares em sua casa com o valor da sua conta de luz”: https://www.uol.com.br/ecoa/ultimas-noticias/2023/03/22/portal-com-informacoes-e-praticas-deixa-a-energia-solar-ao-alcance-de-todos.htm. Portal Solar é a empresa que lançou esse programa de financiamento. Objetiva a mudança de comportamento dos consumidores para a alternativa sustentável. Em sua plataforma, a companhia traz informações detalhadas sobre a instalação de sistemas de energia fotovoltaica para pessoas físicas e jurídicas. Também garante que é possível reduzir totalmente o consumo, exceto pelas taxas mínimas obrigatórias, cobradas pelo serviço de distribuição das concessionárias, e mostra como funciona o sistema fotovoltaico:

- O painel solar capta a luz e a transforma em energia elétrica; o inversor fotovoltaico adapta a corrente elétrica da energia; a energia chega ao quadro de luz e é distribuída na residência ou empresa; a energia alimenta as luzes e equipamentos elétricos de todo o imóvel; o excesso de energia é injetado na rede elétrica, gerando créditos.

 

As parcelas do financiamento e os juros são pagos pela conta de luz e, mais dia menos dia os débitos acabam. Daí em diante, o que o sistema gerar a mais de energia vira crédito junto à concessionária, que pode ser abatido em contas futuras.

 

Hoje, mais de 2 milhões, do total de 90 milhões de consumidores, economizam dinheiro e contribuem sistematicamente para a preservação do meio ambiente, porque a geração de energia elétrica pelo sistema solar significa energia limpa.

 

Efetivamente, a geração de energia solar é a bola da vez. Em 29 de março último, o governo federal anunciou a isenção total de Impostos de Importação, IPI e PIS/COFINS, até 31 de dezembro de 2026, para indústrias que produzem os painéis solares. #EnergiaLimpa “EconomiaESustentabilidade 

 

(Imagem: Blue Sol Energia Solar/Divulgação)

 

Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo

sexta-feira, 2 de junho de 2023

Puro encanto!

 


#ParqueDeFlores – Desde criança, sou entusiasta de flores, de plantas e da natureza. Apaixonei-me pela reportagem sobre o Mátria Parque de Flores, na Serra Gaúcha, município de São Francisco de Paula/RS, a aproximadamente 100 quilômetros de Porto Alegre.

 

É uma área de 50 hectares (500 mil metros quadrados), com investimento de R$ 25 milhões para a formação de 30 jardins, com 12 mil árvores plantadas e 9 milhões de mudas, entre elas, 22 mil de rosas vindas da Alemanha. Desde a entrada, o aroma das flores é estupendo. Os visitantes vão descobrindo a interação de cheiros e flores, conforme a caminhada. No passeio a pé, recomenda-se uma garrafinha de água, com tênis, boné e filtro solar, porque são 8 quilômetros de trajeto. Há alternativas de locomoção, como a bicicleta elétrica, scooter, patinete, triciclo e carro elétrico (tipo usado no campo de golfe). Mas, claro, com despesas de aluguel. 

 

O Parque conta com um belo lago, de 30 mil m², que possibilita um passeio inesquecível de barco a remo (despesa inclusa no ingresso), locais para piquenique, loja de plantas, acessórios de jardinagem, wine bar (vinhos), cafeteria e restaurante. Os melhores requisitos de engenharia foram aplicados para a transformação do empreendimento em obra de arte, com sintonia entre ondulações do terreno, texturas, cores e a diversidade natural da Mata Atlântica que compõe a região.

 

Tudo foi pensado para o visitante interagir com a natureza. A parte mais alta do Parque indica a forte preservação com belas araucárias, onde as abelhas (melíponas) e outra espécies nativas (todas sem ferrão) trabalham na polinização das plantas (inclusive, com outros insetos) e proporcionam a produção de mel. A atividade pode ser acompanhada pelos turistas.

 

Já ouviram falar em glicínias de origem japonesa? Elas estão no Parque, formando um túnel de 102 metros de extensão, considerado um dos maiores do mundo. Florescem no outono e inverno. A paisagem mistura-se com  gardênias, jasmins, camélias, hemerocallis, margaridas, verbenas, buddleias, magnólias, girassóis, lavandas e até amores-perfeitos de cor preta.

 

O Mátria Parque de Flores funciona todos os dias, das 10 às 18 horas. Crianças de até 11 anos têm entrada gratuita; jovens de 12 a 16 anos, idosos acima de 60 anos, PCD e estudantes pagam R$ 59,50; e demais adultos, R$ 119,00. Os pets têm acesso autorizado, mas precisam estar com tutores levando saco plástico para o recolhimento de fezes.

 

Vale a pena conhecer o local. Principalmente, para quem adora o contato com flores, plantas, paisagismo e natureza. O Mátria Parque de Flores é sinônimo de encanto! #PuroEncanto

 

(Imagem: Divulgação) 

 

Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo

terça-feira, 30 de maio de 2023

Amor à Terceira Idade

 

#TerceiraIdade – Amigas e amigos, em todos os países, sem exceção, a população idosa vem aumentando ao longo dos anos. A longevidade se faz presente, independente das condições sociais das nações. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), após o censo de 2022, registrou 208 milhões de habitantes no Brasil. Em 10 anos, a população acima de 60 anos cresceu 15% ou 31,23 milhões de pessoas.

 

Autoridades públicas e a própria população não estão preparados para lidar com os idosos. Faltam políticas públicas que envolvam a velhice, enquanto sociedade. São prementes os projetos, programas e ações para melhorar, primeiramente, as condições de saúde dos idosos.

 

Na vida cotidiana, é fundamental o tratamento carinhoso e respeitoso aos veteranos, com abordagem de igual para igual, sem infantilizá-los. Os idosos não gostam de ficar à margem de quaisquer decisões que envolvam a eles e a seus familiares. É essencial preservar sua autonomia! Eis algumas regras importantes:

 

Respeitar a história de vida; incentivar, reconhecer a independência e a capacidade de cuidarem de si mesmos; valorizar sua liberdade de tomar decisões e fazer escolhas; cuidar da autoestima e da dignidade; não expor suas vidas a outras pessoas sem seu consentimento.

 

A ideia de que os idosos são frágeis é falsa. São muito mais experientes, em razão de terem vivenciado alegrias e tristezas, sucessos e dificuldades e tantas outras complexas situações que, um dia, os jovens também experimentarão. Evidente que quando tiverem dificuldades de comunicação, locomoção, saúde ou financeira e, principalmente, sofrerem de solidão, os familiares precisam acudi-los de pronto! 

 

Cabe aos familiares terem sensibilidade permanente em relação aos idosos, distinguindo enquanto vivem como casais e após o falecimento de uma das partes. A observação ininterrupta dos veteranos é obrigação dos familiares.

 


Como prefeito de Mogi das Cruzes, implementamos na 2ª gestão (2005-2008) um vitorioso projeto chamado Pró-Híper. Trata-se de um local adequado para participação diária dos idosos em programas sociais, de conhecimento, de comunicação, de entretenimento, de lazer e de esporte, incluindo piscina aquecida para hidroginástica. As atividades objetivam tirar os idosos do isolamento. Recentemente, visitei o Pró-Híper (foto) e, com convicção, reafirmo que um dos maiores males da velhice é a solidão. #AmorAosVeteranos

 

Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo

sexta-feira, 26 de maio de 2023

Tradição italiana

 

#MuroNaPraia – Com perplexidade, vi a manchete: “Homens e mulheres separados. Por que praia italiana mantém muro na areia?” De pronto, me questionei se seria possível a intolerância, o preconceito e o conservadorismo em relação a gêneros estarem tão fortes em pleno século 21, embora a Itália seja a sede do Vaticano. Com o avançar da leitura, entendi a história e achei interessante dividi-la com vocês.

 

O fato ocorre na cidade de Trieste, região nordeste da Itália. A praia chama-se La Lanterna em alusão ao farol (erguido em 1832 e atualmente extinto) e separa homens e mulheres nas areias por um muro que se dirige mar adentro. Começou a receber banhistas no início do século 19, quando ainda pertencia à Áustria, ocasião em que o então Imperador Francisco I iniciou a construção de estruturas de suporte aos balneários. Com o domínio italiano, entre 1890 e 1903, foram inauguradas casas de banho com chuveiros para os turistas. 

 

A primitiva cerca deu lugar, nos anos de 1930, ao muro de alvenaria e, em meados de 1938, começou a cobrança de entrada para fazer frente aos custos de manutenção de chuveiros, banheiros e limpeza em geral. Durante a 2ª Guerra Mundial, cobrava-se preços baixíssimos em prol de famílias humildes. Os valores permanecem simbólicos.

 

Em 1959, o muro foi demolido por um breve período. Porém, rapidamente reerguido, com mais de 3 metros de altura. A parte feminina é mais lotada, visto que pode receber crianças masculinas de até 12 anos junto com as mães.

Autoridades sugeriram a derrubada do muro, mas não houve sucesso porque a divisão tem apoio popular. O muro da praia de La Lanterna segue firme, com restauração total de suas casas de banho, em 2009, sem perder o estilo do século passado.

 

Conforme a imprensa, o motivo do apoio integral ao muro nada tem a ver com discriminação, intolerância, conservadorismo ou machismo. A divisão é vista como instrumento de liberdade para topless na areia ou diversão com amigos, sem o receio da observação pelo sexo oposto. Em 2016, a praia foi tema do documentário grego “A Última Praia”, exibido no Festival de Cinema de Cannes, retratando as relações e comportamentos dos frequentadores.

   

Pular o muro só é permitido em casos especiais, como enfermeiras acompanhando pacientes idosos ou médicos que adentram o lado feminino para prestar socorro. Tamanho é o movimento que, além das estruturas tradicionais, durante a alta temporada, a praia tem barreiras flutuantes e painéis antipoluição para segurança e manutenção da qualidade da água. Em 2023, a praia está à disposição todos os dias da semana, das 9 às 17 horas, com preço do ingresso a 1 euro ou pouco mais de R$ 5. #TradiçãoItaliana

 

(Imagem: picture alliance/picture alliance via Getty Image)

 

Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo

terça-feira, 23 de maio de 2023

Enfim, desassoreamento!

 

#RioTietê – Notícia estampada no jornal regional O Diário, em 23/03, destaca que o governo do Estado, finalmente, vai executar o desassoreamento do lendário e importante Rio Tietê, no trecho entre Mogi das Cruzes e Itaquaquecetuba, a partir do 2º semestre deste ano.

 

Torcemos para que, desta vez, o Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) concretize a obra, compromissada há anos com o Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat). Vale lembrar do dito popular: “Promessa é Compromisso”.

 


A obra é fundamental para conter as sucessivas enchentes e alagamentos no período de verão, com as intensas chuvas, que levam prejuízos incalculáveis a milhões de famílias. É imprescindível o desassoreamento, com a retirada de areia, terra, lodo e outros dejetos do leito do rio, para o aumento da vazão. Aliás, é uma obra que deveria ser executada, no mínimo, a cada 3 anos, durante o outono, inverno e primavera.

 

As autoridades e a população têm o dever de defender e preservar o meio ambiente, principalmente os cursos d’água, com muita dedicação, respeito e amor. As mãos de Deus estabeleceram o caminho inverso ao Rio Tietê, que nasce na Serra do Mar, a 22 quilômetros do Oceano Atlântico, em Salesópolis. Porém, percorre em direção contrária todo o território paulista, numa distância de 1.136 quilômetros. Passa por 62 municípios paulistas até desembocar no Rio Paraná, fronteira com Mato Grosso do Sul.

 

A história registra que o Rio Tietê serviu para navegação e orientação aos heroicos Bandeirantes, responsáveis pelo desbravamento dos sertões, fundando centenas de novas vilas. As águas do Tietê misturam-se às do Rio Paraná que, por sua vez, recebe as águas do Rio Paraguai, beneficiando esse país. Deságua no Rio da Prata, na Bacia do Prata (entre Uruguai e Argentina) e, finalmente, desemboca no Oceano Atlântico, percorrendo ao todo mais de 5.600 quilômetros. Sem esquecer que, antes, beneficia os povos do Brasil e Paraguai com a Usina Hidrelétrica Binacional de Itaipu.

 

No Rio Tietê, temos as construções de barragens para regularização de cheias e abastecimento, represas hidrelétricas e inúmeras atividades de ordem econômica, como navegação, turismo e lazer, imprescindíveis para a melhoria da qualidade de vida da população e para o desenvolvimento sustentável. #EnfimDesassoreamento

 

(Foto: Arquivo – O Diário)

 

Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo