sexta-feira, 31 de outubro de 2025

Todo cuidado é pouco!

 

(Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros)

#FalsaCouve – Há notícias diárias sobre o envenenamento por metanol misturado em bebidas alcoólicas destiladas, como gin, uísque, vodca e etc. Porém, uma outra intoxicação chama a atenção: Claviana Nunes de 37 anos, moradora de Guimarânia/MG (região do Triângulo Mineiro), faleceu por ter ingerido durante um almoço familiar uma salada contendo a “falsa couve-manteiga”.


Aliás, quatro membros da família foram internados por consumirem essa planta, que contém a nicotina Glauca, extremamente venenosa. O perigo é que essa folhácea é bastante semelhante à tradicional couve-manteiga, muito consumida por nós, em especial, como acompanhamento da tradicional feijoada.

 

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde de Patrocínio, Claviana Nunes permaneceu em estado grave, com quadro de instabilidade hemodinâmica, mas, apesar de todos os esforços da equipe médica, veio a óbito. Deixou marido e dois filhos, ainda crianças. Os outros pacientes intoxicados reagiram aos tratamentos médicos e ficaram fora de perigo. A unidade hospitalar afirmou que todas as medidas preventivas e de investigação prosseguem.

 

De acordo com a nutricionista e fitoterapeuta Vanderli Marchiori, da |Associação Brasileira de Fitoterapia (Abfit), a nicotina Glauca é originária da Argentina e usada para a fabricação do fumo. No Brasil, a planta foi aclimatada no cerrado e é conhecida como “fumo bravo” ou “charuto do rei”. A espécie possui nornicotina e anabasina, entre outros alcaloides, que em geral têm ações no sistema nervoso central e também possuem um papel maior de citotoxicidade, que provoca a morte de células. A anabasina é o componente mais tóxico, que pode causar paralisia muscular e parada respiratória. Contém também outro alcaloide que é a escopoletina, que age sobre a coagulação sanguínea aumentando o risco de hemorragia gástrica.

 

É importante informar às pessoas que caminham nas matas ou que adquirem sítios e chácaras que se previnam. Sem conhecer a nossa rica flora, podem manusear, cheirar ou até ingerir plantas venenosas, capazes de provocar intoxicação fatal. Cautela é fundamental! #TodoCuidadeÉPouco

 

Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo

terça-feira, 28 de outubro de 2025

Vida mais saudável

 

#SaneamentoBásico – Uma das piores consequências da gigantesca diferença social no Brasil é a ausência de saneamento básico para a maior parte dos brasileiros. 83,1% da população tem acesso à água tratada, 55,2% tem coleta de esgoto e somente 40% do esgoto recolhido é tratado, segundo o Instituto Trata Brasil (ITB).

 

Apesar da pequena melhora na coleta de esgoto entre 2019 e 2023, houve um retrocesso no atendimento com água tratada nesse período e o ritmo de investimentos tem sido insuficiente para atingir as metas do Marco Legal do Saneamento até 2033 (estabelecido em 2020). A nova meta indica a universalização apenas para 2066 ou 2070, além das grandes desigualdades regionais.

 

O ITB mostra que universalizar o acesso ao saneamento básico geraria uma economia anual de R$ 25 bilhões em gastos com a saúde. A melhoria teria um impacto de mais de R$ 1,5 trilhão em diferentes setores da economia, incluindo R$ 815 bilhões em valores líquidos, já descontados os custos dos investimentos, até 2040.

 


Em 2024, o País registrou 344 mil internações causadas por doenças relacionadas ao saneamento inadequado, que custaram R$ 175 milhões aos cofres públicos. Desse universo, crianças de 0 a 4 anos e idosos representaram 43,5% das hospitalizações por diarreia, hepatite A e leptospirose. Até a cólera, que pode ser fatal e estava erradicada no Brasil há 18 anos, reapareceu.

 

Segundo Luana Pretto, presidente executiva do ITB, a entrada em vigor do novo marco legal, de 2021 a 2040, ampliou a participação da iniciativa privada e criou regras mais rígidas de regulação e fiscalização. Proporcionou redução de custos com tratamento de saúde, aumento da produtividade do trabalho, valorização imobiliária, geração de empregos e renda e turismo (exemplo: praias mais limpas).

A Associação e Sindicato das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (Abcon e Sindcon) informa que mais de 6,3 milhões de novos domicílios passaram a contar com água tratada e mais de 6,1 milhões foram conectados à rede de esgoto. Significa 85,9% da população com acesso à água tratada e 69,9% com coleta de esgoto.

 

Estudo recente da entidade aponta que o avanço do saneamento já movimenta a economia, com crescimento de 20,9% no número de empregos formais. Na construção civil voltada ao setor, o incremento foi de 17,5%, totalizando R$ 10,8 bilhões. De 2020 a 2023, foram investidos R$ 84 bilhões com a realização de 60 leilões que resultaram em R$ 181,6 bilhões em contratos até neste ano, que deverão beneficiar 74 milhões de pessoas direta ou indiretamente. Houve ainda um salto expressivo da indústria nacional ligada ao saneamento, com a produção de máquinas, equipamentos e materiais específicos com expansão de 97,7% em termos reais, atingindo R$ 2,6 bilhões em 2022.

 

São números e mais números comprovando o quanto é vital para o Brasil avançar no saneamento básico, destacando que o mais importante é a população com uma vida mais saudável. #VidaMaisSaudável

 

Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo

sexta-feira, 24 de outubro de 2025

Idosas no crime

 

#VidaNaPrisão – O envelhecimento populacional tem sido um grande desafio aos governantes, principalmente nos continentes asiático e europeu. O Brasil, socialmente muito desigual, já acarreta grandes dificuldades aos idosos. Para enfrentar a solidão e o alto custo de vida, idosas do Japão adotam uma medida radical: cometer crimes. Segundo a CNN internacional, o número de presos com 65 anos ou mais quase quadruplicou de 2003 a 2022. O World Prision Brief (WPB), organização que monitora a situação das prisões no mundo, afirma que 9,1% dos prisioneiros no Japão são mulheres.

 

Parcela significativa de japonesas idosas diz que pagaria 20 mil ou 30 mil ienes (R$ 750 ou R$ 1.090) por mês para viver presa para sempre, se pudesse. Muitas cometem roubos intencionalmente para serem encarceradas. De acordo com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), 20% das pessoas com mais de 65 anos no Japão vivem na pobreza e, por esta razão, preferem a vida atrás das grades à liberdade. Em 2022, mais de 80% das idosas presas em todo país tinham sido condenadas por crime de roubo.

 

“Talvez esta vida seja a mais estável para mim. Aqui preciso trabalhar nas fábricas prisionais, mas recebo refeição regularmente e assistência médica gratuita. Além do mais tenho a companhia de outras presas que, muitas vezes, não possuo quando estou em liberdade”, declara uma das presas, Akiyo (nome fictício). Akiyo conta que, pois antes de ser presa, morava com o filho de 43 anos. Ele costumava dizer que queria que a mãe fosse embora de casa.

 

Na prisão de Tochigi, ao norte de Tóquio, uma em cada cinco presas é idosa. As próprias detentas apoiam as mais frágeis, como cuidadoras, quando não há funcionários para essa tarefa. Ajudam no banho, locomoção, troca de roupa e nas refeições. É um cenário que parece mais uma casa de repouso.

 

Tardiamente, o governo japonês analisa essa emergência silenciosa. As idosas que recebiam auxílio após serem soltas tinham menor probabilidade de reincidência em crimes. Isso fez as autoridades proporcionarem apoio aos idosos vulneráveis. O governo lançou programas para as presidiárias com a intenção de orientá-las a buscar vida independente e melhor relacionamento com familiares, além de tentar ampliar a oferta de moradia aos idosos.

 

Que a situação do Japão e demais países que enfrentam realidade semelhante sirva de alerta ao nosso Brasil. Dados do IBGE de 2022 demonstravam que a população idosa (60 anos ou mais) no Brasil era de 17.887.737 mulheres (55,7%) e 14.225.753 homens (44,3%). Urgentemente, o governo precisa investir em programas para proporcionar estabilidade financeira, saúde, bem-estar social e, acima de tudo, iniciativas contra a solidão, conclamando os familiares para apoio, carinho e amor às pessoas idosas. #IdosasNoCrime

 


 

Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo

 

terça-feira, 21 de outubro de 2025

Avanço estrutural

 

#FerroviaJá  – Cresci torcendo pelo trem, notadamente, porque o Brasil tem dimensão territorial gigantesca e precisa privilegiar o sistema ferroviário em relação ao modal rodoviário. Fico triste, preocupado e até revoltado com os governos que, ao longo das décadas, não têm sensibilidade de investir pesado e permanentemente no sistema ferroviário.

 

“O objetivo é cortar o país de norte a sul e de leste a oeste com ferrovias”, declarou o secretário nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Ribeiro. Uma das maiores empresas do setor, a Rumo Logística, focada em soluções para tornar o modal ferroviário mais limpo e eficiente, desenhou um novo modelo de operação para o principal corredor ferroviário do agronegócio brasileiro, entre Rondonópolis/MG e o Porto de Santos/SP, com capacidade para transportar aproximadamente 11.500 toneladas de grãos. O trem tem 120 vagões, um ganho aproximado de 50% na capacidade em relação às antigas composições, que tinham máximo de 80 vagões (7.600 toneladas).

 

(Foto: Rumo Logística/Divulgação)

Diariamente, devem sair sete trens de 120 vagões de Rondonópolis para Santos. Em fevereiro último, cerca de 80 mil toneladas de soja foram embarcadas por dia no Porto de Santos, com excelente resultado. Para atingir a atual fase, a Rumo Logística iniciou em 2018 um planejamento com uma série de desafios técnicos para o projeto do trem, desde o uso de simuladores, testes de campo e sensores para avaliar questões relativas às condições da via e capacidade, entre outros fatores. O investimento no projeto é de R$ 700 milhões. Envolve adequações em pátios, postos de abastecimento e sinalizações.

 

Além dessa rota, Rondonópolis/Santos, a Malha Central (Ferrovia Norte-Sul), entre Porto Nacional/TO e Estrela D’Oeste/SP, vira realidade com trens de 120 vagões circulando diariamente. Além da substancial queda no valor de fretes, que tornará o Brasil ainda mais competitivo em agronegócio, o sistema ferroviário baseia-se na operação limpa e eficiente, com grande economia de combustível. É referência em eficiência energética e inovação, reduzindo expressivamente as emissões de gás carbono.

 

A Rumo Logística é a maior operadora de ferrovias no Brasil, responsabilizando-se por Malha Norte, Malha Oeste, Malha Sul e Malha paulista. Além dessas, a empresa também opera o trecho central da Ferrovia Norte-Sul, num total de 14 mil quilômetros, abrangendo diversos estados, como São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Minas Gerais, Goiás e Tocantins, por meio de 1.400 locomotivas e 35.000 vagões.

 

Também opera dez terminais de transbordo e possui participação em cinco terminais portuários nos principais portos brasileiros, como Santos, Paranaguá, São Francisco do Sul e Rio Grande, oferecendo serviços logísticos de transporte ferroviário, elevação portuária, terminais portuários e armazenagem, com soluções logísticas de qualidade, competitivas e de baixo carbono para suportar o crescimento do agronegócio brasileiro. #AvançoEstrutural

 

Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo

sexta-feira, 17 de outubro de 2025

Alerta nem-nem!

 

#SituaçãoPreocupante - O Brasil é o 4º país com maior proporção de jovens que não trabalham e nem estudam. São os chamados nem-nem. O relatório Education at a Glance 2025, divulgado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), mostra que 24% dos jovens de 18 a 24 anos estavam nessa situação em 2024. Apenas Colômbia (27%), Costa Rica (31%) e África do Sul (48%) possuem taxas maiores que a do Brasil. Já Islândia e Holanda são os países com a menor proporção, com apenas 5% dos jovens sem objetivos.

 

(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Apesar da péssima situação, o relatório demonstra que o Brasil tem conseguido avançar nos últimos anos. Em 2019, 30% dos jovens dessa faixa etária não estudavam e nem trabalhavam. Segundo a             OCDE, o pequeno recuo resulta de gestões públicas que têm apoiado a transição dos jovens para o trabalho ou educação. O documento destaca a enorme desigualdade de gêneros no Brasil. A situação de desinteresse no estudo e no trabalho atinge 29% das mulheres contra 19% dos homens, enquanto a média nos demais países membros da OCDE tem proporção igualitária.

 

O relatório analisa anualmente uma série de indicadores educacionais de 38 nações. Infelizmente, Brasil, Argentina, Bulgária, China, Croácia, Índia, Indonésia, Peru, Romênia, Arábia Saudita e África do Sul não são membros. A etapa da vida que vai de 18 a 24 anos é considerada a transição da educação para o mundo do trabalho, ou seja, quando os jovens deveriam cursar uma graduação ou curso técnico para conseguir um emprego. Por isso, é tão importante os governantes priorizarem políticas de apoio para essa faixa etária.

 

Estar fora do mercado de trabalho por um período prolongado reduz as oportunidades de adquirir experiência profissional e desenvolver habilidades interpessoais essenciais, tornando cada vez mais difícil a obtenção de emprego. O ciclo de experiência limitada e desemprego prolongado podem levar à exclusão social e do mercado de trabalho, especialmente para os jovens com níveis baixos de escolaridade ou qualificação profissional. Além das implicações econômicas, a OCDE destaca no relatório que essa situação pode ter efeitos psicológicos prejudiciais, como aumento de desânimo, depressão, ansiedade e outros problemas de saúde mental.

 

Reitero o constante apelo para os governantes deste imenso País investirem prioritária e maciçamente em ensino público de qualidade, com período integral de 8 horas diárias. Somente dessa forma faremos jus ao Brasil fantástico e ao povo cordial e hospitaleiro, priorizando a justiça social na integralidade. #AlertaNem-Nem

 

Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo

terça-feira, 14 de outubro de 2025

Abençoado café

 

#RitualDiário – Há três datas comemorativas para o café e a pujante cadeia produtiva do setor: 14 de abril (Dia Mundial do Café), 24 de maio (Dia Nacional do Café e do Barista) e 1º de outubro (Dia Internacional do Café). Genuinamente nacionalista, a celebração de 24 de maio foi instituída pela Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic) para marcar o início da colheita nas principais regiões cafeeiras do País como o sul de Minas Gerais, Cerrado Mineiro e Alta Mogiana. É também o reconhecimento ao profissional que domina a arte de extrair o melhor grão, transformando o produto na poesia líquida de um expresso bem tirado ou de uma receita especial de café filtrado.

 

Já o dia 1º de outubro marca a comemoração conjunta com 77 países membros da Organização Internacional do Café (OIC) e dezenas de associações cafeeiras de todo o mundo. O Dia Internacional do Café é uma celebração da diversidade do café e paixão do setor cafeeiro, sendo uma oportunidade para os amantes da bebida compartilharem seu amor pelo café e apoiarem os milhões de produtores rurais que sobrevivem dessa cultura aromática.

 

Assim, a OIC, reforça a ação coletiva com a mensagem: “Café, seu ritual diário, nossa jornada compartilhada”. Seja no café da manhã, após o almoço, no lanche da tarde, após o jantar, enfim, em todas as ocasiões, o cafezinho faz parte da rotina de milhões de brasileiros. Aproveitando essa data, o Guia de Compras UOL testou oito opções, dos gourmets aos especiais, selecionando os mais saborosos.

 

O teste às escuras contou com seis profissionais que experimentaram as bebidas, coadas com filtro de papel, sem ter conhecimento das marcas. Eis o resultado: 1º lugar: Orfeu Clássico Sul de Minas Gerais e Mogiana; 2º lugar: 3 Corações Café torrado e moído premium; 3º lugar: Coffee++ Super Specialty Arara; 4º Lugar: Starbucks Pike Place com notas de chocolate: 5º lugar: Nescafé Gold equilibrado; 6º lugar: Baggio aroma de chocolate trufado; 7º lugar: L’Or Sul de Minas frutado e cítrico; e 8º lugar: Santa Mônica café torrado e moído premium.

 

Rogamos que os produtores brasileiros continuem semeando, cultivando, colhendo e comercializando o saboroso café nacional, com suas várias marcas. E que, inclusive, superem os obstáculos gerados pelo tarifaço norte-americano. Tudo haverá de passar, porque não há mal que dure para sempre. #AbençoadoCafé


 

Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo

sexta-feira, 10 de outubro de 2025

Trilha profissional

 

#MelhoresSalários – No mundo moderno, em função dos extraordinários avanços da tecnologia, muitas profissões não existem mais e outras estão em decadência, enquanto surgem novas atividades profissionais. A escolha profissional baseada no princípio de abraçar “aquilo de que mais gosta” continua valendo, porque é preciso ser feliz com o trabalho adotado. Mas, entendo ser importante que os jovens, prestes a ingressar no mercado de trabalho, conheçam as profissões mais valorizadas.

 


“Veja as dez profissões com maiores salários de admissão” é o título da matéria da UOL, de 8 de abril. O levantamento foi realizado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) e traz também a renda inicial média nos setores da indústria e serviços, exceto o setor público:

 

1º) Engenheiros de computação: R$ 13,794,00, 2º) Engenheiros de minas e afins: R$ 13.055,00, 3º) Diretores de espetáculos e afins: R$ 11.716,00, 4º) Engenheiros químicos e afins: R$ 11.181,00, 5º) Engenheiros mecânicos e afins: R$ 10.838,00, 6º) Geólogos, oceanógrafos, geofísicos e afins: R$ 10,642,00, 7º) médicos clínicos: R$ 10.071,00, 8º) Engenheiros de produção, qualidade e tecnologia: R$ 9.960,00, 9º) Pesquisadores de engenharia e tecnologia: R$ 9.708, 10º) Engenheiros eletricistas, eletrônicos e afins: R$ 9.489,00.

 

No setor industrial, os maiores salários de admissão são oferecidos aos profissionais das seguintes áreas:

1º) Extração de petróleo e gás natural: R$ 9.104,00, 2º) Atividades de apoio à extração de minerais: R$ 4.908,00, 3º) Fabricação de produtos farmoquímicos e farmacêuticos: R$ 4.186,00, 4º) Eletricidade, gás e outras áreas de atuação: R$ 4.009,00 e 5º) Extração de minerais metálicos: R$ 4.007,00.

 

No setor de serviços, as remunerações mais altas estão em:

1º) Atividades de exploração de jogos de azar e apostas: R$ 9.301,00, 2º) Organismos internacionais e outras instituições extraterritoriais: R$ 6.801,00, 3º) Atividades de serviços financeiros: R$ 5.179,00, 4º) Atividades de serviços de tecnologia da informação: R$ 4.927,00 e 5º) Pesquisa de desenvolvimento científico: R$ 4.861,00.

 

A pesquisa demonstra que agropecuária e comércio apresentaram salários de admissão inferiores à média nacional. A meu ver, independente da questão salarial, ainda vale muito a vocação de cada um na escolha da profissão.  Sendo feliz com a área abraçada, a pessoa consolida seu desenvolvimento profissional e avança celeremente. Além disso, a profissão escolhida pode ser o alicerce do empreendedorismo, permitindo iniciar um pequeno negócio e, gradativamente, transformá-lo num grande empreendimento. Basta manter os pés no chão, ter dedicação e disposição de aprender sempre. #TrilhaProfissional

 

Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo

 

terça-feira, 7 de outubro de 2025

Luta contra o vício

 

#Alcoolismo – Desde jovem, desenvolvi o conceito de que os vícios, em quaisquer circunstâncias, só prejudicam o ser humano. É o caso do alcoolismo, do tabagismo, de outras drogas e ainda dos jogos, pornografia e até da comida. Vi de perto como parentes e amigos destruíram suas vidas em razão do consumo desenfreado de bebidas alcoólicas. Chamou minha atenção o relato do humorista Matheus Ceará (41), que revelou ter chegado a tomar 24 garrafas de cerveja em duas horas e os caminhos percorridos para combater a depressão e superar os problemas com o vício em álcool.

 

“Eu estava assistindo ao filme do Elvis Presley com a minha esposa quando ela adormeceu no sofá. Coincidindo com a duração do filme, de mais ou menos duas horas, eu tomei 24 long necks de cerveja (aproximadamente 8 litros). Foi quando percebi que tinha alguma coisa errada comigo”, disse Ceará, reconhecendo o vício que tende a avançar celeremente para uma condição crônica, com graves consequências, afetando o corpo e a mente, além de trazer um prejuízo imenso nas relações familiares (brigas, divórcio), no aspecto profissional (perda de emprego ou falência da empresa) e no convívio social (perda de amigos e respeitabilidade).

 

Segundo especialistas, o alcoolismo também acarreta depressão, ansiedade, comportamento impulsivo, agressividade e perda de noção sobre o controle de consumo, entre outras consequências, gerando total isolamento e risco de suicídio. No organismo, o vício pode causar cirrose hepática, hepatite alcoólica e gordura no fígado; doenças cardíacas com hipertensão e arritmias; neuropatias, perda de memória, demência alcoólica no sistema nervoso; aumento do risco de câncer de boca, esôfago, fígado e mama; problemas gastrointestinais como úlceras e pancreatite; e enfraquecimento do sistema imunológico.

 

Apesar de aparentar um caminho sem volta, há cura para os vícios. No caso do alcoolismo, incluem-se psicoterapia (terapia cognitiva e comportamental), grupos de apoio (alcoólicos anônimos), medicamentos (auxiliam a controlar o desejo), acompanhamento médico (se necessário, até com internação) e suporte familiar. Foi assim que o humorista Matheus Ceará conseguiu superar o alcoolismo. Ele também passou por cirurgia bariátrica aliada à dieta e exercícios diários, além de fazer valer sua extrema força de vontade contra o vício. A série de ações resgatou o comediante do caminho tortuoso em que estava, para alegria de familiares, amigos e admiradores. #LutaContraOVício

 

(Foto: Reprodução/Instagram - Contigo)

 

Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo

 

sexta-feira, 3 de outubro de 2025

Evento histórico

 


#CidadãoMogiano – A Câmara Municipal de Mogi das Cruzes outorgou ao Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário do Japão no Brasil, Teiji Hayashi, o Título Honorífico de Cidadão Mogiano pelos relevantes serviços em prol do fortalecimento das relações bilaterais Brasil-Japão. O Decreto Legislativo (nº 34/2025), de autoria do decano vereador Pedro Komura, teve aprovação unânime. Com aval do presidente do Legislativo mogiano, vereador José Francimário Vieira de Macedo Farofa,  a concessão da honraria ocorreu no salão social da Associação Cultural de Mogi das Cruzes (Bunkyo), na Vila Industrial.

 

O honroso título reflete os esforços do embaixador pelo fortalecimento dos laços entre os dois países, lastreado no intercâmbio comercial, na defesa do meio ambiente e nas parcerias em inovação, ciência e tecnologia. Simboliza o importante legado dos imigrantes japoneses ao Brasil, a perpetuação da cultura japonesa desenvolvida pela comunidade nipo-brasileira e, acima de tudo, a fundamental aliança e amizade inabalável entre os dois povos.

 

Realizada em 13 de setembro, a cerimônia teve como anfitriões o presidente e o vice-presidente do Bunkyo, respectivamente, Frank Tuda e Daniel Aoyagui. Os vereadores Pedro Komura, Fernanda Moreno e Vitor Emori representaram a Câmara. Pela Prefeitura, participaram o presidente do Instituto de Previdência Municipal de Mogi das Cruzes (Iprem), Cel. Felício Kamiyama (representante da prefeita Mara Bertaiolli); o secretário de Desenvolvimento Econômico e Social,  Sadao Sakai; e o secretário-adjunto de Saúde, Luiz Bot. Também prestigiei o evento, assim como o secretário municipal de Meio Ambiente do Município de São Paulo e ex-prefeito de Suzano, Rodrigo Ashiuchi; o presidente do Sindicato Rural de Mogi das Cruzes, Fábio Dan; e o vice-presidente da Niterra (antiga NGK), Eduardo Tsukahara; entre outras lideranças.

 

Ao pontuar que Mogi das Cruzes abriga uma das maiores comunidades nipo-brasileiras do País, o vereador Pedro Komura destacou a história da imigração japonesa no Brasil, que embasou o desenvolvimento agrícola nacional. Frank Tuda ressaltou a extrema honra do Bunkyo em recepcionar a cerimônia, observando que o evento reforça os laços de amizade entre Mogi das Cruzes e Japão. Como forma de valorizar a identidade cultural e econômica da Cidade, ele presenteou Hayashi com produtos típicos da região. Em reciprocidade, o embaixador entregou ao Bunkyo o livro de sua autoria “Recortes do Cerrado”.

 

Registrei a imensa gratidão aos vereadores pela concessão da honraria e ao Bunkyo pelo trabalho permanente na difusão da cultura nipônica. Com muita honra, comandei o brinde em homenagem ao histórico evento que fortalece ainda mais a irmandade selada entre os dois povos: Kampai (Saúde), Banzai (Viva)! #EventoHistórico

 


Junji Abe, produtor e líder rural, é ex-prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo